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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Cine Dica: Durante a Quarentena Assista: "Dias Sem Fim"

Sinopse: Jahkor (Ashton Sanders) é um jovem de fala mansa que luta para manter o seu sonho de viver como um rapper vivo em meio a uma guerra de gangues em Oakland. 

Seja Rapper ou funk, são músicas que, por vezes, sofrem a discriminação devido ao seu palavreado chulo e do qual algumas pessoas se sentem ofendidas só de ouvi-las. Porém, são músicas criadas por cantores que convivem com a violência, miséria e que, em alguns casos, o instinto pela sobrevivência é o único elo que os fazem se manter vivos no dia a dia.  "Dias Sem Fim" nos coloca frente a frente em uma realidade crua, da qual na maioria das vezes ignoramos, mas que é algo universal e que é preciso ser discutido.
Dirigido pelo roteirista Joe Robert Cole, co-roteirista de "Pantera Negra" (2018), o filme conta a história de um jovem (Ashton Sanders), que  passa seus primeiros dias na cadeia refletindo sobre os motivos, pistas e sinais que o levariam a ser um criminoso, desde sua vida adulta até os primórdios de sua juventude. Na prisão, ele dá de encontro com o seu pai, interpretado pelo ator Jeffrey Wright da série "Westworld".
O filme já começa de uma forma imprevisível, principalmente ao vermos o jovem protagonista cometendo um crime hediondo e fazendo a gente se perguntar porque ele fez isso. No decorrer do filme, Joe Robert Cole opta em não nos dar respostas fáceis sobre isso, mas sim fazendo com que a gente tire as nossas próprias conclusões através dos vários flashbacks que nos são apresentados. O resultado é uma colcha de retalhos, das quais algumas fazem sentido, e outras nos fazem questionar se são realmente verossímil de acordo com o que o protagonista vai se lembrando.
É bem da verdade que os cinéfilos de hoje estão mais do que acostumados com soluções fáceis em determinados longas metragens, mas não é o que acontece aqui nesse filme. Aqui vemos um jovem perdido na vida, procurando uma razão pela sua existência, seja através do desejo em criar música, ou na possibilidade de construir uma família. O resultado é uma descida ao inferno em meio a uma realidade que não dá a ele muita perspectiva, mas que muitas das razões que o faz se tornar um verdadeiro desajustado também não são muito bem explicadas.
Porém, é preciso reconhecer que o filme ganha muito do seu fôlego graças a atuação em cena de Jeffrey Wright como o pai do protagonista. Aqui vemos dois lados da mesma moeda, da qual uma é influenciadora da outra e fazendo com que pai e filho fiquem se refletindo um no outro e fazendo ambos se perguntarem onde é que haviam errado. Reconhecido mundialmente pela série  "Westworld",  Jeffrey Wright  tem aqui uma das suas melhores interpretações de sua carreira e que merecia até mesmo ser reconhecidos em futuros prêmios que vierem.  
"Dias Sem Fim", é apenas um fragmento de diversas histórias de jovens perdidos em suas próprias realidades, mas que cabe a gente começarmos a prestar mais atenção neles. 

Onde assistir: Netflix. 

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