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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Cine Curiosidade: Curta-metragem trata do afeto entre cães e moradores de rua

As gravações do documentário começam neste mês e financiamento coletivo pretende reverter parte dos recursos para entrevistados

Está em produção o documentário “O Afeto e a rua”, dirigido por Thiago Köche (Manifesto Porongos), que aborda a relação entre pessoas em situação de rua que vivem com cachorros em Porto Alegre. Independente e sem recursos públicos, um financiamento coletivo será lançado na última quarta-feira (04). Parte dos valores arrecadados serão revertidos para os entrevistados.
Algumas pessoas a serem entrevistadas já foram selecionadas em diferentes bairros da Capital. Um dos moradores cuida de mais de 20 cachorros que estavam abandonados. "Nossa ideia é dar protagonismo às pessoas em situação de rua, cidadãos que muitas vezes são invisibilizados pela sociedade. Ao mesmo tempo, também visamos sensibilizar as pessoas para a adoção de animais", ressalta Köche.
A educadora social Veridiana Machado destaca a importância da produção do documentário. "Esse projeto pode demonstrar de forma muito bacana o quanto essa relação é importante e como essas pessoas conseguem cuidar de seus cães. Isso vai contra o pensamento recorrente da maioria das pessoas, que acredita que os animais não estão sendo bem cuidados".


Cenário de exclusão
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil tinha em 2015 mais de 100 mil pessoas em situação de rua. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que existem cerca de 30 milhões de animais abandonados no País. Dessa forma, o projeto O Afeto e a Rua visa debater esses dois temas.
Conforme a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), aproximadamente 4 mil pessoas estão em situação de rua na capital gaúcha. Os dados são baseados em atendimentos das equipes de abordagem social. Já movimentos sociais de luta por moradia estimam que esse número possa ser ainda maior em Porto Alegre.

Financiamento coletivo
Diferentemente da maioria dos financiamentos coletivos, a proposta de recompensas do projeto O Afeto e a Rua pretende reverter parcela dos recursos obtidos em apoio às pessoas e aos animais que aparecerão no curta-metragem. "Perguntaremos a essas pessoas o que elas precisam. Imaginamos demandas como colchões, cobertas, barracas ou roupas. Além disso, os cachorros ganharão roupinhas para o frio e uma revisão veterinária. Com isso, visamos não apenas dar vez e voz às pessoas em situação de rua, mas também ajudá-las de alguma forma. E claro, a nossa esperança é que alguém as veja e queira, eventualmente, dar um trabalho ou mesmo um lar", sublinha a produtora Karen Lose.
O financiamento coletivo para realizar o filme será realizado através do site Catarse (catarse.me/oafetoearua). Para obter mais informações sobre o projeto, acesse o link da página em facebook.com/oafetoearua.
A equipe também contará com a co-direção da jornalista Samantha Klein e com a edição de som e trilha sonora de Humberto Schumacher. O principal trabalho do diretor Thiago Köche é o documentário Manifesto Porongos (2016), que foi selecionado para 26 festivais nacionais e internacionais e vencedor de 9 prêmios, e que pode ser assistido aqui.  


Contatos para entrevistas
Samantha Klein (51) 99166.0582
Thiago Köche (51) 99971-1010

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: 'LIMITE' (1931)

Sinopse: A trama começa por nos apresentar três pessoas, um homem e duas mulheres, num pequeno barco no mar alto. Já sem agua, debaixo de forte sol e prestes a ficar sem comida, apresentam-se no extremo da desolação. 

“Limite”, o único filme concluído por Mario Peixoto, filmado em 1930 quando o realizador tinha 22 anos de idade. Um filme que, tendo estreado em 1931, não chegou a ter distribuição comercial e cuja única cópia esteve em risco de destruição em 1959 por deterioração, mas que, graças a um trabalho de restauro durante os vinte anos seguintes, foi recuperado e alcançou finalmente a consagração em 1988, quando foi eleito pela Cinemateca Brasileira como o melhor filme brasileiro de todos os tempos.
O que torna o filme tão especial é o cuidado, o planejamento e sensibilidade colocados em cada plano, na sua interação com a banda sonora (apenas musical), na utilização de meios puramente cinematográficos (de uma forma que para mim se aproxima da magia) para expressar este sentimentos de aprisionamento, desolação e fuga (diria que tão louca como o amour fou nos filmes surrealistas) da sociedade. É para mim difícil encontrar paralelos no cinema para a expressão destes sentimentos com esta força. Talvez só na fuga de Karin no fim do “Stromboli” ou no suicídio de Alain Leroy no “Le Feu Follet”. Mas esses são filmes diferentes.
Este é um filme que deve ser o mínimo explicado e não o tentarei adiantar mais. Como afirma o próprio Peixoto, a experiência oferecida por “Limite” não pode ser adequadamente capturada pela linguagem, mas foi feita para ser sentida. Para ele o espectador deve ser subjugado às imagens como “angustiantes acordes de uma sintética e pura linguagem de cinema”. O seu filme é como um “grito almejando ressonância ao invés de compreensão”. Para ele “o filme não ousa (ou não quer) analisar. Ele mostra. Ele se afirma como um diapasão, capturando o fluxo entre passado e presente, detalhes de objetos e contingências como se sempre tivesse existido nos seres e nas coisas, ou destes se desprendendo tacitamente”.

NOTA: Filme será exibido para associados e não associados na próxima terça-feira (10/09/19) na Sala Redenção as 19h.  Av. Paulo Gama, 110 - Farroupilha, Porto Alegre.


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Cine Dica: Melhor Filme Nacional do Ano Segue no Cinebancários

Bacurau

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PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 12 a 18 DE SETEMBRO:

BACURAU
Brasil I Drama I 2019 I 132min. I Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles
Sinopse: Num futuro recente, Bacurau, um povoado do sertão de Pernambuco, some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?


HORÁRIOS DE 12 a 18/9 (não há sessões nas segundas);

Dia 12 de setembro:
15h: BACURAU
17h30: BACURAU
20h: BACURAU

Dia 13 de setembro:
15h: BACURAU
17h30: BACURAU
20h: BACURAU

Dia 14 de setembro:
15h: BACURAU
17h30: BACURAU
20h: BACURAU

Dia 15 de setembro:
15h: BACURAU
17h30: BACURAU
20h: BACURAU

Dia 17 de setembro:
15h: BACURAU
17h30: BACURAU
20h: BACURAU

Dia 18 de setembro:
15h: BACURAU
17h30: BACURAU
20h: BACURAU

EM BREVE:

TORRE DAS DONZELAS
Brasil I 2018 I Documentário I 97min I Direção: Susanna Lira
Sinopse:Há desejos que nem a prisão e nem a tortura inibem: liberdade e justiça.Há razões que nos mantêm íntegros mesmo em situações extremas de dor e humilhação: a amizade e a solidariedade. O filme traz relatos inéditos da ex-presidente Dilma Rousseff e de suas ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes, em São Paulo, resultando em um exercício coletivo de memória feito por mulheres que acreditam que resistir ainda é um único modo de se manter livre.


OS JOVENS BAUMANN
Brasil I 2019 I Drama I 70min. I Direção: Bruna Carvalho Almeida
Sinopse: 1992. Os Jovens Baumann, últimos herdeiros de uma prestigiosa família de Santa Rita d’Oeste, sul de Minas Gerais, desapareceram sem deixar vestígios. 2017. Uma caixa com fitas VHS é encontrada, contendo registros caseiros de seus últimos momentos, durante suas férias na fazenda da família. Através da compilação desses arquivos familiares, o filme reorganiza os fragmentos de um mistério até hoje sem solução.

Nossos ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema ou no site ingresso.com . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados,portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

CINEBANCÁRIOS
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Fone: 34331205
Email: cinebancarios@sindbancarios.

NOTA: Confira a minha crítica sobre Bacurau clicando aqui. 

sábado, 7 de setembro de 2019

NOTA: #LeiaComOrgulho e Diga NÃO a Censura



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Cine Especial: 'Era Uma Vez no Oeste' - 50 Anos Depois

Era Uma Vez no Oeste

No último dia dez de agosto se comemorou os cinquenta anos da estreia do clássico "Era Uma Vez no Oeste" no Brasil. Portanto, por eu ser grande fã dessa obra prima de Sergio Leone, eu não podia deixar a data passar em branco e portanto eu fiz uma analise mais do que especial para o site Cinesofia. Confira clicando aqui.



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Cine Dica: 'Limite', de Mário Peixoto,em destaque na Sala Redenção

Limite

Uma mostra sobre o maior conflito militar do século XX. Uma sessão com animações internacionais. Um debate para discutir direitos humanos a partir do premiado Três Anúncios Para Um Crime. Um longa brasileiro experimental produzido em 1930. É assim, abordando diferentes temáticas e gêneros audiovisuais que a programação de 9 a 13 de setembro se apresenta na Sala Redenção. 
Considerado uma obra-prima da cinematografia nacional, o longa Limite, dirigido por Mário Peixoto em 1930,  foi único filme brasileiro escolhido por David Bowie na seleção de seus dez favoritos da América Latina. Com uma linguagem experimental, o filme fala sobre a passagem do tempo e a condição humana a partir de uma viagem de duas mulheres e um homem em um pequeno barco à deriva. Uma das mulheres escapou da prisão; a outra estava desesperada; e o homem tinha perdido sua amante. Cansados, eles param de remar, se conformam com a possibilidade da morte e relembram situações vividas no passado. A produção, considerada em 2015 o 1º lugar da lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, tem exibição na terça-feira, 10 de setembro, às 19h. Haverá, após a sessão, debate sobre a película com o secretário do Clube de Cinema de Porto Alegre, Carlos Casanova.
A programação dá continuidade à Mostra Segunda Guerra, inciada na última semana, com a história de uma jovem judia em busca de respostas sobre os mistérios da infância de sua mãe, fugitiva da Alemanha Nazista. Dirigido por Margarethe von Trotta, As Mulheres de Rosenstrasse ocupa as telas no dia 9 de setembro, segunda-feira, às 16h. Além do filme de Margarethe, longas sobre a Batalha de Stalingrado, a luta pela posse da ilha de Iwo Jima e o drama dos soldados japonese também serão exibidos como parte da mostra. 
Já no meio da semana,  Três Anúncios Para Um Crime conta o drama e o luto de uma mãe que perdeu a filha em uma situação bárbara e explora os sentimentos variados de uma sociedade frente à violência. Estrelado por Frances McDormand, atriz vencedora do Oscar de melhor atriz em 2018, o filme é o escolhido para a sessão CineDHebate Direitos Humanos. A exibição acontece no dia 11, às 19h e é uma parceria entre a Liga dos Direitos Humanos da Faculdade de Educação da UFRGS e o Cinema Universitário. 
“A animação contemporânea mundial prima pela extrapolação da imaginação e por tocar em assunto pertinentes sociedade atual de maneira lúdica travestido pôr uma sedução plástica, os filmes usam da subversão de imagens impactantes para atingir em profundidade imediata o espectador”. Essa é a proposta da mostra de curtas de animação que encerra a semana na Sala Redenção. A MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação de Belo Horizonte, após já ter passado pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, exibe oito curtas-metragem brasileiros na quinta-feira, 12 de setembro, às 19h. Ampliando os espaços de imaginação e das possibilidades de novo dizeres e de novo sentires, a Mostra se propõe a ser um estímulo à cultura cinematográfica brasileira e um espaço para formação de novos espectadores e realizadores.

Veja programação completa no site oficial clicando aqui. 

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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Yesterday' - O Sonho Não Acabou

Sinopse: Após sofrer um acidente, o cantor e compositor Jack Malik acorda numa estranha realidade. Nesse mundo, ele é a única pessoa que lembra da existência da banda britânica Beatles.  

Não me surpreenderia se a ideia do multiverso apresentada em "Vingadores - Ultimato" possa posteriormente render inúmeros filmes que explorem as possíveis realidades alternativas de nossa própria história. Imagine, por exemplo, você acordar um dia e ser o único a se lembrar de que houve a queda do muro de Berlim, ou de que existia a franquia "Star Wars", mas que nessa realidade não existe uma coisa nem outra. "Yesterday" é criativo ao explorar essa realidade cheia de possiblidades e ao mesmo tempo proporcionando uma sessão nostálgica para todos os amantes de uma boa música.
Dirigido por Danny Boyle, de filmes como "Quem Quer Ser Um Milionário?" (2008), o filme conta a história de Jack (Himesh Patel), um cantor e compositor e que deseja fazer sucesso com as suas músicas. Certa noite acontece um blecaute mundial e nesse exato momento Jack é atropelado na rua. Quando ele acorda ninguém do mundo conhece mais os Beatles, tão pouco as suas músicas, e com isso ele decide fazer carreira com as letras de sucesso que eles haviam criado no passado.
Danny Boyle está quase irreconhecível neste filme, já que estamos acostumados pela sua edição vertiginosa e nenhum pouco convencional. Aqui ele dá uma puxada de freio e dando destaque maior ao tema principal do filme que são os próprios Beatles e de sua importância com relação as suas músicas ao longo das décadas. Com isso, o cineasta faz uma verdadeira declaração de amor a todo momento para a banda, principalmente quando nós ouvimos as suas clássicas músicas pela voz de Himesh Patel, que vai desde  “Let it Be”, “Here Comes the Sun” a “The Long & Winding Road”.
É claro que, ao longo do filme, ficamos nos perguntando até quando Jack irá aguentar o fardo de estar mentindo e carregando um sucesso vindo de músicas das quais ele nem se quer havia criado. Até lá, o filme transita em situações cômicas que Jack vai testemunhando, como no caso dessa realidade não ter também, por exemplo, cigarros ou Coca Cola. Atenção para a cenas em que ele procura tais itens pela internet e se tornando momentos incrivelmente hilários.
Himesh Patel se sai bem em um papel que transita entre os momentos de humor e dramáticos e se tornando uma das grandes revelações do ano. Destaco também as atrizes Lily James, do filme "Ritmo de Fuga" (2017) e Kate McKinnon, do filme "Caça Fantasmas" (2016), sendo que essa última sintetiza muito bem as engrenagens que movem o mundo da música atual e fazendo dos seus astros meros produtos para se gerar lucro. Infelizmente o filme descamba um pouco para as velhas fórmulas das típicas comédias românticas que hoje em dia andam fora de moda, mas nada que prejudique o resultado final da obra.
Com a participação surpresa de uma figura que é um ícone do universo da música, "Yesterday" é uma deliciosa homenagem a uma das maiores bandas de todos os tempos e que irá encantar todo aquele que curte uma boa música de tempos mais dourados.  


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