Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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A cinesemana de 29 de janeiro a 4 de fevereiro destaca a estreia de A VOZ DE HIND RAJAB, longa tunisiano que está entre os cinco indicados ao Oscar de melhor filme internacional. Outra novidade também vem de território africano: é o longa ÁGUIAS DA REPÚBLICA, que faz uma sátira à atual ditadura do Egito.
Seguem em cartaz filmes elogiados pela crítica e candidatos ao Oscar, como O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho, indicado em quatro categorias; VALOR SENTIMENTAL, que concorre a nove estatuetas; SE EU TIVESSE PERNAS EU TE CHUTARIA, com Rose Byrne concorrendo ao prêmio de melhor atriz; e FOI APENAS UM ACIDENTE, que recebeu duas indicações.
Esta é a última semana para conferir A ÚNICA SAÍDA, novo longa do diretor Park Chan-wook (de Oldboy); e EU, QUE TE AMEI, longa que revisita a história de dois ícones do cinema francês: Yves Montand e Simone Signoret. O público ainda tem os próximos dias para conhecer ATO NOTURNO, novo título dos diretores gaúchos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher.
Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicandoaqui.
Sinopse: Enquanto seu parceiro Richard Rodgers comemora o sucesso de "Oklahoma!" no bar Sardi's, Hart enfrenta alcoolismo, declínio da carreira, sexualidade reprimida e a solidão, em um drama íntimo e poético.
Richard Linklater trabalhou e fez bonito no ano de 2025. Só com o filme "Nouvelle Vague" (2025) ele já havia ganhado o meu respeito, pois o longa retrata a construção de um dos filmes que mudaria os rumos do cinema francês. Mas eis que então ele me surpreende novamente com "Blue Moon" (2025), filme que desvenda a personalidade de um grande artista, mas cujo talento não foi o suficiente para alcançar a verdadeira felicidade que tanto queria.
A trama se passa na noite do dia 31 de Março de 1943, na abertura do musical que se tornará um sucesso, o inovador Oklahoma!. A peça é a primeira escrita pela dupla Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II e se tornará um sucesso de crítica e público. Quem não está nada feliz com isso é o lendário letrista Lorenz Hart que, fugindo do teatro, acaba amargurado no bar Sardi onde acontecerá a festa de celebração e lá colocará para fora os seus demônios e seu verdadeiro eu.
"Blue Moon" é uma daquelas músicas que você ouve desde pequeno, mas que não tem uma noção do seu peso histórico. Eu a conheci logo cedo quando inventei de ficar acordado até tarde para assistir ao clássico filme de terror "Um Lobisomem Americano em Londres" (1982), sendo que ela é tocada em três ocasiões e sendo uma delas na famosa transformação do protagonista. Portanto, assistir ao filme "Blue Moon" foi uma grata surpresa, ao conhecer o artista que criou essa obra e conhecendo um pouco de sua pessoa.
Porém, é incrível como Richard Linklater tem a proeza de falar sobre a vida de alguém unicamente em um único cenário, sendo mais precisamente em uma determinada noite em que ele vai encher a cara e colocar as suas mágoas para fora ao lado do seu amigo barman. O cineasta, portanto, resgata o que já tinha feito no passado, mais precisamente quando vemos os dois protagonistas de "Antes do Pôr-do-Sol" (2004) dialogarem durante uma caminhada no final do dia e fazendo a gente ter a sensação de um plano-sequência. Aqui, por sua vez, tudo gira em torno do protagonista em um único cenário e sendo brilhantemente orquestrado pela espantosa atuação de Ethan Hawke.
Ouso dizer que essa é sem sombra de dúvida a melhor atuação do ator em anos, pois ele simplesmente desaparece na pele de Lorenz Hart, um artista de sucesso que vai em busca sempre da perfeição do seu trabalho, mas decaindo devido aos seus vícios e desejos nunca alcançados. É um personagem que facilmente nos identificamos, pois ele não é muito diferente de uma pessoa normal que sonha pelo seu maior objetivo, mas que se vê diante de pessoas que um dia o admiravam, mas que começam a descartá-lo. Um personagem trágico, poético e gente como a gente acima de tudo.
O filme dá o seu merecido destaque a Margaret Qualley, que aqui interpreta uma jovem atriz em ascensão e da qual se torna a principal paixão do protagonista. Porém, ela é aquele tipo de personagem que odiamos pelo fato de não enxergar além do que o protagonista poderia oferecer, mas ao mesmo tempo a gente compreende que neste jogo pelo sucesso vale tudo, mesmo quando magoamos aqueles que admiramos. A cena entre os dois em uma determinada passagem da trama se torna pesada, angustiante, pois as vezes as palavras são mais dolorosas do que um soco na cara.
Ao final, tudo que resta ao protagonista é colher o que resta, sendo que a sua cena final é simbólica, pois representa um indivíduo tendo que encarar o fato que já ofereceu tudo o que tinha para apresentar ao mundo. Não importa os altos e baixos, pois ao menos basta ser lembrado para ter algum significado no decorrer do tempo. Neste último caso o diretor nos brinda com esse pensamento e com estilo.
"Blue Moon" é uma carta de amor para aqueles talentos que muitas vezes nós cruzamos na rua, mas que não temos uma verdadeira dimensão de sua própria história.
Sinopse: Drama ambientado nos anos 1950 sobre a ascensão de Marty Reisman, um excêntrico prodígio do tênis de mesa em Nova York.
Josh Safdie e Benny Safdie chamaram atenção da crítica e do público através do ótimo "Bom Comportamento" (2017), um filme frenético e que provou que o ator Robert Pattinson sabia atuar como ninguém. Porém, neste último ano, ambos decidiram que cada ia fazer o seu próprio filme, sendo que Benny Safdie fez o divisível, porém que vale a pena ser conferido, "Coração de Lutador: The Smashing Machine" (2025). Josh Safdie, por sua vez, lançou "Marty supreme" (2025), filme que possui todos os ingredientes de sucesso que já foram vistos nos filmes anteriores e se tornando uma obra que vale cada centavo para ser vista no cinema.
Na trama, Marty Reisman (Timothée Chalamet) é um malandro que deseja se tornar uma lenda no jogo de tênis de mesa. Decidido em ser o que realmente deseja, ele vive em jogar pelo dinheiro das apostas em Manhattan, onde acaba se tornando campeão em mais de mais de 22 competições de pingue-pongue. Porém, o seu sonho é ser o número um da categoria e não medirá esforços para obter o seu principal objetivo, nem que para isso tenha que roubar e enganar as pessoas próximas a ele.
Assistindo ao filme logo me veio o já citado "Bom Comportamento", pois em ambos os casos os protagonistas se metem em situações que beiram ao absurdo, mas que acabam não desistindo enquanto não alcançarem os seus objetivos. Marty anseia em realizar os seus sonhos, mas sempre tendo um obstáculo que o faz se meter nas piores arapucas que um malandro não gostaria de se meter. Por conta disso, vemos ele engravidar a melhor amiga, se envolver com uma atriz veterana, roubando dinheiro do seu patrão e levantando promessas que nunca serão cumpridas.
O resultado é um filme quase vertiginoso, onde a câmera do cineasta acompanha o protagonista quase o tempo todo, com o direito de uma edição de cenas fantásticas e que acabam se tornando uma das melhores do ano. Vale destacar que esse é sem sombra de dúvida o maior filme do estúdio A24, pois temos uma dimensão disso graças a uma reconstituição de época primorosa e que se casa com perfeição com uma fotografia digna de nota. Não é todo dia que um pequeno estúdio faz um trabalho tão bom quanto um estúdio veterano que se perde em projetos de grandes orçamentos.
Timothée Chalamet entrega aqui o que talvez seja a melhor atuação de sua carreira, pois o seu Marty é uma pessoa mesquinha, egoísta, que só pensa em si mesmo e pisando em todos aqueles que se encontram em seu caminho. Porém, se percebe que no fundo ele não é exatamente uma pessoa ruim, mas sim moldada de acordo com o mundo real em sua volta e cuja missão é sobreviver não importa de qual forma. Para realizar o seu sonho, porém, terá que encarar de frente como é formado as engrenagens do sonho americano e do qual tudo é envolta do dinheiro e favores hediondos.
Vale destacar as atuações das atrizes Gwyneth Paltrow e Odessa A’zion, sendo dois lados da mesma moeda com relação ao fato de envolverem com o protagonista de formas distintas. Paltrow, por sua vez, interpreta uma atriz decadente, que procura obter luz própria, mas que acaba se vendendo para um empresário para continuar sobrevivendo e vendo em Marty uma válvula de escape para obter um prazer há muito tempo esquecido. Odessa A’zion, por sua vez, faz a típica personagem sonhadora, mas que conhecerá o lado feio deste conto de fadas da pior maneira, mesmo quando começa a saber jogar neste jogo de xadrez mortal quando se envolve nesta corrida desenfreada na vida do protagonista.
Assim como ótimo "Rivais" (2024), de Luca Guadagnino, o diretor Josh Safdie procura dar o destaque ao jogo de ping pong de uma forma com que faça ser algo sedutor e que atraia até mesmo aqueles olhares que antes viam a categoria como algo infantil. O ato final, por sua vez, nos proporciona momentos emocionantes, onde o protagonista procura obter a sua redenção, mesmo que para isso coloque a realização do seu sonho em risco. Ao final, testemunhamos o mesmo abraçando o que antes parecia impossível, mas tendo a consciência que se colocou neste cenário e tendo que encarar o lado bom de uma situação que antes não desejava abraçar como um todo.
Com uma trilha sonora original composta por Daniel Lopatin, além de clássicos da música pop dos anos oitenta, "Marty supreme" é sobre a luta do indivíduo em busca do seu sonho, nem que para isso se torne alguém que não mereça nosso respeito em um primeiro momento.
Em 2025, o Clube de Cinema seguiu firme na missão de ver, pensar e compartilhar cinema. Foram 74 sessões ao longo do ano, encerrando com 141 associados (sendo 48 novos), em uma comunidade que só cresce pelo amor ao cinema. Atravessamos épocas, países e cinematografias, recebemos convidados especiais, exibimos curtas e vivemos um momento histórico: 206 pessoas reunidas em uma emocionante homenagem a Hayao Miyazaki.
Nada disso seria possível sem as parcerias que caminham conosco: Sala Redenção, Cinemateca Paulo Amorim, Capitólio, CineBancários e Instituto Goethe.
Nota: Filme exibido para os associados no dia 17/01/26
David Lynch era conhecido como o cineasta do bizarro, ou mais precisamente com relação a filmes que possuíam uma trama, por vezes, não linear. Tanto "Estrada Perdida" (1997) como "Cidade dos Sonhos" (2001) reforçaram muito esse pensamento, mas o que fez ele se tornar um dos melhores diretores autorais de todos os tempos. Contudo, as tramas não eram exatamente incompreensíveis, mas sim o seu modo de filmar é que falava por si.
Enquanto os diretores convencionais criavam cenas que faziam o espectador compreender os fatos, por outro lado, Lynch optou em fazer cenas que nos conduziam para situação, por vezes, surreais mas que chegavam ao ponto em que fazia algum sentido. O realizador optou em lançar o desafio em fazer a gente pensar com relação ao que nos era apresentado e quebrando as nossas expectativas a partir do momento em que nem tudo o que a gente imaginava aconteceu exatamente em cena. O seu "Veludo Azul" (1986) nos conduz para um universo sombrio, mas do qual se encontra escondido em uma realidade que dizia aparentemente perfeita.
Na trama, Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan), um rapaz simples que acaba de voltar à cidade, envolve-se em uma perigosa investigação inusitada a partir do momento em que encontra uma orelha humana em um terreno abandonado. Com ajuda de Sandy (Laura Dern), ele acaba adentrando na casa de uma cantora de cabaré chamada Dorothy Vallens (Isabella Rossellini), sendo que a mesma é manipulada em meio aos jogos sádicos do traficante de drogas Frank (Dennis Hopper). Não demora muito para que Jeffrey adentra em uma realidade perigosa e que pode não sair com vida.
Abertura do filme já é antológica, onde nos mostra a sociedade norte-americana perfeita, onde o céu azul ilumina todos os quintais das casas perfeitinhas de uma sociedade que se diz viver na terra das oportunidades. Porém, a partir do momento em que o pai do protagonista passa mal enquanto molhava as folhas, a câmera do realizador foca cada vez mais o gramado e onde vemos formigas devorando a carne do mais fraco inseto. Um simbolismo que sintetiza o fato que sempre haverá algo feio por detrás das cortinas, por mais que outros digam ao contrário.
O bizarro achado da orelha decepada é uma das principais características de Lynch, ao criar uma verdadeira aura de mistério em torno desta descoberta e fazendo da obra uma verdadeira homenagem ao subgênero noir de antigamente. Ao mesmo tempo, se nota uma predileção do realizador em nos conduzir para um teor de puro suspense, cuja as mulheres vistas na tela transitam para verdadeiras damas fatais, como também para a mais pura inocência, mas que pode ser a qualquer momento corrompida. Qualquer semelhança ao que o mestre do suspense Alfred Hitchcock fazia não é mera coincidência.
A sua trilha sonora é marcante, misturando composições originais sombrias de Angelo Badalamenti como também canções clássicas, como "Blue Velvet" de Bobby Vinton e "In Dreams" de Roy Orbison, criando uma atmosfera neo-noir perturbadora, destacando-se a voz etérea de Julee Cruise e a melodia "Mysteries of Love". Isso faz com que a atmosfera se torne cada vez mais densa na medida em que o protagonista adentra em um território que não deveria ter chegado, mas que se encontra ali em um beco sem saída. A virada de mesa é quando ele finalmente obtém contato com a cantora de cabaré e onde Isabella Rossellini nos brinda com uma das atuações femininas mais intensas da história do cinema.
É difícil hoje em dia imaginar a personagem Dorothy Vallens sendo interpretada por outra atriz, já que ela transita entre a loucura e um pouco de lucidez que ainda há nela e somente Rossellini naquele momento poderia ter obtido tal feito. Sua atuação ao lado de Dennis Hopper é deveras marcante justamente pelo fato deste último estar completamente fora de si, ao interpretar um personagem viciado em drogas e nas mais puras sordidez. Se o intérprete já havia atuado completamente chapado no clássico "Apocalypse Now" (1979) aqui não me admira se tivesse acontecido o mesmo.
Com situações que transitam entre a loucura, erotismo e o melhor do suspense, o filme dividiu opiniões da época, principalmente através da crítica especializada que talvez não estivesse pronto para o que iriam testemunhar. A frente do seu tempo, o filme foi aos poucos sendo reavaliado, apontado atualmente como um dos filmes norte-americanos mais importantes da história. Em 2008 foi escolhido pelo American Film Institute como um dos dez maiores filmes de mistério dos Estados Unidos.
"Veludo Azul" é uma viagem sensorial de David Lynch sobre o que há por detrás das cortinas de uma sociedade que aparenta ser politicamente correta.
Oi, foi aqui que pediram estreias no Clube de Cinema?
Neste sábado, dia 24 de janeiro, às 10h15 da manhã, teremos uma sessão mais do que especial na Cinemateca Paulo Amorim: a exibição de Nouvelle Vague, novo filme de Richard Linklater.
Velho conhecido do nosso público, Linklater já passou pelo Clube com o divertido Assassino por Acaso, e dispensa apresentações quando lembramos dos seus filmes da trilogia Before, Boyhood e nosso amado Escola de Rock. Agora, o diretor retorna com uma verdadeira carta de amor à Nouvelle Vague, movimento que revolucionou o cinema francês no final dos anos 1950 e segue ecoando até hoje. Em Nouvelle Vague, Linklater recria ficcionalmente os bastidores das filmagens de Acossado, de Jean-Luc Godard.
Após a sessão, teremos comentários de Fatimarlei Lunardelli, pesquisadora, crítica e biógrafa do Clube de Cinema, em uma conversa que já funciona como aquecimento para o nosso ciclo temático de 2026 em parceria com a Sala Redenção, que irá abordar justamente a Nouvelle Vague. O ciclo começa em março e acontece sempre na segunda quinta-feira do mês, às 19h, ideal para quem quer se aprofundar (ou se apaixonar) por esse momento fundamental da história do cinema.
Confira os detalhes da sessão:
SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA
📅 Data: Sábado, 24/01, às 10h15 da manhã
📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim
Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre
Sinopse: O filme acompanha os bastidores das filmagens de Acossado (1960), de Jean-Luc Godard, oferecendo um retrato ficcional do surgimento da Nouvelle Vague e de suas ideias sobre cinema, criação e liberdade artística.
Sinopse: Em um futuro próximo, um detetive (Chris Pratt) está sendo julgado, acusado de assassinar sua esposa. Ele tem 90 minutos para provar sua inocência à avançada justiça de Inteligência Artificial (Rebecca Ferguson) que ele mesmo ajudou a implementar, antes que ela determine seu destino.
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