Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Cine Dica: Durante a Quarentena Assista: #Alive

Sinopse: Um jovem gamer precisa lutar por sua vida diante de um apocalipse zumbi, se encontrando cercado em seu apartamento. 

O gênero de horror zumbi gerou grandes sucessos de público e de crítica nestes últimos vinte anos, ao mesclar altas doses de críticas sociais com momentos de pura tensão com filmes de sucessos como, por exemplo, “Madrugada dos Mortos” (2004), “Todo Mundo Quase Morto” (2004), “REC” (2007) e tantos outros. O problema é que a ficção atravessou a nossa própria realidade, onde atualmente convivemos com o Coronavírus e fazendo com que a figura do monstro zumbi se torne cansada perante aos nossos olhos em frangalhos. Porém, "#Alive" vem justamente para dar novo fôlego ao gênero, ao conseguir resgatar os mesmos ingredientes sucesso, mas falando dos nossos tempos de medo e isolamento em que vivemos.

Dirigido por  Hyung-cho Il, a "#Alive" conta a história de um jovem gamer (Ah-In Yoo) que precisa lutar por sua vida diante de um apocalipse zumbi, se encontrando cercado em seu apartamento. Mas a situação complica ainda mais quando a energia é cortada. Assim, ele não pode mais acessar parentes e amigos online, jogar seu game ou se conectar com o mundo exterior.

O que torna "#Alive" indispensável dentro do gênero é conseguir dialogar atualmente com um público que vive com medo de sair de casa, se isolando ao máximo com o que tem e usando os recursos tecnológicos que tem disponível. É aí que se encontra o grande acerto do filme, ao retratar o personagem como alguém próximo de nós, consumido pela tecnologia via internet, mas tendo que se adaptar aos novos tempos e até mesmo usando velhos recursos de comunicação. O filme, portanto, não foge da regra em fazer uma crítica a nossa própria realidade, onde todos os recursos do mundo se tornam banais quando tudo foge do controle e fazendo com que o protagonista se reinvente para que possa sobreviver mais adiante.

Em determinados momentos, por exemplo, o filme começa a se tornar cada vez mais claustrofóbico, principalmente pelo fato de boa parte da trama se passar no mesmo cenário. O filme ganha até mesmo certo alívio quando entra a segunda personagens em cena chamada Kim Yu-bin (Shin-Hye Park), uma sobrevivente que vive no outro apartamento. Com aparição da nova personagem, o filme ganha contornos mais dramáticos e se enveredando para momentos de pura tensão quando pequenos barulhos já se tornam os suficientes para atrair um mar de zumbis nos corredores dos apartamentos.

É claro que haverá alguns que irão acusar o filme de não possuir um final mais corajoso, ou até mesmo mais verossímil dentro da trama. Porém, a mensagem final é a que fica, que é sobreviver haja o que houver, mesmo quando a maré está contra você. Em tempos em que vivemos com medo e temendo pelo futuro, nunca é demais aproveitarmos uma mensagem mais esperançosa,  mesmo dentro dentro de um gênero de horror sangrento.

Portanto, "#Alive" dá um novo passo ao gênero zumbi, ao nos apresentar uma ficção que não foge muito do nosso novo normal.   

Onde Assistir: Netflix 

Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook,  twitter, Linkedlin e Instagram.  

Nenhum comentário: