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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cine Especial: FILMES B QUE AMAMOS: Parte 3

Na primeira semana de outubro (do dia 04 a dia 08) participarei do curso do CENA UM, “Filmes B que Amamos” (Museu da Comunicação: Rua dos Andradas, 959, Porto Alegre) onde o tema principal serão sobre filmes baratos (baixo orçamento e de vários gêneros) feitos pelo cinema americano que acabou conquistando inúmeros fãs. Por aqui, irei postar sobre o que eu sei desse universo de baixo custo, mas com enorme imaginação.


O QUE TEM A DIZER OS FILMES B DE FICÇÃO?
A Guerra Fria deixou muitos americanos com medo e paranóia, principalmente aqueles que trabalhavam para o governo, e nisso nasceu o interesse pelo desconhecido, pêlos planetas distantes e possíveis raças alienígenas, que talvez fossem ou não os próximos inimigos de uma possível guerra. A década de 50 é o ápice desse cenário, de onde surgiram inúmeros filmes B de ficção científica, é desse cenário que nasceu nosso amigo 007. Tendo como 90% de tudo que era lançado eram filmes baratos, que ganharam o apelido de filmes B, feito para entreter num determinado tempo, mas alguns esquecidos.
A Guerra dos Mundos, é um dos mais lembrados. Tanto que Steven Spielberg lançou sua versão do filme conforme a sua visão do mundo de hoje com a paranóia do medo que o mundo tem dos terroristas. Em 1953 o diretor Byron Haskin ficou famoso levando esta, que é uma das mais famosas histórias de H. G. Wells, para as telas, isso com um orçamento de US$ 2 milhões, algo que para a época já era considerável. Na mesma década Ed Wood “criou” Plan 9 From Outer Space, filme que hoje é considerado pelos críticos como o pior já feito na história do cinema, mas com charme próprio que acabou ganhando o status de não só filme B como Cult. A Guerra dos Mundos e Plan 9 From Outer Space são dois exemplos entre os poucos tais que resistem até hoje deste gênero daquele tempo, cuja a regra era orçamento apertado mas imaginação fértil.
O Dia em Que a Terra Parou é anterior a eles, e também tem um bom nível de popularidade dentre o publico. Afinal o diretor desta obra é ninguém menos que Robert Wise, o mesmo dos musicais premiados Amor, Sublime Amor e A Noviça Rebelde. Ainda assim, muitos consideram este pequeno filme de aproximadamente US$ 1 milhão o melhor e mais importante do diretor até hoje. O mais impressionante é que os efeitos especiais ainda resistem ao tempo, isso porque o filme não era lotado deles como os filmes de hoje tem em costume. O efeito mais notável mesmo é o vôo da espaçonave de Klaatu no principio do filme – um efeito que não poderia ficar muito melhor nos dias atuais, devido à sua simplicidade e funcional.
A história também é simples e direta, mas de tamanha importância que dura hoje. Era um lembrete direto para as pessoas e principalmente para os governos de todo o mundo que viam-se ameaçados sob a sombra de uma devastadora e até provável guerra nuclear. O alienígena Klaatu viajou, juntamente do robô Gort, pôr 200 milhões de milhas para chegar à Terra e mandar uma mensagem a todos os seus representantes: se continuarem constituindo uma ameaça a outros planetas (com a criação de foguetes essa ameaça existiria em breve), todo o planeta deve ser exterminado! Porém, assim que chega à Terra – mais precisamente em Washington – as pessoas não parecem querer ouvi-lo, e fazem de sua presença uma grande ameaça. Acuado, Klaatu (de aparência igual à dos terráqueos) vai conviver pôr um tempo com uma típica família de classe média, para decidir se vale a pena ou não tentar realmente salvar nosso planeta da destruição iminente.
O final do filme certamente pode gerar inúmeras discussões e debates. Afinal, o sistema sugerido por Klaatu para garantir a paz universal é a opressão: ao mínimo sinal que os povos se digladiarão e ameaçarão outros planetas, a Terra seria exterminada sem dó nem piedade. A intenção é realmente boa, mas em uma época de grandes tiranos, pessoas que têm ou desejam ter controle mundial com a desculpa de tentarem assegurar a paz (Bush é um exemplo), podemos perguntar se essa é a maneira ideal de se fazer isso. O Dia em Que a Terra Parou levanta essa questão de forma genial e, mesmo que você não concorde com sua filosofia (é uma faca de dois gumes), já deve dar crédito a ele pôr fazer pensar. Enfim, é um típico filme de ficção científica dos anos 50 que fez as pessoas saírem das salas de cinema e ficarem ainda digerindo o que viram, e só com isso já é um grande feito para ser lembrado até hoje nos dias atuais.
O Dia em Que a Terra Parou pode ser considerada uma das mais importantes ficções científicas de todos os tempos no cinema. Um filme que mistura diversão com conteúdo e é dono de uma mensagem atemporal. Um clássico não tão popular que figure entre os maiores já lançados em Hollywood em todos os tempos, o que é uma pena, mas ainda assim deveria ser visto pôr quem curte pelo menos um pouco filmes sobre visitantes de outros planetas. É uma experiência no mínimo original.


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Um comentário:

Carla Marinho disse...

Oi Marcelo, tudo certinho?

esse post foi indicado no links da semana:
http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/09/links-da-semana-de-18-2509.html