Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Sinopse: Nino é um jovem que vive em Paris e descobre em um exame de rotina que tem câncer. O tratamento deve começar no início da semana seguinte.
Filmes em que o protagonista descobre que possui uma doença terminal pode tanto soar como um grande dramalhão como também um filme que faz nos identificar com o personagem e sua situação. Se por um lado temos algo que soa artificial como "Lado a Lado" (1998), ao menos de vez em quando surge algo que nos faça refletir como no caso do clássico "Filadélfia" (1993). "'Nino de Sexta a Segunda'" (2025) é um caso interessante em que a busca do personagem não é com relação a cura de sua doença, mas sim na busca motivacional de seguir em frente pela sua vida.
Dirigido por Pauline Loquès, na história acompanhamos a vida de um jovem garoto (Théodore Pellerin) que mora em Paris e recebe um diagnóstico de câncer. Tendo que iniciar o tratamento na semana seguinte, o rapaz procura da maneira mais delicada possível contar a verdade, seja para os seus parentes, ou para os seus amigos próximos. Dessa fase complexa surge uma nova forma dele enxergar as coisas com relação a sua própria vida.
Embora aborde um assunto delicado, a diretora Pauline Loquès procura nos convidar para assistir uma trama que nos faça ficarmos ao lado do protagonista, como se fossemos um visitante e ele o nosso guia com relação ao que ele fará em seguida após saber de sua doença. Há, portanto, um casamento perfeito entre direção e atuação, sendo que o jovem ator Théodore Pellerin carrega o filme nas costas em cenas emocionais e que se tornam fáceis da gente se emocionar. Além disso, ao procurar uma forma de revelar a verdade para os seus entes queridos, eis que o filme nos conquista como um todo.
Curiosamente, o filme me remeteu ao título "Dois Dias, Uma Noite" (2015), estrelado por Marion Cotillard, onde sua personagem se vê em um beco sem saída na possibilidade de perder o seu emprego, mas tendo uma nova perspectiva a partir do momento que interage com as pessoas que vão trilhando pelo seu caminho. Neste caso, o filme de Pauline Loquès segue por uma premissa similar, onde vemos o protagonista interagindo com a sua mãe, amigos em sua festa de aniversário e o seu reencontro com uma antiga colega de escola. São nesses momentos que nos revela que o calor humano é o único elo para continuarmos existindo, mesmo quando o outro lado da situação nos diz o contrário.
É um filme que aborda os laços famíliares de hoje, a interatividade das pessoas em meio a falta de comunicação do mundo real cada vez mais latente e a possibilidade de abraçar um novo recomeço. Claro que nem todos se sentem à vontade para assistir a um assunto delicado como esse, mas cabe a gente enfrentá-lo sem medo e para assim nos darmos conta que não é tão difícil encararmos os nossos próprios medos. Acima de tudo, sempre devemos buscar um ombro amigo em tempos que soem nebulosos.
"Nino de Sexta a Segunda'" é um filme delicado, porém necessário para ser visto e analisado.
O movimento dos cinemas novos dos anos 1960 inaugurou uma outra maneira de entender a sétima arte e consolidou uma vertente crítica dentro das estéticas cinematográficas. Jean-Luc Godard, Glauber Rocha, Agnès Varda, Pier Paolo Pasolini, grandes nomes se formaram a partir deste momento da cultura. Na Alemanha, contudo, essa efervescência não é compreendida de imediato, e é apenas no final da década que veremos um grupo de cineastas reivindicar o chamado "cinema de autor" para si.
Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog e Wim Wenders se tornam as grandes personalidades do chamado Novo Cinema Alemão, que ainda contaria com cineastas tão díspares quanto Alexander Kluge, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Volker Schlöndorff, Margarethe Von Trotta, Rosa Von Praunheim, Ulrike Ottinger, Harun Farocki e outros. Se na França e no Brasil a tendência do cinema moderno foi de radicalizar a denúncia dos clichês narrativos, na Alemanha, salvo exceções, tomou-se o rumo de refundar a narração a partir das experiências da juventude. Um cinema "sem pais, apenas avós", como disse Herzog, tinha de se haver com o passado sombrio do nazismo para poder reformular uma outra relação entre estética e política.
Objetivos
O curso NOVO CINEMA ALEMÃO: CRÔNICAS DO SUBLIME, ministrado por Lennon Macedo, percorre a história e a geografia do cinema moderno na Alemanha, suas origens, seus diálogos com o passado e com o presente, seus principais nomes e filmes. A partir desse exame, será possível compreender a contribuição alemã para o movimento dos cinemas novos e suas influências sobre o cinema contemporâneo. As aulas serão expositivas e dialogadas, onde serão trabalhadas cenas de filmes e citações de textos recomendados.
Ministrante: Lennon Macedo
Professor e pesquisador da Associação de Pesquisas e Práticas em Humanidades (APPH). Doutor em Comunicação pela UFRGS, participa do Grupo de Pesquisa em Semiótica e Culturas da Comunicação (GPESC/UFRGS) e da Unidade de Investigação em Artes da Universidade da Beira Interior, de Portugal (iA*/UBI). Atuou como jornalista no fanzine de crítica de cinema Zinematógrafo e em festivais como Cine Esquema Novo e Fantaspoa. Compõe também o coletivo de arte gráfica Selo Manada, em Porto Alegre. Investiga atravessamentos entre Audiovisualidades, Comunicação e Semiótica, com foco em Cinema Contemporâneo, Teoria de Cineastas, Teorias da Comunicação e Pós-Estruturalismo. Ministrou os cursos O Dragão Vive: Glauber Rocha 80 Anos (2019) e Cinema de Fluxo: A Estética Desacelerada do Contemporâneo (2025) para a Cine UM.
Sinopse: Tendo crescido em um ambiente assolado pela violência e pelo álcool, Lidia tem dificuldade em encontrar seu caminho. Ela consegue fugir de sua família e entra na universidade, onde encontra refúgio na literatura.
Acompanho Kristen Stewart desde quando a conheci no filme "O Quarto do Pânico" (2002) onde ela faz o papel da filha da personagem de Jodie Foster. A consagração viria na saga "Crepúsculo", do qual a tornou conhecida mundialmente, mas fazendo muitos duvidarem da sua versatilidade. Isso mudou com o passar do tempo ao se entregar em papéis que desafiavam a sua pessoa.
Foi a partir de filmes como "Personal Shopper" (2016) que a crítica especializada via nela como alguém que poderia avançar mais em termos dramáticos. Foi então que veio "Spencer" (2021), longa onde ela encarna a princesa Diana e cuja sua interpretação assombrosa espantou os mais céticos. Eis então que ela embarca em um novo desafio na carreira como diretora no filme "A Cronologia da Água" (2026), sendo um projeto provocador e que faz a gente pensar quais serão os seus próximos projetos.
O filme é uma adaptação da autobiografia de Lídia Yuknavitch. Atualmente como escritora, ela já foi uma aspirante a nadadora olímpica, e essa oportunidade a fez se libertar de um ambiente repleto de violência e abusos. Fadado ao fracasso, Lidia Yuknavitch conseguiu superar traumas através da arte da escrita. Hoje, ela tenta encorajar meninas a retomarem suas próprias histórias sangrentas, para que assim, suas vozes sejam ouvidas.
Ao levar às telas a vida dessa pessoa Kristen Stewart busca criar uma representação das memórias da protagonista ao criar uma edição de cenas em que sintetize uma mente, por vezes, fragmentada. A opção para isso talvez se deva à forma em que a protagonista nos é apresentada, ao ser uma espécie de entidade da natureza pronta para explodir, mas que inicialmente não sabemos porquê. Porém, aos poucos, as cenas vão sendo jogadas diante de nós, para que então possamos montar um enorme quebra cabeça, mas cuja as respostas já temos uma noção devido ao que virá em seguida.
A questão do abuso físico e psicológico é colocada na mesa, ao ponto que o filme nos entrega certos momentos de tensão e faz a gente se preocupar com o que virá em seguida. Porém, Kristen Stewart procura não explicitar o que realmente está acontecendo nas cenas, mas usando momentos em que a sugestão é muito mais dura do que qualquer cena que soaria por demais explícita. Se em um determinado ponto do longa já tínhamos uma noção da real natureza do pai da protagonista, muito se deve ao que já havia sido apresentado no decorrer da trama.
Imogen Poots entrega uma atuação cujo seu olhar tem muito mais a dizer do que meras palavras. Porém, a sua narração off faz com que tenhamos uma melhor noção sobre o que a sua personagem passa e sintetizando ainda mais a sua dolorida jornada em busca de sua redenção em meio a violência, sexo e drogas. Desde já uma das interpretações mais interessantes que eu vi neste início de ano.
Curiosamente, não me admiraria se a diretora tivesse buscado inspiração nas obras de outros cineastas. Ao assistir o filme ele me lembrou bastante "A Árvore da Vida" (2011), de Terrence Malick, sendo que em ambos os casos são longas que abordam as questões familiares e que, mesmo com os seus atritos infinitos, os laços de sangue são dificilmente cortados. Embora com um final reconfortante ele também não esconde o fato que toda a jornada que se preze é um desafio que nem todos conseguem obter um certo equilíbrio.
"A Cronologia da Água" revela o talento de Kristen Stewart por detrás das câmeras, ao nos apresentar uma jornada complexa de uma jovem em busca de um sentido na vida através dos percalços que teve que enfrentar ao longo de sua jornada.
Por mais um ano, o cinema da UFRGS promove o ciclo “Filmes & Livros”. Com curadoria conjunta entre a Sala Redenção e a professora e pesquisadora Fatimarlei Lunardelli, o projeto convida o público a refletir sobre as estratégias e os procedimentos adotados pelo cinema ao adaptar obras literárias. Neste primeiro semestre, o ciclo se debruça sobre as obras-primas de duas grandes escritoras, a britânica Emily Brontë e a francesa Marguerite Duras.
No dia 2 de abril, quinta-feira, às 16h, a Sala Redenção exibe o filme “Morro dos Ventos Uivantes” (1939), de William Wyler, adaptação do clássico homônimo de Emily Brontë. Na segunda-feira seguinte, dia 6, às 15h, as obras são discutidas em um bate-papo conduzido por Fatimarlei. Já no dia 1º de junho, o livro “Os pequenos cavalos de Tarquínia”, de Marguerite Duras, e sua adaptação para o cinema, “Azuro” (2021), de Matthieu Rozé, são o tema da sessão-debate. Ambas as obras acompanham um grupo de amigos que tem suas férias pacatas interrompidas com a chegada de um homem misterioso.
O ciclo “Filmes & Livros” tem entrada franca e aberta à comunidade geral. A Sala Redenção está localizada no campus centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.
Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui.
O filme iraniano "Meu Bolo Favorito" encerra a programação de março do Cineclube Torres dedicada às mulheres, na segunda-feira, dia 30, às 20h.
A programação continuada segue na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, com muita cultura audiovisual e bate-papo com entrada franca. O Irã, atualmente centro da atenção mídiatica por razões da guerra deflagrada com o assassinato do seu líder, possui historicamente uma cinematografia relevante no panorama internacional. Desde o eterno mestre Abbas Kiarostami até os mais recentes Asghar Farhadi e Jafar Panahi, o país se destacou por filmes emocionantes e dotados de primorosa técnica cinematográfica.
A obra mais recente do casal de diretores Maryam Moqadam e Behtash Sanaeeha, segue esse caminho que, pela censura imposta pelo regime, muitas vezes transforma temas espinhosos em pujantes metáforas. Mahin, uma viúva de 70 anos, solitária depois que seu marido morreu e sua filha se mudou para Europa, decide reavivar sua vida amorosa e u mim encontro casual se transforma em uma noite inesquecível.
"A receita de “Meu bolo favorito” tem dois ingredientes principais: crítica política e memória. E os dois combinam-se de forma sublime – é bolo de produção caseira" (Bruno Leal, Café História). A sessão será realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres. Entrada franca até a lotação do espaço.
O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.
Serviço:
O que: Exibição do filme "Meu Bolo Favorito" (2024) de Maryam Moqadam e Behtash Sanaeeha - Irã
Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres
Quando: Segunda-feira, 30/3, às 20h
Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).
Cineclube Torres
Associação sem fins lucrativos
Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva
Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus
Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur
Era início dos anos noventa e os filmes de vampiros voltaram a fazer sucesso a partir do ótimo "Drácula de Bram Stocker" (1992). Todos queriam fazer esse tipo de filme da sua maneira e proporcionando uma experiência até mesmo incomum. "Um Drink No Inferno" (1996) se encaixa nesta primeira observação, já que o filme surpreendeu aqueles que foram assistir a obra sem nenhuma informação.
O longa foi realizado pela união entre Robert Rodriguez e Quentin Tarantino. No início dos noventa, Tarantino estava colhendo o que havia plantado dentro do universo do cinema independente, ao realizar suas obras primas como "Cães de Aluguel" (1992) e principalmente "Pulp Fiction" (1994). Curiosamente, Rodriguez estava surgindo também por um caminho similar, ao realizar "El mariachi" (1992) com um orçamento de apenas R$ 7,000 e ganhando carta branca para obter um orçamento maior e realizar a continuação "A Balada do Pistoleiro" (1995).Nota-se que ambos os realizadores possuem uma linguagem similar ao realizar os seus filmes, ao criar tramas que remetem aos longas de antigamente, principalmente aqueles vistos na década de setenta e sendo muitas vezes rotulados como filmes B. A diferença está no ritmo, sendo que Tarantino preza por longos diálogos afiados e fazendo com que a gente não perca nenhum segundo na tela. Rodriguez até preza por diálogos dinâmicos, mas que logo se envereda por cenas de ação absurdas e quase mesmo cartunescas.
Não é à toa que os realizadores logo se conheceram e fizeram parceria na realização de alguns filmes e o "Drink no Inferno" foi o auge dessa parceria. O roteiro é do próprio Tarantino, que estava guardado há um bom tempo. Na trama, os irmãos Seth (George Clooney) e Richard Gecko (Quentin Tarantino) são procurados pela polícia por 16 mortes. Eles seqüestram um ex-pastor e seu casal de filhos, para poderem atravessar a fronteira com o México e lá se dirigem à uma casa noturna frequentada por caminhoneiros e motoqueiros, que é uma mistura de cabaré e prostíbulo. Porém, ao chegar lá a dupla se depara com algo totalmente inacreditável. O grande trunfo do filme talvez esteja em sua quebra de expectativa, ou até mesmo a troca de gênero ao longo da história. Inicialmente estamos diante de um filme policial, onde vemos dois bandidos tentando escapar da polícia e cujo os diálogos e a construção dos personagens apresentada fazem toda a diferença. Porém, uma vez que eles adentram a casa noturna, o gênero de horror invade a tela, com direito a muito sangue, gore, cabeças rolando e que remete aos melhores momentos do cinema B como um todo.
Além de escrever o roteiro, não me surpreenderia se a primeira parte do longa tivesse sido dirigida por Tarantino, pois há algumas passagens que remetem a sua forma de dirigir, desde ao enquadramento, como também dando um enfoque maior aos diálogos. Na realidade, o filme pertence ao universo interligado dos filmes do realizador, já que o longa não só tem referência aos seus títulos anteriores, como também os que seriam lançados posteriormente. O xerife Earl McGraw (Michael Parks) que surge no início do longa retornaria em "Kill Bill: Volumes 1" (2003), "Planeta Terror" (2007) e "À Prova de Morte"(2007), sendo que esses dois últimos filmes foi outro projeto que uniu Tarantino e Rodriguez.
O grande charme do longa está realmente em sua mudança de tom de história e isso causa maior impacto principalmente para aqueles que foram assistir ao filme no cinema sem muita informação sobre a história. Me lembro que o primeiro contato que eu tive com a obra foi ao ver um poster na locadora onde se destaca George Clooney e Quentin Tarantino apontando as armas em nossa direção. Houve diversas pessoas que alugaram na época achando que fosse uma história policial e dando de cara com um filme de horror sem igual.
O filme serviu para consagrar George Clooney nos cinemas, já que na época ele era mais conhecido por atuar na série de tv "Plantão Médico" e depois desse longa ele retornaria em outros sucessos como "O Pacificador" (1997) e "Um dia Especial" (1996). O filme também foi a segunda parceria entre o diretor Rodriguez com a atriz Salma Hayek, que já havia trabalhado com o diretor no já citado "A Balada do Pistoleiro". Aqui, Hayek interpreta o Satanico Pandemonion, uma vampira stripper que protagoniza uma das danças mais sensuais da história do cinema.
Revisto hoje nota-se que o longa possui diversas misturas de histórias já contadas diversas vezes em outros longas, mas nos passando a sensação de algo fresco para época. Em meio aos absurdos a história explora a questão sobre a fé e a busca de uma redenção pessoal, sendo que isso é muito bem representado pelo personagem pastor interpretado por Harvey Keitel. Esses momentos mais sérios alinhados com teor de horror nos passa uma sensação, por vezes, estranha, mas que tenha sido justamente a intenção dos cineastas em nos provocar essa sensação mórbida.Não posso deixar de mencionar a participação do ator e maquiador Tom Savini. Aqui ele interpreta o personagem Sex Machine que surge dentro do bar em meio aos acontecimentos e cuja sua principal arma se encontra no ponto mais inacreditável do seu corpo. Savini já era conhecido na época por ser um grande maquiador em filmes de horror e aqui marcou sua primeira parceria com Rodriguez e que se repetiria posteriormente em longas como "Planeta Terror" e "Machete" (2010).
Outra presença marcante dentro do bar é do ator Fred Williamson, que aqui interpreta um ex -soldado traumatizado devido a guerra do Vietnã. Williamson se tornou um ator bastante conhecido na década de setenta, principalmente ao protagonizar títulos que pertenciam ao movimento Blaxploitation. Curiosamente, Tarantino prestaria uma homenagem a esse movimento no seu filme "Jackie Brown" (1997).
Revisto hoje, o filme é um ponto alto da carreira de Rodriguez, que hoje se mantém firme como realizador autoral, mesmo tendo que realizar projetos de sua não autoria como foi no caso do cultuado "Alita: Anjo de Combate" (2019). Pode-se dizer que a sua criatividade se alinha muito bem com filmes de baixo orçamento, onde a criatividade fala mais alto e cujas limitações técnicas se tornam o seu maior triunfo. Em tempos em que o CGI se encontra mais do que desgastado, um cineasta que preza pela velha fórmula de se fazer filmes é sempre bem vindo.
Servindo até mesmo de inspiração para longas recentes como "Pecadores" (2025), "Um Drink No Inferno" é um dos melhores e mais divertidos filmes de horror do século passado e que sempre merece ser revisitado.
Sinopse: Após um passeio perfeito com o namorado, Kenna (Maika Monroe, de A Mão que Balança o Berço, Longlegs – Vínculo Mortal) comete um erro imperdoável que a leva à prisão. Sete anos depois, ela retorna à sua cidade natal, no Wyoming, na esperança de reconstruir a vida e conquistar a chance de se reencontrar com sua filha pequena, Diem, a quem nunca conheceu.
VELHOS BANDIDOS
Sinopse: Velhos Bandidos" acompanha o casal de aposentados Marta e Rodolfo, enquanto planejam o crime perfeito: um enorme assalto a banco. Só que para o roubo ser bem-sucedido, eles precisam de um casal de jovens assaltantes, Nancy e Sid, que viram parceiros no crime. O maior problema do grupo de ladrões é o obstinado investigador Oswaldo.
NUREMBERG
Sinopse: Um psiquiatra dos Estados Unidos é designado para examinar 22 oficiais nazistas que aguardam julgamento por crimes de guerra. À medida que ele se aproxima de um de seus pacientes e tenta desvendar a essência do mal, ele se vê envolvido em uma jornada sem volta.
ELES VÃO TE MATAR
Sinopse: New Line Cinema e Nocturna apresentam Eles Vão Te Matar, eletrizante e sanguinária comédia de ação de terror na qual uma jovem precisa sobreviver à noite no Virgil, o misterioso e mortal esconderijo de um doentio culto demoníaco, antes de se tornar a próxima oferenda em uma batalha única, um verdadeiro e autêntico evento cinematográfico com mortes épicas e sarcástico humor ácido.
VINGADORA
Sinopse: Nikki (Milla Jovovich) é uma ex-militar que lutou nos piores campos de batalha da guerra, mas nada se compara à dor de ter sua filha sequestrada. Caçada por bandidos e policiais, ela usará cada habilidade mortal que aprendeu em combate para invadir o submundo do crime e resgatar a única coisa que importa para ela.