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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Cine Clássicos contemporâneos: CONSTANTINE


Muitos talvez irão me odiar por fazer essa matéria, mas o caso que gosto do filme Constantine, Contudo, algumas pessoas aqui do no nosso país não gostou do filme unicamente por existir vários pontos da obra que não tem muito haver no gibi. Lembro-me bem da primeira vez que ouvi falar que haveria esse filme, foi lá atrás em novembro de 2003, numa entrevista da revista SET com o ator Keanu Revees, que naquele tempo estava encerrando com o sua trilogia Matrix. Sabendo sobre o mago dos quadrinhos, fui buscar pesquisas nos sebos, pois naquele tempo Constantine não tinha gibi próprio mais, daí então, consegui da revista mensal da abril Vertigo, mas comprei essas revistas na véspera do filme. Então, não tive tempo para dizer o que era melhor.
Fui assistir ao filme sem o peso do material original do gibi e confesso que adorei, amei o filme e assisti duas vezes, gostei tanto que meu apelido do Orkut é Marcelo Constantine, pois muitos pontos do filme me identifiquei. Com isso, comecei a não só colecionar o material em quadrinhos do personagem, como também outros do selo Vertigo, os quadrinhos adultos da DC e o resto é historia.

Mas vamos a sinopse da trama:

John Constantine (Keanu Reeves) é um experiente ocultista e exorcista, que literalmente chegou ao inferno. Juntamente com Angela Dodson (Rachel Weisz), uma policial cética, ele investiga o misterioso assassinato da irmã gêmea dela, Isabel. As investigações levam a dupla a um mundo sombrio, em que precisam lidar com demônios e anjos malvados.

O filme em si já começa perfeito, com um suspense silencioso que culmina num susto daqueles, (cuidado com a cena do carro). Após o inicio do filme, somos levados a Los Angeles onde presenciamos uma possessão de uma garota. Imediatamente Constantine entra em cena, para salvar o dia, em uma seqüência que achei muito bacana. O legal de Constantine, é que é um filme de terror com estilo Noir, que faz lembrar bem daqueles filmes de investigação, com começo meio e fim e foi bem ousado em tocar em certos assuntos como céu e o inferno, questões de fé e (surpresa) dizer "não" ao cigarro, pois o personagem central sofre de câncer no pulmão e tem pouco tempo de vida. É nesta parte que (em parte) o filme se inspirou muito nos gibis, já que Constantine dos quadrinhos sofreu de câncer na Historia Hábitos Perigosos, que já é considerado um clássico dos quadrinhos, mas o resto, o personagem, pelo menos visualmente e de origem, não tem muito haver com relação a sua contra parte dos gibis. Ao começar pelas suas origens, Constantine do filme é americano e mora em Los Angeles, já Constantine dos gibis é inglês e mora na Inglaterra, só essa mudança de território já irritou os fãs, mas essa mudança foi decisão do próprio diretor quando Keanu Revees foi escolhido, ele acreditou que o ator não convenceria como inglês e não convenceria mesmo. Na verdade se pensarmos bem, Keanu Revees nunca foi um bom ator, isso pode se comprovar no filme Drácula, onde ele parecia uma arvore dura, que a única diferença de uma, é que ele andava. Mas o caso que se ele não é bom ator, pelo menos ele é esperto e pegou papeis que caem sobre medida para ele, como o escolhido em Matrix. Para Constantine, o visual não mudou muito com relação ao Neo, a roupa ficou quase igual, só encolheram a capa, colocaram uma gravata, e não deixaram que usassem óculos. O resto é igual, a diferença é que ele largou aquele ar de inocência do escolhido e escolheu um ar mais sarcástico e mal educado de Constantine, e por isso, acabou convencendo. bem.
Contudo, o filme não seria nada se não tivesse seus coadjuvantes ilustres ao começar por Rachel Weisz que interpreta as irmãs gêmeas, Angela Dodson e Isabel Dodson, Rachel interpreta com maestria uma policial em duvidas com relação as coisas que rolam em sua volta, com isso definitivamente 2005 foi ano dessa atriz, que além desse, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por O Jardineiro Fiel. Um que começou a chamar atenção neste filme, foi Shia LaBeouf que faz o melhor amigo de Constantine, Chas Chandler. Shia, na época, já tinha feito um ponta em Eu, Robô, mas foi o suficiente para ser convidado para esse filme, e o resultado por sinal, foi satisfatório, mesmo sendo outra mudança com relação ao gibis, já que Chas dos quadrinhos tem a mesma idade de Constantine e seu destino é bem diferente no filme, mas Shia convenceu até os segundos finais da película, (a uma cena surpresa depois dos créditos) e acabou sendo convidado para outros filmes, se consagrando definitivamente em Transformes. Tilda Swinton que faz o anjo Gabriel é outro (a) personagem que se suberizai na trama, fazendo um dos principais anjos do céu. Tilda convenceu em muito na personagem, fazendo agente acreditar que ela é ele na verdade, já que Gabriel se apresenta como um personagem que não tem um sexo definido e Tilda foi incrível nisso. A parte em que ela diz que Constantine está fudido, o cinema veio abaixo. Djimon Hounson (Midnite) Max Baker (Beeman) Pruitt Taylor Vince (Padre Hennessy) cumprem seus papeis com louvor, contudo nada se compara a Peter Stormare que faz o próprio Satã, e somente clímax da trama que ele surge, mas é o suficiente para roubar a cena. Com um tom debochado, cínico e maquiavélico, Peter faz um Satã único e original no cinema, pois fazer esse personagem não é tarefa fácil, pois o personagem já foi levado várias vezes ao cinema por inúmeros atores como Al Patino, por exemplo, mas Peter Stomare cumpre com louvor seu desempenho. Por fim quem se saiu bem neste filme foi o diretor Francis Lawrence, na época um diretor conceituado no mundo dos vídeos clipes, sendo seu primeiro filme para o cinema, foi sem duvida um grande desafio, para isso ele usou a sua forma de fazer clipes no filme, o resultado é um visual sombrio e frio, mesmo a historia se passando na ensolarada Los Angeles. Com bom desempenho que teve, Francis Lawrence teve sinal verde para dirigir outras produções e sua consagração veio mesmo em Eu Sou a Lenda, grande sucesso de bilheteria em 2007.
Na época da sua estréia o filme teve bilheteria razoável nos Estados Unidos, mas grande sucesso mundo afora. Aqui no Brasil, ficou mais de um mês em cartaz e atualmente é considerado um Cult para muitas pessoas, como eu por exemplo. Mesmo com muitas mudanças e uma cena desnecessária (imitando Blade alias) Constantine merece honras por ser lembrado até como verdadeira prova que um filme não precisa ser 100% fiel a sua fonte, basta falar por si.

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