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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Living The Land'

Sinopse: China, início dos anos 1990. Chuang, de dez anos, é criado por sua família em sua aldeia, enquanto seus pais trabalham na cidade.

Nos meus quase cinquenta anos de vida eu nunca imaginei que um dia veria a China se tornando uma das principais potências econômicas do mundo e fazendo com que os EUA fiquem atirando para todos os lados para obter novamente o equilíbrio. Contudo, sempre haverá um sacrifício em nome do progresso e que, infelizmente, os mais necessitados acabam pagando o preço. "Living The Land' (2025) é o retrato sobre o prelúdio desta mudança que aconteceu de forma gradual e mudando os rumos daquele país de uma forma sem igual.

Dirigido por  Huo Meng, a trama se passa no ano de 1991 numa pequena vila chinesa. Chuang é um jovem que vê uma forte transformação socioeconômica afetar o seu país, principalmente os camponeses de sua região, incluindo a própria família. Em determinado momento, os integrantes da Vila Bawangtai e de outras zonas rurais passam a se deslocar para a cidade grande. Com dificuldades para se acostumar com as novidades da tecnologia, o filme retrata os prelúdios de tempos de mudanças que o país estava obtendo nos últimos anos do século 20.

Huo Meng talvez seja um nome que devemos observar de perto, já que ele nos conduz a realidade Chinesa do interior e não devendo em nada em termos de reconstituição de um período que hoje fica em segundo plano em solo Chines. Nota-se, por exemplo, que o realizador conduziu boa parte de sua produção com um elenco amador, sendo que em diversos momentos podemos constatar que eles se comportam como eles são e fazendo com que as cenas se tornem ainda mais verossímeis. Isso fortalece ainda mais a mensagem do filme como um todo, sobre a união familiar perante os ventos das mudanças, mas não impedindo que todos ali em cena se mantenham juntos haja o que houver.

Vale destacar principalmente o fato das cenas serem ricas em detalhes, ao ponto de me fazer querer assistir a obra para uma segunda revisão. É notório, por exemplo, a preocupação do realizador em destacar o trabalho e as ferramentas daquelas pessoas que vivem no seu dia a dia daquele vilarejo e que cada dia que passa é um novo desafio a ser enfrentado. Um perfeccionismo que nos chama bastante atenção e faz a gente imaginar o que o cineasta fará futuramente.

Mas talvez o ápice em termos técnicos esteja nos planos-sequências dos quais Huo Meng elabora cenas onde há inicialmente um enquadramento, para logo depois a câmera começar a passear em determinado cenário e onde acabamos testemunhando outros eventos do local. Além disso, é interessante observar algumas situações que ocorrem nos planos de fundo e fazendo com que tenhamos uma análise maior  sobre os principais acontecimentos que ocorrem naquele cenário. Uma maneira interessante de apresentar certas passagens do longa, sendo que é algo semelhante ao que foi visto no genial "Roma" (2018), mas num grau menos elevado à primeira vista.

Em suma, o filme também é uma história vista pela perspectiva de uma criança, que se vê forçada a amadurecer mais cedo na vida e tendo que observar de perto as mudanças, por vezes, dolorosas que a sua família enfrenta. Vale destacar o ato final que é, desde já, poderoso em imagem e se tornando uma lembrança de uma China que está sendo deixada para trás, mas que não deve ser esquecida por aqueles que lutaram por um futuro melhor em suas vidas.  "Living The Land' é o retrato de uma geração da China muito diferente da que a gente conhece hoje em dia, mas da qual não pode ser esquecida.


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Cine Dica: Cinesemana de 12 a 18 de fevereiro de 2026

A semana de Carnaval destaca a estreia de mais um título indicado ao Oscar: é SONHOS DE TREM, produção da Netflix que tem na equipe técnica o diretor de fotografia Adolpho Veloso, brasileiro que desponta como o favorito para levar o Oscar na categoria.

Junto com esta estreia, seguem em cartaz mais quatro títulos elogiados pela crítica e candidatos ao Oscar: O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho, indicado em quatro categorias; VALOR SENTIMENTAL, que concorre a nove estatuetas; FOI APENAS UM ACIDENTE, que recebeu duas indicações; e o tunisiano A VOZ DE HIND RAJAB, que concorre ao Oscar internacional.

A ÚNICA SAÍDA, do diretor Park Chan-wook (de Oldboy), segue em cartaz, assim como DOIS PROCURADORES, do diretor ucraniano Sergei Loznitsa.  Seguimos com as exibições, em última semana, de  ZAFARI, da diretora venezuelana Mariana Rondón, e de UM CORPO SÓ, documentário do diretor gaúcho Cacá Nazário sobre a trajetória do grupo teatral Ói Nóis Aqui Traveiz.

Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicando aqui. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'A Única Saída'

Sinopse: Demitido abruptamente após 25 anos na mesma empresa, um homem desesperado chega a extremos para eliminar a concorrência pelo emprego que deseja.

Recentemente eu me preocupei com a possibilidade de ser demitido na empresa em que eu trabalho e fazendo com que eu temesse pelo meu próprio futuro. Mas o problema não é ser um desempregado, mas sim como você lidará com isso. "A Única Saída" (2025) mostra o indivíduo sugado por essa possibilidade e adentrando por um caminho de alto risco.

Dirigido por Park Chan-Wook, o filme conta a história de  Man-Su (Lee Byung-hun) que perde o seu emprego depois de 25 anos no cargo, pois a empresa está sendo vendida por uma multi milionária norte-americana e provocando corte de funcionários. Desesperado, Man-Su mergulha em uma cruzada para reaver o seu emprego, mas ao mesmo tempo tendo que lidar com a família se desequilibrando perante esse cenário. Não demora muito para que ele elimine literalmente aqueles que podem ser uma futura concorrência caso ele tenha a chance de reaver a vaga.

Park Chan-Wook é um diretor que dispensa apresentações, já que ele se consagrou a partir da sua trilogia sobre vingança a partir da sua obra prima "Old Boy" (2003) e fazendo com que o mundo redescobrisse o cinema sul coreano. Desde então o realizador tem procurado explorar por outros caminhos que ligasse ao lado primitivo do ser humano e fazendo com que o mesmo liberasse a sua violência dentro de si. Aqui, porém, a violência acontece de forma acidental, quase se tornando uma comédia absurdamente sombria, pois a própria realidade, por vezes, acaba se tornando realmente uma grande piada.

 Man-Su é escravo de um sistema capitalista do qual havia se entregado de corpo e alma por mais de duas décadas e não conseguindo aceitar viver de outra forma. Não é de hoje, seja em filme ou série, que a Coreia tem explorado essa questão delicada em tempos contemporâneos, seja com relação à divisão de classes vista em "Parasita" (2019), ou quando o indivíduo participa de um jogo mortal para obter renda na série "Round 6". Por conta disso há o declínio, onde o ser humano cada vez mais se torna descartável, sendo substituído por alguém mais qualificado, ou simplesmente pelas novas tecnologias que andam atualmente em passos largos.

O filme não nos poupa de situações inusitadas, seja quando o protagonista tenta eliminar a sua primeira concorrência, ou quando tudo dá errado e fazendo gerar em nós um riso involuntário. São nestes momentos que Park Chan-Wook capricha em uma direção impecável, onde num jogo de câmera criativo as cenas se tornam uma síntese de como o protagonista enxerga a situação em que está se envolvendo, ou simplesmente se tornando uma representação de uma sociedade em transe e da qual se entrega ao mínimo prazeres. Chega ao ponto que ficamos torcendo até mesmo para o protagonista, mesmo que lá no fundo a gente sabe que a sua situação acaba se tornando cada vez mais pecaminosa.

Em suma, o filme é uma crítica ácida com relação a uma sociedade cada vez mais presa em sua bolha particular, ou mais precisamente se tornando escrava dos seus bens materiais. Por mais que o protagonista de a desculpa que faz tudo pela sua família, porém, esse discurso se torna hipócrita, uma vez que o mesmo não se imagina diminuído em hipótese alguma. Ao final, constatamos o cenário de harmonia entre funcionário e empresa, mas não escondendo o derramamento de sangue e um alto preço a se pagar  que visto durante os créditos finais de obra.

"A Única Saída" é retrato sarcástico e sombrio de uma sociedade cada vez mais materialista e cuja a desculpa  em lutar pela  família se torna algo cada vez mais hipócrita. 

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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DIAS 12, 13 e 18 DE FEVEREIRO DE 2026

 EM CARTAZ:

A QUEDA DO CÉU

Brasil/Documentário/2024 /110min

Direção: :Eryk Rocha, Gabriela Carneiro da Cunha

Sinopse: A partir do poderoso testemunho do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, o filme “A Queda do Céu” acompanha o importante ritual, Reahu, que mobiliza a comunidade de Watorikɨ num esforço coletivo para segurar o céu. O filme faz uma contundente crítica xamânica sobre aqueles chamados por Davi de povo da mercadoria, assim como sobre o garimpo ilegal e a mistura mortal de epidemias trazidas por forasteiros que os Yanomami chamam de epidemias “xawara”, e traz em primeiro plano a beleza da cosmologia Yanomami, dos espíritos xapiri e sua força geopolítica que nos convida a sonhar longe.

Elenco: Davi Kopenawa, Justino Yanomami, Givaldo Yanomami, Raimundo Yanomami,Dinarte Yanomami, Guiomar Kopenawa, Roseane Yariana e comunidade de Watorikɨ



LIVING THE LAND

China/Drama/2025 /129 min

Direção: Huo Meng

Sinopse: Living the Land se passa no ano de 1991 numa pequena vila chinesa. Chuang é um jovem que vê uma forte transformação socioeconômica afetar o seu país, principalmente os camponeses de sua região, incluindo a própria família. Em determinado momento, os integrantes da Vila Bawangtai e de outras zonas rurais passam a se deslocar para a cidade grande. Com dificuldades para se acostumar com as novidades da tecnologia, o longa mostra as trajetórias de diversas gerações da família que precisam se adaptar.

Elenco: Wang Shang (Chuang), Zhang Yanrong (Bisavó) e Zhang Chuwen



DOIS PROCURADORES

França / Alemanha / Países Baixos / Letônia / Romênia / Lituânia / Ucrânia /2025/117 min

Direção: Sergei Loznitsa

Sinopse: União Soviética, 1937. Milhares de cartas de detentos falsamente acusados pelo regime são queimadas em uma cela de prisão. Contra todas as probabilidades, uma delas chega a um recém-nomeado promotor local, Alexander Kornyev. Em busca de justiça, o jovem promotor se mobiliza para denunciar os métodos arbitrários de repressão praticados por agentes da polícia secreta, a NKVD.

Elenco: ALEKSANDR KUZNETSOV, ALEXANDER FILIPPENKO,ANATOLI BELIY



HORÁRIOS DIAS 12, 13 e 18 DE FEVEREIRO (ATENÇÃO! O CINEBANCÁRIOS ESTARÁ FECHADO DURANTE O CARNAVAL):

15h: DOIS PROCURADORES

17h10: A QUEDA DO CÉU

19h10: LIVING THE LAND


Ingressos: Os ingressos podemser adquiridos a R$ 14,00 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7,00. São aceitos PIX, cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Na quinta-feira, a meia-entrada é para todos e todas. EM TODAS AS QUINTAS TEMOS A PROMOÇÃO QUE REDUZ O VALOR DO INGRESSO PARA TODOS E EM TODAS AS SESSÕES PARA R$ 7,00.


C i n e B a n c á r i o s 

Rua General Câmara, 424, Centro 

Porto Alegre - RS - CEP 90010-230 

Fone: 51- 30309405

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Próximo Cine Debate - 'Cabrini'

 

Sinopse: O filme Cabrini conta a história inspiradora de Francesca Cabrini, uma imigrante italiana que, em 1889, chega a Nova York e encontra pobreza, doença e exploração entre os imigrantes, especialmente crianças órfãs, e com sua fé, coragem e habilidade empreendedora, luta contra o preconceito e o sistema para construir um império de esperança, hospitais, orfanatos e escolas, tornando-se a primeira santa americana e uma grande empreendedora do século XIX, tudo isso apesar de sua saúde frágil e do sexismo da época.

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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Próxima Atração do Cine Clube Torres - 'Climas'

  Segunda dia 9 de fevereiro, às 20h "Climas" (2014) de Enrica Pérez, um tríptico de mulheres de três regiões peruanos

Segunda dia 9 de fevereiro, às 20h, segue o ciclo com o filme peruano "Climas" (2014) de Enrica Pérez, um tríptico de mulheres de três regiões do país Latino-americano. Eva é uma jovem do Peru amazônico que está descobrindo a sua sexualidade. Victoria mora numa Lima, numa umidade fria e cinzenta do pacífico, perturbada por segredos do passado. Zoraida é uma idosa que leva a vida tranquilamente nos Andes. Três mulheres desconhecidas, influenciadas pelo clima do local que habitam, compartilham semelhanças e angústias, mesmo distantes geograficamente e socialmente.



"La selva que calienta, la costa que enfría y la sierra que abandona" (Cinencuentro)

A sessão será realizada na segunda-feira, dia 26 de janeiro, às 20h, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.

Entrada franca até a lotação do espaço.

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.


Serviço:

O que: Exibição do filme "Climas" de Enrica Pérez

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 9/2, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Cine Especial: Revisitando 'O Anjo Azul'

No ano de 1927, a sétima arte conta com o surgimento do som. Houve diversas tentativas de unir som e imagem até o surgimento do Vitaphone. Três anos após, mais precisamente no dia 1o de abril de 1930, estreou o filme que tornaria Marlene Dietrich uma das maiores estrelas da época, "O Anjo Azul".

Adaptado do romance ´´Professor Unrat“ de Heinrich Mann, esse clássico do cinema alemão, que naquele tempo estava começando a dar Adeus ao expressionismo, narra a história de Immanuel Rath, interpretado por Emil Jannings, do clássico "A Última Gargalhada" (1924), um educado, porém, severo e conservador professor de inglês e literatura que irá atrás de seus alunos na casa de espetáculos Anjo Azul para repreendê-los. Lá conhece a cantora de cabaré Lola Lola (Dietrich) e, assim como os demais, acaba se apaixonando pela jovem.

Há considerações a serem feitas sobre o filme que, dentre elas, as características expressionistas encontradas principalmente em sua edição de arte e fotografia, que esbanjam contraste de luz e sombras. A elaboração dos personagens que surgem sutilmente ingênuos e solitários perante a femme fatale. Tanto Lola como Rath têm seus desejos, frustrações e orgulho e fazendo com isso obtenham certa afinidade entre os dois em diversos momentos da projeção. 

Porém, isso aos poucos vai deixando de existir, pois essa harmonia não sustenta, já que Rath a tinha como objeto idealizado de contemplação e a vida ao lado de Lola em nada corresponde aos seus sonhos. Portanto, a degradação de Rath é anunciada antes mesmo que ela aconteça, com a presença da figura de um palhaço triste do grupo que é diversas vezes encarado pelo professor com olhar melancólico.

Uma vez que o próprio protagonista se torna o palhaço da história, o ápice da degradação e humilhação, em meio aos risos da platéia e uma suposta traição de Lola Lola, o professor tem um surto nervoso e é amarrado em dos momentos mais chocantes da história do cinema. Quando solto, retorna pelas mesmas ruas que chegará pela primeira vez na casa de espetáculos para a escola, onde, sentado em sua antiga mesa, parte desta vida. .Emil Jannings, talvez crie neste, "O Anjo Azul", um dos personagens mais trágicos personagens do cinema.

A câmera se afastando e deixando-o sozinho diante de uma classe vazia com apenas alguns poucos livros sobre sua mesa não é um prenúncio de uma tragédia inevitável, mas sim uma lição de como jogar um personagem no fundo do poço. Curiosamente, eu vejo nesta cena a síntese do que a própria Alemanha enfrentaria, onde uma geração nova de rebeldes despreza o educador, deixando ele as traças e abraçando o fascismo que o país se tornaria. Para um olhar mais conservador tudo seria culpa de Lola, mas o problema talvez estivesse acontecendo mais embaixo naquela época.

Em "O Anjo Azul" Sternberg não só dá ao cinema uma de suas maiores musas do cinema, como nos  brinda a todos com um longa que representa a autoestima de uma nação em quera. 


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