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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cine Especial: OSCAR 2011: Curiosidades parte 1

O maior número de pessoas citadas no agradecimento feito após ganharem a estatueta do Oscar ocorreu na cerimônia de 1947, quando Olivia de Havilland ganhou o seu prêmio como melhor atriz pelo desempenho no filme de 1946 Só resta uma lágrima, e agradeceu a 27 pessoas.

Em toda a história da premiação, houve apenas dois empates: em 1933 Wallace Beery (The Champ) e Fredric March (O Médico e o Monstro) dividiram o prêmio de melhor ator. Em 1969 foi a vez de Barbra Streisand (Funny Girl) e Katharine Hepburn (O Leão no Inverno) dividirem o de melhor atriz. Na época, era considerado empate um resultado que desse uma diferença de até três votos entre os mais votados. Hoje, o empate se tornou muito mais difícil porque o número de votos precisa ser rigorosamente igual.

Walt Disney tem o maior número de indicações ao Oscar de todos o tempos: 64.

Dois grandes atores já recusaram o prêmio desejado por tantos: George C. Scott e Marlon Brando. Scott, premiado por Patton, avisou antes que não aceitaria se ganhasse, porque não acreditava em competição entre atores. Ganhou assim mesmo e não aceitou receber. Brando, que já havia sido premiado em 1955 por Sindicato de Ladrões e aceitou, mandou uma índia de nome Sacheen Little Feather representá-lo na entrega dos prêmios de 1973, que lhe deu o segundo Oscar por O Poderoso Chefão. Sacheen subiu ao palco na hora do anúncio da vitória de Brando – feito por Liv Ullman e pelo então novo 007, Roger Moore - recusou o prêmio em nome dele e enfureceu a platéia e o público televisivo, com um discurso escrito pelo ator contra a opressão sofrida pelo índio norte-americano. Tempos depois, descobriu-se que a "índia" era na verdade uma dançarina do Texas que acabou posando para a revista Playboy.

Apenas o personagem Vito Corleone deu Oscar para dois atores diferentes, primeiro para Marlon Brandon em O Poderoso Chefão e melhor ator cuadjovante para Robert De Niro para O Poderoso Chefão: Parte II como o jovem Vito Corleone.  

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cine Dicas: Lançamentos em DVD e Blu-Ray (18 02 11)

Solomon Kane - O Caçador de Demônios

Sinopse: O filme, dos mesmos produtores da trilogia Resident Evil, conta a história de um homem de aparência sombria que vagueia pelo mundo sem nenhum objetivo aparente, além de vencer o mal em todas as suas formas. Armado de suas pistolas, ele e seus homens libertam sua sede de sangue enquanto lutam, em nome da Inglaterra, batalhas em todos os continentes.

Essa produção divida em três países diferentes (Republica Checa, França e Reino Unido) é tudo que o filme Van Helsing não foi, uma aventura de capa espada com elementos sobrenaturais na medida certa. Criado pelo escritor Robert E. Howard (o mesmo de Conan) o personagem nunca teve o mesmo sucesso que herói bárbaro, porém na tela o personagem funciona muito bem em uma produção que não tem pretensão de mudar a vida de ninguém e sim contar uma boa história de aventura com pitadas de terror. Michael J. Bassett que dirige esse película, já havia demonstrado dotes de ser bom diretor em filmes de terror como Guerreiros do Inferno e com isso, cria momentos de pura tensão como no inicio do filme.
Apesar do final previsível, Solomon Kane funciona como uma espécie de ponta pé inicial para uma possível franquia, desde que mantenha o que deu certo neste filme ou então chamem um diretor com mais calibre para esse tipo de gênero como Guilherme Del Toro.

Curiosidade: A intenção original do diretor Michael J. Bassett e dos produtores era que Solomon Kane - O Caçador de Demônios fosse o primeiro filme de uma trilogia. Este filme se passaria na África e os demais na América do Norte no período colonial;

VINCERE
Sinopse: Ida Dalser (Giovanna Mezzogiorno) conheceu Benito Mussolini (Filippo Timi) quando ele era apenas um militante socialista radical. Fascinada por ele, resolve se desfazer de suas posses para ajudá-lo no jornal Il Poppolo d'Italia e na criação do Partido Fascista. Eles têm um filho mas, com a chegada da 1ª Guerra Mundial, Mussolini se alista no exército e desaparece. Ida apenas o reencontra no leito do hospital, onde ele está ao lado de sua nova esposa, Rachele (Michela Cescon).
Filme Italiano que reabilitou a carreira do diretor Marco Bellocchio que nos anos sessenta ganhou seu auge com o filme De Punhos Cerrados mas depois disso sua carreira havia desandando.
Felizmente Vincere é uma super produção caprichada que retrata um dos pontos obscuros da vida de Benito Mussuolini, que é sobre a mulher, Ida Dalser, esposa ao que tudo indica do ditador fascista da Itália, que ao ficar famoso e subir na vida, a rejeitou chegando ao cúmulo de prendê-la num sanatório, renegando-a completamente e separando do seu filho .
O filme ganha pontos ao fazer o espectador prestar mais atenção no que esta acontecendo na tela em vez do que é dito, já que não a muitos diálogos no filme e sim sempre algo esta acontecendo na tela, seja por momentos de pura e belas imagens plásticas, seja por ótimas interpretações. Mas nada se compara a grande força do filme que é Giovanna Mezzogiorno que faz a primeira esposa de Benito, Ida Dalser. Giovanna é uma daquelas típicas atrizes que não precisa dizer nada, pois os seus olhos e gestos já dizem tudo e com uma beleza contagiante, com certeza uma das mais belas atrizes italianas da atualidade.
Com inúmeras cenas fantásticas (a minha preferida é quando a protagonista esta assistindo o filme O Garoto), Vincere é um filme para ser redescoberto por todos

Cine Dicas: Estreias do final de semana (18/02/11)

Boa tarde a todos. Faltando pouco mais de uma semana para a entrega do Oscar, praticamente todos os indicados nas categorias principais já estrearam e com isso inúmeras opções tem os cinéfilos para ir ao cinema. Devido ao fato das salas estarem cheias de opções, somente tivemos aqui no RS duas estréias importantes neste final de semana, 127 horas e Besouro Verde. Se o primeiro é um dos finalistas ao Oscar, o segundo abre a temporada de super heróis do ano que terá, Thor, Capitão America, Lanterna Verde e X-Men: Classic.
Confiram as estréias.

127 Horas
Sinopse: 127 Horas - narra a história baseada em fatos reais do alpinista Aron Ralston vivido por James Franco que luta por sua sobrevivência após uma rocha cair sobre seu braço e aprisioná-lo em um isolado cânion em Utah


O Besouro Verde 3D
sinopse: Depois que o sócio de seu pai foi assassinado e a justiça considerou como roubo o motivo o editor Britt Reid (Seth Rogen) prometeu lutar contra o crime organizado e descobrir o autor do crime. Para isso durante a noite ele vai para as ruas mascarado como o Besouro Verde e na companhia de seu fiel escudeiro o perito em artes marciais Kato (Jay Chou).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cine Clássico: O Nascimento de uma Nação

OBRA PRIMA QUE SE CONDENOU DEVIDO SUAS IDÉIAS CONTROVÉRSAS

Sinopse: Dois irmãos da família Stoneman visitam os Cameron em Piedmont, Carolina do Sul. Esta amizade é afetada com a Guerra Civil, pois os Cameron se alistam no exército Confederado enquanto os Stoneman se unem às forças da União. São retratadas as conseqüências da guerra na vida destas duas famílias e as conexões com os principiais acontecimentos históricos, como o crescimento da Guerra da Secessão, o assassinato de Lincoln e o nascimento da Ku Klux Klan.
Na época de seu lançamento (1915) foi considerado uma das maiores superproduções de todos os tempos, o primeiro a passar a marca de 100 minutos e o primeiro longa a ter realmente uma historia. Apesar de toda sua importância histórica, porém, o filme não escapou (e com razão) do seu conteúdo racista onde os personagens negros eram um dos grandes vilões da trama e para piorar, todos eram retratados na verdade por brancos, pitados com tinta negra, algo que hoje simplesmente não seria aceito de forma alguma.
Baseado na peça de Tomas Dixon, a trama coloca a tão polemica organização Ku Klus Klan como responsável pela restauração da política e pelo estilo de vida do Sul após a derrota na guerra. Polemicas a parte, a trama possui momentos marcantes como as seqüências de batalha e a cena do assassinato de Abraham Lincoln.
Por muito tempo o filme ficava entre as 100 maiores obras primas de todos os tempos mas em um mundo politicamente correto atualmente, dificilmente isso ira acontecer em sequida. Mesmo com todo o seu conteudo historico, o filme deve ser mais apreciado pelos cinefilos de mente aberta  que souberem aceitar mentalidade racista e estupida da epoca.

Curiosidade: O Nascimento de uma Nação foi banido em várias cidades importantes dos Estados Unidos, como Los Angeles.

Cine Dica: Em DVD E BLU-RAY: Enterrado Vivo

SIMPLISIDADE UNIDA COM TERROR PSICOLOGICO
Sinopse: Paul Conroy (Ryan Reynolds) ainda não está pronto para morrer. Mas, quando ele acorda dentro de um caixão a 2 metros abaixo da terra sem a menor ideia de quem ou porque o colocaram lá, a vida dele se transforma em um único esforço extremo pela sobrevivência. Enterrado apenas com um celular e um isqueiro, o pouco oxigênio transforma Enterrado Vivo numa aflitiva experiência de corrida contra o tempo. Paul tem apenas 90 minutos para conseguir que o resgatem antes que seu pior pesadelo se torne verdade. Prenda a respiração.
Não é de hoje que o cinema nos apresenta uma trama de um determinado protagonista, cujo o ambiente é limitado e toda a ação se passa neste pequeno ambiente. Por Um Fio é um bom exemplo, porém, o diretor Rodrigo Cortés inova essa tensão em um ambiente menor ainda para o protagonista, onde toda a tensão se passa dentro de um caixão em 99% do filme. Sendo assim,  o personagem Paul Conroy, com poucos movimentos e poucos recursos (entre eles celular) tenta desesperadamente pedir ajuda e ao mesmo tempo passar por humilhações psicológicas, seja por aqueles que dizem que irão resgatá-lo, seja por aqueles que o seqüestraram.
Ryan Reynolds atua sozinho, sem contracenar com ninguém e somente com aqueles do outro lado da linha, assim acompanhamos todo o seu desespero e degradação ao longo de uma hora e meia e com isso, o ator que por muitas vezes é tachado como canastrão, finalmente convence com um ótimo desempenho, onde passa todo o seu desespero e terror psicológico.
Mesmo sendo um pequeno filme e com uma historia simples (mas impactante) a trama ainda tem tempo de fazer criticas com relação à Guerra do Iraque e à diplomacia dos Estados Unidos e mesmo que tais criticas já estejam desgastadas já alguns anos, aqui ainda funciona perfeitamente.
Com um final angustiante e pouco reconfortante, Enterrado Vivo não é aconselhado para pessoas que tem claustrofobia, mas não custa se arriscar para ver algo de diferente no gênero de suspense a flor da pele.

Curiosidades: Fez muito sucesso no Sundance Festival de 2009 e foi comprado pela Lionsgate por US$ 3,2 milhões;
Rodado em cerca duas semanas;
Seu orçamento foi de apenas US$ 3 milhões;
Foram usados cinco caixões para as filmagens.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cine Dica: Em Cartaz: Bravura Indômita

UMA VERSÃO SUPERIOR EM TODOS OS ASPECTOS E QUE FALA POR SI.
sinopse: O filme acompanha o bêbado grosseiro e totalmente destemido comissário Rooster Cogburn. O rabugento Rooster é contratado por uma decidida garota para encontrar o homem que matou seu pai e fugiu com as economias da família. Quando a nova patroa de Cogburn insiste em acompanhá -lo na empreitada voam faíscas. Mas a situação vai de problemática a desastrosa quando o inexperiente mas entusiasmado Texas Ranger entra na festa.
O Bravura Indômita 1969 ficou na lembrança de muitos por ter sido o filme que deu o único Oscar na vida para John Wayne. Assistindo o filme hoje percebo que o prêmio dado ao ator foi uma espécie de tributo pela sua fantástica carreira ao longo dos anos, já que seu papel como Rooster não apresentava muitos desafios e como sempre John Wayne era sempre John Wayne. O que nos leva ao nosso presente, com os irmãos Coen fazendo não só uma refilmagem, mas uma obra bem mais fiel ao livro que deu origem e mesmo com a aura de “nova versão”, o filme fala por si.
Ao começar pela (logicamente) boa direção dos irmãos que novamente exploram um tom de humor negro na trama com personagens humanos mas não menos que excêntricos. Os diretores já haviam namorado um pouco com o gênero em uma espécie de faroeste contemporâneo em Onde Os Fracos Não Têm Vez, mas é aqui que todos os elementos do velho e bom faroeste retornam as telas, mesmo com uma historia já bastante conhecida pelos cinéfilos. O bom é que eles foram ousados em adotar um ritimo lento no filme para dar maior destaque na personalidade e caracteristicas de cada um dos personagens, portanto não esperem algo do gênero como tiroteios e mortes aos montes, elas existem, mas acontecem em momentos certeiros quando o espectador acha que esta faltando algo para acontecer.
Como sempre, os diretores foram felizes na escolha do elenco e o que posso dizer é que Jeff Bridges se saiu muito bem do que o próprio lendário Wayne. Enquanto o veterano ator fazia “mais do mesmo” na produção de 1969, Bridges simplesmente desaparece no personagem. O que vemos não é o ator e sim o personagem Rooster, com todos os seus trejeitos de uma vida marcada pela dor e bebedeira, Bridges esta maravilhoso neste papel e é mais uma prova que sua velhice ao longo dos anos serviu para melhorar mais ainda suas boas performances nas telas. Matt Damon e Josh Brolin cumprem bem seus papeis, esse ultimo alias se revelando cada vez melhor em cada filme que atua. Mas nenhum deles é a grande força matriz da produção e sim a jovem estreante Hailee Steinfeld. Se na versão de 1969 Kim Darby possuía energia o suficiente para roubar a cena, Hailee Steinfeld possui seriedade, energia em dobro, presença e segurança perante aos veteranos em cena e não é a toa que ganhou uma merecida indicação ao Oscar, provando que essa jovem promissora atriz ira mais longe.
Mesmo sendo anunciado como uma versão mais fiel ao livro, o filme na realidade possui praticamente seqüências idênticas se comparado ao original, contudo, o que torna esse filme muito superior a produção de 69 é o seu ato final, onde entrega destinos parecidos mas muito mais corajosos aos seus personagens. E o que dizer do belo casamento da fotografia de Roger Deakins com a trilha sonora de Carter Burwell, cheia de poesia, beleza e tragédia eminente e desde já, uma das mais belas seqüências que eu já vi recentemente no cinema.
Com o maior sucesso da carreira em mãos e com razão, Ethan Coen, Joel Coen provaram que podem continuar sempre mantendo suas visões particulares de fazer seus filmes, seja vindo da cabeça de ambos, seja uma repaginada de algo que já deu certo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cine Clássico: M, O Vampiro De Dusseldorf

UM RETRATO DE UMA SOCIEDADE PARANOICA
sinopse: Dusseldorf passa por um momento crítico. Assassinatos em série assustam os moradores da cidade. Meninas são abordadas, seviciadas e mortas por um homem que desafia a polícia. À busca de pistas, qualquer pessoa pode ser o procurado e, por vezes, inocentes são acusados.
A polícia vasculha a cidade enquanto os mafiosos, tendo como chefe o poderoso Schränker, montam uma "tropa" composta por mendigos e trapaceiros. O propósito é encontrar o assassino, antes da polícia. Assim, estariam livres para promover seus "negócios"
O primeiro filme falado do diretor austríaco Fritz Lang (Metropolis) e foi baseado em fatos verídicos.. A trama é baseada sobre um assassino de crianças, Peter Kürten, que por volta de 1925 cometeu 10 crimes na cidade de Düsseldorf
O filme é um verdadeiro retrato do clima de terror que se alastrava na Alemanha, na época da ascensão do nazismo e para piorar o cinema alemão estava vivendo seus piores anos, contudo, Anjo Azul e M., o vampiro de Dusseldorf são exceções honrosas .
Rodado do começo ao fim em estúdio, M revela o então ator de teatro Peter Lorre (1904-1968) que, apesar de ter atuado em outros filmes posteriores, ficou marcado para sempre como o homem de olhos esbugalhados e se tornou um dos maiores vilões do cinema..
Não faltam momentos que se tornaram clássicos desse filme,como a parte do cego, vendedor de balões, que tem contato com o assassino. Ele o reconhece através da melodia que o homem assobia. Alertado, um dos componentes da "tropa" escreve com giz um M (Mörder= assassino) na palma da mão, marcando o facínora nas costas. Após uma grande perseguição, os mafiosos capturam o assassino e o submetem a julgamento. Num monólogo, considerado um dos mais expressivos e inesperados da historia do cinema.