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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Cine Dica: Sessão Clube de Cinema 11/11/2023 - 'Afire'

 Segue a programação do Clube de Cinema no próximo final de semana.

SESSÃO CLUBE DE CINEMA


Local: Sala Eduardo Hirtz, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana

Data: 11/11/2023, sábado, às 10:15 da manhã

"Afire" (Roter Himmel)

Alemanha, 2023, 103 min, 14 anos

Direção: Christian Petzold

Elenco: Thomas Schubert, Paula Beer, Langston Uibel, Enno Trebs, Matthias Brandt

Sinopse: Um grupo de jovens, entre conhecidos e desconhecidos, é obrigado a conviver por alguns dias em uma casa de férias junto ao mar Báltico. À medida em que o tempo passa, surge um clima de amizade e até de romance em parte do grupo, enquanto Leon se irrita com o desenrolar da situação. Lá fora, os dias estão quentes, não chove há semanas e as florestas secas da região começam a pegar fogo. O filme foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim 2023.

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terça-feira, 7 de novembro de 2023

Cine Especial: Próximo Cine Debate - 'O Preço do Amanhã'

Sinopse: Acusado de assassinato, um homem deve descobrir como derrubar um sistema onde tempo é dinheiro e que permite que os ricos vivam para sempre, enquanto os pobres devem implorar por cada minuto de suas vidas. 


É engraçado que alguns filmes passam batido na época de sua estreia, mas que aos poucos ganha o seu reconhecimento na medida que o tempo passa. O clássico "Blade Runner" é um exemplo genuíno, pois o filme foi um fracasso na época do seu lançamento, mas se tornou rapidamente cultuado através das Cinematecas e VHS. O que o público não viu na época foi o fato da obra ser uma metáfora sobre o sistema capitalista cada vez mais afogando a sociedade e como a mesma deixa a sua vida passar e sem aproveitá-la ao máximo.

O tempo talvez seja um dos temas mais recorrentes da ficção cientifica, pois no nosso mundo real corremos contra ele, como se não tivéssemos tempo e cada vez mais presos ao relógio. Pode-se dizer que a situação piorou cada vez mais com o advento das tecnologias, principalmente com relação ao celular, onde se pode fazer tudo, mas privando a sociedade de aproveitar outras coisas e fazendo a mesma se esquecer de olhar para o céu ao longo da vida. A série "Black Mirror", por exemplo, é mais ou menos sobre isso, onde as pessoas cada vez mais se afogam e se tornam prisioneiras pelas tecnologias avançadas, mas que não são muito diferentes do que se vê hoje em dia.

O diretor, produtor e roteirista Andrew Niccol talvez seja um especialista ao possuir um olhar que consegue observar situações a frente do nosso tempo, mas que acabam realmente acontecendo, mesmo de forma parcial para se dizer o mínimo. Como diretor ele elaborou o surpreendente "Gattaca - Experiência Genética" (1997), onde o indivíduo somente seria bem-sucedido se possuísse um código genético perfeito. Já como roteirista ele criou "O Show de Thurman" (1998) e do qual profetizou uma sociedade cada vez mais obcecada pelos reality shows e ocupando as suas vidas ao assistir as vidas das outras.

Em seus filmes, seja como diretor ou roteirista, ele explora a questão de uma sociedade presa ao sistema e do qual a questão do tempo se encontra nas entrelinhas. Eis que então chegamos ao "O Preço do Amanhã" (2011), filme mal avaliado pela crítica e público na época do seu lançamento, mas foi crescendo a cada nova revisão. Pode-se dizer que hoje o filme se casa muito bem com a situação atual da sociedade, cada vez mais presas em seus celulares e não aproveitando o tempo que passa diante de suas vidas.

Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para sobreviver e também obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 25 anos de vida. Quando Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma misteriosa doação, passa a ser perseguido pelos guardiões do tempo por um crime que não cometeu, mas ele sequestra Sylvia (Amanda Seyfried), filha de um magnata, e do novo relacionamento entre vítima e algoz surge uma poderosa arma com o sistema e organização que comanda o futuro das pessoas.

Nota-se no início da projeção que Andrew Niccol faz uma homenagem ao clássico literário "1984", pois embora exista uma tecnologia avançada, por outro lado, a sociedade ainda precisa trabalhar arduamente para obter tempo e ao mesmo tempo sendo vigiada como um todo. Visualmente o filme remete ao já clássico e citado "Gattaca" e ao mesmo tempo revelando uma população cada vez mais dividida entre os necessitados e os afortunados. Não deixa de ser peculiar ao assistirmos as pessoas lutarem para obter tempo de vida, sendo que o dinheiro acabou se tornando inexistente e cada minuto acaba valendo ouro.

Salas procura aproveitar a vida ao máximo, mesmo quando ela somente vale uma hora ou duas no decorrer do tempo. Quando obtém diversos anos de vida ele vê a chance de ajudar pessoas próximas a ela, mas o sistema se torna implacável e acaba não ocorrendo conforme o esperado. A cena em questão é a mais dolorida como um todo, pois bastava alguns segundos a mais para que tudo fosse resolvido.

Uma vez que não tem nada a perder ele decide gastar o seu tempo ao máximo em território dos poderosos e cujo tempo de dois mil anos não é nada para aqueles que vivem na mordomia. Neste cenário conhecemos então Sylvia, sempre protegida pelo seu pai, mas jamais sabendo como viver e mesmo tendo tempo de sobra. Com Salas ela experimenta sensações até então inéditas e valoriza o seu tempo mesmo quando ele começa a se tornar curto.

Embora hoje não vivemos presos pela moeda do tempo para continuarmos existindo, infelizmente constato que o filme era um retrato sobre o nosso futuro, onde não desfrutamos mais do tempo, onde ficamos presos por essas tecnologias que cabem na palma da mão, mas fazendo das nossas vidas cada vez mais alienadas e nos privando de apreciar as horas e dias que passam em um piscar de olhos, pois estamos sempre em movimento constante para se dizer o mínimo. Será preciso chegarmos ao ponto de que o tempo se tornará valioso para então finalmente acordamos?

O filme toca também em assuntos espinhosos que vai desde ao fato de que será preciso conter a superpopulação, mas aqui impondo um limite de tempo para todos nós e fazendo com que a maioria perca a sua humanidade pelo seu próximo. Portanto o filme, por mais que o estúdio tenha vendido como entretenimento em sua época de lançamento, ele nos faz pensar e fazendo com que até mesmo sintamos uma morbidez após o seu encerramento. E olha que eu estou falando de um filme cujo final até acaba sendo reconfortante, mas que não perde o seu peso que nos deixa ao fazer a gente refletir sobre o assunto sobre o nosso papel perante um mundo real cada vez mais implacável.

Com grande elenco que inclui pesos como Cillian Murphy, "Preço do Manhã" é um filme que foi melhorando a cada nova revisão, ao saber dialogar com o nosso mundo real em que obtivemos grandes tecnologias, porém, a mesma fez com que a gente perdesse o nosso precioso tempo. 

Onde Assistir: Netflix

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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 09 A 15 DE NOVEMBRO

 ESTREIA:

TIA VIRGÍNIA

Brasil/Drama/2022/98min

Direção: Fábio Meira

Sinopse: Tia Virginia conta a história de uma mulher (interpretada por Vera Holtz) de 70 anos que não tem nenhum filho e nunca se casou, e acaba sendo convencida pelas irmãs, Vanda e Valquíria, a se mudar para outra cidade a fim de cuidar dos pais. Se passando em apenas um dia, o filme acompanha a preparação de Virginia para receber as irmãs que estão vindo até sua casa para celebrar o Natal.

Elenco: Vera Holtz. Arlete Salles. Louise Cardoso. Vera Valdez - Antonio Pitanga - Daniela Fontan - Iuri Saraiva - Amanda Lyra


EM CARTAZ:


MEU NOME É GAL

Brasil/Drama/90min

Direção: Dandara Ferreira e Lô Politi

Sinopse: Meu Nome é Gal acompanha de perto e de dentro o breve e efervescente momento da Tropicália, o principal movimento da contracultura no Brasil, responsável pela maior mudança musical e comportamental que o país já viveu. Gal Costa foi a principal voz feminina do Tropicalismo mas, para isso, precisou se libertar das amarras de uma timidez que quase a impediu de seguir sua vocação inequívoca. Com sua presença, sua atitude, seu corpo e sua voz, Gal Costa transformou a música brasileira e também toda uma geração, principalmente de mulheres. O filme mostra como ela e seus companheiros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Jards Macalé, Tom Zé e Wally Salomão, ainda muito jovens, enfrentaram a dificuldade de serem tão vanguardistas em meio ao conservadorismo e à violência impostos pela ditadura militar no Brasil.

Elenco: Sophie Charlotte, Rodrigo Lellis, Camila Mardila, Luis Lobianco, Dan Ferreira, Dandara Ferreira, Chica Carelli e George Sauma


HORÁRIOS DE 09 A 15 DE NOVEMBRO (não há sessões nas segundas-feiras):

15h: MEU NOME É GAL

17h: TIA VIRGÍNIA

19h: TIA VIRGÍNIA


Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados, portadores de ID Jovem, trabalhadores associados em sindicatos filiados a CUT-RS e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00.Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

ATENÇÃO: NAS QUINTAS-FEIRAS TODOS PAGAM MEIA ENTRADA EM TODAS AS SESSÕES!


CINEBANCÁRIOS :Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre -Fone: 30309405/Email:cinebancarios@sindbancarios.org.br


C i n e B a n c á r i o s 

Rua General Câmara, 424, Centro 

Porto Alegre - RS - CEP 90010-230 

Fone: 51- 30309405

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Cine Dica: Em Cartaz - 'Five Nights at Freddy's - O Pesadelo Sem Fim'

Sinopse: No Freddy Fazbear's Pizza, robôs animados fazem a festa das crianças durante o dia. Mas, quando chega à noite, eles se transformam em assassinos psicopatas. 

As adaptações de vídeo game para o cinema parecem que, aos poucos, tem conseguido o seu lugar em um momento em que o público em geral parece estar se cansando das adaptações de HQ para o cinema. Ao mesmo tempo, o gênero de horror se encontra mais do que estabilizado, com orçamentos baixos, mas que obtém grande retorno. "Five Nights at Freddy's - O Pesadelo Sem Fim" (2023) transita entre esses dois quesitos, mesmo sendo irregular em alguns momentos, mas obtendo um saldo positivo.

O filme é a primeira adaptação cinematográfica da famosa franquia homônima de jogos lançada em 2014 e criada por Scott Cawthon. Dirigido por Emma Tammi, a história se passa em um restaurante familiar tipicamente americano chamado Freddy Fazbear's Pizza, que está atualmente desativado, e acompanha Mike Schmidt (Josh Hutcherson), um jovem que está passando por alguns problemas financeiros e não sabendo como cuidar de sua irmã menor. Felizmente, ele é contratado para trabalhar como o vigia noturno da pizzaria. Criado por Henry Emily e William Afton, o lugar costumava ser muito famoso por seus característicos robôs animados, que eram o rosto do local e faziam a festa das crianças durante o dia. Porém, quando o sol se põe e a escuridão da noite chega, um segredo obscuro e mortal é revelado.

É curioso observar que o estúdio Blumhouse Productions vem se tornando bem-sucedido graças aos seus filmes de horror e suspense de baixo orçamento. Ao mesmo tempo, é interessante constatar também que os seus filmes tanto transitam para um teor mais violento como "A Entidade" (2012), como para um terror mais  teen, ou seja, adolescente como no caso de "A Morte lhe dá os Parabéns" (2017). No caso de "Five Nights at Freddy's - O Pesadelo Sem Fim" é um longa que procura transitar para os dois lados, como se tentasse agradar ambos os públicos, mas cujo resultado acaba soando um tanto estranho.

Para começar, é notório que o estúdio estava buscando uma fatia maior do público, pois só assim para explicar cenas de violência que quase não tem nenhum sangue, mesmo elas sendo pesadas em alguns momentos diga-se de passagem. É bem da verdade que o filme é bem dirigido, com algumas cenas que nos dá certa tensão, principalmente em sua abertura que mais nos lembra a franquia "Jogos Mortais" e que com certeza serviu de inspiração. Outro fator interessante é a sua fotografia, quase sempre escura, mas que transita com facilidade para cores que nos lembram a transição dos tempos dos anos oitenta para os noventa.

Em termos de fidelidade com relação ao vídeo game eu sou leigo, já que nunca joguei o jogo que serviu de base para o filme, mas acredito eu que os fãs irão se sentir satisfeitos, mesmo quando a obra apresente certas adaptações para se adequar ao cinema como um todo. Para começar, é notório que o drama vivido pelo protagonista e sua pequena irmã seja algo acrescido na adaptação para o público em geral saber se identificar, já que o filme não funcionaria somente com os peculiares robôs vistos na tela. Porém, os antagonistas se tornam uma peça interessante visualmente, já que eles não são realizados pelo já desgastado CGI, mas sim são realmente animatrônicos e transmitindo total peso nas cenas.

No geral, o filme também possui aquelas velhas fórmulas de sucesso dos filmes de horror, que vai desde ao teor sobrenatural que assombra os protagonistas, como também os mesmos se veem em uma situação para exorcizar os seus traumas do passado. O filme também possui umas pitadas de humor ácido, principalmente nas cenas com a tia malvada, ou com o motorista de Uber que está mais do que acostumado em pegar uma corrida com pessoas esquisitas. Esquisito talvez seja a palavra-chave desse filme, mas o que faz dele se diferenciar dos demais filmes recentes, seja do horror ou das adaptações de vídeo game.

"Five Nights at Freddy's - O Pesadelo Sem Fim" é um filme estranho e que chega justamente em um momento em que os engravatados de Hollywood não sabem mais ao certo como dar lucro para os grandes estúdios.   

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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Cine Especial: Clube de Cinema -'Johnny Guitar'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 21/10/2023. 

O gênero faroeste foi algo usado a exaustão dentro do cinema norte americano, ao ponto que ele acabou se esgotando ao longo do caminho. Antes disso, porém, o mesmo foi revitalizado em algumas ocasiões em que se via o fato que aquela velha trama de mocinho vs bandido não atraia mais as grandes plateias. O início dos anos cinquenta foi o período do cinema faroeste mais humano, psicológico, onde os protagonistas lutavam não somente contra o bandido, como também contra os seus próprios demônios.

Um desses primeiros casos de ventos da mudança dentro do gênero ocorreu em "Matar ou Morrer" (1952), onde o protagonista interpretado por Gary Cooper aguardava em tempo real o bandido da trama que viria no próximo trem, mas ao mesmo tempo demonstrava ter medo e buscava ajuda ao longo da trama. Já a obra prima de John Ford “Rastros do Ódio” (1956), vemos um John Wayne racista, disposto em acabar com os Índios que mataram a sua família, mas cuja cena final simboliza o fato que um tipo de personagem como ele já não teria o seu espaço nos anos que viriam.

Dois anos antes, porém, "Johnny Guitar" (1954) se destacou ao dar o protagonismo para uma atriz e sendo algo muito à frente do seu tempo naquela época. Dirigido por Nicholas Ray, do épico "O Rei dos Reis" (1961), o filme conta a história de Vienna (Joan Crawford), dona de um saloon próximo da ferrovia, tem planos ambiciosos para seu terreno. Emma Small (Mercedes McCambridge), filha de um rico fazendeiro da cidade vizinha, não pretende deixar que ela os realize. Emma é apaixonada por Dancin’ Kid (Scott Brady), que prefere Vienna. Tentando se livrar da inimiga, a herdeira manda seus capangas destruírem o saloon e inicia uma verdadeira guerra, na qual Vienna conta com o luxuoso auxílio de um importante figura de seu passado: Johnny Guitar (Sterling Hayden).

Embora o filme se chame "Johnny Guitar" ele poderia se chamar muito bem de "Vienna", já que a personagem interpretada pela veterana Joan Crawford é quem realmente rouba a cena em praticamente todo o filme. Dona de uma personalidade forte, tanto dentro como fora das telas, Crawford era dona dos direitos de adaptação do livro de Chanslor e vendeu a autorização ao estúdio sob a condição de estrelar o filme. Já em sua primeira cena logo percebemos que o filme está dentro do seu bolso, já que atriz possui uma presença forte, ao ponto de obscurecer por completo todos os personagens que se encontram em cena.

A trama em si é algo que sempre é revisitado pelo gênero, desde a conquista por terras e tudo girando em volta da possibilidade do crescimento das cidades daqueles tempos longínquos. Porém, a presença de uma protagonista era algo raro dentro do gênero, já que antes disso elas quase sempre eram donzelas em perigo enquanto o cavaleiro solitário sempre surgia em cena para salvar o dia. Neste último caso, aqui esse tipo de personagem é defendido por Sterling Hayden, que interpreta o próprio Johnny Guitar e cuja sua personalidade é de alguém que foge de um passado violento, o que não é muito diferente do que já havia sido visto um ano antes no clássico "Os Brutos Também Amam" (1953).

Vale destacar que Vienna não é a única personagem feminina forte da trama, já que a mesma possui o outro lado da moeda que é Emma, interpretada de forma selvagem pela atriz Mercedes Mccambridge. Ambas em cena possuem diálogos que demonstram que ambas as atrizes se entregaram de corpo e alma para personagens que se odeiam e não me surpreenderia se isso tenha ocorrido fora das telas. Crawford gostava de contracenar com atrizes que já possuía certas desavenças e se aqui essa fórmula deu certo o que dizer então do clássico "O que Teria Acontecido a Baby Jane?" (1962).

O filme também é lembrado como uma das primeiras participações do veterano Ernest Borgnine, mas que já havia chamado atenção no clássico "A Um Passo da Eternidade" (1953). Quanto ao filme em si ele explora sobre até que ponto o ser humano está disposto em colocar em prática justiça com as próprias mãos, sendo que uma vez que comete tal ato pode acabar mudando a vida da pessoa como um todo. Os personagens, portanto, fogem de um passado violento, mas ao mesmo tempo tendo que duelar com uma violência vinda do presente que poderia ser evitada, mas tudo provocado por interesses e inveja.

Na época do seu lançamento o filme foi mal-recebido pela crítica, pois não lidavam com o fato de uma mulher ser a protagonista de um faroeste. De acordo com Martin Scorsese em relação ao filme, o público estadunidense contemporâneo "não sabia o que fazer, então eles o ignoraram ou riram dele". O público europeu, por outro lado, não tendo os mesmos preconceitos do público estadunidense, viu o filme pelo que era: "uma produção intensa, não convencional, estilizada, cheia de ambiguidades e subtextos que a tornavam extremamente moderna". Hoje o filme faz parte no National Film Registry, seleção filmografia da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, como sendo "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo".

"Johnny Guitar" é um longa de faroeste a frente do seu tempo e um belo exemplo sobre o que se precisa para revitalizar um gênero que precisava já nos anos cinquenta ser fortalecido. 


Onde Assistir: Em DVD pela Classicline e no streaming pelo Prime Vídeo.


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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (02/11/23)

  MUSSUM, O FILMIS

Sinopse: MUSSUM, O FILMIS narra a trajetória de vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, indo muito além do Mussum que o grande público conhece: a infância pobre, a carreira militar, a relação com a Mangueira, o sucesso com os Originais do Samba, além de bastidores d‘Os Trapalhões.


DINHEIRO FÁCIL

Sinopse: Dinheiro Fácil é um filme norte-americano de comédia dirigido por Craig Gillespie e baseado na história real de um grupo de investidores do Reddit que causaram um grande caos em Wall Street após apostarem nas ações da GameStop (empresa de eletrônicos de gaming).


NÃO ABRA!

Sinopse: Sam (Megan Suri), uma adolescente que lida com os conflitos entre sua origem indiana e a vida nos EUA, acidentalmente liberta uma antiga entidade demoníaca de um jarro que jamais deveria ter sido aberto. À medida que o mal se alimenta dos seus piores medos, Sam precisará desvendar segredos ancestrais para tentar salvar sua vida e a de todos ao seu redor.

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Cine Dica: CINEMATECA PAULO AMORIM - PROGRAMAÇÃO DE 2 A 8 DE NOVEMBRO DE 2023

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES

A cinesemana que vai de 2 a 8 de novembro traz duas estreias em nossas salas. Uma delas é o longa alemão AFIRE, do festejado diretor Christian Petzold e que conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival Berlim. Outra estreia traz uma reflexão sobre o conflito histórico entre Israel e Palestina: é O ÚLTIMO DIA DE YITZHAK RABIN, do diretor israelense Amos Gitai.

Outra novidade da semana é a mostra em homenagem a Tabajara Ruas, patrono da Feira do Livro de Porto Alegre. O público poderá rever os cinco longas do cineasta e também o média-metragem A PRÓXIMA ESTAÇÃO DE TABAJARA RUAS, realizado pela Cinemateca Paulo Amorim em comemoração aos 80 anos do diretor.

Entre os destaques da semana também está a pré-estreia de TIA VIRGINIA, filme que garantiu à Vera Holtz o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado deste ano. A protagonista e o diretor do longa, Fabio Meira, estarão presentes na sessão.

Confira nossa programação completa e o portal do cinema gaúcho em www.cinematecapauloamorim.com.br


SALA PAULO AMORIM


15h – AFIRE - ESTREIA Assista o trailer aqui.

(Roter Himmel - Alemanha, 2023, 103min). Direção de Christian Petzold, com Thomas Schubert, Paula Beer, Langston Uibel, Enno Trebs, Matthias Brandt. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Um grupo de jovens, entre conhecidos e desconhecidos, é obrigado a conviver por alguns dias em uma casa de férias junto ao mar Báltico. À medida que o tempo passa, surge um clima de amizade e até de romance em parte do grupo, enquanto Leon se irrita com o desenrolar da situação. Lá fora, os dias estão quentes, não chove há semanas e as florestas secas da região começam a pegar fogo. O filme foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim 2023.


17h – ELIS & TOM, SÓ TINHA DE SER COM VOCÊ Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2022, 100min). Documentário de Roberto de Oliveira. O2 Play, 12 anos.

Sinopse: Lançado em 1974, "Elis & Tom" é um dos discos mais importantes da história da música brasileira. As gravações deste encontro entre Elis Regina e Tom Jobim ficaram guardadas por mais de quatro décadas e ganham às telas dos cinemas depois de um cuidadoso processo de restauração e remasterização. Além de clássicos como “Águas de Março”, Chovendo na Roseira” e “Modinha”, o público vai conhecer os bastidores no estúdio, incluindo algumas tensões e um pouco do processo criativo destes monstros sagrados da nossa música. A produção é também um reencontro emocionante do diretor com amigos e com os artistas envolvidos no projeto.


19h – AFIRE - ESTREIA

(Roter Himmel - Alemanha, 2023, 103min). Direção de Christian Petzold, com Thomas Schubert, Paula Beer, Langston Uibel, Enno Trebs, Matthias Brandt. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Um grupo de jovens, entre conhecidos e desconhecidos, é obrigado a conviver por alguns dias em uma casa de férias junto ao mar Báltico. À medida que o tempo passa, surge um clima de amizade e até de romance em parte do grupo, enquanto Leon se irrita com o desenrolar da situação. Lá fora, os dias estão quentes, não chove há semanas e as florestas secas da região começam a pegar fogo. O filme foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim 2023.


SESSÕES ESPECIAIS DA SEMANA

TERÇA, DIA 7, ÀS 19h – ENTRADA FRANCA


O DESAFIO DA TELA EM BRANCO

(Brasil, 2023, 26min). Documentário de Gilberto Perin e Emerson Souza, realizado pelo projeto Acervo Margs.

Sinopse: O filme destaca a vida e obra de Fernando Baril (1948-2023), um artista crítico e bem-humorado que deixou obras que analisam os absurdos e preconceitos de uma sociedade cada vez mais tecnológica e desumana. Baril faleceu em agosto passado e interrompeu sua trajetória de pintar todos os dias, mas deixou uma produção vigorosa de sua arte.

(SESSÃO SEGUIDA DE DEBATE COM OS DIRETORES E CONVIDADOS)


PRÉ-ESTREIA

QUARTA, DIA 8, ÀS 19h


TIA VIRGÍNIA Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2023, 100min). Direção de Fabio Meira, com Vera Holtz, Arlete Salles, Louise Cardoso, Antonio Pitanga, Vera Valdez. Elo Studios, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Virgínia nunca se casou, não teve filhos e foi convencida pelas irmãs a cuidar dos pais. No primeiro Natal depois da morte do pai, com a mãe dependente de cuidados, Virginia reencontra suas irmãs. Enquanto preparam a ceia, os afetos e os ressentimentos dão o tom das conversas entre Virginia, Vanda e Valquiria. Inspirado nas memórias do próprio diretor, o filme ganhou seis Kikitos no Festival de Gramado, incluindo melhor filme pelo Júri da Crítica, melhor atriz para Vera Holtz e melhor roteiro.

(SESSÃO COM A PRESENÇA DA ATRIZ VERA HOLTZ E DO DIRETOR FABIO MEIRA)

SALA EDUARDO HIRTZ


14h30 – BRADO - ESTREIA Assista o trailer aqui.

(Itália, 2022, 117min). Direção de Kim Rossi Stuart, com Saul Nanni, Kim Rossi Stuart, Viola Sofia Betti. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Tommaso precisa voltar para casa depois que seu pai, Renato, sofre um ferimento grave. Além de cuidar do rancho da família, Tommaso terá que ajudar Renato a domar um cavalo bravo e vencer uma competição internacional. Junto com isso, os dois terão que encontrar um caminho para superar a raiva e os ressentimentos do passado.


(NÃO HAVERÁ SESSÃO NA QUINTA, DIA 2)


16h45 – MEU NOME É GAL Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2022, 90min). Direção de Lô Politi e Dandara Ferreira, com Sophie Charlotte, Rodrigo Lelis e Dandara Ferreira. Downtown/Paris Filmes, 16 anos. Cinebiografia.

Sinopse: Com sua presença, sua atitude, seu corpo e sua voz, Gal Costa foi a musa do movimento Tropicalista e ajudou a transformar os rumos da música e da cultura brasileiras. Junto com os companheiros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Jards Macalé, Tom Zé e Wally Salomão, ela enfrentou as dificuldades de ser de vanguarda em meio ao conservadorismo e à violência impostos pela ditadura militar no Brasil.


18h45 – O ÚLTIMO DIA DE YITZHAK RABIN Assista o trailer aqui.

(Rabin, the Last Day - Israel/França, 2015, 156min). Direção de Amos Gitai, com Yitzhak Hizkiya, Michael Warshaviak, Amos Gitai. Synapse Filmes, 12 anos. Drama.

Sinopse: O filme, que chega ao Brasil quase uma década depois de seu lançamento, recupera a trajetória do político israelense Yitzhak Rabin (1922 – 1995). Ele foi primeiro-ministro de Israel e, junto com o líder palestino Yasser Arafat, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1994 por buscar o caminho do diálogo para acabar com as hostilidades na região. Mas, na noite de 4 de novembro de 1995, logo depois de um discurso em Tel Aviv, Rabin foi assassinado por um militante judeu ortodoxo de extrema direita. O crime gerou convulsão social e acabou com as negociações pelo processo de paz.


SESSÕES ESPECIAIS DA SEMANA

QUINTA, DIA 2, ÀS 14h30 – (MEIA ENTRADA – R$ 8,00)


AUGUST WILLEMSEN, A PÁGINA E A REALIDADE

(Holanda, 2022, 75min). Documentário de Frederiecke Jochems sobre August Willemsen, o principal tradutor de literatura brasileira na Holanda.

(SEGUIDO DE DEBATE COM A DIRETORA)


QUINTA, DIA 2, ÀS 19h15 – ENTRADA FRANCA


A PRÓXIMA ESTAÇÃO DE TABAJARA RUAS

(Brasil, 2022, 29min). Direção de Boca Migotto.

Sinopse: Prestes a completar 80 anos, o escritor e cineasta Tabajara Ruas entra em pré-produção para realizar mais um longa-metragem, adaptação de seu livro “Perseguição e Cerco de Juvêncio Gutierrez”, escrito em 1990. O cenário ideal para as filmagens é Uruguaiana, cidade natal de Tabajara. No entanto, o trem que já não passa pela ponte internacional entre o Brasil e a Argentina desafia o diretor a encontrar novas paisagens que permitam levar ao cinema as reminiscências literárias da sua infância. O filme foi uma produção da Associação dos Amigos da Cinemateca Paulo Amorim por ocasião dos 80 anos do cineasta.

(APÓS SESSÃO HAVERÁ DEBATE COM O DIRETOR BOCA MIGOTTO E O ESCRITOR TABAJARA RUAS)

SALA NORBERTO LUBISCO


15h15 – OS DELINQUENTES Assista o trailer aqui.

(Argentina/Brasil, 2023, 190min). Direção de Rodrigo Moreno, com Daniel Elias e Esteban Bigliardi. Vitrine Filmes/Mubi, 14 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Morán planeja um crime perfeito para se livrar da monotonia do seu cotidiano: ele vai roubar do banco onde trabalha o suficiente para uma aposentadoria modesta, confessar o crime e, quando sair da prisão, poderá viver a vida que sempre quis. Mas, para o plano dar certo, Morán terá que contar com a ajuda de Román, que também trabalha no banco e precisa esconder o dinheiro até que ele saia da cadeia. O longa foi indicado pela Argentina para concorrer ao Oscar de melhor filme internacional.


O CINEMA DO PATRONO TABAJARA RUAS

SEXTA, DIA 3, ÀS 19h15 – ENTRADA FRANCA


BRIZOLA – TEMPOS DE LUTA

(Brasil, 2007, 93min). Direção de Tabajara Ruas. Documentário, livre.

Sinopse: A vida de Leonel Brizola, falecido em 2004, governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, e sua participação em mais de 60 anos de atuação política. Para contar sua história desde o nascimento no interior de Carazinho até a candidatura a presidente do Brasil, foram reunidos 27 depoimentos de familiares, amigos, companheiros e líderes políticos, como Luís Carlos Prestes, Lula, Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Mário Soares, ex-presidente de Portugal.


SÁBADO, DIA 4, ÀS 19h15 – ENTRADA FRANCA


NETTO PERDE SUA ALMA

(Brasil, 2001, 102min). Direção de Tabajara Ruas e Beto Souza, com Werner Schünemann, Sirmar Antunes, Bebeto Alves, Araci Esteves. Ficção História, livre.

Sinopse: Antônio de Souza Netto é um general brasileiro ferido em plena Guerra do Paraguai. Ele agora está se recuperando no Hospital Militar de Corrientes, na Argentina. Lá, percebe que coisas estranhas estão ocorrendo ao seu redor, como o capitão de Los Santos acusar o cirurgião de ter amputado suas pernas sem necessidade e o reencontro com um antigo camarada, o sargento Caldeira, ex-escravo com quem lutou na Guerra dos Farrapos. Juntamente com Caldeira, Netto lembra suas participações na guerra e ainda o encontro com Milonga, jovem escravo que se alistara no Corpo de Lanceiros Negros, além do período em que viveu em exílio no Uruguai.


DOMINGO, DIA 5, ÀS 19h15 – ENTRADA FRANCA


NETTO E O DOMADOR DE CAVALOS

(Brasil, 2006, 95min). Direção de Tabajara Ruas, com Werner Schünemann, Tarcísio Filho, Nico Nicolaiewsky, Rogério Beretta. Ficção História, livre.

Sinopse: No início da Revolução Farroupilha, o então coronel Antônio de Souza Netto busca soldados para a guerra que se inicia. Enquanto vaga pelos pampas gaúchos e uruguaios, descobre que seu antigo parceiro, o domador de cavalos, Índio Torres, está preso em um forte militar, acusado de crimes que não cometeu. Na luta para libertá-lo, se envolve com escravos rebelados, entre eles o negrinho do Pastoreio.


TERÇA, DIA 7, ÀS 19h15 – ENTRADA FRANCA


OS SENHORES DA GUERRA

(Brasil, 2016, 114min). Direção de Tabajara Ruas, com Rafael Cardoso, André Arteche, Leonardo Machado, Marcos Verza. Ficção História, 14 anos.

Sinopse: Júlio e Carlos são irmãos. Amigos, cultos, ricos, são separados pela Revolução de 1923, que divide o Rio Grande do Sul entre chimangos e maragatos. Júlio, prefeito de Santa Maria, legalista, recebe a missão de impedir o avanço das tropas revolucionárias, comandadas por Zeca Netto, de quem seu irmão Carlos, maragato, é secretário. As ideias são opostas, mas o sangue é o mesmo e eles vão ter que se enfrentar numa grande batalha.


QUARTA, DIA 8, ÀS 19h15 – ENTRADA FRANCA


A CABEÇA DE GUMERCINDO SARAIVA

(Brasil, 2018, 95min). Direção de Tabajara Ruas, com Murilo Rosa, Leonardo Machado, Sirmar Antunes, Marcos Pitombo. Ficção História, 14 anos.

Sinopse: Em 1895, no final da Revolução Federalista, o capitão rebelde Francisco Saraiva e cinco cavaleiros cruzam o sul do Brasil em uma exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada à capital pelo major Ramiro de Oliveira e dois ajudantes.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 14,00 (R$ 7,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 16,00 (R$ 8,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). CLIENTE BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES MEDIANTE PAGAMENTO COM O CARTÃO DO BANCO.

Estudantes devem apresentar Carteira de Identidade Estudantil. Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013. A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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