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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Cine Dica: Cinemateca Capitólio retoma mostra que resgata a era de ouro do VHS, com novos títulos

Blade Runner 

Após um pequeno recesso, a Cinemateca Capitólio retoma suas atividades na terça-feira, 10 de janeiro, com a segunda parte da mostra A Era do VHS, iniciada em 13 de dezembro último. A mostra foi concebida para relembrar o impacto revolucionário que a chegada ao mercado do videocassete, no início da década de 80, provocou, tanto em termos técnicos quanto culturais e comportamentais. O primeiro aparelho de VHS fabricado no Brasil foi lançado em 1982, sendo esta considerada, portanto, a data oficial do nascimento do VHS no país, embora antes disso aparelhos importados e fitas piratas já estivessem circulando em menor escala.

A programação da mostra A Era do VHS inclui títulos que incorporam o vídeo em suas narrativas, como Videodrome – A Síndrome do Vídeo, de David Cronenberg e Sexo, Mentiras e Videotape, de Steven Soderbergh, até obras estreadas na década de 80 que fizeram grande sucesso nas videolocadoras à época, como Blade Runner – O Caçador de Androides, de Ridley Scott, Corpos Ardentes, de Lawrence Kasdan, e 9 ½ Semanas de Amor, de Adrian Lyne. A segunda parte da mostra, que se estende até o dia 25 de janeiro, além de voltar a exibir os títulos apresentados em dezembro, inclui novas atrações, com destaque para obras cultuadas como Veludo Azul, de David Lynch, A Marca da Pantera, de Paul Schrader, e os dois primeiros filmes da série O Chamado, do diretor japonês Hideo Nakata, sobre uma fita de vídeo amaldiçoada, que provoca a morte de quem a assiste.

Na sexta-feira, dia 13, às 19h30, um Raros especial exibe a comédia de humor negro inglesa Comendo os Ricos (Eat the Rich), muito popular entre os videomaníacos na década de 80.

Os espectadores que vierem assistir a mostra A Era do VHS também poderão visitar na galeria do andar térreo uma exposição com itens que resgatam a história do videocassete no Brasil. Elaborada pela equipe do Centro de Documentação e Memória da Cinemateca Capitólio, a exposição reúne diversos itens do acervo da instituição.


PROGRAMAÇÃO


Videodrome – A Síndrome do Vídeo

Videodrome

Direção de David Cronenberg

EUA, 1983, 87 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

Max Renn (James Woods), dono de uma pequena emissora de televisão a cabo, capta imagens de pessoas torturadas e mortas. Logo, ele descobre que a transmissão se chama Videodrome, é gerada em Pittsburgh e é muito mais que um programa sensacionalista em busca de espectadores mórbidos. Trata-se de um experimento que usa a televisão para alterar permanentemente as percepções das pessoas, causando sérios danos cerebrais. Obra-prima do diretor canadense David Cronenberg, Videodrome é um dos títulos que melhor sintetiza as suas obsessões estéticas, e conta com a participação da cantora Blondie no elenco.


Mamãe é de Morte

Serial Mom

Direção de John Waters

EUA, 1994, 95 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Beverly Sutphin (Kathleen Turner) tem uma vida familiar feliz, com seus filhos e seu marido dentista. Porém, quando a professora despreza um de seus meninos, a esposa perfeita desenvolve um gosto insaciável por assassinatos, a começar pela educadora de seu filho. Hilariante comédia negra de John Waters, com grande atuação de Kathleen Turner.


Blade Runner – O Caçador de Androides

Blade Runner

Direção de Ridley Scott

EUA, 1982, 117 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Rick Deckard (Harrison Ford) é um caçador de recompensas. Seu trabalho: eliminar androides que vivem ilegalmente na Terra. Seu sonho de consumo: substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal de verdade. A grande chance surge ao ser designado para perseguir seis androides fugitivos de Marte. O clássico da ficção científica que consolidou as carreiras de Harrison Ford e Ridley Scott e tornou-se uma obra de culto desde a sua estreia.


Sexo, Mentiras e Videotape

Sex, Lies, and Videotape

Direção de Steven Soderbergh

EUA, 1989, 100 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

John (Peter Gallagher) está enfrentando problemas sexuais com a esposa, Ann (Andie MacDowell). Paralelamente, ele mantém um caso com a cunhada (Laura San Giacomo). Mas a chegada do seu amigo Graham (James Spader), que grava um vídeo com depoimentos das mulheres sobre suas vidas sexuais, muda tudo. Filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.


Corpos Ardentes

Body Heat

Direção de Lawrence Kasdan

EUA, 1981, 113 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

O advogado Ned Racine (William Hurt) começa um caso amoroso com Matty Walker (Kathleen Turner), esposa de um empresário rico da Flórida. Incentivado pela amante, Ned planeja um esquema para matar o marido de Matty, para que eles possam fugir juntos com o seu dinheiro. Mas, complicações aparecem por causa de traições, lançando o advogado infeliz em uma situação muito mais traiçoeira do que ele imaginava. Releitura do filme noir, com brilhantes atuações de William Hurt e Kathleen Turner.


A Força de um Amor

Breathless

Direção de Jim McBride

EUA, 1983, 100 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

Jesse (Richard Gere) rouba um carro para ir até Los Angeles convencer Monica (Valerie Kapriskie), por quem está apaixonado, a fugir com ele para o México. No caminho, ele atira em um policial, tornando a fuga ainda mais necessária. Mas Monica não tem certeza de que quer acompanhá-lo. Refilmagem americana do clássico francês Acossado, de Jean-Luc Godard, foi um dos títulos que transformou Richard Gere no maior símbolo sexual de Hollywood na década de 80.


Hannah e suas Irmãs

Hannah and her Sisters

Direção de Woody Allen

EUA, 1986, 107 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

A amizade e o relacionamento de três irmãs vivendo em Nova York. No Dia de Ação de Graças seus conflitos amorosos e existenciais são evidenciados no meio de um grupo de amigos e parentes não muito homogêneo. Lee (Barbara Hershey) é uma pintora casada com Frederick (Max von Sydow), Holly (Dianne Wiest) sonha em ser uma escritora e Hannah (Mia Farrow) é uma atriz famosa, com vida aparentemente perfeita. Um dos principais sucessos da filmografia de Woody Allen.


Vida de Balconista

Direção de Cavi Borges

Brasil, 2008, 70 minutos

Classificação indicativa: livre

Mateus (Mateus Solano) é um jovem que trabalha em uma locadora de filmes e sonha em ser diretor de cinema. Enquanto o plano não se torna realidade, o funcionário precisa lidar com todo tipo de cliente que aparece no estabelecimento. Realizado e finalizado em mini-dv, o filme retrata alhumas das experiências do diretor Cavi Borges, dono da locadora de vídeo mais famosa do Rio de Janeiro, a Cavídeo.


9 ½ Semanas de Amor

9 ½ Weeks

Direção de Adrian Lyne

EUA, 1986, 117 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

Elizabeth (Kim Basinger) é uma bela mulher que trabalha em uma galeria de arte e se envolve com John (Mickey Rourke), um homem rico e misterioso. Eles  começam a praticar jogos sexuais cada vez mais intensos, o que torna o relacionamento complicado e difícil de ser controlado. Filme transformado em obra de culto, em função das tórridas cenas de sexo entre Basinger e Rourke.


1941 – Uma Guerra Muito Louca

1941

Direção de Steven Spielberg

Estados Unidos, 1979, 118 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Após o ataque japonês a Pearl Harbor, os residentes da Califórnia entram em pânico com medo de serem o próximo alvo. Entre eles estão Wild Bill Kelso, um piloto louco da Guarda Nacional; o Sargento Frank Tree, um patriota, comandante do grupo de tanque; Ward Douglas, um civil com vontade de ajudar a guerra americana a qualquer esforço e custo e o Major General Joseph W. Stilwell, que tenta duramente manter a sanidade no meio do caos. Comédia maluca de Steven Spielberg que foi um grande fracasso por ocasião de sua estreia nos cinemas, mas seria redescoberta pelo público ao ser lançada em VHS.


A Marca da Pantera

Cat People

Direção de Paul Schrader

Estados Unidos, 1982, 118 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Mulher descobre que, quando tomada por desejo sexual, torna-se uma pantera. Seu irmão explica que ambos pertencem a uma tribo que se transforma em panteras na hora do sexo. Como está apaixonada por um homem e ainda é virgem, teme consumar a paixão. Polêmica refilmagem do clássico Cat People, que causou polêmica por explicitar as sugestões do clássico de Jacques Tourneur lançado em 1942.


O Enigma do Mal

The Entity

Direção de Sidney J. Furie

Estados Unidos, 1982, 125 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Impactante filme de horror baseado em fatos reais, com Barbara Hershey no papel de uma mulher assombrada por uma entidade invisível que a viola sexualmente.  


Beijo Ardente – Overdose

Direção de Flavia Moraes e Hélio Alvarez

Brasil, 1984, 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Nas ruínas da Usina do Gasômetro, esconde-se um vampiro entediado e angustiado com a vida eterna. À noite, em busca de sangue, ele sai pelas ruas de Porto Alegre atrás de vítimas inocentes. Primeira obra longa de ficção realizada em vídeo no Rio Grande do Sul.


Veludo Azul

Blue Velvet

Direção de David Lynch

Estados Unidos, 1986, 120 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Rapaz volta à cidade natal após longo tempo e descobre uma orelha humana decepada em um jardim. Insatisfeito com a investigação policial, ele e a filha do detetive encarregado começam a averiguar por conta própria, e descobrem coisas estranhas. Filme que consagrou a estética de David Lynch, elevado à condição de obra de culto desde a sua estreia.


Comendo os Ricos

Eat the Rich

Direção de Peter Richardson

Inglaterra, 1987, 90 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

Um grupo de excluídos, entre eles um imigrante ilegal, negro e gay, se vingam dos ricos que os humilhavam tomando conta de um restaurante politicamente incorreto em Londres, onde até ursos panda bebês são servidos. Logo depois os próprios ricos e poderosos acabam indo para o forno. Comédia de humor negro muito popular entre os frequentadores de locadoras de vídeo na década de 80.


Ring – O Chamado

Ringu

Direção de Hideo Nakata

Japão, 1998, 96 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Um vídeo com imagens apavorantes provoca a morte de quem o assiste. Uma repórter não acredita no fato até assistir ao vídeo e precisará desvendar o mistério antes que o seu tempo acabe. Uma das obras referenciais da nova onda de horror oriental que eclodiu na década de 90.


O Chamado 2

Ringu 2

Direção de Hideo Nakata

Japão, 1999, 95 minutos


GRADE DE HORÁRIOS

10 a 18 de janeiro de 2023


10 de janeiro (terça-feira)

15h – Videodrome – A Síndrome do Vídeo

17h – Sexo, Mentiras e Videotape

19h – Veludo Azul


11 de janeiro (quarta-feira)

15h – Mamãe é de Morte

17h –Beijo Ardente – Overdose

19h – A Marca da Pantera


12 de janeiro (quinta-feira)

15h –Vida de Balconista

17h – 9 ½ Semanas de Amor

19h – 1941 – Uma Guerra Muito Louca


13 de janeiro (sexta-feira) 

15h – Corpos Ardentes

17h – O Enigma do Mal

19h30 – Projeto Raros Especial A Era do VHS (Comendo os Ricos)


14 de janeiro (sábado)

16h30 – Ring – O Chamado

18h30 – O Chamado 2


15 de janeiro (domingo)

16h30 – Blade Runner – O Caçador de Androides

18h30 – Veludo Azul


17 de janeiro (terça-feira)

15h – Mamãe é de Morte

17h – Hannah e suas Irmãs

19h – 1941 – Uma Guerra Muito Louca


18 de janeiro (quarta-feira)

15h – A Força de um Amor

17h – Vida de Balconista

19h – Sexo, Mentiras e Videotape

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Cine Especial: 'A Cruz de Ferro - Do Outro Lado do Front'

Lançado recentemente em DVD pela Classicline "A Cruz de Ferro"(1977) foi o antepenúltimo trabalho da filmografia relativamente curta do Sam Peckinpah. O diretor, que em trabalhos como Meu "Ódio Será Sua Herança" (1969) e "Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia" (1974) conduz a história através dos olhos de personagens marginais, optou novamente pelos anti-heróis ao abordar o tema da Segunda Guerra Mundial do ponto de vista de um alemão. Fugindo do tradicionalismo bobo “alemão= vilão; francês/russo/inglês= herói”, Peckinpah abre o filme mostrando o grupo liderado por Steiner fazendo aquilo que soldados, independentemente de nacionalidade, fazem: matando pessoas. Em uma sequência típica do diretor, com cortes rápidos sendo intercalados por tomadas em câmera lenta, o grupo invade uma fortificação e aniquila violentamente os soldados russos. A cena seguinte, que possui um apelo emocional deveras barato, vem para complementar a ideia de que, nas guerras, mais do que militares, bandeiras e ideologias, existem seres humanos capazes de realizarem tanto o bem quanto o mal: após a matança, o grupo encontra uma criança escondida entre os escombros e, contrariando ordens superiores, Steiner decide poupar a vida dela.

A desconstrução da generalização que caracteriza o alemão necessariamente como um ser diabólico durante a guerra continua à medida que a personalidade do Sargento vai ficando mais clara. Steiner odeia seus superiores, Hitler e, de modo geral, o militarismo. O que o leva até o campo de batalha não é a defesa do nazismo, mas sim um vício quase doentio no estado de guerra, tema que a Bigelow abordou no vencedor do Oscar "Guerra ao Terror" (2009). Contrastando com o personagem, temos o Capitão Stransky. Vilão declarado da trama, Stransky também é construído evitando o óbvio. Assim como Steiner, o personagem também não nutre simpatias pelo Fuhrer alemão e, de certa forma, despreza o nazismo. Seu sonho fútil de conseguir uma distinção militar, assim como os meios desonestos que ele emprega para conseguí-la, longe de serem ambições e fraquezas de caráter exclusivos dos alemães, representam traços de personalidade que podem ser encontrados em qualquer lugar do mundo.

Peckinpah conduz essa história sobre obsessão alternando bem as cenas de ação com os diálogos que desenvolvem a trama e os personagens. Entre um e outro ataque russo (todos violentos e explicitamente gráficos), o diretor reserva espaço na tela para cada um dos soldados comandados por Steiner e para que Stransky utilize sua influência para montar o plano que o levará até a Cruz de Ferro. Quando o embate inevitável entre os personagens ocorre, todas as cartas já foram colocadas na mesa e fica claro o que cada um deles fará. Foi nessa hora que eu comecei a torcer.

Após uma fuga épica através do território russo que reforça o aspecto humano dos personagens, Sargento e Capitão finalmente encontram-se frente-a-frente no campo de batalha. É nesse momento, amigos, que toda e qualquer razão que o ser humano costumeiramente possui em condições normais dá lugar à um estado primitivo de selvageria e insanidade, tanto dos personagens quanto do espectador. Peckinpah realiza alguns de nossos desejos mais ocultos e sanguinários para em seguida fechar o filme com uma cena insana, doentia. A risada diabólica que pode ser ouvida enquanto os créditos sobem é um dos momentos mais marcantes dentre aqueles que eu já assisti do diretor e a mensagem que é exibida no final, uma frase do alemão Bertolt Brecht (Mesmo que o mundo tenha se erguido para deter o bastardo, a cadela que o pariu está no cio novamente), resume bem a mensagem do filme, que faz um alerta não contra os alemães (mas não os exclui), mas sim contra as fraquezas que conduzem os homens ao estado de guerra.


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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Cine Dica: Streaming: 'Pacificador'

Sinopse: Uma figura determinada a alcançar paz, não importa quantas pessoas ele tenha que matar. Na trama, o personagem é convocado por uma força tarefa improvisada do governo, sem o consentimento de Amanda Waller, para tentar impedir uma ameaça que coloca em risco a vida de muitos. 

James Gunn surpreendeu o público e a crítica ao fazer um "Esquadrão Suicida" (2020) que faz jus ao próprio nome. Com uma violência cartunesca, alinhado com um roteiro absurdo, o filme ainda trazia personagens carismáticos como no caso do Pacificador, uma espécie de Capitão América do avesso da DC e sendo muito bem representado pelo ator John Cena. O sucesso do filme fez com que o estúdio e o realizador criassem um derivado e o resultado é "Pacificador" (2022) série que brinca com o universo de super heróis e não tendo medo de ofender nem o próprio Superman.

A série traz de volta John Cena como Pacificador, uma figura determinada a alcançar paz, não importa quantas pessoas ele tenha que matar. Na trama, o personagem é convocado por uma força tarefa improvisada do governo, sem o consentimento de Amanda Waller, para tentar impedir uma ameaça que coloca em risco a vida de muitos. Além de seus deveres patrióticos, o Pacificador também precisará resolver sua relação com seu pai (Robert Patrick), um homem extremamente frio e desonesto. O time de Waller, composto por John (Steve Agee), Leota (Danielle Brooks) e Emilia (Jennifer Holland), auxilia o protagonista a tomar as decisões corretas enquanto usa inteligência governamental para tentar salvar os cidadãos americanos.

A trama em si é aquela típica história de invasão alienígena e que cabe uma força tarefa para detê-la. Porém, ao invés de super heróis politicamente corretos temos uma turma completamente fora dos padrões, dos quais os mesmos são moldados com muitas atitudes duvidosas, alinhada com muitos palavrões e atos e consequências terríveis na medida certa. Imagine um Deadpool sem quebrar a quarta parede, porém, todo alinhado com um palavreado que todo o nerd da cultura pop irá entender e temos então O Pacificador.

John Cena entrega o melhor trabalho de sua carreira, ao interpretar um personagem de HQ de quinta categoria, mas que sendo levado para o cinema e agora para essa série ganha novas camadas complexas e obtendo assim a nossa simpatia. A série também ganha pontos graças a sua ala de coadjuvantes, sendo que o destaque fica para o ator Freddie Stroma que faz o Vigilante, um personagem que tem toda a pinta de futuramente ganhar também uma série própria. E para minha surpresa, a série traz de volta para as telas o ator Robert Patrick, o eterno T1.000 do “Exterminador do Futuro 2” (1991) que aqui interpreta um perverso personagem racista e sendo justamente pai do protagonista.

Com uma abertura pra lá de criativa, "O Pacificador" é uma grata surpresa para aqueles que esperam por novos passos criativos dentro de um gênero que sempre corre o risco de chegar ao ponto do esgotamento.


Onde Assistir: HBOMAX 

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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO DE 05 A 11 DE JANEIRO DE 2023 na Cinemateca Paulo Amorim

NOSSA SENHORA DO NILO / SEGREDOS DE GUERRA 


 SALA 2 / EDUARDO HIRTZ


14h15 – A BRIGADA DA CHEFE Assista o trailer aqui.

(La Brigade - França, 2022, 100min). Direção de Louis-Julien Petit, com Audrey Lamy, François Cluzet, Chantal Neuwirth, Fatou Kaba. Imovision, Livre. Comédia dramática.

Sinopse: Cathy é uma chef de cozinha que sonha em abrir seu próprio restaurante. Enquanto não consegue o dinheiro necessário para bancar o negócio, ela aceita trabalhar na cozinha de um abrigo para jovens imigrantes. No início Cathy odeia o novo emprego - e os garotos preferem comer bobagens industrializadas. Mas, aos poucos, a paixão da chef pela culinária começa a despertar o interesse dos meninos, ao mesmo tempo em que ela percebe que o mundo vai além da sua cozinha.


16h – UMA MULHER DO MUNDO Assista o trailer aqui.

(Une Femme du Monde - França, 2021, 100min). Direção de Cécile Ducrocq, com Laure Calamy, Nissim Renard, Béatrice Facquer. Imovision, 18 anos. Drama.

Sinopse: Marie ganha a vida como prostituta e é atuante no sindicato das profissionais do sexo. Ela também tem um filho de 17 anos, mas as relações com o garoto não são nada tranquilas. Sonhando com um futuro melhor para o filho, Marie resolve matriculá-lo em um renomado curso de culinária francesa – mas sua renda não dá conta do alto valor das mensalidades. A atriz Laure Calamy foi indicada ao prêmio César pela interpretação da protagonista.


17h45 – NOSSA SENHORA DO NILO    ESTREIA  Assista o trailer aqui.

(Notre-Dame du Nil – França/Bélgica/Ruanda, 2019, 90min). Direção de Atiq Rahimi, com Amanda Santa Mugabekazi, Albina Sydney Kirenga, Malaika Uwamahoro. Pandora Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: No início dos anos 1970, em Ruanda, um grupo de meninas adolescentes estuda em um internato dirigido por religiosos belgas. Apesar de compartilharem sonhos e preocupações típicas da idade, o cotidiano das garotas é marcado pelas diferenças étnicas do país, onde a maioria hutu e a minoria tutsi vivem em conflito. O filme é baseado nas memórias da escritora tutsi Scholastique Mukasonga, que sobreviveu ao massacre cometido por extremistas em 1994, quando cerca de 800 mil pessoas foram mortas no país africano.


19h30 – AFTERSUN Assista o trailer aqui.

(Reino Unido/EUA, 2022, 100min). Direção de Charlotte Wells, com Frankie Corio e Paul Mescal. O2 Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Quando tinha 11 anos, Sophie passou alguns dias de férias com o pai, numa praia ensolarada e cheia de descobertas. Vinte anos depois, ela encontra um vídeo daquele verão e tenta se reconciliar com suas lembranças e com aquele homem que até hoje não conhece plenamente.


SALA 3 / NORBERTO LUBISCO


14h40 – MALI TWIST Assista o trailer aqui.

(Twist à Bamako - Senegal/Mali/França/Canadá, 2021, 130min). Direção de Robert Guédiguian, com Stéphane Bak, Alice Da Luz, Saabo Balde. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: No início dos anos 1960, os jovens da recém proclamada República do Mali sonham com a renovação política e dançam ao som da música norte-americana. É neste cenário que Samba, um adepto do socialismo, se apaixona por Lara, que foi prometida em casamento para um líder do seu povoado. Lara e Samba sonham com um futuro juntos, mas a liberdade dos novos tempos ainda não é compreendida por todos.


17h – MARTE UM Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2021, 115min). Direção de Gabriel Martins, com Cícero Lucas, Carlos Francisco, Camilla Damião. Embaúba Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: Os Martins, uma família negra de classe média baixa, vivem na periferia de uma grande cidade brasileira – e, apesar da situação do país, tentam equilibrar suas expectativas e dificuldades. A mãe, Tércia, acha que está amaldiçoada depois de levar um susto, enquanto a filha mais velha planeja ir morar com a namorada. O pai, Wellington, que trabalha como porteiro, sonha com o dia em que o filho mais novo será um jogador de futebol, mas Deivinho sonha mesmo em viajar para Marte. O longa foi o indicado pelo Brasil para concorrer a uma vaga na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional.


19h10 – SEGREDOS DE GUERRA    ESTREIA  Assista o trailer aqui.

(Firebird - Reino Unido/Estônia, 2021, 107min). Direção de Direção de Peeter Rebane, com Tom Prior, Oleg Zagorodnii, Diana Pozharskaya. Synapse Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Sergey, um jovem soldado da Força Aérea soviética, e Roman, um oficial reconhecido pelas suas habilidades como piloto, prestam serviço militar durante os anos da Guerra Fria. Além da tensão constante que vivem na base, os dois veem sua amizade se transformar em amor – o que faz ambos arriscarem suas vidas e sua liberdade ao confrontar um regime rígido e conservador. O filme é baseado na história que deu origem ao livro “A Tale About Roman”, escrita pelo próprio Sergey Fetisov (1952-2017).


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES. 

Professores têm direito a meia-entrada mediante apresentação de identificação profissional. Estudantes devem apresentar carteira de identidade estudantil. Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013. Brigadianos e Policiais Civis Estaduais tem direito a entrada franca mediante apresentação de carteirinha de identificação profissional.

*Quantidades estão limitadas à disponibilidade de vagas na sala.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Cine Dica: Streaming: 'She-Hulk'

Sinopse: Tatiana Maslany surge de um acidente de carro, em que ela e Bruce (Mark Ruffalo) ficam feridos e, sem querer, gotas do sangue do físico caem na sua corrente sanguínea e fazendo com que ela se transforme na Mulher Hulk. 

A primeira vez que eu tive conhecimento da Mulher Hulk foi no mix do "Incrível Hulk "nº 125 da editora abril no ano de 1993. Escrito e desenhado por John Byrne, a história mostrava a heroína entediada em seu apartamento em uma noite de natal, onde então decide ligar para o Coisa do Quarteto Fantástico para bater um papo, porém, é surpreendida por um ataque do Doutor Destino. O insano da trama é que a personagem mata sem querer o vilão e usa o seu corpo de metal para arremessar contra o Magneto que surge do nada, assim como também Galactus na penúltima pagina.

Mas a maior loucura de ler essa HQ foi o fato ver a personagem quebrar a quarta parede, ou seja, falar com a gente que está lendo o gibi e tendo a consciência que é realmente uma personagem de HQ. Essa fase comandada por John Byrne foi sem sombra de dúvida a mais divertida da heroína, mesmo para aqueles que achavam estranho em um primeiro momento, mas que serviu até mesmo de inspiração para os roteiristas quando criaram as tramas de Deadpool. Por conta dessa bagagem era mais do que lógico que os produtores do estúdio Marvel iriam beber muito dessa da fonte de ideias dessa época e o resultado é que a série "She-Hulk" (2022) é a mais inusitada e absurda das produções do estúdio até agora.

Na trama, Jennifer Walters (Tatiana Maslany) é uma advogada bem-sucedida que vive uma vida comum e tranquila até sofrer um grave acidente. Durante o imprevisto, ela acaba recebendo, acidentalmente, o sangue do seu primo, o cientista e super-herói Bruce Banner (Mark Ruffulo), vulgo Hulk. A partir daí, a vida da mulher muda completamente, enquanto ela se transforma na versão feminina da criatura verde. Agora, a advogada precisa aprender a controlar seus novos e intensos poderes e, mesmo contra sua vontade, se torna uma heroína com muita visibilidade. Além das novas habilidades, Jennifer também recebe uma inesperada promoção no trabalho: ela é encarregada de comandar a divisão de leis super-humanas e seu escritório utiliza sua nova fama como Mulher-Hulk para ganhar status.

Antes de mais nada é preciso dar um salve de palmas para Tatiana Maslany, que desde a série "Orphan Black" ela tem nos impressionado pela sua versatilidade em meio a pirotecnia, já que naquele programa ela interpretava inúmeras personagens em meio a diversos efeitos visuais de ponta e que deixava tudo mais verossímil. Aqui, novamente, ela interpretada um personagem da qual exige efeitos visuais, mesmo em momentos em que os mesmos não nos convençam, mas não tirando o brilho da própria. Aliás, é notório que atriz está se divertindo o tempo inteiro durante o programa e revelando para nós uma verdadeira veia cômica.

Mas assim como nas HQ, a personagem também quebra aqui a quarta parede, com direito de tirar o maior sarro do próprio estúdio, assim como também com relação a perspectiva daqueles que assistem. Curiosamente, é notório que em muitos episódios a série faz uma crítica acida contra os próprios fãs que invadem as redes sociais para criticar algo antes mesmo de ser apreciado, sendo que o próprio programa sofreu nas mãos de detratores antes mesmo de surgir na grade do Disney+. A personagem, portanto, brinca com isso sem nenhum medo e fazendo com que o programa tome um passo à frente mesmo quando não se leva a sério em nenhum momento.

Por conta disso, os realizadores tiveram até direito de brincar com a expectativa dos fãs com relação a promessa de participações especiais como no caso, por exemplo de Demolidor e do qual realmente apareceu. E se muitos estavam reclamando de algum ou outro episódio em que nada acontecia eis que o episódio final vai para uma fronteira até então inédita para a personagem e para aqueles que acompanham o MCU desde o princípio e nos surpreendendo com a coragem de levar essa brincadeira para um cenário até então inédito. Em tempos em que o gênero de super heróis para o cinema e tv possui um futuro indefinido com relação ao seu esgotamento nunca é demais a gente relaxar e curtir algo que vai para um outro caminho mais descontraído, mas ao mesmo tempo inesperado.

Com uma bela e bem humorada homenagem a clássica série do Hulk no último episódio, "She-Hulk" é divertida e ao mesmo tempo corajosa ao brincar com as nossas expectativas e nos convidando para ir em um território que nem o próprio Deadpool foi ainda. 

Onde Assistir: Disney+  

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Cine Dica: Próxima Sessão do Clube de Cinema de Porto Alegre - 'Aftersun'

Segue a primeira programação de 2023 do Clube de Cinema no próximo final de semana.

SESSÃO CLUBE DE CINEMA

Local: Sala Eduardo Hirtz, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana

Data: 07/01/2022, sábado, às 10:15 da manhã.


"Aftersun"

Reino Unido/ EUA, 2022, 100 min, 14 anos

Direção: Charlotte Wells

Elenco: Frankie Corio, Paul Mescal

Sinopse: Quando tinha 11 anos, Sophie passou alguns dias de férias com o pai, numa praia ensolarada e cheia de descobertas. Vinte anos depois, ela encontra um vídeo daquele verão e tenta se reconciliar com suas lembranças e com aquele homem que até hoje não conhece plenamente.

Sobre o filme:  É engraçado que quando a gente se lembra de uma determinada situação ela não era exatamente aquilo como a gente se lembrava. Pego, por exemplo, a minha sensação quando revejo alguns filmes clássicos e percebo que determinadas cenas não são de acordo com as minhas lembranças que eu havia guardado de determinados títulos. "Affersun" (2022) fala mais ou menos sobre isso, ao revisitarmos lembranças através das imagens e nos darmos conta que é sempre preciso reavaliarmos os nossos pensamentos e sentimentos sobre um determinado ponto de nossas vidas.  

Dirigido por Charlotte Wells, a trama se passa no final da década de 1990, onde Sophie (Frankie Corio), de onze anos, e seu pai Calum (Paul Mescal) passavam as férias em um clube na costa turca. Eles tomam banho, jogam bilhar e desfrutam da companhia amigável um do outro. Calum se torna a melhor versão de si mesmo quando está com Sophie. Sophie, enquanto isso, acha que tudo é possível com ele. Quando a jovem está sozinha, ela faz novos amigos e tem novas experiências. Enquanto saboreamos cada momento passado juntos, uma sensação de melancolia e mistério às vezes permeia o comportamento de Calum.  

Confira a minha crítica completa já publicada clicando aqui. 



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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Cine Dica: Streaming - 'Ms. Marvel'

Sinopse: Em Ms. Marvel, conhecemos Kamala Khan (Iman Vellani), uma jovem de 16 anos que cresceu em Jersey City. De origem paquistanesa, a adolescente é uma estudante e jogadora exemplar. Porém, ao descobrir um bracelete da família Kamala começa a manifestar poderes surpreendentes.  

A HQ "Ms. Marvel" iniciada em 2014 pela editora foi sem sombra de dúvida uma das melhores coisas que eu li recentemente sobre Super Heróis. Assim como o clássico Homem Aranha a personagem se divide entre o heroísmo, o seu dia a dia da escola e seus deveres em casa. Além disso foi uma grande novidade uma personagem de origem não americana conquistar tão rapidamente os leitores e abrindo um leque cada vez maior com relação a diversidade.

Claro que não demorou muito para a HQ ficar no radar das possíveis adaptações para o cinema. Sempre ficava me perguntando se os realizadores seriam fieis ao conteúdo, sendo que houve até mesmo boatos que tentariam trocar a suas origens de paquistanesa e o que seria uma verdadeira blasfêmia. Felizmente, a minissérie "Ms. Marvel" (2022) mantem a sua essência se formos comparar com a obra original, mesmo que algumas adaptações possam incomodar a maioria dos fãs.

Na série, conhecemos Kamala Khan (Iman Vellani), uma jovem de 16 anos que cresceu em Jersey City. De origem paquistanesa, a adolescente é uma estudante e jogadora exemplar. Em seu tempo livre, Kamala gosta de escrever fanfics e tem um fascínio especial por super-heróis, particularmente pelos Vingadores e a Capitã Marvel. Contudo, a jovem geek tem enfrentado problemas para se encaixar em casa e fazer amigos na escola, já que poucos dos adolescentes ali possuem os mesmos interesses que ela. No entanto, a vida de Kamala muda drasticamente quando ela adquire superpoderes. Agora, com suas novas e misteriosas habilidades, a jovem precisa enfrentar a mesma realidade daqueles super heróis que tanto admira.

O primeiro episódio já começa genial, principalmente pelo fato da adaptação se lembrar de sua fonte de origem, ao ponto que diversas cenas parecem uma HQ quase viva. Isso se deve graças a uma edição caprichada, alinhada com desenhos que surgem a todo momento e fazendo com que os atores se interagem até mesmo com os clássicos balões com as escritas dentro. É algo que eu não via desde o genial "Scott Pilgrim contra o Mundo" (2010) e se lá foi perfeito aqui o resultado foi bem vindo.

Infelizmente o ritmo se perde um pouco nos episódios seguintes, principalmente pelo fato dos realizadores se apressarem demais com relação as origens dos poderes de Kamala, sendo que em sua fonte original isso fica mais em segundo plano e dando mais espaço ao seu dia a dia em tentar ser uma jovem normal e ao mesmo tempo uma super heroína. Felizmente a situação melhora do quarto ao sexto e último episódio, ao explorar mais o universo paquistanês e das raízes de sua família a partir da independência da Índia.

Aliás, é na reta final que a minissérie ganha ares de quase uma superprodução, com direito a viagens no tempo, ação, mas que não se esquece do lado humano da personagem em momento algum. Iman Vellani nasceu para ser a protagonista, ao conseguir se entregar fielmente as suas raízes e sabendo lidar em momentos tantos de humor como dramáticos. O melhor de tudo é que a produção se preocupa mais em dar enfoque a personagem, o que é uma grande novidade do estúdio Marvel, já que o mesmo sempre se preocupa mais em interligar todas as suas produções do que criar uma boa história do começo ao final dela.

Porém, os minutos finais do episódio final dão uma dica do que estará por vir para a personagem e abrindo as portas para uma nova fase do MCU muito aguardada pelos fãs. "Ms. Marvel" traz novamente a simplicidade de uma boa aventura desses heróis fantasiados e provando que o público pode sim abraçar a diversidade vinda desse universo.  

Onde Assistir: Disney+ 

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