Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Chegamos a um final de semana gelado no RS. Convenhamos nada melhor do
que ficar em casa e assistir um filme na TV com uma panela cheia de pipoca para
comer, porém, não custa se agasalhar bastante para ir ao cinema e curtir as
principais novidades. Prometheus chega aos cinemas, em sessões de pré-estreia,
prometendo fazer barulho e dividir opiniões tanto do publico como da critica,
Roman Polanski une um elenco estelar paraDeus da Carnificina e para
garotada (e grandinhos também) Madagascar 3: Procurados, vem para provar,
porque as animações são as melhores em termos de 3D. Confiram as estreias.
Pre-estréia: Prometheus
Sinopse: O filme une uma equipe de cientistas e exploradores em uma
jornada que testará os limites físicos e mentais coloncando-los em um mundo
distante onde eles descobrirão as respostas para nossos dilemas mais profundos
e para o grande mistério da vida.
Deus da Carnificina
Sinopse: Em Nova
York, o casal Nancy e Alan Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) vai até a
casa de Penelope (Jodie Foster) e Michael (John C. Reilly). O motivo do
encontro: o filho do primeiro casal agrediu o filho do segundo. Eles tentam
resolver o assunto dentro das normas da educação e civilidade, mas, aos poucos,
cada um perde o controle diante da situação.
O quarteto é composto de
personalidades muito diferentes: Kate Winslet interpreta Nancy Cowan, mulher
acostumada à elegância e à cordialidade, tendo sempre que se desculpar pelo
comportamento inadequado de seu cínico marido, Alan Cowan, interpretado por
Christopher Waltz. O outro casal é composto por Michael Longstreet (John C.
Reilly), um homem acostumado à imagem de bondoso, mas que esconde um temperamento
mais forte do que se esperava, e Penélope Longstreet (Jodie Foster), uma mulher
guiada por rígidos princípios morais. Então a luta psicológica começa...
Madagascar
3 - Os Procurados
Sinopse: Em MADAGASCAR 3
Alex Marty Melman Gloria Rei Julien Maurice os pingins e os chimpanzés
encontram-se na Europa como integrantes de um circo itinerante numa tentativa
de retornar a Nova York.
Para Sempre
Sinopse: O filme acompanha Kim e Krickitt Carpenter um casal que sofreu
um grave acidente de carro logo após o casamento e Kim ficou em coma por algum
tempo. Quanto desperta ela não se lembrar de nada ocorrido em sua vida nos
últimos meses. Os dois terão de reconstruir todo o amor após o acidente.
Sinopse: O caçador Eric foi contratado pela
Rainha Má para encontrar a Branca de Neve que escapou de seu castelo. Contudo
quando ele descobre que o objetivo de sua patroa não é só recapturar mas também
assassinar a jovem ele passa a ajudá-la em sua fuga dando início a uma perigosa
aventura.
Existem filmes, que antes
mesmo de estrear, ganham uma opinião errada vinda do publico, que por vezes,
acabam por condenar as obras antes mesmo de assistir. Infelizmente Branca de Neve e
o Caçador não escapara de um julgamento redondamente errado, pois todos estão
acreditando, que essa nova adaptação do conto dos irmãos Grimm, seja uma versão
“Crepúsculo Branca de Neve”, unicamente por ser estrelada pela atriz daquela
saga, Kristen Stewart. Diferente do que o publico acredita, o filme lembra muito
mais a proposta apresentada por Guilherme Del Toroem o Labirinto do Fauno,
do que os vampiros que brilham no sol, sendo que nada lembra aquela saga, nem
mesmo o possível triangulo amoroso que surge lá pela metade da trama e que
acaba se tornando dispensável.
Produzido pelos mesmos
produtores de Alice No País das Maravilhas, o filme carrega um visual e
narrativa de tamanha ousadia, que é de se espantar que seja dirigido por um
diretor estreante, que é Rupert Sanders, mais conhecido como criador de vídeo games
como Halo 3. As passagens conhecidas pelo publico estão todas lá, mas tudo moldado
de uma forma, que difere e muito das outras adaptações que o conto teve ao
longo das décadas (como a versão clássica da Disney), lembrando muito mais o
universo do Senhor dos Anéis, onde seres fantásticos criam vida, mas de uma
forma suja e realista, como se realmente aquele universo mágico (porém sombrio)
pudesse existir. Os personagens, tão conhecidos pelo publico, estão todos presentes,
mas de uma forma tão diferente, como se agente não os reconhecesse em um
primeiro momento. Contudo, carregam os aspectos que todos nos conhecemos, porém,
apresentados por uma abordagem muito mais adulta e realista.
A rainha má, por exemplo,
tem todos os motivos por ser o que é (e explicados rapidamente num flashback) e
todas as suas motivações se tornam criveis, graças à interpretação assombrosa
de Charlize Theron. A vencedora do Oscar de melhor atriz por Moster: Desejo
Assassino, interpreta uma rainha má diferente de tudo que agente já viu,
apresentando uns trejeitos de uma verdadeira psicopata, que não mede esforços
para manter sua beleza (através da vida das pessoas) e para conseguir seus
objetivos, que aqui, não é somente matar Branca de Neve por ser a mais bela,
mas também, para adquirir o seu coração e ganhar juventude eterna. De longe,
Charlize Theron é a melhor interprete de todo longa e desejo que a academia se
lembre desse seu desempenho no ano que vem. Contudo (por incrível que pareça), Kristen
Stewart até que esta bem como Branca de Neve, fazendo até mesmo agente se esquecer
que ela esta na famigerada saga dos vampiros que brilham no sol, mas logicamente,
sua interpretação se empalidece perante Theron, mas acho que nem mesmo ela
imaginava que a oscarizada se empenharia tanto para ser a vilã.
Talvez, o que mais
diferencia dessa adaptação das outras, é de dar maior destaque ao caçador, que
segundo o conto, foi encarregado de matar Branca de Neve. Aqui, Chris Hemsworth
esta bem à vontade em um papel de caçador e guerreiro, que acaba por ajudar
Branca de Neve em sua jornada, mas do jeito que a carruagem anda, pode esperar
por mais personagens semelhantes que o ator australiano se encarregara de interpretar,
pois além desse, ele é mundialmente conhecido como Thor. O mesmo não pode ser
dito do insosso príncipe, que aqui é interpretado de uma forma insossa por Ian
McShane. Mas se há um príncipe dispensável, pelo menos há oito anões (e não
sete) talentosos, onde cada um tem suas características e personalidades muito
bem construídas. Isso graças ao fato, de todos serem excelentes atores ingleses,
que embora estejam pequenos e carregados de maquiagem, suas interpretações se
sobressaem facilmente. O bando é formado por Ian McShane(Piratas
do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas), Johnny Harris (O Retrato de Dorian
Gray), Bob Hoskins (Brazil: O Filme), Toby Jones (O Nevoeiro), Eddie Marsan (Sherlock
Homes 2), Brian Gleeson (Despertar dos Mortos), Ray Winstone (Os Infiltrados) e
o divertido Nick Frost (Todo Mundo Quase
Morto). Com um bando de anões desse porte, podemos facilmente perdoar, há
presença de um príncipe sem sal.
Com todos esses bons ingredientes em um único caldeirão,
até que podemos perdoar o fato, de os criadores pecarem no ato final, ao agilizar demais
a trama e solucionar tudo de uma forma tão rápida, que nos faz sentir aquela
famigerada sensação de que alguma coisa faltou, o que é uma pena. Pois com uma
historia bem construída, fotografia, edição de arte, figurinos impecáveis e um
elenco de primeira, o tão conhecido, “viverão felizes pra sempre” poderia ter sido muito melhor planejado.
Nos dias 16 e 17 de Junho, estarei participando do curso HISTORIA DO CINEMA BRASILEIRO, criado pelo CENA UM e ministrado pelo jornalista Franthiesco Ballerini. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui, falarei um pouco desse universo verde amarelo do nosso cinema.
O PAGADOR DE PROMESSAS
Sinopse: Zé do Burro
(Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em uma pequena
propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé
atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma
promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho,
Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar
uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de
madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua
mulher se engraçar com o cafetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e ao encontrar a
resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em
sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de
macumba.
Critica aos políticos
(pré-ditadura militar), a igreja católica, a policia e á imprensa. A peça de
Dias Gomes recebe um tratamento dramático que mantém viva a força dos
personagens e a discussão sobre á influencia da religião na sociedade. Interpretações
inesquecíveis e sinceras do casal central. Tanto Leonardo Villar como Gloria
Menezes estão ótimos em seus respectivos papeis, assim como Dionísio Azevedo,
que passa a todo o momento, uma representação hostil e atrasada da igreja católica.
Anos mais tarde, a
peça ganharia uma mini-serie para a TV, transmitida pela Rede Globo, mas nada que
se compare ao resultado final desse filme e de como ele mexeu com os
sentimentos das pessoas na época. Palma de Ouro no Festival de Cannes e
finalista ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Curiosidade: Após o
recebimento do prêmio em Cannes, o diretor e a equipe do filme que viajou até o
Festival foi recebida com um desfile público em carro aberto, ao desembarcar no
Brasil.
Sinopse: Em 1945, Don Corleone (Marlon Brando) é o chefe
de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias
pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros.
Com a chegada das drogas, as famílias começam uma disputa pelo promissor
mercado. Quando Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na
cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer
atentados para que mudem de posição. É nessa complicada época que Michael (Al Pacino),
um herói de guerra nunca envolvido nos negócios da família, vê a necessidade de
proteger o seu pai e tudo o que ele construiu ao longo dos anos.
Baseado no romance deMario Puzo,
adaptado por ele e pelo diretorCoppola,
é um espetáculo grandioso e belíssimo, que empresta um tom épico e inédito nos
filmes de gângster. Pontuado por diversas cenas clássicas, tem um elenco
impecável, uma fotografia primorosa (cortesia deGordon WillisdeManhattan)
e trilha sonora inesquecível deNino
Rota, conduzida pelo maestroMarmine
Coppola, pai deFrancis.O próprio cineasta dirigiu duas
seqüências que deram continuidade a saga (74 e 90) e uma montagem dos dois
primeiros filmes para ser apresentado para a TV. Vencedor de 3 Oscar.
Curiosidade:Francis Ford Coppola e Mario Puzo, autores do
roteiro do filme, evitaram a todo custo utilizar a palavra "máfia"
nos diálogos dos personagens.
O PODEROSO
CHEFÃO: Parte II
Sinopse:Início
do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De
Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little
Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua
esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos
comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci o poderio de
Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa
para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50'
são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em
Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las
Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados
como Hyman Roth (Lee Strasberg) estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico,
Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane
Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma
acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos.
Flashbacks interrompem
a narrativa, para mostrar o surgimento do impérioCorleone.Ninguem emHollywoodacreditava, masCoppolaconseguiu fazer uma continuação
ainda melhor que o filme original. O diretor eMario Puzocriaram uma emocionante complemento do
primeiro filme, revelando detalhes que explicam o comportamento dos
personagens. Esse amargo e irresistível vaivém no tempo, que cobre três décadas
e três gerações da famíliaCorleone,
forma também um grande e romântico painel sobre o EUA do século XX. Oscar de
melhor filme, direção, roteiro adaptado, ator coadjuvante (Robert De
Niro, perfeito como o jovemVito
Corleone), trilha sonora e direção de arte.
Curiosidade:Para se preparar para o papel, Robert De Niro
viveu durante certo período na Sicília. Ele faz parte do grupo de atores que
ganhou um Oscar falando a maior parte de seus diálogos numa língua diferente da
inglesa (os demais foram Sophia Loren, Roberto Benigni e Marion Cotillard).
Sinopse: O filme acompanha o
envolvimento virtual do jovem Daniel com Alice, uma desconhecida. Mesmo sem
nunca tê-la visto Daniel apaixona-se de forma obsessiva. Conversam diariamente
pelo msn, e até quando longe do computador, ele sente-se conectado a ela. Mas Alice
possui segredos. A revelação de uma verdade surpreendente faz com que Daniel
entre em desespero. Uma série de eventos se inicia, conduzindo os personagens
por caminhos desconhecidos, perigosos e sem volta.
Sempre paramos para perguntar para nos mesmos, como
era antes, quando agente não tinha celular, ou outros meios tecnológicos que
fazem parte de nossas vidas atualmente e que dificilmente conseguimos nos
desvencilhar deles. Esse meu pensamento, imediatamente me veio a mente, ao assistir
Alice Diz:, do diretor estreante Beto Rôa, que com um orçamento minúsculo
(pouco mais de 40 mil reais) cria um filme, que é um reflexo de nosso mundo contemporâneo
e que acaba levantando inúmeras reflexões.
A historia deDaniel (Daniel
Confortin, otimo), com sua relação virtual (pelo MSN) com Alice, nada
mais é do que um retrato de nos mesmos, nos relacionando cada vez mais atualmente,
com pessoas que conseguimos nos relacionar somente pela internet, ao ponto, de
não sabermos nos comunicar com o mundo real, ou muito menos com as pessoas que
cruzam em nossas vidas. Bom exemplo disso é na cena em que Daniel observa as
mulheres que ele cruza, seja na rua ou em um ônibus, que embora demonstre
desejo em se comunicar com elas, ele simplesmente não consegue achar uma forma dele
investir na ocasião, tendo muito mais afinidade e saber se abrir, com uma garota
que ele nem sequer viu ainda pessoalmente. O filme cria certo suspense sobre a
verdadeira origem de Alice, tanto, que ao decorrer do filme, Daniel fica
assistindo um filme B dos anos 50 na TV, sobre o domínio das maquinas contra os
homens. Embora não fique muito claro, se as cenas que aparecem desse filme
sejam realmente reais, ou se elas estejam somente passando na imaginação já
conturbada de Daniel, que começa a cada vez mais ficar angustiado e paranóico sobre
quem é Alice. O filme visto na TV pode ser interpretado como uma metáfora sobre
a situação que acontece na trama, ou simplesmente uma referencia de uma década (anos
50), muito mais paranóica do que há que vivemos. Fica para o espectador que assiste
criar sua própria interpretação sobre esses momentos.
E a situação piora, quando gradualmente ele descobre
o que Alice é realmente. Embora a revelação sobre a origem de Alice, possa soar
um tanto que exagerada, ela corresponde muito bem com a proposta que o filme
quer passar para o espectador. Vivemos
num mundo atual, onde cada vez mais nos afastamos das outras pessoas e de nos
mesmos. Sendo que, acabamos por esquecer como agente se relacionava antes, e
com isso, não desfrutamos mais por completo, dos dias que vivemos como
antigamente e mesmo agente se dando conta disso, pode já ser muito tarde. Além de ser uma ótima historia cheia de
camadas de interpretação, Beto Rôa cria um verdadeiro jogo de câmeras, onde por
muitas vezes, precisamos ter a máxima atenção, pois o filme é cheio de inúmeros
detalhes simbólicos para serem ou não decifrados.
Com uma fotografia belíssima e montagem caprichada,
ALICE DIZ: é um pequeno e grande filme, que merece ser descoberto pelo grande publico
que tem interesse de assistir uma sessão, onde um filme lhe consegue passar
sentimentos, fazer levantar inúmeros questionamentos sobre a trama e consigo próprio.
Em
cartaz: CineBancários
(General Câmara, 424), Porto Alegre. Sessões: 15hs, 17hs e 19hs. O filme fica
em cartaz até o dia 13 de Junho.
Nos dias 16 e 17 de Junho, estarei
participando do cursoHISTORIA DO CINEMA BRASILEIRO, criado peloCENA UM e ministrado pelo jornalistaFranthiesco Ballerini. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui, falarei um pouco
desse universo verde amarelo do nosso cinema.
O BANDIDO DA LUZ VERMELHA
Sinopse: Jorge, um
assaltante de residências de São Paulo, apelidado pela imprensa de
"Bandido da Luz Vermelha", desconcerta a polícia ao utilizar técnicas
peculiares de ação. Sempre auxiliado por uma lanterna vermelha, ele possui as
vítimas, tem longos diálogos com elas e protagoniza fugas ousadas para depois
gastar o fruto do roubo de maneira extravagante.
Rogério Sganzerla, em
seu segundo trabalho como diretor (o primeiro foi o curta Documentário de 1966)
realiza um filme surpreendente, usando e abusando com o mito da crônica policial
paulistana dos anos 60. Seu filme é uma espécie de “faroeste do terceiro mundo”,
caótico e desconexo. Com sua linguagem
visual muito a frente do seu tempo, O Bandido da Luz Vermelha pode ser visto
como o ponto de transição entre a estética do Cinema Novo (influenciado pela nouvelle
vague do cinema francês) e a ruptura do Cinema Marginal. Um clássico inesquecível
e que foi relembrado novamente, graças à sua seqüência, intitulada Luz das Trevas.