Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cine Especial: Nouvelle Vague: Parte 1

Nos dias 10 e 11 de dezembro, estarei participando do curso, *Nouvelle Vague – História, Linguagem e Estética*, no Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vêm, por aqui, estarei postando um pouco sobre esse movimento Francês, que acabou fortalecendo o termo “cinema de autor.”
  
O PONTA PÉ INICIAL PARA A REVOLUÇAO AUTORAL DO CINEMA FRANCÊS
OS INCOMPREENDIDOS


sinopse: Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante. A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.
Numa época (final dos anos 50) em que o cinema Francês, estava cada vez mais sendo feito por pessoas mais velhas e que não tinha nenhuma sintonia com a juventude naquela época, coube um grupo de jovens críticos de cinema, de uma revista intitulada L’Express, para injetar novo sangue para a sétima arte daquele país, e ao mesmo tempo, fortalecer o termo cinema de autor, e assim nasceu o movimento Nouvelle Vague, que é referenciado até hoje, como um dos momentos mais importantes do cinema mundial. Desse grupo, que gerou essa onda, meu favorito sempre será François Truffaut, que diferente de seus colegas (como o gênio Jean Luc Godard) não queria falar apenas do que rolava da França daquela época, mas também queria falar um pouco de si próprio e do seu amor pelo cinema, em uma filmografia autoral e muito simpática.
Em sua estréia como diretor, Truffaut cria em Os Incompreendidos (o que muitos consideram) uma espécie de reconstituição de sua infância difícil, onde beirava entre a rebeldia e a busca (mesmo que escondida) por uma redenção. Agora se era um retrato genuíno ou não de sua juventude, isso é o que menos importa, já que o importante é, que diretor se encarregou de criar inúmeras passagens de cenas inesquecíveis, como aquela, onde o jovem protagonista esta caminhando e depois correndo para a praia, isso sem contar a cena do brinquedo do parque de diversões, onde faz inúmeras voltas, oscilando com o estado de espírito do protagonista.
Mas essa não seria a ultima vez que veríamos o personagem Antoine, já que o filme fez tanto sucesso, que acabou gerando inúmeras continuações, com ele já crescido e com o mesmo ator, Jean-Pierre Léaud, que se tornaria figura bem conhecida na filmografia, tanto de Truffaut, como de Jean Luc Godard.

Curiosidades: O título original é uma referência à expressão francesa "faire les quatre cents coups". O diretor François Truffaut aparece em uma pequena ponta, como um homem fumando um cigarro.



Me Sigam no Facebook e Twitter

Nenhum comentário: