Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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A inspiradora e cativante sequência traz balanço e perspectivas sobre a revolução energética proposta pelo ex-vice-presidente Al Gore em documentário lançado há 10 anos. Dos Indicados ao Golden Eye no Festival de Cannes 2017, Bonni Cohen e Jon Shenk, e roteiro do ex-vice-presidente e ativista norte americano Al Gore, Uma Verdade Mais Inconveniente (An Inconvenient Sequel: Truth to Power, EUA, 2017), estreias nesta quinta-feira, 23 de novembro, nos cinemas Guion e GNC Moinhos, em Porto Alegre. Sinopse Uma década após Uma Verdade Inconveniente trazer a crise climática para o coração da cultura popular, estreia a cativante e inspiradora sequência do documentário, que mostra o quão perto estamos de uma verdadeira revolução energética. O ex-vice-presidente Al Gore continua sua incansável luta viajando pelo mundo para treinar um exército de ‘campeões do clima’ e influenciar a política climática internacional. Câmeras o seguem nos bastidores – em momentos privados e públicos; engraçados e comoventes - enquanto ele persegue a ideia inspiradora de que, embora as apostas nunca tenham sido elevadas, os perigos da mudança climática podem ser superados com engenhosidade humana e paixão.
Sobre a Paramount Pictures Corporation A Paramount Pictures Corporation (PPC), uma importante produtora e distribuidora global de entretenimento filmado, é uma unidade da Viacom (NASDAQ: VIAB, VIA), casa de marcas globais famosas que criam emocionantes programas de televisão, filmes de longa-metragem, conteúdo de curta metragem, apps, jogos, produtos de consumo, experiências nas mídias sociais e outros conteúdos de entretenimento para as audiências de mais de 180 países.
Sinopse: Através de
entrevistas realizadas com vários homens moradores da Região Metropolitana de
Recife, este é um retrato aprofundado sobre o universo masculino e sobre como
os homens enxergam o papel das mulheres na sociedade ocidental,
tradicionalmente patriarcal e machista, e uma exploração minuciosa sobre a
identidade feminina, sobre as violências sofridas pelas mulheres no Brasil e
até mesmo sobre o cenário social e político do país.
O espelho é um reflexo de
nós, do qual somente nos mostra a superfície, mas nunca o que há por dentro de
cada um. Não é o que somos por dentro, mas sim as nossas ações é o que
nos define.O documentário Câmara de Espelho é um pequeno reflexo sobre o olhar intimo que os
homens têm com relação às mulheres e que expõe os seus pensamentos, por vezes,
errôneos.
Dirigido pela cineasta Dea
Ferraz (Sete Corações, 2015), acompanhamos a construção de dois cenários, dois
quais possuem espelhos e algumas artes que representam a mulher contemporânea
de hoje. A imagem é cortada, dando lugar a uma tela preta, onde começamos a
ouvir em off a cineasta pedindo para um grupo de homens reagirem com relação ao
que estão enxergando numa determinada imagem. O filme começa e vemos então dois
grupos formados por homens entrando nos cenários que haviam sido criados, para
que então eles testemunhem inúmeras cenas que serão apresentadas numa tela central
do local e das quais cada um delas irá gerar reações diversas em cada um
deles.
Já nos primeiros minutos
alguém faz uma referência ao programa de TV Big Brother, já que eles se
encontram num cenário aonde eles irão se interagir e tendo suas reações registradas
de acordo com o que irão testemunhar na tela central. É inevitável que se aja
essa comparação, mas que, diferente de inúmeros realities shows, Câmara de
Espelhos está mais preocupado em tentar fazer com que esses indivíduos exponham
as suas reais opiniões de um mundo cada vez mais feminista, mas que ainda sofre
com o preconceito nascido do machismo vindo dos homens e até mesmo das próprias
mulheres. Embora no princípio cada um deles tente passar uma atitude neutra,
aos poucos, eles começam a ficarem mais a vontade ao lançar suas opiniões e
gerando reações dos demais que se encontram no cenário.
Os temas expostos na tela
central variam, desde o desejo sexual da mulher, como também a violência contra
ela, a vida profissional, ter ou não ter filhos, questão do aborto e etc. Para
obter então uma reação da qual se gere um debate após a exibição de cada cena apresentada, a cineasta convidou homens de gerações diferentes, opiniões
distintas, assim como as crenças e até mesmo alguns com conhecimento
com relação à história. Isso se cria certo atrito no ar no decorrer do
documentário, já que a maioria tem opiniões que diferem das outras e fazendo com
que todos tenham uma reação imediata.
Há logicamente opiniões
muito conservadoras no decorrer da projeção, como no caso de um senhor mais
velho do grupo querer se casar com uma mulher, unicamente para que ela faça
tudo que ele quer e que ela seja surda e muda. É nesses momentos que a câmera
da cineasta foca a todo custo cada um deles, para que então se obtenha um
registro preciso de suas reações. A utilização de espelhos dentro do cenário,
por exemplo, não é de uma forma gratuita, mas sim necessária, pois mesmo quando
a câmera não foca alguém disparando uma opinião, os reflexos contribuem para
testemunharmos diversos ângulos da ação e reação.
Embora nunca apareça, a
diretora Dea Ferraz faz questão de participar dos debates acalorados de uma
forma indireta. Num determinado momento, por exemplo, quando o debate se encontra
no calor do momento, a cena é cortada, para que a tela seja banhada pela escuridão
e para somente ouvirmos a cineasta dizendo para o cameraman onde se posicionar
para pegar o melhor ângulo do momento. O ápice desses momentos é quando Ferraz
age como um verdadeiro “Grande Irmão” (ouBig Brother) e dizendo para o seu
colega de produção (que se encontra nos dois grupos de debate) reagir no calor
do momento e para que assim o assunto tome outros rumos.
Na questão do aborto, por
exemplo, preconceito, crenças e pensamentos até mesmo racionais são colocados
na mesa e gerando um atrito do qual é sentido por todos. O clima só não vai
para um caminho de agressão verbal porque há um interesse mútuo pelo diálogo
mais racional, mesmo quando o preconceito tente aflorar de alguns deles. A cena
final, aliás, não é preciso ser dito nada, pois basta observarmos a expressão
do rosto de alguns em cena para nós termos uma ideia do que eles pensam quando
eles veem na tela mulheres feministas protestando nas ruas pelos seus direitos
e nas mais diversas formas.
Mais do que um mero Big Brother
cinematográfico, o documentário Câmara de Espelhos escancara um Brasil ainda
muito preconceituoso e que tem muito que aprender sobre os direitos iguais do mundo
contemporâneo.
Onde assistir: Cinebancários: Rua General da Câmara, nº424, centro de Porto Alegre. Horário: 15h e 19h.
PUPILO DE
ROGER CORMAN E SUPERSTAR DE ANDY WARHOL ESTRELAM COMÉDIA NO PROJETO RAROS
Na sexta-feira, 24 de
novembro, às 20h, o Projeto Raros apresenta na Cinemateca Capitólio Petrobras a
comédia Tudo por Dinheiro (Eating Raoul, 1982, 90 minutos), de Paul Bartel,
protaganizada pelo próprio diretor, um dos pupilos mais inspirados de Roger
Corman, e por Mary Woronov, uma das superstars de Andy Warhol. Após a projeção,
acontece um debate com o crítico e pesquisador Carlos Thomaz Albornoz. Com
exibição em HD e legendas em português, a sessão tem entrada franca.
PROJETO RAROS
TUDO POR DINHEIRO
(Eating Raoul)
Estados Unidos, 1982,
90 minutos
Direção: Paul Bartel
Entrada franca
Casal ambiciona mudar-se
do edifício onde mora e abrir seu próprio negócio. Mas o marido perde o emprego
e, para financiar seus planos, decide colocar um anúncio para encontros
sexuais. Tudo Por Dinheiro é protagonizado por Mary Woronov, uma das superstars
de Andy Warhol, e pelo próprio diretor, um dos pupilos mais anárquicos de Roger
Corman. Exibição em HD com legendas em português. Após a sessão, acontece um
debate com o crítico e pesquisador Carlos Thomaz Albornoz.
“Filmes que você sempre quis
ver ou nem imaginava que existiam”. O slogan do projeto Raros é a sua melhor
definição. Iniciado em maio de 2003, o projeto foi concebido com a intenção de
apresentar ao público local títulos nunca lançados no circuito exibidor
brasileiro ou há muito tempo fora de circulação nos cinemas, procurando
reproduzir o espírito das “midnight movies” realizadas em Nova York a partir do
final dos anos 1960. Cada filme é apresentado uma única vez, nas noites de
sexta-feira, e as sessões são comentadas. Imediatamente acolhido pelos
cinéfilos porto-alegrenses, o Raros foi um sucesso instantâneo e logo
inspiraria outras iniciativas similares, a mais conhecida delas sendo as
Sessões do Comodoro, organizadas pelo saudoso diretor Carlos Reichenbach no
Cinesesc de São Paulo. Em 2017, em função da reforma da Usina do Gasômetro, a
Cinemateca Capitólio Petrobras passa a receber provisoriamente o projeto Raros.
Sinopse: Menina treinada
desde a infância para ser uma assassina sanguinária aceita um acordo de
trabalho que a liberterá do árduo ofício depois de dez anos de serviço. Mas
mesmo depois de cumprir o prazo e começar a trilhar uma rotina normal, dois
homens aparecem e a colocam de frente com seu passado.
Boneco de Neve
Sinopse:Mulheres
casadas têm desaparecido, sempre no dia em que a primeira neve cai. Em um dos
casos, a única pista deixada é um cachecol rosa preso no pescoço de um boneco
de neve. A partir daí, o detetive Harry Hole (Michael Fassbender) começa a
investigação daquele que pode ser um crime cometido pelo primeiro serial killer
da Noruega.
Gabeira
Sinopse: Documentário
conta a história de Fernando Gabeira. Nos anos 60, ele trabalhou como
jornalista e lutou contra a ditadura militar, sendo preso e exilado. Ele
escreveu vários livros e também se enveredou pela política, atuando como
ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1998 e 2010.
Lola Pater
Sinopse:A mãe de Zino
morreu. Agora, ele parte em busca de seu pai, Farid, que não vê há 25 anos.
Zino chega à cidade onde ele mora e conhece a professora de dança do ventre
Lola, que acaba revelando que é o pai de Zino, causando a revolta dele.
Lygia, uma Escritora Brasileira
Sinopse: Documentário
conta a história da escritora Lygia Fagundes Telles. Imagens de arquivo e
depoimentos ajudam a relembrar a carreira de Lygia e ainda faz um retrato da
cidade de São Paulo da década de 40 e dos dias de hoje.
Não devore o meu coração
Sinopse: Joca, um
menino brasileiro de 13 anos, e Basano La Tatuada, uma menina indígena
paraguaia, vivem na fronteira entre os dois países. Joca está apaixonado por
Basano e quer fazer de tudo para conquistar seu amor.
Os golfinhos vão para o leste
Sinopse: Miguel Angel
Garcia Mazziotti, figura gay decadente do showbiz no Rio de la Plata, é
visitado por sua filha Virginia, de quem se manteve afastado por anos. "El
Gordo", como o chamam em Punta del Este, rejeita abertamente a visita de
Virginia mas, ao saber que vai se tornar avô, não consegue controlar a emoção e
acaba cedendo e compartilhando da felicidade de sua filha. Eles compartilham
então um verdadeiro fim de semana em família que, para ser feliz como em muitas
famílias, deve ser de mentira.
Porque vivemos?
Sinopse:No Japão da era feudal, um jovem
camponês vive com sua esposa, que está grávida. A mulher acaba falecendo em um
acidente, deixando o homem revoltado com o mundo. Sem saber lidar com a perda,
ele decide participar da palestra de um monge budista, onde acaba
resignificando seu modo de ver a vida.
Uma verdade mais inconveniente
Sinopse: Dez anos
após "Uma Verdade Inconveniente" ter alertado sobre a necessidade da
união entre países para tratar a crise iminente envolvendo o aquecimento
global, Al Gore retorna ao tema para mostrar não apenas as conseqüências
práticas da crise climática, mas também os avanços obtidos na obtenção de
energia através de fontes limpas.