Apresentação
O movimento dos cinemas novos dos anos 1960 inaugurou uma outra maneira de entender a sétima arte e consolidou uma vertente crítica dentro das estéticas cinematográficas. Jean-Luc Godard, Glauber Rocha, Agnès Varda, Pier Paolo Pasolini, grandes nomes se formaram a partir deste momento da cultura. Na Alemanha, contudo, essa efervescência não é compreendida de imediato, e é apenas no final da década que veremos um grupo de cineastas reivindicar o chamado "cinema de autor" para si.
Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog e Wim Wenders se tornam as grandes personalidades do chamado Novo Cinema Alemão, que ainda contaria com cineastas tão díspares quanto Alexander Kluge, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Volker Schlöndorff, Margarethe Von Trotta, Rosa Von Praunheim, Ulrike Ottinger, Harun Farocki e outros. Se na França e no Brasil a tendência do cinema moderno foi de radicalizar a denúncia dos clichês narrativos, na Alemanha, salvo exceções, tomou-se o rumo de refundar a narração a partir das experiências da juventude. Um cinema "sem pais, apenas avós", como disse Herzog, tinha de se haver com o passado sombrio do nazismo para poder reformular uma outra relação entre estética e política.
Objetivos
O curso NOVO CINEMA ALEMÃO: CRÔNICAS DO SUBLIME, ministrado por Lennon Macedo, percorre a história e a geografia do cinema moderno na Alemanha, suas origens, seus diálogos com o passado e com o presente, seus principais nomes e filmes. A partir desse exame, será possível compreender a contribuição alemã para o movimento dos cinemas novos e suas influências sobre o cinema contemporâneo. As aulas serão expositivas e dialogadas, onde serão trabalhadas cenas de filmes e citações de textos recomendados.
Ministrante: Lennon Macedo
Professor e pesquisador da Associação de Pesquisas e Práticas em Humanidades (APPH). Doutor em Comunicação pela UFRGS, participa do Grupo de Pesquisa em Semiótica e Culturas da Comunicação (GPESC/UFRGS) e da Unidade de Investigação em Artes da Universidade da Beira Interior, de Portugal (iA*/UBI). Atuou como jornalista no fanzine de crítica de cinema Zinematógrafo e em festivais como Cine Esquema Novo e Fantaspoa. Compõe também o coletivo de arte gráfica Selo Manada, em Porto Alegre. Investiga atravessamentos entre Audiovisualidades, Comunicação e Semiótica, com foco em Cinema Contemporâneo, Teoria de Cineastas, Teorias da Comunicação e Pós-Estruturalismo. Ministrou os cursos O Dragão Vive: Glauber Rocha 80 Anos (2019) e Cinema de Fluxo: A Estética Desacelerada do Contemporâneo (2025) para a Cine UM.
Informações / Inscrições
https://cinemacineum.blogspot.com/2026/03/cinema-alemao.html


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