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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Cine Especial: Clube de Cinema - 'A Quem Eu Pertenço'

Nota: Filme exibido para os associados no último dia 30/11/25. 

Sinopse: Uma mulher tunisiana se vê dividida entre o amor maternal e a busca pela verdade quando seu filho retorna da guerra trazendo consigo mistérios que lançam uma escuridão sobre toda a aldeia.  

Recentemente eu assisti ao documentário "Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe" (2025) e do qual sintetiza o horror do conflito entre Israel e Gaza. Quando assisti fiquei com a mente nublada, pois constato o quanto a guerra é uma droga e ninguém sai ganhando dela, mas sim somente perdas. Já "A Quem eu Pertenço" (2025) é uma ficção, mas que explora o absurdo de um conflito e do qual nos gera um grande desconforto.

Dirigido pela cineasta Meryam Joobeur, o filme se passa no interior da Tunizia, onde os filhos mais velhos de Aïcha (Salha Nasraoui), deixam a família da noite para o dia e abandonando o mais novo Adam (Rayen Mechergui) O tempo passa, e um dos filhos retorna de uma guerra e trazendo consigo uma estranha mulher que usa um niqab roxo e está gravida. Aos poucos, estranhos acontecimentos vão acontecendo e gerando certa tensão na medida em que o tempo vai passando.

Desde a primavera Árabe de 2011 a Tunísia se tornou um país mais Livre, democrático, mas não escapando de grupos que defendiam o autoritarismo e cuja religião comandava com mão de ferro. Embora isso fique somente explicado nas entrelinhas do longa há uma sensação de temor, como se tempos sombrios retornassem e fazendo com que aquela família se sentisse ameaçada quase sempre. Curiosamente, Aicha tem um certo dom da visão, além de diversas vezes ter pesadelos e que aos poucos vão se revelando para ela como algo grotesco.

Meryam Joobeur capricha na transição entre os gêneros, onde o filme começa com pinceladas de drama, para se encaminhar para elementos de horror quase sobrenaturais. Porém, estamos diante de uma realidade nua e crua, sendo que o lado sombrio da história não se encontra através de vultos fantasmagóricos, mas assim através da ação e reação dos seres humanos. O resultado culmina elementos que geram até momentos claustrofóbicos e fazem a gente se perguntar o que realmente está acontecendo.

O filme se torna também um prato cheio para aqueles que analisam sonhos e pesadelos e dos quais não sabemos ao certo se há um fundo de verdade sobre o que é jogado na tela. Pode-se dizer que Aicha é a nossa guia perante aqueles eventos que vão acontecendo naquele local. Porém, a própria não compreende em um primeiro momento que está acontecendo, mesmo quando nos dá a entender que esteja evitando a trágica verdade dentro do seu íntimo. Tudo isso culmina com uma fotografia fantástica e alinhada com uma edição de arte digna de nota.

Embora seja o seu primeiro longa-metragem,  Meryam Joobeur já havia chamado atenção na direção de curtas metragens como no caso de "Irmandade" (2018) e que acabou recebendo até mesmo uma indicação ao Oscar. Já o resultado dessa nova empreitada nos faz desejar que ela retorne em novos projetos, principalmente por ela saber nos conduzir para uma trama que irá deixar os nossos sentimentos em frangalhos e isso graças ao seu final perturbador, porém, necessário para ser visto. Não é sempre que um filme nubla a minha mente após a sessão, mas cujo resultado acaba se tornando mais do que positivo.

"A Quem eu Pertenço" é uma verdadeira aula sobre como se faz o entrelaçamento de diversos gêneros cinematográficos e culminando em uma experiência impactante para dizer o mínimo. 

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Cine Dica: Programação Cinemateca Capitólio - 02 a 07 de dezembro de 2025

Drácula no Mundo da Minissaia 

 A VINGANÇA DOS FILMES B

De 02 a 07 de dezembro, na Cinemateca Capitólio de Porto Alegre, a mostra A Vingança dos Filmes B celebra a sua 12º edição com uma maratona de filmes imperdíveis para os fãs do cinema de gênero. Serão exibidos 31 filmes, entre curtas e longas-metragens, compondo um panorama que vai do horror à ficção científica, passando por obras experimentais até o cinema de ação.

Na sessão de abertura da mostra apresenta o curta Trapiche, de Tomás Walper Ruas e Thomas Machri, e a primeira exibição no RS de Nosferatu, de Cristiano Burlan. No sábado, 6 de dezembro, às 23h59, a mostra A Vingança dos Filmes B Parte XII apresenta o Madrugadão 1985 na Cinemateca Capitólio.


INGRESSOS MADRUGRADÃO

– Valor: R$ 30,00

– Pagamento em dinheiro.

– À venda a partir de terça-feira, 02 de dezembro, na bilheteria da Cinemateca Capitólio.

– A bilheteria abre 30 minutos antes de cada sessão.

– Limite de dois ingressos por pessoa.

Mais informações: https://www.capitolio.org.br/novidades/9532/a-vinganca-dos-filmes-b-parte-xii/



GRADE DE HORÁRIOS


02 de dezembro (terça-feira)

15h – O Último Episódio

17h – Lô Borges – Toda Essa Água

19h – Trapiche + Nosferatu 


03 de dezembro (quarta-feira)

15h - O Mundo em Perigo

17h - O Fantasma do Convento

19h - A Semana do Assassino


04 de dezembro (quinta-feira)

15h – O Espelho da Bruxa

17h – Blácula, o Vampiro Negro

19h – Os Gritos de Blácula


05 de dezembro (sexta-feira)

15h – Fúria de Uma Região Perdida

17h – O Esqueleto da Sra. Morales

19h30 – Projeto Raros Especial: Território Inimigo


06 de dezembro (sábado)

15h – Pirâmides

17h – Sessão Shoot or Die I 

19h – Def By Temptation

21h – Drácula no Mundo da Minissaia 

23h59 – Madrugadão 1985


07 de dezembro (domingo)

15h – Sessão Shoot or Die II 

17h – O Pássaro Sangrento

19h – Prelúdio Para Matar

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Cine Dica: Em Cartaz - 'GUARDE O CORAÇÃO NA PALMA DA MÃO E CAMINHE'

Sinopse: Uma cineasta conecta-se com uma mulher palestina em Gaza que documenta a vida sob bombardeios.   

Nos futuros livros de história com certeza os eventos que ocorreram na cidade de Gaza serão registrados como um dos maiores crimes contra a humanidade. Com a desculpa de destruir o Hamas, movimento de Resistência Islâmica, Israel invadiu a cidade e bombardeou diversos prédios, causando a morte de centenas de pessoas e que, infelizmente, ainda acontecem. O documentário "Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe" (2025) revela o olhar de dentro daquele cenário e onde qualquer um poderia morrer a qualquer momento.

Dirigido pela iraniana Sepideh Farsi, o documentário revela os encontros digitais entre a cineasta e uma fotojornalista palestina Fatem Hassona. As duas se conhecem por um amigo em comum enquanto Farsi tenta obstinadamente chegar em Gaza apesar das estradas bloqueadas e dos bombardeios incansáveis. Fatem vira os olhos de Farsi em Gaza, uma correspondente que resiste aos desastres enquanto documenta a guerra de perto.

Quando recebi o convite da distribuidora para assistir ao documentário eu fui ver sem muita informação e fazendo com que a sessão se tornasse ainda mais interessante. A relação entre a cineasta e a fotojornalista é o coração do longa como um todo, onde enxergamos a realidade nua e crua de Gaza através do olhar dessa última e fazendo com que tenhamos uma dimensão maior das atrocidades que acontecem em volta. O mais chocante é ver os minutos iniciais desse documentário e termos uma dimensão do estrago que a cidade sofreu desde o início do conflito e como uma realidade pode mudar radicalmente da noite para o dia.

Curiosamente, é interessante observar a ação e reação de Fatem perante a isso tudo, onde inicialmente sempre a vemos sorridente mesmo estando no olho do furacão o tempo todo. Porém, por mais forte que ela seja, nota-se uma mudança gradativa, onde o seu olhar cansado, além do seu rosto fragilizado, sintetiza uma pessoa tendo que lidar com a sua possível morte de forma rotineira, como se não houvesse mais nenhuma opção, a não ser testemunha algo antes que tudo acabe. Conhecemos aos poucos a sua pessoa, assim como a sua história, dos seus amigos e familiares e fazendo a gente constatar o quanto eles são como nós e que não mereciam essa situação horrenda.

Filmado durante um ano, cada vídeo chamado entre a cineasta e a fotojornalista se torna cada vez mais angustiante, principalmente em um momento em que ambas estão conversando e próximo dali acontece um bombardeio que é registrado. Vemos então Fatem não saber reagir naquele momento, onde o seu sorriso logo se mistura com uma expressão de pavor e angústia perante a situação. Um registro puro e cru sobre o dia a dia daqueles que não deixaram o local e sendo algo que dificilmente se vê nos telejornais do mundo.

Além das vídeos chamados a própria Fatem enviou para a cineasta vídeos e fotos das ruas da cidade de Gaza, onde o inferno na terra se tornou rotineiro e fazendo com que cada novo dia possa se tornar o último. Confesso que não estava preparado para revelação sobre o destino dela naquele lugar, sendo que a última conversa entre a cineasta e a fotojornalista é revelado que o documentário seria exibido em Cannes e fazendo a gente torcer para que ambas possam se encontrar por lá. Infelizmente Fatem pereceu ao lado de seus familiares devido um bombardeio e fazendo com que o documentário tivesse maior peso mesmo quando a revelação me causou um grande impacto e do qual não queria ter sentido.

"Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe" é o registo de uma vida em meio ao caos causado pela insanidade do homem, mas cujas imagens irão ser lembradas por todo o sempre.  


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Cine Dica: Cinema da UFRGS exibe clássico de Zé do Caixão

Na próxima quinta-feira, dia 4 de dezembro, às 19h, a Sala Redenção, em parceria com o Cineclube Vestígio, apresenta “O Despertar da Besta” (1969), de José Mojica Martins, mais conhecido como Zé do Caixão. A sessão gratuita é seguida de bate-papo com integrantes do cineclube.

Marco do cinema marginal, a trama segue um grupo de indivíduos envolvidos em um experimento científico que utiliza substâncias alucinógenas. Isso os arremessa em uma jornada intensa e desenfreada, mergulhando nos desejos mais profundos e medos mais sombrios da mente humana. Pensado originalmente sob o título “Ritual dos Sádicos”, o filme foi produzido em 1969 e imediatamente vetado pela censura da ditadura civil-militar, que, além de impedir sua exibição, pretendia também destruir todas as cópias e o negativo da obra. Durante os anos 1980, rebatizado de “O Despertar da Besta”, o longa-metragem pôde ser apresentado ao público em cinemas e festivais.


PROGRAMAÇÃO:


O Despertar da Besta

(1969 | dir. José Mojica Martins | Brasil | 91 min | Terror | 18 anos)

Um psiquiatra administra LSD em quatro voluntários para estudar os efeitos do tóxico sob a influência da imagem de Zé do Caixão. O personagem aparece de maneira diferente nos delírios psicodélicos de cada um, alternando entre sexo, perversão e sadismo.

4 de dezembro | quinta-feira | 19h + Conversa com integrantes do Cineclube Vestígio

domingo, 30 de novembro de 2025

Cine Dica: Cineclube Torres apresenta a 2ª Mostra Mercosul Audiovisual

A mostra é uma uma iniciativa internacional que integra o nosso Ministério da Cultura, abrangendo no Brasil quase 400 cineclube e pontos de cultura. O Cineclube Torres é mais uma vez ponto de exibição de um importante programa de difusão audiovisual, nesse caso de um projeto internacional, da Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (RECAM), atualmente presidida pelo Brasil.

Será realizada, na tradicional segunda cineclubista, uma sessão de curtas para o público em geral com o tema “Territórios e Paisagens em Transformação”, com produções de países do Mercosul: Brasil, Argentina, Colômbia e Paraguai. A curadoria geral da Mostra selecionou seis produções que atravessam memórias, resistências e identidades regionais. Histórias como "Dois Riachões: Cacau e Liberdade", "La tierra sin mal" e "Movimentos migratórios" revelam a força das comunidades que reinventam o território a partir da luta, da ancestralidade e da esperança.

Por contra, entre o real e o mítico, "Keradó", "Mita’i Churi" e "Luthier" reafirmam o poder do audiovisual como espaço de encontro e expressão, conectando povos e experiências em um mesmo horizonte latino-americano. A 2ª Mostra Mercosul Audiovisual é uma iniciativa da Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a RECAM). Neste ano, 367 pontos de exibição foram credenciados em 250 municípios de todos os estados do país.

O Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos devidamente formalizada e regularizada, não só é cineclube inscrito na Agência Nacional do Cinema e no Conselho Nacional de Cineclubes, mas é Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus, Equipamento de Animação Turística certificado pelo Ministério do Turismo (Cadastur), Biblioteca Comunitária e integrante da Georrota do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul.


Serviço:

O que: Exibição da sessão 2ª Mostra Mercosul Audiovisual - “Territórios e Paisagens em Transformação”

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 1/12, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Cine Especial: Revisitando 'Trilogia De Volta Para o Futuro"


'DE VOLTA PARA O FUTURO' 

Sinopse: Um jovem (Michael J. Fox) aciona acidentalmente uma máquina do tempo construída por um cientista (Christopher Lloyd) em um Delorean, retornando aos anos 50.   

Com produção do gênio Steven Spielberg, e dirigido de forma impressionante por Robert Zemeckis, "De volta para o Futuro" (1985) se tornou um dos melhores filmes de aventura e fantasia dos anos 80, ao brincar com as teorias de viagem no tempo e se tornando um dos favoritos do gênero. O filme toca em assuntos de como seria interessante como, por exemplo, ao visitar o passado dos nossos pais, mas que acaba causando certas mudanças para o presente. O filme é de tudo um pouco, ação, ficção e humor na medida certa, sendo que a dupla central Michael J. Fox e Chistopher Lloyd são um show à parte, uma química perfeita de amigos completamente diferentes um do outro, mas que graças a magia do cinema faz deles uma dupla inesquecível.

A partir desse filme Robert Zemeckis se tornou um diretor mais requisitado e que futuramente faria mais outros sucessos como "Uma Cilada para Roger Rabbit" (1988) e posteriormente o premiado "Forrest Gump" (1994). Curiosamente, o ator inicialmente contratado para interpretar Marty McFly foi Eric Stoltz, que chegou até a gravar algumas cenas como o personagem. Mas, como os produtores consideraram que Stoltz não convenceria como um adolescente nas telas, ele foi preterido por Michael J. Fox. Outra curiosidade está com relação a máquina do tempo, sendo que a intenção original de Robert Zemeckis era que fosse construída em uma geladeira. A ideia foi abortada porque havia o temor de que crianças resolvessem escalar geladeiras e até mesmo entrar nelas, por causa do filme.    


'DE VOLTA PARA O FUTURO II'  

sinopse: O cientista Doc Brown (Christopher Lloyd) leva Marty (Michael J. Fox) e sua namorada (Elisabeth Shue) para o ano 2015, com a finalidade de resolver uma questão familiar no futuro deles.   

Começando exatamente no ponto em que a trama anterior parou, a segunda a parte é mais movimentada, sendo uma verdadeira montanha russa de acontecimentos que envolve tanto o futuro como o passado. Os criadores da série tiveram a idéia genial de não só visitar o futuro dos personagens, como também fazerem eles se envolverem no passado, ou seja, no ano de 1955 e justamente no dia em que eles estavam na primeira aventura, portanto é fascinante eles estarem no mesmo cenário onde se passou a primeira história e é completamente divertido rever as situações do primeiro filme. Como não bastasse isso, o filme entrega um final digno de segunda parte de uma trilogia onde a trama deixa um enorme gancho para a terceira e derradeira parte final.

Curiosamente, as filmagens de "De Volta Para o Futuro II" e "De Volta Para o Futuro III" ocorreram entre 1989 e 1990 de forma simultânea e com os dois filmes sendo lançados nos cinemas com uma diferença de apenas 6 meses. O modelo de filmagem acabou servindo de inspiração para as irmãs wachowski realizar a sua trilogia "Matrix" iniciada em 1999. Outra curiosidade está relacionada ao almanaque que é entregue ao jovem Biff que dizia que em 1997 um time da Flórida ganharia o Campeonato Nacional de Baseball. Pois em 1997, o Florida Marlins, um time que nem existia quando "De Volta Para o Futuro II" foi realizado, ganhou o Campeonato Nacional de Baseball.  


'DE VOLTA PARA O FUTURO III'  

Sinopse: Após receber uma carta de Doc (Christopher Lloyd) datada de 1885, Marty (Michael J. Fox) viaja ao Velho Oeste, no dia 2 de setembro do mesmo ano, tendo apenas cinco dias para salvar a si e aos seus amigos e voltar para o futuro.  

Muitos acreditam que a aceleração da segunda parte da trilogia se devia ao fato que o diretor Robert Zemeckis estava louco para chegar logo a terceira parte na qual ele iria adorar filmar. Nesta aventura, os a dupla central acaba parando justamente em 1885, ou seja, nos tempos do velho oeste, onde o diretor sempre tinha uma paixão tremenda pelo gênero que fez muito sucesso durante vários anos no cinema. Pelo fato da história se passar então neste período o filme é o mais lento dos três capítulos, mas isso não quer dizer que o filme seja ruim, pelo contrário, chega até mesmo superar as qualidades da segunda parte.

O longa é uma bela homenagem aos velhos faroestes como "Rastros do Ódio" (1956), "No Tempo das Diligências" (1939) e a Trilogia dos Dólares comandada por Sergio Leone e que deu início ao subgênero Spaghetti western na Itália. O interessante é que dentre os três filmes é nesta parte em que a trama trabalha melhor no lado psicológico dos personagens, como no caso de Doc Brown que se vê apaixonado e ficar dividido entre a lógica e sentimentos e de Marty que se vê diante de escolhas nas quais fará ele amadurecer através do tempo. Dos três filmes o ato final deste é sem sombra de dúvida um dos melhores, onde ação é contagiante e culminando em um final inesquecível para os fãs.

Encerrando a trilogia com chave de ouro, alguns fãs até hoje ficam se perguntando se haverá uma quarta parte. Sinceramente eu acho desnecessário, pois como diz um velho ditado, jamais se deve mexer no time que está ganhando e "De volta para o Futuro" é para ser lembrado como uma trilogia que funcionou de maneira perfeita do início até o seu encerramento. 

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Cine Dica: Clube de Cinema - Sessão de Domingo “A Quem Eu Pertenço”

No domingo, nossa sessão será às 10h15 da manhã, na Cinemateca Paulo Amorim, com a exibição de A Quem Eu Pertenço, estreia da cineasta tunisiana Meryam Joobeur, radicada em Montreal.

Mesclando drama, espiritualidade e elementos de horror, o filme acompanha a vida de Aïcha, uma mãe que vê sua rotina rural ser profundamente abalada quando um de seus filhos retorna da guerra trazendo consigo segredos, mistério e uma presença silenciosa que transforma a atmosfera da aldeia. Com forte impacto visual e emocional, Joobeur constrói um longa de grande força simbólica, que se desloca com elegância entre gêneros e surpreende o espectador a cada novo gesto.


SESSÃO DE DOMINGO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Domingo, 30/11/2025, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre


A Quem Eu Pertenço (Mé el Aïn)

Tunísia/França/Canadá/Noruega/Catar/Arábia Saudita, 2024, 120 min, 16 anos

Direção: Meryam Joobeur

Elenco: Salha Nasraoui, Mohamed Grayaâ, Malek Mechergui, Adam Bessa, Dea Liane, Rayen Mechergui

Sinopse: Uma mulher tunisiana se vê dividida entre o amor maternal e a busca pela verdade quando seu filho retorna da guerra trazendo consigo mistérios que lançam uma escuridão sobre toda a aldeia.


Esperamos por você nesse final de semana especial!


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