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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Cine Dica: Sala Redenção - Novembro

Cine Caramelo
 Ponto zero é um dos destaques deste mês

A terceira edição do Cine Caramelo – Festival Infantojuvenil de cinema de Porto Alegre.
O Cine Caramelo é um festival para crianças, adolescentes e adultos, que visa proporcionar momentos de fruição artístico-cultural de qualidade e reflexão sobre temas da infância e juventude.
De 1 a 8 de novembro teremos uma intensa programação acontecendo na Sala Redenção. Nas sessões infantis, diversão, fantasia e aventura abrem espaço para questões como divesidade cultural, cuidados com o meio ambiente, valorização da amizade, afeto e amor a família.
A programação para adultos traz filmes de ficção e documentários que lançam olhares sobre a importância da primeira infância na formação de cada pessoa, os desafios da passagem da adolescência para a vida adulta, o drama da alienação parental, e uma série de filmes sobre a cultura da infância, o brincar e o espírito lúdico.
Teremos sessões comentadas com convidados especiais, contação de histórias e um Encontro Brincante para adultos. A programação está doce e imperdível!
Realização Bureau de Cinema e Artes Visuais em parceria com a Fecomércio-RS/SESC; Apoio Sala Redenção e Programa de Extensão Universitária “Quem quer brincar?” (UFRGS/FACED); Financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (PRÓ-CULTURA RS FAC), Lei nº 13.490/10.
Andreia Vigo, Curadoria e Direção Geral

Piconzé (Brasil, 1972, 80 min) Dir. Ypê Nakashima
01 de novembro- terça-feira – 14h15min
Primeiro longa-metragem de animação brasileiro, narra a história de Piconzé, que tenta salvar sua namorada Maria do bandido Gustavo Bigodão.

O Mundo de Ulim e Oilut (Brasil, 2011, 13 min) Dir. Carú Alves de Souza
01 de novembro- terça-feira – 16h
Duas crianças se conhecem e começam a brincar e, aos poucos, suas fantasias começam a tomar conta da realidade que os cerca.
Após a sessão, encontro brincante para adultos com Adelsin, brincante, autor, ilustrador e integrante da Casa das 5 Pedrinhas. Através de um mergulho nas memórias de infância dos participantes, a atividade proporciona, dentre outras coisas, troca de histórias, brincadeiras e construção de brinquedos com materiais da natureza ou recicláveis.

Território do Brincar (Brasil, 2015, 90 min) Dir. David Reeks e Renata Meirelles
01 de novembro- terça-feira – 19h
Percorrendo várias regiões do país, a revelação do Brasil através do olhar das crianças.
Após a sessão, debate com Tânia Ramos Fontoura, doutora em educação, professora de psicologia da educação na UFRGS, coordenadora do programa “Quem quer Brincar?” e criadora da Brinquedoteca Universitária.

Contos da Noite (Les Contes de la Nuit, França, 2011, 84 min) Dir. Michel Ocelot
03 de novembro- quinta-feira – 14h15min
Todas as noites, duas crianças e um velho técnico se encontram em um pequeno cinema para criar histórias e fantasias.

O Mundo dos Pequeninos (Kari-gurashi no Arietti, Japão, 2010, 94 min) Dir. Hiromasa Yonebayashi
03 de novembro- quinta-feira – 16h
08 de novembro- terça-feira – 14h15min
Um garoto, após se mudar para uma nova casa, faz amizade com Arietti e sua família de pequenas pessoas que vivem debaixo do assoalho de lá.

Jonas e o Circo sem Lona (Brasil, 2016, 82 min) Dir. Paula Gomes e Ernesto Molinero
03 de novembro- quinta-feira – 19h
Enquanto luta para manter o circo que criou na sua casa, um menino de 13 anos lida com os desafios do crescimento.

As Aventuras do Pequeno Colombo (Brasil, 2015, 80 min)
04 de novembro- sexta-feira – 14h15min
O jovem Cristóvão Colombo, com seus amigos Leo da Vinci e Monalisa, vai para Hi Brazil, uma terra com tesouros cobiçados por piratas, a fim de salvar sua família da falência.

A Morte Inventada – Alienação Parental (Brasil, 2009, 80 min) Dir. Alan Minas
04 de novembro- sexta-feira – 16h
Documentário sobre pais e filhos que romperam seus elos por uma separação conjugal mal-conduzida.

Tarja Branca – A Revolução que Faltava (Brasil, 2014, 80 min) Dir. Cacau Rhoden
04 de novembro- sexta-feira – 19h
A partir dos depoimentos de adultos de gerações, origens e profissões diferentes, o documentário discorre sobre a pluralidade do ato de brincar.

Mostra Curta Saci
Juro que vi – Saci (Brasil, 2004, 13 min) Dir. Humberto Avelar
7 de novembro- segunda-feira – 14h15min
Saci ensina um velho fazendeiro que nunca é tarde para recomeçar.
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Juro que vi – Curupira (Brasil, 2003, 12 min) Dir. Humberto Avelar
Um caçador e seu ajudante se perdem na mata e devem enfrentar o Curupira.
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Juro que vi – Matinta (Brasil, 2004, 14 min) Dir. Humberto Avelar
Uma menina faz amizade com a bruxa Matinta Perera, mostrando que o afeto é a melhor arma contra o medo.
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As Icamiabas (Brasil, 2013, 3 min) Dir. Renato Leôncio
Lendárias guereiras amazonas, as Icamiabas, utilizam todo o seu poder para conter monstros folclóricos soltos pela cidade.
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Somos Todos Saci (Brasil, 2013, 2 min) Dir. Renato Leôncio
Saci tenta entrar no Olimpo dos deuses e monstros antigos, mas o guardião não permite.
Após a sessão, contação de histórias com Andriolli Costa, jornalista, pesquisador de cultura popular, narrador e organizador da Mostra Curta Saci.

A Alma da Gente (Brasil, 2013, 82 min) Dir. Helena Solberg e David Meyer
7 de novembro- segunda-feira – 16h
Um grupo de jovens ensaia o último espetáculo do Corpo de Dança da Maré. Filmado em dois tempos, com um intervalo de 10 anos, o filme mostra os diferentes destinos dos personagens.

Brincante – O Filme (Brasil, 2014, 93 min) Dir. Walter Carvalho
7 de novembro- segunda-feira – 19h
Uma viagem musical na obra de Antonio Nóbrega. O filme registra diversas expressões culturais mostrando como esse artista faz parte do imaginário cultural brasileiro.

O Começo da Vida (Brasil, 2016, 97 min) Dir. Estela Renner
8 de novembro- terça-feira – 16h
Documentário que traz uma reflexão sobre os cuidados com os primeiros anos da infância.

Ponto Zero (Brasil, 2014, 94 min) Dir. José Pedro Goulart
8 de novembro- terça-feira – 19h
Ao tentar escapar de uma claustrofóbica cena familiar, Ênio, 14 anos, desafia uma noite tempestuosa que o levará a um choque brutal com o destino.
Após a sessão, debate com José Pedro Goulart, cineasta, diretor de Ponto Zero; e Sandro Aliprandini, ator em Ponto Zero.

Encontro com o Cinema Alemão
Sala Redenção - Cinema Universirário, em parceria com Sesc/RS e Goethe-Institut, apresenta Encontro com Cinema Alemão. Na mostra serão exibidos sete filmes contemporâneos que retratam questões importantes da história e da cultura da Alemanha, como o período da Segunda Guerra Mundial, a vida antes e logo após a queda do muro de Berlim, com a reunificação da Alemanha.

A Vida é um Canteiro de Obras (Das Leben Ist Eine Baustelle, Alemanha, 1997, 118 min) Dir. Wolfgang Becker

10 de novembro- quinta-feira – 16h
22 de novembro- terça-feira – 19h
24 de novembro- quinta-feira – 16h
29 de novembro- terça-feira – 19h

Um jovem, após ser preso e demitido, encontra em uma garota esperança de voltar a ser feliz.

Berlin is in Germany (Berlin is in Germany, Alemanha, 2001, 99 min) Dir. Hannes Stöhr           
09 de novembro- quarta-feira – 16h
11 de novembro- sexta-feira – 16h
24 de novembro- quinta-feira – 19h

Após a reunificação da Alemanha, um ex-membro da Alemanha Oriental se defronta com a nova realidade de seu país ao ser solto da prisão.

Nenhum Lugar Para Ir (Die Unberührbare, Alemanha, 2000, 104 min) Dir. Oskar Roehler

11 de novembro- sexta-feira – 19h
14 de novembro- segunda-feira – 16h
25 de novembro- sexta-feira – 16h

Uma famosa escritora comunista da Alemanha Oriental não encontra seu espaço no país pós-unificação.
                                          
Sonnenallee (Sonnenallee, Alemanha, 1999, 101 min) Dir. Leander Haußmann
 
14 de novembro- segunda-feira – 19h
15 de novembro- terça-feira – 16h
25 de novembro- sexta-feira – 19h
30 de novembro- quarta-feira – 16h
 
O dia-a-dia de um grupo de amigos na Alameda do Sol, uma das poucas ruas berlinenses que são divididas pelo Muro.
4 Dias em Maio (4 Tage im Mai, Alemanha/Rússia/Ucrânia, 2011, 95 min) Dir. Achem von Borries         
15 de novembro- terça-feira – 19h
16 de novembro- quarta-feira – 16h
18 de novembro- sexta-feira – 16h
28 de novembro- segunda-feira – 16h

Quatro dias antes do fim da Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados russo se instala em um orfanato na costa do mar Báltico enquanto soldados alemães ocupam a praia.

Bem-vindo à Alemanha (Almanya - Willkommen in Deutschland, Alemanha, 2011, 101 min) Dir. Yasemin Samdereli
18 de novembro- sexta-feira – 19h
21 de novembro- segunda-feira – 16h
28 de novembro- segunda-feira – 19h

A história de três gerações de uma família de imigrantes turcos na Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial.

O que Permanece (Was Bleibt, Alemanha, 2012, 88 min) Dir. Hans-Christian Schmid    
17 de novembro – quinta-feira – 19h
21 de novembro- segunda-feira – 19h
22 de novembro- terça-feira – 16h
29 de novembro- terça-feira – 16h

Cinemas em Rede
A Sala Redenção – Cinema Universitário convida para a exibição de O Homem que não Dormia (2011), o mais recente longa do premiado cineasta baiano Edgard Navarro. Diretor de filmes premiados como Superoutro (1987) e Eu Me Lembro (2005), Navarro traz, em seu novo longa, elementos que marcaram sua obra desde os filmes em super 8 que realizou nos anos 70. O filme teve passagens de sucesso pelo Festival de Brasília, 35ª Mostra Internacional de São Paulo e Festival de Tiradentes.
Cinemas em Rede é um projeto inovador de compartilhamento e difusão de conteúdos audiovisuais, pela internet de alta capacidade, via CiPê, coordenado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa- RNP em parceria com os Ministérios da Cultura (MinC) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 12 Instituições participam do Projeto: Cinemateca Brasileira (SP), a UFRGS (Sala Redenção - Cinema Universitário); USP (CINUSP e Escola de Comunicação e Artes-ECA); UFBA (Saladearte Cinema da UFBA); a Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ, em Recife; a UFG (Cinema da UFG); a UFES (Cine Metrópolis); a UFSCAR (CineUFSCar); a UFPB (Cinema da UFPB); a UFPel (Cinema UFPel); a UFOP (Cine Vila Rica) e a UFF (Cinema da UFF).

O Homem que não Dormia (Brasil, 2011, 98 min) Dir. Edgard Navarro
10 de novembro- quinta-feira – 19h
Alguns habitantes de um lugarejo remoto são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa irá revelar o conflito interno em que vivem, deflagrando uma ruptura radical em suas vidas.

Em um final de semana com a família, Gitta anuncia que se curara e parara de tomar remédios para depressão, o que impacta as relações entre os presentes.Parceiros da Sala Redenção

Mostra Tela Indígena

A Mostra Tela Indígena propõe divulgar filmes feitos por indígenas ou que tratam desta temática. Nossa intenção é divulgar a pluralidade das culturas indígenas, essa multidão de 246 povos no Brasil, que fala mais de 150 línguas. São diferentes maneiras de ver o mundo - e de ser visto por ele. Nossa “Tela Indígena” é uma tela para este outro universo, que muitas vezes passa despercebido do cotidiano do resto dos brasileiros. O audiovisual aqui está transformado em uma ferramenta de diálogo entre essas experiências de vida, uma ponte entre espectador e os outros modos de perceber o mundo que esses povos têm. Propomos, além disso, continuar esse diálogo com os espectadores de forma ainda mais próxima: a Mostra traz convidados indígenas, antropólogos, diretores dos filmes e especialistas, que ajudam o espectador a compreender melhor esse outro universo cultural.

A Mostra Tela Indígena é fruto de uma parceria entre o NIT (Núcleo de Antropologia de Sociedades Indígenas e Tradicionais), que faz parte do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) da UFRGS, e a Sala Redenção – Cinema Universitário. Na programação, contamos com filmes da atualidade sobre a questão indígena, tanto produzidos por diretores indígenas como em parceria com estes. Escolhemos transitar entre várias experiências de ser indígena. Ressaltamos, por fim, que a Mostra Tela Indígena é uma proposta de diálogo. Diálogo intercultural, diálogo visual. Diálogo entre modos de ver.


ETE Londres – Londres como uma Aldeia (Brasil, 2016, 30 min) Dir. Tukumã Kuikuro

16 de novembro- quarta-feira – 19h

A viagem feita pelo cineasta indígena Tukumã Kuikuro a Londres afim de explorar as diferenças e similaridades entre a sua cultura e a dos hiper-brancos, termo usado pelos Kuikuro para designar os não-brasileiros.

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As Hiper Mulheres (Brasil, 2011, 80 min) Dir. Carlos Fausto, Leonardo Sette

Temendo a morte da esposa, um idoso pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar pela última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que conhece todas as músicas encontra-se gravemente doente.
           
Após a sessão, debate com Tukumã Kuikuro, diretor de ETE Londres – Londres como uma Aldeia; Carlos Fausto, doutor em antropologia social e pesquisador de povos indígenas; e Maria Paula Prates, doutora em antropologia social e professora da UFCSPA.


Cinema e Meio Ambiente
A temática ambiental não é mais um assunto periférico, considerado apenas como preocupação de países ricos e desenvolvidos, mas, sim, uma questão de toda a sociedade. Tal temática foi freqüentemente abordada no cinema na forma de documentários, muitas vezes considerados “alarmistas”, e com uma visão fragmentada, sem explicitar o caráter sistémico da degradação ambiental. A proposta do cíclo é justamente revelar o caráter sistémico dela, examinando as conexões entre as diversas crises que se sobrepõem atualmente  – crises existencial, social, econômica, e ambiental. Colocar na luz esse sistema complexo, por fim, convida a pensar a relação que os seres humanos desenvolveram entre si e com a natureza. O objetivo, meramente, é questionar a ideia de modernidade e de progresso a partir das realidades que cada um pode observar no dia a dia, para imaginar futuros possíveis.

Após cada sessão, Eléonore Pierrat, estudante de engenharia ambiental da UFRGS e organizadora do Ciclo Cinema e Meio Ambiente, comentará cada um dos filmes.

Em Busca de Sentido (En Quête de Sens, França, 2015, 87 min) Dir. Nathanaël Coste e Marc de la Ménardière
9 de novembro- quarta-feira – 19h
Um recém formado, após trabalhar no setor financeiro de Wall Street, adquire consciência ambiental e começa uma viagem em busca de um entendimento maior.

Amanhã (Demain, França, 2015, 88 min) Dir. Mélanie Laurent e Cyril Dion
23 de novembro- quarta-feira – 19h
Documentário sobre a ligação entre as crises energética, da agricultura, econômica, democrática e da educação, através de encontros com diferentes atores de mudanças de paradigma.
O Planeta Verde (La Belle Verte, França, 1996, 93 min) Dir. Coline Serreau
30 de novembro- quarta-feira – 19h
Através do olhar de um extraterrestre que decide visitar o planeta Terra, essa fábula denuncia as aberrações dos modos modernos de ser e viver.

Sessão com debate do Simpósio Internacional de Saúde da População Negra
 
O Simpósio Internacional de Saúde da População Negra visa estabelecer subsídios para fortalecimento da implementação da Política Nacional da Saúde da População Negra, constituindo-se como espaço de interação de saberes e diálogos sobre a temática em âmbito internacional, como ação estratégica da Década dos Afrodescendentes.
A programação do evento procura contemplar a diversidade de abordagens sobre a temática, bem como agregar atividades relacionadas a cultura afro-brasileira. Exibiremos na Sala Redenção o documentário Cuidar nos Terreiros (2012). Filmado em São Luis, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre, aborda os modelos de cuidados nos terreiros que podem infuenciar políticas públicas de saúde. Mostra a pluralidade cultural das religiões de matriz africana e o importante legado cultural preservado pelos terreiros para a preservação da saúde.
Elaine Oliveira Soares,
organizadora do Simpósio Internacional de Saúde da População Negra.Cuidar nos Terreiros (Brasil, 2012, 28 min) Dir. Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde
17 de novembro- quinta-feira – 16h
 
O documentário apresenta os terreiros como espaços promotores de saúde e importantes parceiros do SUS.
 
Após a sessão, debate com José Marno da Silva, dentista, integrante do Comité Técnico de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde e secretário-executivo da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde.
 Contos da noite

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: A GAROTA DO TREM



Sinopse:Rachel (Emily Blunt) leva uma vida solitária e gosta de criar histórias para pessoas que vê diariamente no trem. Certo dia, Rachel rotula um casal com a vida perfeita e acaba testemunhando um crime envolvendo essas pessoas e passa a correr perigo por causa disso.
Certa vez o mestre Stanley Kubrick disse que livros medíocres rendem boas adaptações para o cinema, como foi no caso do seu O Iluminado, baseado na obra de Stephen King e do qual ele achava uma péssima leitura. Já no caso do livro O Código Da Vinci que, mesmo possuindo uma curiosa leitura, rendeu uma péssima adaptação do cinema e que se repetiu em suas continuações. Embora eu seja suspeito a dizer, já que eu não li o livro, A Garota do Trem meio que transita nestes dois pensamentos sobre adaptações da literatura para o cinema, mas que felizmente funciona como filme e nos prende atenção até o seu final.
Dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas), acompanhamos a trama de Rachel (Emily Blunt), mulher solitária que vive observando os moradores de duas casas da qual ela passa durante a viagem. Certo dia, ela presencia algo diferente, fazendo com que ela embarque numa realidade crua de mistérios e investigação. Ao mesmo tempo, gradualmente, conhecemos um pouco sobre cada um desses personagens que ela observava e revelando á real faceta de cada um deles.
Adianto que a trama principal é das mais previsíveis, sendo que ela poderia ser facilmente encontrada em outros filmes de suspense, principalmente aqueles criados a exaustão durante a década de 90. Porém, se a trama não ajuda pelo menos o cineasta Taylor consegue tirar leite da pedra, pois é impressionante como a sua direção segura consegue fazer com que a gente não saia da cadeira, mesmo quando a gente já tem uma base do real mistério da trama. Isso se deve graças a uma montagem elegante, do qual faz com que a primeira hora da trama seja apresentada de uma forma fragmentada e ascendendo o desejo dentro de nós em querer entender o que está acontecendo nela.
Outro aspecto técnico que ajuda a criar a vida ao filme é a sua trilha sonora, onde cada personagem tem a sua e fazendo com que ela se torne uma parte de sua personalidade distinta. Novamente o mestre Danny Elfman (Edward: Mãos de Tesoura) cria mais um louro de trilha sonora, da qual faz com que soe em nossos ouvidos de forma singela e fazendo com que a levemos para fora do cinema após a sessão. Até hoje me pergunto por que os membros da academia não deram até agora um prêmio pela sua carreira.
Falando em prêmios, dificilmente Emily Blunt (Diabo Veste Prada) não deixará de aparecer nas listas das principais premiações cinematográficas dos próximos meses, já que aqui ela nos brinda com mais uma boa atuação. Mesmo com as limitações da trama, Blunt cria para a sua personagem uma personalidade forte, mesmo quando aparenta um estado mental frágil e que transparece em seu olhar febril. Pode-se dizer que á primeira meia hora com imagens fragmentadas seja então uma representação de seu estado mental e fazendo com que a sua atuação e parte técnica da obra se case muito bem. 
Porém, a sua personagem não é a única da ala feminina da qual domina o filme. Tanto Rebecca Ferguson (Missão Impossível 5) como Anna, como também Haley Bennett  (Sete Homens e Um Destino) como Megan, sejam uma espécie de dois lados da mesma moeda, cujo os seus atos e consequências distintas nasceram a partir das atitudes inconsequentes da ala dos homens. Se Anna tenta seguir uma vida normal, mesmo carregando um fardo do qual ela não se orgulha, Megan por sua vez, procura se redimir de erros que cometeu, mas ao mesmo tempo criando novos e adentrando por um caminho sem volta da qual ela tenta fugir.
Ambas as atrizes estão muito bem em cena e fazendo com que o elenco masculino, composto por Justin Theroux, Luke Evans e Édgar Ramírez meio que se percam em cena, fazendo dos seus personagens apenas peças fundamentais da trama, mas que ambos os três não tem muito que acrescentar. Isso por sinal prejudica o resultado final, principalmente para aqueles que até tinham esperança de serem surpreendidos, mas que infelizmente isso não acontece. Os momentos finais da trama meio que se salvam somente graças à entrega das atrizes e fazendo com que a proposta principal da trama, com relação à força do sexo frágil perante o machismo intolerante, soe mais alto.
Mesmo com os seus defeitos, A Garota do Trem é uma prova de boa adaptação da literatura para o cinema, mesmo quando ela nos soa decepcionante em momentos cruciais trama.


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