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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cine Especial: JEAN-LUC GODARD: Parte 1

Nos dias 17 e 18 de Setembro estarei participando do curso “POESIA E ENSAIO NA OBRA DE JEAN-LUC GODARD” no CineBancários (Rua Gen. Câmara, nº 424 – P. Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande cineasta que liderou o movimento Nouvelle Vague.


ACOSSADO
Sinopse: Após roubar um carro em Marselha, Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo) ruma para Paris. No caminho mata um policial, que tentou prendê-lo por excesso de velocidade, e em Paris persuade a relutante Patricia Franchisi (Jean Seberg), uma estudante americana com quem se envolveu, para escondê-lo até receber o dinheiro que lhe devem. Michel promete a Patricia que irão juntos para a Itália, no entanto o crime de Michel está nos jornais e agora não há opção. Ele fica escondido no apartamento de Patricia, onde conversam, namoram, ele fala sobre a morte e ela diz que quer ficar grávida dele. Ele perde a consciência da situação na qual se encontra e anda pela cidade cometendo pequenos delitos, mas quando é visto por um informante começa o final da sua trágica perseguição.
Quando Acossado estreou no ano de 1959, atingiu o mundo do cinema como um verdadeiro choque elétrico que é sentido até mesmo nos dias de hoje. Pode-se dizer que foi o filme que deu a largada para o movimento da Nouvelle Vague, cujo o movimento tinha a intenção de passar uma vontade de renovar e de quebrar regras, e por isso atingiu em cheio os jovens agitados e politizados da época. O fim dos anos de 1950 e o inicio dos anos de 1960 representou o principio em que os jovens de todo o mundo ganharam voz alta dentro da sociedade – o nascimento do rock’n’roll, a queima de sutiãs e os protestos de maio de 1968 são reflexos diretos disso tudo. E o filme de Godard representou, principalmente nos aspectos técnicos, a chegada dessa juventude ao cinema com um frescor até então inédito. .
De certa forma, não é errado enxergar em “Acossado” o elo perdido de ligação entre o cinema clássico dos anos 1950 e os filmes transgressores da década seguinte. O raciocínio é o seguinte: os críticos franceses da revista Cahiers du Cinema (Godard incluído) admiravam os diretores proscritos como Nicholas Ray que, nos EUA, dirigiam sob fortes amarras de estilo, contrabandeando para dentro dos filmes temas ousados, mas sempre de forma dissimulada. Godard não estava em Hollywood e não tinha dinheiro, mas em compensação não precisava dissimular nada. Fez “Acossado” com US$ 90 mil, do jeito que quis, e mudou o cinema para sempre de uma forma jamais vista.
Alguns anos antes, Hollywood já havia percebido que filmes sobre jovens eram um grande filão, mas sempre os fez de forma conservadora como se exigia na época . “Acossado” rompeu esse paradigma e eletrizou a juventude em todo o mundo. Até então, ninguém jamais havia visto, em filme, um personagem virar para a câmera e se dirigir diretamente ao espectador. Michael Poiccard (Jean-Paul Belmondo), o herói de “Acossado”, não só fazia isso como mandava a platéia se f… A própria personalidade do rapaz era transgressora, uma espécie de James Dean de celulóide: um ladrão de carros que roubava apenas pelo prazer da velocidade. Um jovem que gostava de se vestir bem e fumar cigarros caros. Alguém cuja única preocupação era viver o momento, sem dar bola para o futuro; alguém para quem o amanhã é sempre longe demais. A filosofia “viva aqui e agora”, sempre tão sedutora para os jovens, acabava de ganhar um ícone cinematográfico.
“Acossado” possui apenas um fiapo de história; o que importa no filme de Godard é menos o enredo e mais a forma de contá-lo. Trata-se da história de um rapaz francês, o já citado Poiccard, que está apaixonado por uma garota norte-americana (Jean Seberg). A moça, que passa uma temporada em Paris, gosta dele – e de muitos outros rapazes. Ela dorme a cada noite com um homem diferente, e encara essa atitude com uma naturalidade que deve ter chocado os puritanos da época. Patricia Franchisi (nome dela) também virou ícone para as garotas. O corte de cabelo curto, as minissaias e o comportamento libertário viraram uma coqueluche entre as jovens francesas do começo dos anos 1960.
Quando o filme começa, Poiccard acabou de roubar um carro em Marselha e dirige para Paris em alta velocidade. Ele é seguido por um policial e acaba tendo que matá-lo para não ser preso. O resto do filme trata dos esforços do rapaz para fugir da polícia e, ao mesmo tempo, conquistar o coração de Patricia. Godard filma tudo isso com um senso de urgência impressionante, um ritmo nervoso acentuado pela montagem inovadora, que pula no meio das cenas como um disco de vinil arranhado. “Acossado” foi o primeiro filme a apresentar uma técnica chamada de “jump cut”, em que os cortes quebram a sensação de continuidade e surgem nos momentos mais inesperados, apenas para acelerar o ritmo geral. Observe, por exemplo, como os cortes rápidos dão à perseguição de carro que abre o filme uma sensação alucinante.
O longa-metragem surgiu de uma idéia de François Truffaut, que escreveu o roteiro a partir de uma notícia de jornal e o entregou ao amigo Godard. Nos anos seguintes, os dois diretores foram se afastando, tanto em termos de temática quanto na parte técnica (Godard sempre gostou de experimentar novidades, enquanto Truffaut preferia mergulhar no personagem em detrimento da técnica). Juntos, porém, os dois foram capazes de criar um clássico instantâneo, um filme de transição entre dois períodos difíceis do cinema. “Acossado” fez Hollywood acelerar a montagem dos seus filmes, introduziu novas modas entre os jovens e foi, por isso, influência básica para diretores como Arthur Penn e William Friedkin, gente que renovaria o combalido cinema norte-americano do pós-guerra, alguns anos depois. Por isso é um filme que todos os cinéfilos deveriam ter em casa.


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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cine Especial: DUBLAGEM X LEGENDA


Esses dias eu estava lendo um desabafo do critico de cinema Pablo Villaça (leia aqui) sobre o numero cada vez maior de filmes com copias dubladas que estréiam nas salas brasileiras. O caso que o numero de copias de filmes legendados esta cada vez diminuindo mais e com isso somos obrigados a ver somente copias dubladas. Mas daí qual o problema? Não é a nossa língua que está sendo ouvida? Pode até ser e respeito à dublagem brasileira que está entre as melhores do mundo, contudo, quando se dubla um filme, o som original se perde completamente. Se tiver alguma duvida do que eu estou falando então pegue um filme seu em DVD e compare o áudio original com o áudio dublado, é uma diferença gritante.
Outro problema nisso tudo, é que normalmente ocorre com os filmes uma estréia mundial, (vide a cine serie Piratas do Caribe) e por conta disso, os responsáveis pela dublagem correm as pressas para terminar o trabalho ligeiro antes da estréia e com isso fazem um trabalho nas cochas com um resultado decepcionante, ou seja, a pressa é a inimiga da perfeição. O problema que sempre vai ter alguém dizendo “a mais filme dublado não precisa ler”, ou quando vem com aquela desculpa que não consegue acompanhar o filme direito lendo e assistindo ao mesmo tempo. Eu ouvi muito isso nestes anos todos do meu pai que não é nem um pouco cinéfilo e acredito que a maioria que reclama dessa forma, vai para o cinema somente para curtir a ocasião, mas nunca para se apreciar uma obra, seja boa ou ruim, não é então um cinéfilo que cresce assistindo a filmes legendados sem nenhum problema e se não consegue ler, deveria ter estudado mais e lido mais. E é ai que ocorre outro grande problema, o publico que já não tem nenhum interesse de ler, ira ter menos interesse ainda em ver um filme legendado se a situação se generalizar de vez. O caso que os donos das salas de cinema pensam em dinheiro, o que ocorre em todo tipo de negocio que se preze, pensa nas massas que vão lotar as salas de cinema e não se importam nem um pouco como ficara a qualidade do filme. Em um mundo justo, teríamos o filme nas duas versões (dubladas e legendadas) e nos mesmos horários, mas a realidade é outra, sendo que algumas salas de cinema colocam a versão legendada em horários noturnos, onde atrai menos pessoas.
Mas essa situação é totalmente generalizada? Nem tanto, pois atualmente isso acontece mais com os filmes de entretimento vide as grandes produções americanas com suas intermináveis sagas, enquanto os filmes mais artísticos e autorais escapam dessa, como no caso dos sucessos de publico e critica como Copia Fiel, Em Um Mundo Melhor e Arvore da Vida, que estrearam na capital gaucha somente com legendas e com o seu som original, limpo e cristalino.

NÃÃOOOOOO
Se quiser um bom exemplo desse problema que anda acontecendo em nossas salas, dou como, por exemplo, o que aconteceu comigo neste ultimo sábado. Fui assistir ao elogiado Planeta dos Macacos: A Origem, que por sinal gostei muito, mas fui impedido de ver em sua total plenitude, tudo devido à ambição dos donos do cinema que eu fui. Segundo o jornal, seria uma copia legendada que eu iria assisti, mas o dia que eu fui era o ultimo sábado do mês e normalmente nessa sala que eu vou, eles cobram somente cinco reais neste dia. Somando dois mais dois, eles não iriam deixar de escapar uma fatia gorda do publico e com isso (somente naquele dia que eu fui) eles colocaram somente uma copia dublada, ou seja, perdi o direito de ver a versão que eu queria.
Felizmente, tanto eu, como Pablo Villaça, outras pessoas e outros  meios de comunicação tem levantando esse assunto o que é bom, para então, as pessoas (cinéfilas ou não) darem a sua opinião. Talvez não mude muita coisa, mas serve como uma prova que a maioria dos cinéfilos que vão assistir a um filme no cinema, deseja ver ele com o maximo de qualidade possível e que tenha o direito de escolher de que forma quer ver e ouvir o seu filme. Afinal, vivemos numa democracia, ou eu estou errado?


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: A INFORMANTE

Sinopse: A Informante” acompanha Kathy Bolkovac (Rachel Weisz), uma policial que vê sua oportunidade de trabalhar como uma pacificadora na Bósnia para ONU, como a possibilidade de, futuramente, estar próxima da filha, que lhe foi tomada pelo pai. Quando desembarca, Bolkovac encontra o país em estado de reconstrução, após ser devastado pela guerra. Logo nos primeiros dias a policial entende que está pisando em um terreno com costumes e cultura machista. Mesmo assim, com alguma ajuda, Bolkovac consegue chamar a atenção de Madeleine Rees (Vanessa Redgrave) do “Escritório De Direitos Humanos” que afirma estar impressionada com seus resultados e lhe oferece a direção do escritório da IPTF (International Police Task Force), para casos do gênero. Logo que assume o cargo, Bolkovac descobre um sistema de tráfico e prostituição de jovens Sérvias que são levadas à Bósnia.
Acompanho a carreira de Rachel Weisz com gosto, pois afinal de contas, vi o crescimento profissional desta atriz apartir da cine serie A Múmia, e de lá para cá, vem colecionando elogios em papeis que a desafiam e que vai aflorando mais e mais diversas camadas de formas como ela interpreta determinada personagem, em filmes como O Jardineiro Fiel  (premiada com Oscar) e Constantine. Em A Informante, filme de estréia da diretora Laryza Kondracki, Weisz faz a típica personagem “mulher coragem” que usa todos os meios possíveis para desbaratar uma rede de trafico de mulheres na Bósnia, mas que ao mesmo tempo descobre o lado obscuro do próprio lugar aonde trabalha.
A típica historia de mulher forte que desafia o mundo opressor de homens sem escrúpulos nos já vimos em outros filmes como Terra Fria, mas aqui a abordagem é outra, principalmente se levarmos em conta que as ações da protagonista talvez sejam uma forma dela procurar redenção consigo mesma devido ao afastamento que tem de sua filha, e vendo jovens meninas em meio a um inferno é mais do que uma oportunidade para ela se perdoar com ela mesma. O filme em si possui alguns momentos de grande dramaticidade de Weisz e momentos de pura tensão e horror psicológico Um ótimo filme que passou em branco em nossas salas brasileiras, mas que vale a pena ser descoberto devido ao seu conteúdo de alerta sobre o mundo opressor contra as mulheres.


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cine Clássico: FINAL FANTASY

UM FILME QUE BEM QUE TENTOU, MAS NÃO CONSEGUIU
Sinopse: O filme conta a história de uma Terra infestada de alienígenas no ano de 2065. Os humanos vivem em “cidades barreira”, todos numa tentativa de livrar o planeta dos Phantoms (que significa Fantasmas), uma misteriosa raça alienígena. A única esperança vem da cientista Aki Ross e de seu mentor, Dr. Sid, que tem um plano de destruir os Phantoms sem causar danos ao planeta, mas um general chamado Hein está determinado à usar o canhão espacial “Zeus” para destruir os Phantoms - mesmo que isso cause danos à Terra no processo.
Vendo Planeta dos Macacos: A Origem que é a ultima palavra na criação de efeitos visuais, me fez me lembrar desse pequeno classico da ficção que estreou a exatos dez anos, que bem que tentou, mas não conseguiu ser revolucionário. O filme é uma versão alterada do famoso jogo de video game que é um dos mais famosos e premiados do mundo, abdica de atores e é inteiramente protagonizado por personagens virtuais. Foi uma opção ousada de Sakaguchi, co-diretor do filme e criador da patente. O aspecto visual da produção era impressionante e agradava em cheio os fãs de ficção cientifica. Mas se a evolução tecnica na reconstituição de detalhes humanos como cabelo e textura de pele, são fatos consumados, é inevitavel verificar a frieza do “elenco”. Por mais fantasiosa que seja a trama, falta calor humano que promova identificação com oespectador. Sem muito interesse no que acontece na tela, o publico cai no enfado. É claro que isso tudo acontece justamente devido a falta de vida nos protagonistas e uma das principais causas disso é o fato dos olhos virtuais não passarem vida nenhuma para o espectador dando a nitida impressão de corpos sem vida andando na tela. Problemas como esse que se extendeu em outros filmes como O Expresso Polar, mesmo com atores servindo de modelo para que depois fosse incrementado o visual digital. Pelo visto, a Weta Digital conseguiu um equilibrio com relação a esse problema apartir de Avatar e agora Planeta dos Macacos.
Na versão original de Final Fantasy, as vocês são de astros conhecidos como Alec Baldwin, Donald Sutherland e James Woods.

Curiosidades: Quase 4 anos foram gastos na pesquisa, no desenvolvimento e na criação de Final Fantasy. O orçamento de Final Fantasy foi de US$ 137 milhões.


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Cine Curiosidade: The Simpsons - Dr. Zaius [Planet Of the Apes]

Ao longo dos anos, O Planeta dos Macacos já recebeu inúmeras homenagens e sátiras muito bem humoradas, mas acredito que dentre todas, o episódio dos Simpsons (Planet Of the Apes) está entre as melhores, confira:


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Em Um Mundo Melhor

(Leia minha critica já publicada clicando aqui)


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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cine Dica: Em Cartaz: PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM

TECNICA, INOVAÇÃO E INTERPRETAÇÃO
 UNIDAS EM UM SÓ
Sinopse: A arrogância do Homem deflagra uma cadeia de acontecimentos que leva os símios a ter um outro tipo de inteligência e a desafiar nosso posto de espécie dominante no planeta. Caesar o primeiro símio inteligente é traído pelos humanos e se revolta passando a liderar a incrível corrida de sua espécie rumo à liberdade e ao inevitável confronto com o Homem.
Uma nova visão de uma obra prima do cinema. Um diretor praticamente estreante. Fãs do filme original na maioria contra a uma nova versão. Somando dois mais dois, muitos esperaram pelo pior nesta nova versão do clássico O Planeta dos Macacos, filme que marcou em 1968 e até hoje impressiona por não ter envelhecido e criar as mais diversas reflexões na mente das pessoas. Mas num ano que Fox provou que fez a lição de casa (vide X-Men: Primeira Classe) eles decidiram apresentar uma nova historia totalmente fresca, mas que ao mesmo tempo possui um forte vinculo com os filmes anteriores da cine série (principalmente a Conquista Do Planeta dos Macacos). Dirigido pelo praticamente estreante Rupert Wyatt, acompanhamos o cientista Will Rodman (Franco) que desenvolveu um vírus que poderá curar o mal de Alzheimer – doença que afeta seu pai, o músico Charles (Lithgow). Durante os testes com uma macaca, Olhos Brilhantes, porém, Will percebe que o tratamento aumenta a inteligência da cobaia, que passa esta característica ao filhote Cesar antes de ser morta no laboratório. A fim de evitar que o chimpanzé seja sacrificado, o cientista adota-o, percebendo, com o tempo, que suas habilidades cognitivas continuam a crescer de uma forma fantástica, até que um confronto com um vizinho tira o animal de suas mãos e leva Cesar a abandonar a docilidade habitual.
O inicio do filme retrata muito bem o conflito que o personagem James Franco passa ao tentar de todos os meios achar uma cura para o seu pai (o fantástico John Lithgow do limite da Realidade) mesmo que acabe não pensando nas conseqüências e uma delas é próprio Cesar que é magistralmente interpretado pelo ótimo Andy Serkis e com o seu visual de macaco fantasticamente criado pela Weta que dentre outras coisas criou os efeitos de Avatar. Talvez o grande trunfo na criação dos movimentos e expressão do personagem Cesar esteja pelo fato de que pela primeira vez assistimos o verdadeiro casamento de interpretação e técnica visual posta nas telas, porque já assistimos a muitos personagens digitais no cinema que visualmente parecem perfeitos, mas caiam na armadilha dos olhos sem vida, que sempre incomodou a maioria dos cinéfilos.
Desta vez sentimos vida a cada gesto e cada expressão que Cesar passa na tela de uma forma assombrosa que da a nítida impressão que realmente estamos vendo um macaco super inteligente na tela, mas aonde se separa a técnica (efeito capture) e a interpretação de Serkis? A meu ver um não vive sem o outro para se criar algo perfeito como foi visto nesta produção, mas desde o principio da historia da sétima arte, uma produção sempre irá funcionar desde que ela tenha uma ótima historia e um ótimo elenco que passe suas melhores interpretações e mesmo com todos os efeitos especiais do mundo a cargo de se criar uma historia, jamais ela irá substituir o calor humano, e Andy Serkis é uma prova disso, tanto, que não me surpreenderia se a academia do Oscar fosse dar uma indicação  para ele. Impossível? Nem tanto, porque é o ator que está ali e passando todos os sentimentos possíveis que o personagem sente então não custa imaginar os efeitos especiais que cobrem o ator como uma mera roupa (não custa tentar membros da academia).
Mas a gloria não fica somente para Serkis, sendo que a historia ajuda e é muito bem construída em focar gradualmente a transformação de Cesar, de um simples macaco para um líder dos símios. É simplesmente tocante em vermos a interação dele com os outros macacos normais, que se a principio o tratam com certa hostilidade, aos poucos eles o respeitam principalmente pelo fato que o próprio provocou isso graças ao seu intelecto superior em saber trapacear e criar uma revolta perante os humanos hostis (hostilidade muito bem representada pelo jovem ator Tom Felton da cine serie Harry Potter). E quando a coisa tende a melhorar, ela fica cada vez mais fantástica quando todos os macacos que desejam a liberdade, liderados pelo protagonista, decidem escapar e enfrentar os humanos, onde o conflito se estende até a ponte Golden Gate numa seqüência de eventos espetaculares e desde já uma das melhores cenas de ação do ano.
Por fim, Planeta dos Macacos: A Origem não possui a mesma carga e potencial de se criar inúmeras teorias e reflexões que nem o filme original criou, mas como eu disse no inicio do texto, é uma trama fresca, inteligente e que respeita acima de tudo os fãs da cine serie original, seja em pequenas referencias espalhadas em todo o filme, seja por possuir a mesma mensagem de alerta (embora atualizada) sobre o perigo que nos mesmos podemos criar contra nos tudo apartir das melhores das intenções. E a cena final durante os créditos (e que da uma deixa para uma eventual seqüência) é um belo exemplo disso. Mais atual impossível.


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