Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Nosso primeiro encontro em 2026 já tem data marcada! Será neste sábado, dia 10 de janeiro, às 10h15 da manhã, na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim, com a exibição de Gosto de Cereja, obra fundamental do cinema iraniano e um dos filmes mais reconhecidos de Abbas Kiarostami, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes (1997).
O filme acompanha o percurso silencioso de um homem pelas colinas de Teerã enquanto busca alguém disposto a ajudá-lo em seu plano de morte. Sem oferecer explicações fáceis ou respostas diretas, Kiarostami constrói uma reflexão sobre vida, morte, escolhas e a relação entre o cinema e a realidade.
Ah! E aqueles que ainda não pegaram as suas camisetas, podem buscá-las na sessão! Basta entrar em contato com a Kelly, nossa diretora de comunicação, via WhatsApp: (51) 981350432.
Confira os detalhes:
SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA
📅 Data: Sábado, 10/01, às 10h15 da manhã
📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim
Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre
Gosto de Cereja (Ta'm e guilass)
Irã, 1997, 87 min
Direção: Abbas Kiarostami
Elenco: Homayoun Ershadi, Abdolrahman Bagheri
Sinopse: Um homem de meia-idade percorre as colinas de Teerã em busca de alguém que aceite enterrá-lo após sua morte. Durante o trajeto, encontra diferentes pessoas, cujas respostas revelam visões distintas sobre a vida, a fé e o sentido da existência.
Sinopse: Paris, 1959. Um realizador desconhecido, um produtor aventureiro, um orçamento irrisório, uma equipa minúscula, e o projeto louco de rodar um primeiro filme em 20 dias com um embrião de roteiro sobre um marginal em fuga e a sua namorada.
Richard Linklater é um dos poucos diretores norte americanos que procura nos dizer algo independente de qual gênero. Se por um lado ele cria uma bela história de amor de sua trilogia pessoal a partir do filme "Antes do Amanhecer" (1995), por outro lado, ele surpreende em projetos que ele nos força a querer pensar como foi no caso de "Waking Life" (2001). "Nouvelle Vague" (2025) se encaixa perfeitamente com o que ele realizou em sua carreira, ao fazer a reconstituição das filmagens de um dos filmes mais importantes da história e que com certeza influenciou o seu modo de filmar no decorrer de sua carreira.
Na trama, acompanhamos os bastidores das filmagens de "Acossado" (1960) e que acabou se tornando um dos pilares do movimento Nouvelle Vague. Dirigido por Jean-Luc Godard, o até então crítico de cinema decide reunir amigos próximos da profissão para dirigir o seu primeiro longa-metragem, Porém, o desafio é grande já que o orçamento é apertado e tendo que ser rodado em apenas vinte dias.
Richard Linklater capricha ao fazer com que retornemos para Paris do final dos anos cinquenta e termos uma noção de uma metamorfose em que aquela sociedade estava passando e da qual poderia ser retratado no cinema. Jean Luc enxergava isso e queria criar algo que fugisse do convencional daqueles tempos. Quando assistiu ao filme "Os Incompreendidos" (1959), do seu amigo François Truffaut, foi então que ele sentiu o estalo.
Isso é muito bem retratado no primeiro ato do longa, onde Richard Linklater surpreende, não somente na reconstituição da época, como também em sua bela fotografia em preto e branco e na caracterização dos atores que está incrível. Guillaume Marbeck como Jean-Luc Godard surpreende, sendo que em nenhum momento ele tira os óculos escuros e que eram a marca registrada do realizador. O intérprete, por sua vez, nos espanta até mesmo ao saber transmitir todo o lado excêntrico, porém, genial do realizador que foi contra tudo o que estava acontecendo no ramo cinematográfico francês daqueles tempos.
Assim como foi em sua filmografia, Richard Linklater nos passa a impressão que "Acossado" foi um pouco de sua pessoa, ao colocar em prática um lado perfeccionista, mas que tem muito a dizer mesmo com as suas limitações. Portanto, todas as cenas me passaram a impressão que foram feitas com carinho e respeito ao clássico, ao fato que nos dá a impressão que estamos diante dos verdadeiros intérpretes que foram trabalhar em um projeto que parecia fadado ao fracasso. Se Aubry Dullin é a representação perfeita de Jean-Paul Belmondo, por outro lado, Zoey Deutch é a encarnação perfeita da inesquecível atriz Jean Seberg e que havia se tornado a musa daquele movimento cinematográfico.
Por conta disso, o filme de Richard Linklater é uma experiência deliciosa para os cinéfilos de plantão, mas que também agradará o público em geral, pois ele possui um humor refinado e bem convidativo. Não é sempre que assistimos a reconstituição de uma obra prima e neste caso o filme obtém o feito e com grande êxito. "Nouvelle Vague" não é somente uma carta de amor com relação ao clássico "Acossado", como também uma celebração à sétima arte como um todo.
A cinesemana de 8 a 14 de janeiro reúne vários títulos que se destacam na temporada de premiações deste início de ano, incluindo SE EU TIVESSE PERNAS EU TE CHUTARIA, com a elogiada atuação de Rose Byrne, e SORRY BABY, protagonizado por Eva Victor – ambas atrizes na lista de indicações do Globo de Ouro. Também estão em cartaz três longas que disputam na categoria de melhor filme de drama da premiação: O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho; VALOR SENTIMENTAL, de Joachim Trier; e FOI APENAS UM ACIDENTE, de Jafar Panahi. A lista se completa com NOUVELLE VAGUE, de Richard Linklater, indicado a melhor filme de comédia/musical.
Entre as novidades, entra em cartaz o documentário CONVERSAS NAS ZONAS AZUIS, do diretor Gabriel Martinez, que parte da cidade gaúcha de Veranópolis para investigar a longevidade em algumas regiões do planeta. Também apresentamos uma pré-estreia do novo filme do diretor sueco Tarik Saleh, que com ÁGUIAS DA REPÚBLICA encerra sua trilogia sobre o Egito.
Esta é a última semana para conferir três filmes muito bem recebidos pelo nosso público: VIZINHOS BÁRBAROS, de Julie Delpy; LIVROS RESTANTES, de Marcia Paraiso; e PRIMEIRO ENCONTRO, de Paolo Genovese.
Confira a programação completa da cinemateca no site oficial clicando aqui.
Sinopse: As irmãs Nora e Agnes se reúnem com seu excêntrico pai, Gustav, um famoso diretor que desapareceu há muito tempo. Ele oferece a Nora o papel principal em seu novo filme.
Joachim Trier sabe como ninguém lidar na construção de personagens que buscam por um equilíbrio sobre si mesmo. Em seus últimos filmes, "Thelma" (2017) e "A Pior Pessoa do Mundo" (2022), são exemplos de tramas em que os protagonistas buscam uma nivelação perfeita entre o próximo e saber lidar com relação a si mesmo. "Valor Sentimental" (2025) vai mais a fundo, onde um realizador do ramo cinematográfico busca reatar os laços familiares em frangalhos, mas usando a arte como uma forma para obter um novo recomeço.
Na trama, diante do frágil laço paternal, o carismático Gustav (Stellan Skarsgård), pai distante de Nora (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas) e um renomado diretor de cinema, decide que seu próximo longa será o seu filme de retorno. Sabendo o quão pessoal é importante é o projeto, o cineasta oferece à filha Nora, uma estabelecida atriz de teatro, o papel principal da trama. Porém, a mesma recusa e o realizador busca através da atriz americana Rachel Kemp (Elle Fanning) uma forma de seguir em frente com o seu projeto.Abertura do filme já surpreendente, ao vermos Nora lutar contra si mesma para subir ao palco em meio a uma crise de ansiedade. No decorrer do longa vemos esses personagens tendo que lidar com as suas dores interiores e que, por vezes, não sabem ao certo porque acontecem. O filme gira em questões de problemas não resolvidos, desde ao não saber lidar com a perda, como também questionar e compreender as ações da pessoa próxima.
Gustav usou a arte do cinema para afastar os seus próprios fantasmas do passado, mas ao mesmo tempo gerando um desequilíbrio familiar com as suas filhas. Não creio que o personagem de Stellan Skarsgård seja uma espécie de alter ego do diretor Joachim Trier, pois sempre achei ele um intérprete que busca uma identidade própria para os seus personagens e que nunca tenha uma comparação com outras figuras em volta dele. Saindo do recente sucesso da série "Andor", Stellan Skarsgård é aquele típico ótimo artista que é reconhecido, tanto pelo grande público, como também pela crítica especializada no assunto.Já Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas interpretam duas irmãs que se complementam uma com a outra, sendo que o apoio que Agnes dá para Nora seja o único elo para que essa última não caia na tentação de acabar com tudo. Ambas na realidade seriam um reflexo sobre o passado de Gustav, sendo que a avó delas se torna uma peça primordial para uma melhor compreensão da trama e fazendo com que a questão sobre as raízes familiares se tornem algo que os interligue desde sempre. Atenção para um plano em que os rostos de cada um sejam moldados em único ser e fazendo do laço familiar forte, mesmo quando cada um procura se distanciar.
Curiosamente, a atriz Elle Fanning interpreta uma personagem que poderia ser facilmente descartada dentro da trama, já que ela interpreta uma atriz que se torna uma segunda opção para Gustav para o seu projeto. Porém, a sua personagem se torna uma representação do nosso olhar para tentarmos compreender sobre quais as reais intenções do protagonista na realização do seu longa e fazendo com o que o seu papel se torne relevante dentro da história. Elle Fanning é aquele tipo de bela jovem atriz, mas do qual demonstra sinais de uma grande intérprete e que poderá obter voos mais altos, diga-se de passagem.
O grande charme do filme é dele fazer a gente imaginar como seria o filme fictício dentro da trama e sendo, enfim, realizado. Portanto, a cena final se torna antológica, ao não somente nos pregar uma peça, como também sentirmos certo alívio com relação ao destino dos personagens, pois é através do cinema que eles obtiveram um equilíbrio familiar que tanto precisavam. A arte talvez não seja o caminho exato para obter a paz de espírito, mas ao menos lhe dá uma visão melhor sobre o seu eu verdadeiro.
"Valor Sentimental" é um belo filme dramático, onde uma família procura se redimir através de assuntos não resolvidos e cuja janela do cinema pode lhe dar acesso a um novo recomeço.
Nota: O filme estreia no próximo dia 08 de Janeiro.
Sinopse: Rebecca, filha do missionário Lawrence Byrne, foi declarada um milagre por ter sobrevivido a um acidente de avião na Floresta Amazônica quando criança.
Um filme em que a religião serve como um pano de fundo somente se torna honesto quando a crença bate de frente com a realidade. Em tempos em que o conservadorismo errôneo usa a palavra de Deus em vão para obter poder, não faltam casos de filmes plasticamente falsos e que somente servem para doutrinar os seguidores cegos. Ao menos "Transamazônia" (2026) é um filme honesto em saber transitar sobre o verdadeiro significado da palavra com a realidade que é preciso mais do que fé para ser enfrentada.
Dirigido por Pia Marais, o filme conta a história de Rebecca, filha do missionário Lawrence Byrne, foi declarada um milagre por ter sobrevivido a um acidente de avião na Floresta Amazônica quando criança. Anos depois, ela se torna uma curandeira milagrosa, sustentando a missão com sua fama crescente. Quando madeireiros ilegais invadem as terras dos povos indígenas que estão sendo evangelizados, o pai de Rebecca coloca a família no epicentro de um conflito que só tende a piorar.
Sendo co-produção entre vários países, se percebe um cuidado de produção, principalmente com relação a sua abertura, onde temos uma dimensão do acidente aéreo que se torna o estopim para o nascimento da história. Pia Marais procura nos passar com extremo cuidado o real papel da pregação religiosa para os povos indígenas, sendo que não é exatamente uma forma de persuadir aquele povo, mas transmitir uma espécie de paz que quase nunca é alcançada devido a presença do homem branco. Uma vez que os mesmos se veem ameaçados por garimpeiros é então que os protagonistas Pai e filha se veem em dilemas que nem todos puderam ser solucionados.
Ao mesmo tempo, a questão sobre a real identidade da protagonista é algo que permeia boa parte do filme. Embora a revelação seja um tanto que forçada para dizer o mínimo, a sua origem nos revela também que o lado predestinado em ajudar as pessoas não foi algo exatamente divino, mas sim o que já estava carregado em suas veias. Tendo a conhecido no genial "Transtorno Explosivo" (2019), Helena Zengel tem aqui uma atuação contida, mas não menos interessante, pois através dela nos passa uma sensação de inocência, mas tendo também uma consciência sobre a verdadeira realidade em sua volta.
Porém, é Jeremy Xido que rouba a cena, cujo seu personagem mantém a sua fé intacta para ensinar a filha a passar a mensagem que ele prega. Ao mesmo tempo, se nota também que o mesmo tenha usado a menina, mesmo de forma indireta, para passar a palavra a todo custo, mas tendo que enfrentar uma realidade nua e crua com relação à exploração da floresta que afeta os indígenas. É nestes momentos, por exemplo, que o personagem é testado com relação até onde irá se manter com a sua fé quando a realidade pode lhe assombrar.
O filme, portanto, é lúcido com relação ao verdadeiro uso da palavra da fé perante um sistema explorador e que não mede esforços de extrair o que é da terra e dos verdadeiros povos que moram nela. Embora com maniqueísmo lá e aqui, ao menos o filme nos faz refletir sobre o real inimigo que não vem das sombras, mas sim justamente daqueles que tem poder o suficiente para fazer o que bem entender. Assim como o mundo real, o final fica em aberto, pois a luta pelo equilíbrio continua, seja ele na ficção ou no mundo real.
"Transamazônia" nos revela um embate entre a fé e a razão perante um sistema capitalista que simplesmente destrói para obter poder.
Os anos oitenta foram revitalizantes para uma geração que via no cinema crianças serem os grandes protagonistas das tramas. Uma geração inteira viu um menino ajudar um extraterrestre voltar ao seu planeta em "ET" (1982), assim como um grupo de garotos que foram caçar um tesouro em "Os Goonies" (1985). Porém, entre esses títulos, "Conta Comigo" (1986) seguia por essa tendência, mas de uma forma mais humana.
Dirigido por Rob Reiner, do filme "Harry e Sally - Feitos um para o Outro" (1989), o filme conta a história de Gordie Lachance (Richard Dreyfuss), um escritor que recorda quando tinha entre doze e treze anos no verão de 1959 e vivia em Castle Rock, Oregon. Gordie tinha três amigos: Chris Chambers (River Phoenix), Teddy Duchamp (Corey Feldman) e Vern Tessio (Jerry O'Connell). Um dia Vern ouviu por acaso Billy Tessio (Casey Siemaszko) e Charlie Hogan (Gary Riley) comentando sobre o corpo de Ray Brower, garoto da idade deles que havia desaparecido. Cada um deu uma desculpa em casa e partiram para tentar encontrar o corpo. Mal sabem eles que esta procura se tornará em uma grande jornada de autodescoberta.
O filme é baseado no conto "O Corpo" (The Body), de Stephen King, que faz parte da coletânea "As Quatro Estações". É bem verdade que, tanto o livro quanto o filme, é baseado na própria vida do escritor, sendo que que muita da sua vida pessoal serviu de inspiração para realização de suas obras. Ao meu ver, quando ele escreveu "A Quatro Estações" foi uma espécie de busca pela redenção que tanto procurava desde a infância e uma maneira de exorcizar as suas dores interiores. Assim como na trama, King havia perdido também um irmão quando ainda era pequeno e fazendo com que isso assombrasse boa parte de sua vida.
O filme não somente destaca os valores da verdadeira amizade criada na infância como também uma transição entre a fantasia e a vida adulta. Os quatro jovens em cena são quatro brincalhões, mas que cada um guarda uma dor interior pessoal, mas da qual pode ser amenizada a partir do momento em que eles compartilham uns com os outros. Gordie é o que mais carrega uma dor interior durante a jornada, já que o seu irmão havia falecido a pouco e por alguma razão se culpando por isso.
O filme tem a proeza de possuir um enredo que sabe nos conduzir entre o drama e o humor na medida certa. A primeira vez que eu assisti ao filme foi numa distante Sessão da Tarde e a primeira coisa que me vinha na cabeça é a hilária história sobre o "Baleia" que um deles conta em volta da fogueira. Nunca me esqueci o quanto eu ri dessa cena e revendo ela ainda me provoca boas gargalhadas.
Rob Reiner foi um diretor que não se entregava totalmente a um único gênero, mas sim criando tramas que trouxessem elementos de todos os tipos de filmes que ele havia assistido em vida. Além disso, não faltam até mesmo elementos de suspense como quando eles fogem de um trem, ou quando eles são atacados por sanguessugas quando eles atravessaram uma lagoa. São momentos em que você fica com o coração na mão e se você sente isso é porque o filme teve a proeza de conquistá-lo ao longo da projeção.
O filme até hoje é lembrado como o primeiro grande sucesso do até então jovem ator River Phoenix, sendo que a partir dali em diante ele atuaria em outros grandes sucessos como "Indiana Jones e a Última Cruzada" (1989) e "Garotos de Programa" (1991). Infelizmente o ator viria a falecer em 1993 e deixando no ar a possibilidade de ter se tornado um dos grandes astros daqueles tempos. Após a sua morte os seus filmes começaram a ser cada vez mais revisitados, principalmente "Conta Comigo".
Acima de tudo, é um filme sobre traumas, perdas e sobre a difícil jornada para obter o amadurecimento em meios as adversidades do mundo real. Ao final, constatamos que amigos são poucos que adquirimos ao longo da vida, mas sendo o suficiente para serem lembrados com carinho, pois alguns deles tiveram grande importância para o nosso amadurecimento. Ou seja, um filme em que todos nós nos identificamos, sendo que a busca pelo cadáver se torna uma mera desculpa para desfrutarmos da jornada dos personagens e fazendo com que a gente se sentisse como parte daquele grupo.
"Conta Comigo" é um verdadeiro clássico sobre o significado da palavra amizade em meio a grande jornada para a vida adulta.
Na primeira cinesemana de 2026, o destaque é JOVENS MÃES, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, um drama que mostra a rotina de cinco garotas belgas grávidas na adolescência. VALOR SENTIMENTAL, de Joachim Trier, um dos filmes mais aguardados da temporada de premiações segue na programação, bem como SORRY, BABY, de Eva Victor.
Na sala Norberto Lubisco, ficam em exibição VIZINHOS BÁRBAROS, de Julie Delpy, NOUVELLE VAGUE, de Richard Linklater, e LUMIÈRE! A AVENTURA CONTINUA!, de Thierry Frémaux. Esta é a última semana para conferir LIVROS RESTANTES, com a atriz Denise Fraga e a comédia romântica italiana PRIMEIRO ENCONTRO.
A sala Paulo Amorim está sem programação devido a problemas técnicos. Confira a programação completa da cinemateca no site oficial clicandoaqui.