A partir do dia 9 de novembro, o 21º Festival de Cinema Italiano no Brasil ocupa a Sala Redenção. A seleção traz 11 títulos, incluindo cinco produções inéditas, algumas recém-exibidas no Festival de Veneza, e seis obras consagradas, reunidas na seção “Itália em cena”. A mostra permanece em cartaz até o dia 27 de novembro, com entrada franca.
O cinema italiano sempre fez do território um elemento dramático: Roma como epicentro de tensões e deslumbres, o sul místico, o norte moderno e as províncias impregnadas de memória. Combinando a força dos clássicos e o frescor das produções contemporâneas, o Festival encara a tela enquanto elemento vivo para atravessar as complexidades e belezas da Itália.
Um dos destaques contemporâneos da programação é “Travessura” (2026), longa-metragem do diretor Mario Martone. Baseado no romance homônimo de Domenico Starnone, o filme tem Toni Servillo no papel principal, ao lado do jovem Lorenzo Perrotta. A partir das tensões de um conflito geracional com o neto pequeno, o personagem solitário de Servillo encara limites, fragilidades e a potência transformadora da infância.
Na sessão “Itália em Cena”, a mostra revisita obras fundamentais em que paisagens costeiras, ilhas e centros urbanos deixam de ser meros cenários para organizar a luz, o ritmo e o tom das narrativas. Entre os títulos estão “Os boas-vidas” (1953) e “A doce vida” (1960), de Federico Fellini; e “Viagem à Itália” (1954) e “Stromboli” (1950), de Roberto Rossellini.
Parte dos filmes está disponível online, gratuitamente, no site do 21º Festival de Cinema Italiano. Confira a programação completa no site oficial da sala https://www.ufrgs.br/difusaocultural/salaredencao/


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