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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 19 de março de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (19/03/26)

 DEVORADORES DE ESTRELAS

Sinopse: Um astronauta tenta salvar a Terra enquanto está sozinho no espaço sideral.


UMA SEGUNDA CHANCE

Sinopse: Após um passeio perfeito com o namorado, Kenna (Maika Monroe, de A Mão que Balança o Berço, Longlegs – Vínculo Mortal) comete um erro imperdoável que a leva à prisão. Sete anos depois, ela retorna à sua cidade natal, no Wyoming, na esperança de reconstruir a vida e conquistar a chance de se reencontrar com sua filha pequena, Diem, a quem nunca conheceu.

CASAMENTO SANGRENTO – A VIÚVA

Sinopse: A noiva retorna em uma nova e sinistra rodada do tradicional jogo de esconde-esconde, agora com elementos sobrenaturais e demoníacos.

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Cine Dica: Streaming - 'Amores Materialistas'

A sul coreana Seline Song surpreendeu o mundo com o seu filme de estreia intitulado "Vidas Passadas" (2024) cuja trama fala sobre os relacionamentos contemporâneos e que certas decisões acabam não lhe dando mais retorno para uma nova escolha. Com o reconhecimento deste trabalho talvez seria questão de tempo para que a cineasta ganhasse um convite para realizar um longa 100% norte americano. A resposta veio com "Amores Materialistas" (2025) , comédia romântica adulta em que a realizadora mantém os ingredientes que moldaram o seu primeiro grande sucesso, mesmo quando o filme cai nas velhas fórmulas do cinema americano.

Na trama, acompanha uma casamenteira chamada Lucy (Dakota Johnson), que se envolve num triângulo amoroso. Apesar de ainda nutrir sentimentos pelo garçom aspirante a ator John (Chris Evans), a jovem começa a se relacionar com um homem rico chamado Harry (Pedro Pascal), irmão do noivo de um casal que se juntou com sucesso. Harry é o partido perfeito, mas, ao reencontrar com John uma noite, Lucy se vê balançada pelo antigo amor imperfeito.

Nos últimos tempos eu tenho dito que o gênero comédia romântica está moribunda devido ao fato que ela foi usada a exaustão durante os anos noventa e enfrentando já declínio já na entrada do novo século. O problema é tentar fazer um filme como esse usando as mesmas fórmulas do passado, mas tentando convencer um público atual que cada vez acredita menos em contos de fadas românticos. Felizmente Seline Song consegue criar uma trama romântica madura, contemporânea e que fala de uma sociedade cada vez mais materialista.

A protagonista, por sua vez, vive do trabalho, não se importando em não ter um relacionamento, mas aguardando a possibilidade de encontrar um par perfeito e bastante rico. Não que Lucy seja uma pessoa ambiciosa, mas sim foi criada mentalmente em acreditar que dotes são essenciais para uma vida a dois e usando esse pensamento para unir pessoas em seu trabalho. Dakota Johnson nos revela novamente porque é uma das melhores atrizes dessa nova geração de grandes talentos, mesmo quando dá um passo em falso como foi em "Madame Teia" (2024).

Suas interações com os bonitões Chris Evans e Pedro Pascal são outro ponto forte da obra como um todo, já que ambos interpretam personagens em que a protagonista procura, mesmo quando cada um apresenta os seus respectivos feitos em cena. Se por um lado Evans interpretada um pobretão cheio de sonhos, Pascal sintetiza um personagem perfeito, mas que não encontra exatamente a necessidade que realmente deseja, pois a faca e o queijo sempre estiveram na sua mão devido os seus recursos. A protagonista, por sua vez, se vê em um dilema, principalmente pelo fato que descobre que o seu emprego não exatamente como ela queria.

Como no seu filme anterior, Seline Song capricha em diálogos caprichados, onde há alguns planos sequências bem criativos e onde as conversas entre os personagens vão ganhando cada vez mais peso. É curioso observar, por exemplo, que a realizadora busca manter o seu olhar autoral para a realização do filme, mesmo quando o resultado fique um pouco aquém do esperado. Digo isso pois o filme não possui a mesma carga emocional de "Vidas Passadas", mas isso seria pedir demais para que a realizadora pudesse alcançar novamente a perfeição vista naquela obra.  

O filme por si só possui as velhas fórmulas de sucesso das comédias românticas, mas tudo filmado de uma forma que não soe repetida. E quando achamos que o filme irá terminar da forma mais convencional possível, eis que a realizadora surpreende com um segundo final que poderia soar até desnecessário, mas que nos diz que a diretora não está disposta a cair na vala comum do esquecimento. "Vidas Materialistas" é uma comédia romântica que dá um novo fôlego ao gênero, mesmo nos apresentando aquelas velhas fórmulas de sucesso em alguns momentos. 

Onde Assistir: HBO MAX

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Cine Dica: Cinesemana de 19 a 25 de março de 2026

A cinesemana de 19 a 25 de março traz a retrospectiva DE LÁ PRA CÁ - UMA MOSTRA DA VARDA, que reúne 20 títulos da diretora que marcou a história do cinema francês e hoje é um patrimônio mundial. Outro destaque da programação é a estreia de A GRAÇA, nova parceria do diretor italiano Paolo Sorrentino com o ator Toni Servillo. Também temos o filme A MENSAGEIRA, produção argentina premiada no Festival de Berlim, e PELE DE VIDRO, documentário sobre um marco da arquitetura moderna de São Paulo.

O longa norueguês VALOR SENTIMENTAL, vencedor do Oscar de melhor filme internacional, segue em cartaz na nossa programação, junto com o espanhol SIRÂT, que concorreu pelo mesmo prêmio. Esta é a última semana para conferir MOTHER´S BABY, da diretora alemã Joahnna Moder, e duas animações indicadas ao Oscar: A PEQUENA AMÉLIE e ARCO, ambas em versões legendadas.

Confira a programação completa da Cinemateca clicando aqui. 

terça-feira, 17 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'A Noiva!'  

Sinopse: Na Chicago da década de 1930, uma cientista traz uma jovem assassinada de volta à vida para ser uma companheira para o monstro de Frankenstein. O que acontece em seguida está além do que qualquer um deles poderia ter imaginado.

Nos últimos tempos o clássico literário "Frankenstein" de Mary Shelley começou a ser redescoberto para essa nova geração através de novas adaptações ou simplesmente de filmes que prestam uma homenagem à obra. Se o recente "Frankenstein" (2025) de Guillermo del Toro busca ser fiel a sua fonte original, por outro lado, "Pobres Criaturas" (2023), de Yorgos Lanthimos,  pega emprestado a ideia e criando uma obra original e provocadora. Temos então "A Noiva" (2026) que segue a premissa do clássico literário, mas sendo modelado para provocar essa nova geração de cinéfilos.

Dirigido pela atriz e diretora Maggie Gyllenhaal, o longa se passa em Chicago na década de 1930 e acompanha a história de origem da Noiva, uma jovem assassinada que ganha vida novamente. Sua trágica morte é conhecida pelo monstro do cientista Frankenstein que, solitário, pede por uma companhia para a Dr. Euphronius revive-la. Os dois, então, trazem de volta à vida uma jovem e, assim, nasce uma nova criatura: a Noiva.

Vou ser direto e deixar claro que esse filme não é para todos, sendo que é mais direcionado para os fãs da obra literária, como também para aqueles que são apaixonados pelo próprio cinema. Digo isso porque a trama se passa nos anos trinta, tempos em que a libertinagem e a cultura andavam de mãos dadas até que a igreja conservadora se meteu em cena e obrigando os estúdios a criarem famigerado Código Hays. Esse período, por sua vez, foi visto no longa "Babilônia" (2022), ótimo filme que se aprofunda nesse período, mas sendo ignorado na época de lançamento pelo grande público.

Isso talvez venha acontecer inicialmente com  "A Noiva", já que ele não veio para agradar ninguém, mas sim provocar e fazer a pessoa pensar se ela quiser. Maggie Gyllenhaal tem consciência do vespeiro em que está se metendo, ao alinhar elementos até mesmo de outros gêneros e fazendo uma transição entre horror e musical. Se "Coringa: Delírio a Dois" (2024) foi apontado como problemático neste quesito, o filme de Maggie Gyllenhaal não fugirá desse julgamento.

Curiosamente, é notório  que alguns elementos vistos aqui são semelhantes ao serem comparados com o polêmico filme de Todd Phillips. Jessie Buckley interpreta uma Noiva que mais parece uma entidade da natureza fora do controle antes mesmo de se tornar a criatura da trama e provocando aqueles que a ofendem ou quando se vê diante de uma situação politicamente incorreta contra as mulheres. Sua atuação é tão assombrosa que se o mundo fosse perfeito deveria ter sido ela Arlequina no já citado "Coringa: Delírio a Dois".

Christian Bale, por sua vez, tem uma atuação que é quase nublada perante a sua companheira de cena, mas se esforçando ao máximo para nos apresentar a criatura de Frankenstein de uma maneira nunca vista. Ambos em cena colaboram para que o filme ganhe diversos contornos, por vezes, pouco lúcidos e nos brindando com situações que beiram o surreal. Não há explicação do momento quando todos surtam em uma festa e o casal central começa a dançar, pois o que vale é aceitar e mergulhar nesta insanidade que nem todos irão comprar.

O filme talvez seja acusado por adotar um discurso feminista que por vezes surge do nada, mas que talvez se case com a proposta inicial da diretora. O filme nada mais é sobre uma síntese de seres desajustados perante um mundo que não os aceita, mas que mesmo assim abraçam a ideia de não dar satisfação para aqueles que os julgam de forma tão fácil. Ao meu ver, o filme é uma representação do próprio posicionamento de Maggie Gyllenhaal e da qual a mesma espera que o tempo julgue o seu longa futuramente.

Com uma curiosa homenagem ao clássico "Bonnie e Clyde" (1967) na reta final da história,  "A Noiva" é um verdadeiro estranho no ninho nos tempos atuais de uma Hollywood presa ao único pensamento em adquirir lucro. 


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Cine Dica: Cinemateca Capitólio realiza mostra de clássicos franceses restaurados

A Cinemateca Capitólio realiza a partir do próximo dia 17 de março a mostra Clássicos Franceses, reunindo 7 títulos de diferentes épocas, assinados por alguns dos mais importantes diretores do cinema francês, entre eles Alain Resnais, Claude Sautet, Marcel Carné e Georges Franju. A mostra, realizada em parceria com a Cinemateca da Embaixada da França do Rio de Janeiro e o Institut Français, celebra o Dia Mundial da Francofonia, comemorado em 20 de março, e conta com o apoio da Aliança Francesa de Porto Alegre. A programação se estende até o dia 25 de março.


Grade de horários

17 de março (terça-feira)

19:00 – Mostra Clássicos Franceses: As Coisas da Vida (R$ 10,00 e

R$ 5,00) – 89 minutos


18 de março (quarta-feira)

19:00 – Mostra Clássicos Franceses: Os Olhos sem Rosto (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos


19 de março (quinta-feira)

15:00 – Clássicos Franceses: Desejos Proibidos (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 100 minutos

17:00 – Clássicos Franceses: A Tulipa Negra (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 115 minutos

19:00 – Clássicos Franceses: Meu Tio da América (R$ 10,00 e

R$ 5,00) – 125 minutos


20 de março (sexta-feira)

15:00 – Mostra Clássicos Franceses: A Tulipa Negra (R$ 10,00 e

R$ 5,00) – 115 minutos

17:00 – Mostra Clássicos Franceses: Águas Tempestuosas (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 85 minutos


21 de março (sábado)

15:00 – Mostra Clássicos Franceses: O Boulevard do Crime (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 182 minutos


22 de março (domingo)

15:00 – Mostra Clássicos Franceses: As Coisas da Vida (R$ 10,00 e

R$ 5,00) – 89 minutos

17:00 – Mostra Clássicos Franceses: A Tulipa Negra (R$ 10,00 e

R$ 5,00) – 115 minutos

19:00 – Mostra Clássicos Franceses: Os Olhos sem Rosto (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos


24 de março (terça-feira)

15:00 – Mostra Clássicos Franceses: Os Olhos sem Rosto (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos

17:00 – Mostra Clássicos Franceses: Águas Tempestuosas (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 85 minutos

19:00 – Mostra Clássicos Franceses: Desejos Proibidos (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 100 minutos


25 de março (quarta-feira)

15:00 – Mostra Clássicos Franceses: Meu Tio da América (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 125 minutos

17:45 – Mostra Clássicos Franceses: O Boulevard do Crime (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 182 minutos


Confira a programação completa clicando aqui. 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'A Mensageira'

Nota: O filme estreia dia 19 de Março. 

Sinopse: No interior da Argentina, o dom especial de uma menina dá aos seus tutores oportunistas a ideia de oferecer consultas com um médium animal para ganharem a vida.

Recentemente eu participei do curso sobre o cinema Argentino, do qual foi criado pelo Cine Um e ministrado pelo professor Rafael Valles. Durante a atividade se constatou que, tanto o cinema argentino, como também o nosso cinema brasileiro, vive com certas similaridades, assim como também em questões políticas. Neste último caso, por exemplo, os altos e baixos do governo argentino sempre influenciaram o seu cinema como um todo.

O nosso cinema sofreu nas mãos da ditadura, assim como também em tempos de governo Collor e provocando quase a sua extinção. Após esse período turbulento, "Terra Estrangeira" (1995)  Walter Salles , foi talvez o melhor título que soube sintetizar a sensação de incerteza com relação ao próprio futuro. "A Mensageira" (2026) talvez venha a se tornar uma representação desse período em que Argentina sofre nas mãos do Presidente Milei e cuja esperança de alguns é explorada pelo oportunismo de outros em tempos turbulentos.

Dirigido por ván Fund, o longa acompanha Anika (Anika Bootz), uma pré-adolescente com o “dom” de se comunicar com animais, vivos e mortos. Em plena crise econômica, seus tutores, Myriam (Mara Bestelli) e Roger (Marcelo Subiotto), transformam esse dom em sustento e organizam consultas mediúnicas para tutores de pets enquanto cruzam o interior argentino em uma pequena van numa fronteira delicada entre fé, afeto e oportunismo.

Com uma bela fotografia em preto e branco, o filme é um verdadeiro road movie onde vemos os protagonistas centrais cruzarem o interior de um país afundado em uma crise que faz com que o futuro se torne bastante incerto. Uma vez tendo esse  cenário, o filme explora a questão do papel da fé das pessoas, sendo que esse se torna o único elo da civilização contra a barbárie e da qual a maioria evita de chegar nele. A afeição do ser humano com os animais se torna um ponto de fuga para os personagens vistos na tela escaparem de uma realidade sombria e tendo um pingo de esperança ao acreditar que existe algo a mais além dessa vida.

ván Fund procura extrair o melhor desempenho possível de seus respectivos intérpretes, sendo que os mesmos nos brindam com atuações cujo olhar tem muito mais a dizer do que meras palavras soltas ao vento. Tanto Mara Bestelli e Marcelo Subiotto constrói os seus personagens de forma verossímil, ao passar as suas reais intenções com relação à pequena protagonista, mas também não escondendo um certo carinho que ambos sentem por ela. Uma relação ambígua e que faz com que isso cresça ao longo da história.

Já a pequena Anika Bootz surpreende com uma atuação natural sobre no que pode ser ela mesma em cena, ao não forçar ser uma personagem com dons surpreendentes, mas sim nos passando um naturalismo diga-se de passagem. Essa naturalidade faz com que o filme cada vez mais cresça, pois é através desse teor natural que faz com que nos identificamos mais com ela e fazendo do seu possível dom ser recolocado em segundo plano em alguns momentos do longa. Ao mesmo tempo, sua personagem começa aos poucos descobrindo como são feitas as regras do mundo em que ela vive e que nem tudo ela poderá evitar no decorrer de sua cruzada.

No saldo geral, o filme nos passa que a fé move montanhas, mesmo quando ela nasce de uma forma oportunista em tempos turbulentos que faz as pessoas se revelarem como um todo. O filme procura não fazer com que a gente julgue a situação, mas sim fazer a gente crer  que o ser humano possa acordar o seu melhor perante um futuro que pode somente restar cinzas com relação a história. O enquadramento final diz bastante isso e sendo mais do que o suficiente para ser conferido.

"A Mensageira" é uma cruzada no interior Argentino, mas que revela o melhor e o pior do indivíduo perante tempos em que a crise financeira está devorando tudo.


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Cine Curiosidade: Vencedores do Oscar 2026

O grande vencedor do Oscar 2026 foi "Uma Batalha Após a Outra", que conquistou seis prêmios, entre eles Melhor Filme e Melhor Direção, para Paul Thomas Anderson, premiado pela primeira vez pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas neste domingo (15/3) em Los Angeles. "O Agente Secreto", que disputava em  quatro categorias, não levou nenhuma das estatuetas, mas ao menos obteve a honra de estar ao lado de gigantes e sendo um filme brasileiro que merece o nosso respeito e que será lembrado nos livros de história no decorrer do tempo.     

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, "O Agente Secreto" disputava em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco. O longa-metragem brasileiro perdeu pelo norueguês "Valor Sentimental" na categoria Melhor Filme Internacional. Já Moura perdeu o prêmio de Melhor Ator para Michael B. Jordan, que venceu pela atuação em "Pecadores". O brasileiro Adolpho Veloso, que concorreu na categoria Melhor Fotografia pelo filme "Sonhos de Trem", perdeu para Autumn Durald Arkapaw, de "Uma Batalha Após a Outra", primeira mulher a vencer nesta categoria.

A cerimonia por sua vez foi dinâmica, mas não escondendo alguns tropeções, como no caso de cortar o discurso de alguns vencedores com determinada música. Em termos de polêmicas, Sean Penn ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante por "Uma Batalha Após a Outra", mas não compareceu a festa. Há quem diga que ele viajou para Ucrânia. A publicação não esclarece o motivo da viagem, mas Penn tem uma relação antiga com o presidente Volodymyr Zelensky e, desde 2022, tem passado períodos no país, que está em guerra contra a Rússia.

Mas talvez um dos pontos altos da noite tenha realmente sido a homenagem para aqueles que se foram no ano passado e no início deste ano. Robert Redford, Diane Keaton, Robert Duvall,  Claudia Cardinale e tantos outros tiveram as suas merecidas homenagens e para sempre lembrados como grandes estrelas para aqueles que amam o cinema.

Confiram a lista completa de vencedores e indicados:  


Melhor Filme

Uma Batalha Após a Outra - VENCEDOR

Hamnet

Pecadores

Marty Supreme

Frankenstein

Valor Sentimental

Sonhos de Trem

O Agente Secreto

Bugonia

F1: O Filme


Melhor Ator

Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)

Wagner Moura (O Agente Secreto)

Michael B. Jordan (Pecadores) - VENCEDOR

Ethan Hawke (Blue Moon)


Melhor Atriz

Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria)

Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) - VENCEDORA

Renate Reinsve (Valor Sentimental)

Emma Stone (Bugonia)

Kate Hudson (Song Song Blue)


Melhor Atriz Coadjuvante

Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)

Amy Madigan (A Hora do Mal) - VENCEDORA

Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)

Elle Fanning (Valor Sentimental)

Wunmi Mosaku (Pecadores)


Melhor Ator Coadjuvante

Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)

Jacob Elordi (Frankenstein)

Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra)

Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) - VENCEDOR

Delroy Lindo (Pecadores)


Melhor Filme Internacional

O Agente Secreto (Brasil)

Valor Sentimental (Noruega) - VENCEDOR

Foi Apenas um Acidente (França)

Sirât (Espanha)

A Voz de Hind Rajab (Tunísia)


Melhor Direção

Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) - VENCEDOR

Ryan Coogler (Pecadores)

Chloé Zhao (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)

Joachim Trier (Valor Sentimental)

Josh Safdie (Marty Supreme)


Melhor Animação

Guerreiras do K-Pop - VENCEDOR

Arco

Zootopia 2

A Pequena Amélie

Elio


Melhor Curta de Animação

Butterfly

Forevergreen

Retirement Plan

The Girl Who Cried Pearls - VENCEDOR

The Three Sisters


Melhor Figurino

Frankenstein - VENCEDOR

Pecadores

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Marty Supreme

Avatar: Fogo e Cinzas


Melhor Maquiagem e Cabelo

Frankenstein - VENCEDOR

Kokuho

Pecadores

Coração de Lutador

A Meia-Irmã Feia


Melhor Escalação de Elenco

Pecadores

Hamnet

Marty Supreme

O Agente Secreto

Uma Batalha Após a Outra - VENCEDOR


Melhor Curta-Metragem

Houve um empate nesta categoria, com isso foram anunciados dois vencedores.

The Singers - VENCEDOR

Jane Austen's Period Drama

Two People Exchanging Saliva - VENCEDOR

Butcher's Stain

A Friend of Dorothy


Melhor Roteiro Adaptado

Uma Batalha Após a Outra - VENCEDOR

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Sonhos de Trem

Bugonia

Frankenstein


Melhor Roteiro Original

Pecadores - VENCEDOR

Valor Sentimental

Marty Supreme

Foi Apenas um Acidente

Blue Moon


Melhor Design de Produção

Frankenstein - VENCEDOR

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após A Outra

Pecadores


Melhor Efeito Visual

Avatar: Fire and Ash - VENCEDOR

F1

Jurassic World Rebirth

Pecadores

The Lost Bus


Melhor Curta Documentário

All the Empty Rooms - VENCEDOR

Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud

Children No More: Were and Are Gone

The Devil Is Busy

Perfectly a Strangeness


Melhor Documentário

Alabama: Presos do Sistema

Embaixo da Luz Neon

Cutting Through Rocks

Mr Nobody Against Putin - VENCEDOR

A Vizinha Perfeita


Melhor Trilha Original

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores - VENCEDOR


Melhor Som

Frankenstein

F1 - VENCEDOR

Uma Batalha Após A Outra

Pecadores

Sirât


Melhor Montagem

Uma Batalha Após a Outra - VENCEDOR

Pecadores

F1: O Filme

Marty Supreme

Valor Sentimental


Melhor Fotografia

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores - VENCEDOR

Sonhos de Trem

Frankenstein

Marty Supreme


Melhor Canção Original

Guerreiras do K-Pop, Golden, EJAE e Mark Sonnenblick - VENCEDOR

Diane Warren: Relentless, Dear Me, Diane Warren

Pecadores, I Lied to You, Ludwig Göransson e Raphael Saadiq

Viva Verdi!, Sweet Dreams of Joy, Nicholas Pike

Train Dreams, Train Dreams, Nick Cave e Bryce Dressner


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