Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Sinopse: Uma estudante de medicina desesperada por amor experimenta uma estranha dieta da moda para perder peso. Após consumir cinzas humanas, ela passa a ser atormentada por uma presença sinistra que transforma sua vida em pesadelo.
KATSEYE: WILD HEARTS
Sinopse: Documentário acompanha a trajetória do grupo global desde o reality Dream Academy, destacando imagens inéditas, entrevistas íntimas e a forte conexão com os fãs chamados Eyekons.
AUTHENTIC GAMES
Sinopse: Após anos comandando um mundo offline, o Império Desconectado decide se vingar. O Imperador planeja sequestrar Marco Túlio, criador do Authentic Games, para levar alegria ao seu reino sombrio. Ao entrar nesse universo, Marco Túlio se transforma em Authentic, um simpático boneco, e embarca em uma grande aventura para resgatar a Família Craft e enfrentar o Império.
Neste sábado (08/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para exibir o filme Fanon, de Jean-Claude Flamand-Barny. Ambientado na Argélia às vésperas da guerra de independência, o longa acompanha o período em que o psiquiatra e pensador anticolonial Frantz Fanon desenvolveu parte de suas reflexões sobre colonialismo, racismo e emancipação. Ao articular sua prática médica com o contexto político da época, o filme aproxima a trajetória pessoal do intelectual das ideias que marcaram seu pensamento. A sessão terá comentários dos professores Walter Lippold e Orson Soares, especialistas na obra de Fanon.
Além disso, lembramos que amanhã (06/08), às 19h, exibiremos o clássico São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person, na Sala Redenção da UFRGS. A sessão é parte do nosso ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências" e contará com comentários de Daniel Rodrigues, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS).
Fanon
França, Luxemburgo, Canadá e Bélgica, 2024, 132min
Sinopse: Em 1953, Frantz Fanon assume o trabalho em um hospital psiquiátrico na Argélia colonial e promove mudanças no tratamento dos pacientes. À medida que testemunha a violência do regime colonial, aproxima-se da luta pela independência do país e consolida as reflexões que o tornaram um dos principais pensadores anticoloniais do século XX.
Sobre o Filme: No filme brasileiro "Nise — O Coração da Loucura" (2015), vemos Glória Pires interpretar uma psiquiatra que enfrentou o sistema arcaico da época para buscar um tratamento mais digno a pessoas com sofrimento mental. Às vezes, porém, o desafio perante o sistema leva o indivíduo a um patamar cujo cenário é muito maior do que se imagina. "Fanon" (2026) fala sobre um médico que se envolveu em uma luta anticolonial e cujo exemplo ressoa até os dias de hoje.
Dirigido por Jean-Claude Barny, o filme narra a história de Fanon, um psiquiatra de origem martinicana cujo desafio profissional é chefiar os serviços do hospital psiquiátrico de Blida, na Argélia. Rapidamente, seus métodos inovadores e seu tratamento humanístico atraem a ira de colegas e do diretor da instituição. Determinado, Fanon não abandona seus princípios; perante o conflito entre argelinos e colonizadores franceses, ele opta por ficar ao lado dos "condenados da terra".
Confira a minha crítica já publicada clicandoaqui.
A cinesemana de 6 a 12 de agosto apresenta duas estreias na nossa programação. Uma delas é CHAMPAGNE: UMA VIAGEM DE PAI E FILHO, do diretor holandês Tim Kamps, que ganha lançamento na semana do Dia dos Pais e faz um relato emocionante do reencontro entre um pai doente e seu filho distante. A segunda estreia é YUNAN, do diretor sírio Ameer Fakher Eldin, sobre um escritor que busca sentido para sua vida em uma ilha remota.
Atendendo a pedidos do público, no sábado haverá uma pré-estreia de ACAMPAMENTO MIASMA, o terror slasher que abriu a mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.
A programação da semana segue com vários filmes prestigiados, incluindo O CONVITE, da diretora Olivia Wilde, campeão absoluto de público e que coloca em cena dois casais que discutem as relações. Também continuam em exibição dois títulos baseados na vida e obra de grandes autores: assinado pela diretora polonesa Agnieszka Holland, FRANZ refaz a trajetória do escritor Franz Kafka, enquanto FANON destaca o trabalho do psiquiatra Franz Fanon na Argélia.
Esta é a última semana para conferir os longas A DIVINA SARAH BERNHARDT, em que Sandrine Kiberlain dá vida a uma das maiores atrizes de todos os tempos; e UMA INFÂNCIA ALEMÃ, em que o cineasta Fatih Akin mostra as consequências da guerra a partir do olhar de um menino de 12 anos. O filme gaúcho FUTURO FUTURO, do diretor Davi Pretto, também se despede da nossa programação nesta cinesemana.
Confira a programação completa da Cinemateca no site oficial clicando aqui.
Nesta quinta-feira, 6 de agosto, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre realiza mais uma sessão do ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências", promovido em parceria com a Sala Redenção da UFRGS.
A sessão é dedicada ao clássico São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sérgio Person, que será exibido em sua versão restaurada. Considerado um dos grandes títulos do cinema brasileiro, o filme acompanha Carlos, um jovem gerente da indústria automobilística que enfrenta uma profunda crise existencial em meio ao intenso processo de industrialização e crescimento da capital paulista. As aproximações entre São Paulo Sociedade Anônima e a Nouvelle Vague aparecem na narrativa fragmentada, na filmagem em locações reais, no olhar sobre a cidade como personagem e na investigação da alienação do indivíduo urbano.
Após a exibição, haverá um bate-papo com Daniel Rodrigues, crítico de cinema e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), mediada por integrantes do Clube de Cinema de Porto Alegre. O ciclo "Nouvelle Vague e suas influências" é uma ação de extensão da Sala Redenção (UFRGS) em parceria com o Clube de Cinema de Porto Alegre, oferecendo certificados de participação aos inscritos e possibilitando o aproveitamento de horas complementares aos estudantes. Inscreva-se!
Confira os detalhes da sessão:
SESSÃO DE QUINTA-FEIRA NO CLUBE DE CINEMA
📅 Data: 06/08 (quinta-feira), às 19h
📍 Local: Sala Redenção – UFRGS
R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre
🎤 Sessão comentada por Daniel Rodrigues
🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade
São Paulo Sociedade Anônima
Brasil, 1965, 107min
Direção e roteiro: Luiz Sérgio Person
Elenco: Walmor Chagas, Eva Wilma, Ana Esmeralda, Otelo Zeloni, Darlene Glória, Mário Audrá
Sinopse: Um jovem da classe média tenta construir uma carreira na São Paulo em rápida industrialização, mas vê suas ambições e relações pessoais serem atravessadas pelas contradições da vida urbana e do mundo empresarial.
Sobre o Filme: Luís Sérgio Person era alguém que não parava no mesmo lugar por muito tempo. Foi ator, roteirista, produtor e diretor. Trabalhava na área de teatro, propaganda e cinema. Teve uma carreira curta, porém, marcante. Morreu cedo, aos 39 anos. São Paulo, Sociedade Anônima, que escreveu e dirigiu em 1965, foi o seu primeiro longa, mas muitos críticos especializados consideram o seu melhor filme até hoje.
Na trama, Person cria um retrato das grandes mudanças sociais ocorridas na maior cidade do país a partir da trajetória do protagonista Carlos. Além disso, aproveita também para criar uma curiosa crítica a uma sociedade emergente de classe média, que vive nos grandes centros urbanos e se baseia em consumir e cultivar hábitos fúteis, ou seja, algo que viria acontecer mais e mais ao longo das décadas a seguir.
Person iniciou sua carreira na TV Tupi, em meados dos anos 1950. Depois, teve que abandonar a arte para trabalhar em uma empresa, onde permaneceu por dois anos. Veio daí a inspiração para a trama de "São Paulo, Sociedade Anônima", do qual, nem ele imaginaria que viraria um grande clássico do nosso cinema brasileiro.
Cinema brasileiro em estreia, Robert Altman e clássico com Greta Garbo em cartaz na Cinemateca Capitólio
A Cinemateca Capitólio estreia com exclusividade na quinta-feira, 6 de agosto, o documentário Os Ruminantes (2025), de Tarsila Araújo e Marcelo Mello, que resgata a história de um projeto fracassado do cinema brasileiro, a adaptação cinematográfica do romance A Hora dos Ruminantes, de José J. Veiga, nunca concluída por uma série de adversidades. Os Ruminantes divide horários com outra produção brasileira recente, Futuro Futuro, de Davi Pretto, vencedor do Festival de Brasília no ano passado. Inaugurada em 4 de agosto, segue em cartaz a mostra As Mulheres de Altman, que reúne quatro títulos deste que é um dos grandes diretores do cinema norte-americano do século XX.
Já no sábado, 8 de agosto, às 17h, acontece a segunda e muito aguardada edição do novo projeto da Cinemateca Capitólio, a sessão Clássicos, que irá apresentar uma obra-prima da comédia americana, Ninotchka (1939), de Ernst Lubitsch, protagonizada pela atriz sueca Greta Garbo, a maior estrela de Hollywood na década de 30.
Os Ruminantes
Em 1967, o diretor Luiz Sérgio Person (1936-1976) e o professor e crítico de cinema Jean-Claude Bernardet (1936-2025) escreveram o roteiro daquele que seria um de seus projetos mais ambiciosos, a adaptação cinematográfica do romance alegórico A Hora dos Ruminantes, de José J. Veiga, publicado no ano anterior. Um roteiro que, apesar de todos os esforços de Person, jamais sairia do papel, em função de diferentes impedimentos associados ao contexto histórico da época, marcada pela escalada autoritária e à censura impostas pelo regime militar. O documentário Os Ruminantes, dirigido por Tarsila Araújo e Marcelo Mello, resgata a história desse filme nunca realizado, que durante anos consumiu os esforços de Person, diretor de clássicos como São Paulo Sociedade Anônima (1965) e O Caso dos Irmãos Naves (1967).
A partir de um vasto material de arquivo, a pesquisa da dupla de diretores reúne documentos inéditos e confidenciais, entrevistas de época e depoimentos de pesquisadores e cineastas, reconstruindo a trajetória desse filme fantasma e refletindo sobre as relações entre cinema, censura, repressão e cultura no Brasil das décadas de 1960 e 1970. Entre os entrevistados estão Marina Person, filha de Luiz Sérgio Person, e o próprio Jean-Claude Bernardet, em uma de suas últimas participações registradas em documentário.
Futuro Futuro
Quarto longa-metragem de Davi Pretto, Futuro Futuro teve sua estreia mundial em 2025, no Festival de Kárlovy-Vary. A estreia brasileira aconteceu no mesmo ano, no Festival de Brasília, onde conquistou o prêmio de melhor filme.
O novo filme de Davi Pretto imagina um Brasil distópico de futuro próximo, onde avanços em inteligência artificial desencadearam uma nova síndrome neurológica. K é um homem de 40 anos sem memória acolhido por um clickworker solitário numa cidade chuvosa e degradada. Ao usar um dispositivo de IA durante um curso voltado a pessoas afetadas pela síndrome, ele embarca numa jornada absurda e trágica em busca de sentido e pertencimento.
Mostra As Mulheres de Altman
Um dos principais cineastas norte-americanos do século XX, autor de uma extensa filmografia, Robert Altman ganha uma pequena mostra de seus filmes na Cinemateca Capitólio. A mostra reúne os filmes femininos de Altman, exibindo quatro títulos que colocam mulheres em situação de protagonismo: Uma Mulher Diferente (1969), Imagens (1972), Três Mulheres (1977) e James Dean, o Mito Sobrevive (1982). A mostra se estende até o dia 19 de agosto, e os filmes poderão serão conferidos em diferentes dias e horários, sempre em sessões com entrada franca.
Greta Garbo na segunda edição da sessão Clássicos
Em 4 de julho último, a Cinemateca Capitólio atraiu um grande número de espectadores para a estreia da sessão Clássicos, que lotaram a sala para assistir ao filme que inaugurou o projeto, O Retrato de Dorian Gray (1945), de Albert Lewin. No próximo sábado, 8 de agosto, às 17h, acontece a segunda edição do Clássicos, com a exibição de Ninotchka (1939), comédia sofisticada dirigida por Ernst Lubitsch. Veículo para o estrelato da atriz sueca Greta Garbo, que reinou durante a década de 1930 como a grande diva dramática de Hollywood, Ninotchka foi lançado nos cinemas com uma massiva campanha publicitária como a primeira comédia da atriz. Com o slogan “Garbo Ri”, o filme prometia uma performance inédita e descontraída de uma estrela conhecida por dar vida a heroínas trágicas em melodramas suntuosos como Mata Hari (1931), Rainha Christina (1933), Anna Karenina (1935), A Dama das Camélias (1936) e Madame Walewska (1937).
A direção de Ninotchka ficou a cargo do mestre da comédia sofisticada, o alemão Ernst Lubitsch (1892-1947), que encontrou no roteiro assinado por Charles Brackett, Billy Wilder e Walter Reisch o material adequado para criar uma obra-prima do humor, vista por muitos críticos como o melhor de todos os filmes de Greta Garbo. A atriz interpreta Nina Yakushova, agente do governo soviético enviada a Paris para averiguar o comportamento de três representantes do governo que viajaram à capital francesa para cumprir uma importante missão e se deixaram seduzir pelos encantos da Cidade Luz. A princípio séria e disciplinada, ela própria acaba sucumbindo aos apelos capitalistas e ao glamour parisiense, caindo na lábia de um francês sedutor, típico representante da frivolidade que ela sempre detestou. A trama engenhosa e os diálogos espirituosos criam situações hilárias, potencializadas por um grupo de talentosos intérpretes liderado pela presença magnética de Garbo.
Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicando aqui.
Sinopse: Frank Castle está pronto para desistir de tudo, mas o seu passado o encontra primeiro.
O Justiceiro não foi um personagem que surgiu por acaso nas HQs; ele está mais para causa e efeito. Nos anos setenta, a criminalidade nos EUA explodiu, e Nova York se tornou mundialmente conhecida como a cidade do crime. Por conta disso, o cinema não deixou barato. Filmes como "Desejo de Matar" (1974) deram o pontapé inicial para o cinema de ação em que o protagonista atira primeiro e pergunta depois, tudo movido pelo desejo de vingança. Entram, então, os anos oitenta, nos quais anti-heróis como "Stallone Cobra" (1986) simbolizavam uma parcela de uma sociedade que pregava que "bandido bom é bandido morto".
Com o passar do tempo, essa ideia acabou ficando um tanto desgastada, ao ponto de as adaptações do personagem para o cinema chegarem atrasadas. Quando "O Justiceiro" (1989), estrelado por Dolph Lundgren, chegou aos cinemas, havia tantos personagens desse tipo que o longa acabou se perdendo em meio ao tiroteio. E quando "O Justiceiro" (2004) e "O Justiceiro: Em Zona de Guerra" (2008) chegaram às telas, o gênero de ação estava moribundo, de modo que um protagonista se tornando um exército de um homem só — e carrasco — já não era novidade havia bastante tempo.
Quando penso no personagem, sempre o enxerguei como um bom coadjuvante que rouba a cena devido à sua carga dramática. Nas HQs, por exemplo, ele se destacava sempre que surgia nas histórias do Demolidor, principalmente naquelas escritas pelo gênio Frank Miller. Portanto, quando o personagem foi novamente adaptado, desta vez para a segunda temporada de Demolidor nos tempos da Netflix, foi ali que ele finalmente obteve o seu estrelato. Suas motivações foram bem trabalhadas, e ele foi brilhantemente interpretado pelo ator Jon Bernthal, que vinha de sucessos como The Walking Dead (2011). Devido ao sucesso, o personagem ganhou protagonismo em sua própria série, que infelizmente ficou aquém do esperado.
Então, por que insistir em um personagem que quase nunca dá certo?
No meu entendimento, não há personagens ruins, mas sim realizadores que não sabem ao certo como conduzir determinado protagonista — principalmente aqueles que podem gerar problemas futuramente. É fácil rotular Frank Castle como uma figura problemática, sendo ele uma referência para um público que é a favor da violência contra a criminalidade e que deseja que a sentença seja imposta com uma bala na testa. Esse público está equivocado, pois a maioria dele não perdeu um ente querido ou algo do gênero; está apenas interessada em ver o cenário pegar fogo. Frank Castle é o que é pela dor da perda, moldado por um país que o fez como uma arma implacável para depois descartá-lo.
Portanto, o média-metragem "O Justiceiro: Uma Última Morte" (2026) acerta em cheio ao revelar o personagem em sua essência. Vemos um Frank querendo desistir de tudo, pois não vê mais sentido em continuar existindo. A produção orquestrada por Reinaldo Marcus Green retrata um bairro de Nova York em frangalhos, onde a criminalidade se tornou a rotina do cenário, enquanto o protagonista caminha pelas ruas como se fosse um mero fantasma em busca de uma luz nunca alcançada. Somente quando o passado vem ao seu encalço é que ele novamente obtém um propósito.
Em menos de uma hora, vemos um protagonista quebrado e trágico, sendo arrastado pela própria violência que tentou extinguir. A partir do momento em que se encontra em um beco sem saída, sua verdadeira essência aflora ao se tornar uma máquina de matar em cenas cruas, simples, diretas e quase gore. Não é um personagem a serviço do extremismo, mas que faz o que faz porque acredita ser esse o único meio de amenizar seus próprios demônios interiores.
Ainda é um personagem complexo, difícil de ser adaptado em tempos nos quais o uso ou não da violência é discutido de forma acalorada e cuja solução talvez nunca seja alcançada. Até lá, figuras como Frank Castle continuarão existindo, mas não necessariamente como um mau exemplo, e sim como a representação de alguém partido ao meio, para quem o sistema falhou. "O Justiceiro: Uma Última Morte" acerta no alvo ao revelar o personagem em sua real essência, mesmo em poucos minutos de tela.
'Champagne', road movie holandês sobre pais e filhos, estreia dia 6 de agosto no CineBancários
História emocionante sobre vida, família e despedida divide programação com ‘Pequenas Criaturas’ e ‘A Fabulosa Máquina do Tempo’
Quando um filho descobre que seu pai está com uma doença terminal, ele o leva para uma última viagem de carro à região de Champagne, na França. O que começa como uma jornada desconfortável entre dois homens com dificuldade em expressar seus sentimentos, transforma-se em uma emocionante celebração da vida, da família, do humor e do amor.
Um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema holandês deste ano, "Champagne - Uma Viagem de Pai e Filho", de Tim Kamps, chega ao CineBancários na semana do dia dos pais, em 6 de agosto. O filme é escrito e estrelado por Leo Alkemade, que baseou o roteiro em sua própria convivência com o pai, que na tela é vivido por Huub Stapel. "Champagne" mistura drama, humor e road movie para contar uma história universal sobre pais e filhos. A distribuição é da Autoral Filmes.
Na trama, a vida de Maarten (Alkemade) vira de cabeça para baixo quando seu pai, Hans (Stapel), revela que tem pouco tempo de vida. Determinado a realizar um dos últimos desejos do pai, Maarten o leva em uma viagem de carro pela região de Champagne. Hans é apreciador de uma boa bebida e encara o passeio como uma bela aventura antes de partir. O filme é inspirado na experiência pessoal do ator, roteirista e comediante Leo Alkemade. Antes da morte de seu pai, os dois planejavam fazer juntos uma viagem à região do nordeste francês, berço mundial do famoso vinho espumante. A viagem nunca aconteceu. Após a perda do pai, Alkemade realizou o percurso sozinho e posteriormente transformou essa experiência no roteiro do filme (junto com Rik van den Bos).
A jornada que ganha as telas será longe de ser tranquila. Pai e filho nunca foram grandes conversadores e logo descobrem que talvez sejam a dupla menos indicada para um encontro de reconexão emocional. No entanto, entre longos percursos, refeições compartilhadas, silêncios constrangedores e risadas inesperadas, eles lentamente reencontram o caminho de um para o outro. “Em sua essência, Champagne não é um filme sobre a morte, mas sobre a vida”, explica o diretor Tim Kamps. “Ele nos lembra que as pessoas mais próximas costumam ser aquelas com quem é mais difícil conversar, e que o amor frequentemente se manifesta mais por atitudes do que por palavras”. O núcleo emocional da história, aliado ao humor e à ternura, torna o filme universalmente compreensível, independentemente do idioma ou da cultura", complementa.
PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 06 A 12 DE AGOSTO
ESTREIA:
CHAMPAGNE – UMA VIAGEM DE PAI E FILHO
Holanda/drama/2025/92 min.
Direção: Tim Kamps
Sinopse: Quando Maarten descobre que seu pai está com uma doença terminal, ele o leva em uma última viagem à região de Champagne, na França. Com conversas tensas e velhos padrões ressurgindo, eles se conectam através de refeições compartilhadas e pequenos momentos inesperados que, aos poucos, os aproximam.
Elenco: Leo Alkemade (Maarten), Huub Stapel (Hans), Beppie Melissen (Sophie) e Jennifer Hoffman (Loes)
EM CARTAZ:
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO
Brasil/Documentário/2025/70 min.
Direção: Eliza Capai
Sinopse: No sertão do Piauí, meninas de 10 anos navegam entre TikTok, cultos evangélicos e sonhos de futuro. Ao inventarem uma máquina do tempo, revisitam as histórias duras de suas mães e avós, marcadas pela pobreza e desigualdade, e viajam para um futuro onde se enxergam livres e realizadas. Entre brincadeiras e fabulação, elas questionam o que significa se tornar mulher. Um filme sobre o delicado limiar entre infância e adolescência, narrado por quem ainda está vivendo essa travessia.
PEQUENAS CRIATURAS
Brasil/Drama/ 2025/ 106min.
Direção: Anne Pinheiro Guimarães
Sinopse: Helena e a família se mudam para a futurista Brasília de 1986, mas ela é deixada para trás pelo marido em uma viagem de negócios. Frustrada, Helena lida com a adaptação à cidade desconhecida e as crises do filho adolescente e do caçula, de sete anos.
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br