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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Socorro!'

Sinopse: Dois colegas ficam presos em uma ilha deserta, os únicos sobreviventes de um acidente de avião. 

Sam Raimi é um diretor autoral que revolucionou o gênero de horror e criando o termo "terrir" a partir da sua trilogia clássica "Uma Noite Alucinante". O realizador usa e abusa, não somente de sua câmera frenética, como também de bastante sangue e nojeira na medida certa. Em "Socorro!" (2026) o cineasta retorna novamente as suas raízes, tendo total liberdade criativa, mesmo quando o mesmo tropeça na hora errada.

Na trama, Linda Liddle (Rachel McAdams) é uma funcionária de uma empresa comandada por um chefe insuportável chamado Bradley Preston (Dylan O'Brien). O relacionamento  conturbado da dupla será levado aos limites  quando ambos sobrevivem a um acidente de avião e ficam isolados em uma ilha deserta. Eles são obrigados a enfrentar os velhos ressentimentos de sua relação e trabalhar juntos para tentar sobreviver, mas não significa que essa união será exatamente perfeita ao longo da história.

Sam Raimi não só tem a sua visão autoral na realização dos seus filmes, como também tem o interesse em construir os seus personagens que transitem para o realismo para o mais puro cartunesco. Bruce Campbell, por exemplo, parecia um cruzamento de desenho animado com os "Três Patetas" no já citado "Uma Noite Alucinante" e aqui não é diferente. A atuação de Rachel McAdams é quase unidimensional inicialmente, como se ela estivesse brincando o tempo todo em cena e fazendo de sua personagem um ser que não nos transmite certo equilíbrio mental mesmo fazendo parte de um sistema trabalhista que tanto almeja.

Porém, a sua personagem ganha novos contornos a partir do momento em que ela e seu colega de cena ficam presos em uma ilha misteriosa. Atenção para a cena do acidente, onde Sam Raimi usa todos os seus ingredientes de sucesso, desde cortes rápidos, mortes absurdas e tudo moldado de um jeito quase cartunesco. É como se fosse o desenho clássico do Papa Léguas, mas que aqui qualquer passo em falso já lhe dá o direito de não retorno dentro da trama.

Uma vez que o longa somente foca os dois protagonistas é então que os mesmos acabam ganhando contornos mais humanos e fazendo a gente compreender a real natureza de cada um deles. Contudo, Sam Raimi opina em deixar claro que não somos obrigados a escolher a qual lado torcer, já que ambos são personagens com atitudes ambíguas e que vão se revelando cada vez mais na medida em que o tempo passa. Quando se menos espera você não está torcendo para nenhum dos dois, mas somente esperando sobre quem sairá vivo disso tudo.

Até lá vemos de tudo um pouco, desde situações bizarras, mortes absurdas, vômitos surreais e um cenário paradisíaco que transita entre o verossímil para o lado mais bizarro do cartunesco e bem ao estilo do realizador. Sam Raimi, porém, peca um pouco pela criação do ritmo, onde ele dá espaço para o desenvolvimento entre os dois personagens, mas que soa um tanto forçado algumas vezes. Porém, não deixa de ser interessante o personagem Preston fora de sua zona de conforto, mas não fugindo do seu lado escroto que nos foi apresentado desde o início.

Mas talvez o maior erro de Sam Raimi neste filme nem seja com relação ao seu ritmo, mas sim devido ao seu fator surpresa com relação a um grande segredo escondido na ilha. infelizmente quando essa revelação surge em cena, ao invés de nos surpreender, gera um grande dejavu, principalmente para aqueles que já assistiram ao longa "Triângulo da Tristeza" (2023) de  Ruben Östlund. Pode pegar de jeito um desavisado, mas para um cinéfilo de olhar atento não será pego desprevenido.

Entre atos e consequências os personagens se tornam figuras bem diferentes de como foram apresentadas no início do filme, mas não muito distantes de suas naturezas internas. Mesmo que o final não nos surpreenda ao menos o diretor nos revela uma lição de moral nada hipocrita, pois desde o início os personagens lutaram para obter os seus reais objetivos, nem que para isso tentassem se matar a cada momento. No final a luta pela sobrevivência é igual, seja ela na natureza selvagem ou em uma selva de pedra moldada por aqueles que procuram se tornarem mais fortes.

"Socorro!" é o Sam Raimi como nos velhos tempos, mesmo quando falha em alguns momentos em termos de ritmo e de fator surpresa para dizer o mínimo.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Dois Procuradores'

Nota: O filme estreia dias 05/02/26

Sinopse: União Soviética, 1937. Milhares de cartas de detentos acusados injustamente pelo regime são queimadas. No entanto, uma delas chega ao seu destino, na mesa do promotor local recém-nomeado Alexander Kornev.

Seja um regime democrático, ou comunista, qualquer um desses poderes se corrompe a partir do momento em que vozes contrárias são silenciadas e se tornando um poder autoritário e disposto em derramar sangue. Porém, há aqueles que procuram fazer a diferença, mesmo quando a causa aparenta ser perdida. "Dois Procuradores" (2025) é o retrato isolado de um jovem promotor em busca de fazer a coisa certa, mas que vê o sistema em volta violado e corrompido.

Dirigido por  Sergei Loznitsa, a trama se passa nos tempos da União Soviética, no ano de 1937. Um jovem promotor chamado Kornev (Aleksandr Kuznetsov) recebe uma carta anônima de um prisioneiro, sendo a única que passou pelas grades da detenção e não foi queimada como as demais. Kornev decide então encontrar o prisioneiro, onde acaba se envolvendo em um esquema de corrupção e violência realizado por agentes da polícia secreta do governo, a NKVD.

Já na abertura Sergei Loznitsa nos deixa claro que as informações e propagandas contra o governo da época não passam para o lado de fora daquele cenário e fazendo com que tenhamos uma dimensão maior da mordaça contra aqueles que se tornam oposição. Vemos então o protagonista procurar a todo custo conversar com o detento, mas tendo que encarar toda uma burocracia hipócrita daqueles que trabalham por lá e já nos dando a entender que eles não querem que o jovem promotor dê mais nenhum passo. São momentos como esse que Sergei Loznitsa constrói uma tensão no ar, como se nos passasse o fato que a qualquer momento o protagonista será amordaçado pela sua insistência.

Outro fator determinante que nos chama atenção é os diálogos extensos, porém, muito bem construídos e que nos faz refletir sobre aquela realidade que faz da União Soviética daqueles tempos um lugar que se isolou do mundo através de sua ideia comunista mas que foi moldada de forma, por vezes, errônea. Gosto muito da passagem fora da prisão onde o protagonista vai a Moscou enquanto um senhor sem braço e perna procura ajuda para continuar se sustentando e lutando pelas causas de um governo que nem sabe que o mesmo existe. Um momento de reflexão sobre até que ponto devemos nos entregar a uma ideia, principalmente quando ela vem da realidade política.

É claro que a melhor e a mais reveladora passagem da trama é quando realmente o protagonista dialoga com o prisioneiro. O resultado é uma conversa que nos revela uma realidade nua e crua e sendo sintetizada pela atuação assombrosa do ator Aleksandr Filippenko. Porém, é preciso reconhecer que o jovem ator Aleksandr Kuznetsov é quem carrega o filme nas costas, pois só com o seu olhar ele nos passa a dimensão do pensamento crítico com relação a realidade em que ele vive, mas não escondendo também um certo cansaço mesmo quando não desiste perante os obstáculos.

Ao final, constatamos que aquele governo está viciado por um fascismo escondido na surdina, onde a ideia do comunismo se torna uma mera desculpa para outros tomarem o estado e estar no direito de silenciar diversas vidas. O protagonista, portanto, aprende isso da pior maneira possível e cujo resultado não é muito diferente do que acontece hoje em dia em países em que o poder se encontra cada vez mais corrompido. A história sempre está aqui para ser contada, mas infelizmente essa nova geração não se importa com ela.

"Dois Procuradores" é um estudo sobre como nasce o autoritarismo por meio de uma ideia e da qual acaba se tornando corrompida. 

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Cine Especial: Revisitando 'A Primeira Noite de Um Homem'


Recém formado Benjamin Braddock chega ao aeroporto, voltando para casa dos pais após concluir a faculdade, ao som de The Sounds Of Silence, da dupla Simon e Garfunkel. A abertura de "A Primeira Noite de Um Homem" (1967) marca duas graduações importantes que fazem referência ao título original. A primeira é a do próprio personagem Benjamin, interpretado pelo até jovem ator Dustin Hoffman.

E não apenas em termos escolares, mas também morais. Agora adulto, ele consegue enxergar a futilidade dos pais materialistas e vazios, vê que a sua própria geração se encontra perdida com as transformações sociais e começa uma relação com uma mulher muito mais velha, mulher do sócio de seu pai e mãe da garota de quem ela irá se apaixonar mais á frente. Além de Benjamin, o jovem cinema americano estava se graduando.

A partir de obras como "Bonnie Clyde" (1967), "Sem Destino" (1969), "Perdidos na Noite" (1969) e "M.A.S.H" (1970), Hollyood abandonava a leveza de sua era de ouro para enfrentar temas mais pesados, que vai desde ao sexo, violência, drogas, o caos urbano, política e os novos valores que estavam surgindo. "A Primeira Noite de Um Homem" mergulha no embate entre duas gerações distintas e na revolução sexual da década de sessenta. O filme causou polêmica pelas cenas de nudez,  sexo e pela relação entre uma mulher mais velha com um jovem rapaz.

Benjamin e Mrd. Robinson (Anne Bancroft) protagonizaram alguns dos diálogos mais divertidos e sensuais de suas carreiras. A nova safra de cineastas era influenciada tanto pelo velho cinema dos grandes estúdios quanto pelas ideias europeias de cinema de autor. Do primeiro, tira o potencial mercadológico; do segundo a liberdade de, por exemplo, permitir que o ator improvisasse o seu desempenho.

Com apenas 27 anos, Mike Nichols ganhou o Oscar de direção. E, da mesma forma aconteceu com  os cineastas, houve uma renovação de astros. No lugar dos antigos galãs, como Gary Grant, Gregory Peck e Gary Cooper, os então franzinos Jack Ninchoson, Al Pacino e o próprio Hoffman entraram com menos beleza e mais realismo para o panteão da fama. 


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Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Relíquia Macabra" (31/01) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste sábado, dia 31 de janeiro, às 10h15 da manhã, nos reunimos na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para a exibição de Relíquia Macabra, uma das obras fundadoras do cinema noir. Baseado no romance O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett, o filme marca a estreia de John Huston na direção e traz Humphrey Bogart no papel de Sam Spade, personagem que ajudou a consolidar o arquétipo do “detetive durão” na literatura e no cinema noir.

Mais interessado no comportamento humano do que na investigação propriamente dita, Huston constrói um mistério em que a trama funciona como pretexto para explorar caráter, desejo e cinismo, em um universo marcado pela ambiguidade e pelo desencanto moral.


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 31/01, às 10h15 da manhã

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre


Relíquia Macabra (The Maltese Falcon)

EUA, 1941, 100 min, 18 anos

Direção: John Huston

Elenco: Humphrey Bogart, Mary Astor, Peter Lorre, Sydney Greenstreet

Sinopse: O detetive Sam Spade se envolve em uma rede de mentiras e traições ao ser contratado por uma mulher misteriosa em busca de uma valiosa relíquia. À medida que novos personagens surgem, o caso revela menos sobre o crime e mais sobre a ambição e o caráter de quem o cerca.


Esperamos vocês para mais uma grande sessão.

Até sábado!

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (29/01/26)

 Socorro!

Sinopse: Dois colegas ficam presos em uma ilha deserta, os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, eles devem superar ressentimentos passados e trabalhar juntos para sobreviver, mas, em última análise, é uma batalha de vontades e inteligência para sair de lá vivos.


SONG SUNG BLUE: UM SONHO A DOIS

Sinopse: Baseado em uma história real, dois músicos azarados (Hugh Jackman e Kate Hudson) formam uma animada banda tributo a Neil Diamond, provando que nunca é tarde para encontrar o amor e seguir seus sonhos.


O PRIMATA

Sinopse: A universitária Lucy vai passar férias em casa com a família e aproveita a ausência do pai para organizar uma festa na piscina. Durante o evento, seu chimpanzé de estimação surge irreconhecível e agressivo, contaminado com raiva, forçando o grupo a buscar algum jeito de escapar da fúria do animal.


Alerta Apocalipse

Sinopse: Quando um fungo altamente perigoso escapa de um laboratório secreto, Robert Quinn (Liam Neeson), um ex-agente de bioterrorismo que só queria curtir a aposentadoria em paz, é chamado de volta à ação. 

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Cine Dica: Cinemateca Capitólio - Programação de 30 a 04 de Fevereiro

 Projeto Raros: Sangue para Drácula

Sangue per Dracula (Entrada franca)

França, Itália, Estados Unidos | 1974 | 103 minutos | DCP

Direção de Paul Morrissey

Classificação: 18 anos

Legendado

Um conde vampiro doente viaja para a Itália com seu servo em busca de uma noiva. Releitura muito particular do mito de Drácula, pela visão de Andy Warhol.


Ato Noturno

R$ 16,00

Brasil | 2025 | 119 minutos | DCP

Direção: Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

Classificação: 14 anos

Um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e, juntos, descobrem ter fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que se aproximam da fama, mais intenso se torna o desejo de se colocarem em risco.


Bom Trabalho

Beau Travail (R$ 16,00)

FRA | 1999 | 92 minutos | DCP

Direção: Claire Denis

Classificação: 18 anos

Legendado

Um oficial da Legião Estrangeira, Galoup, relembra sua vida outrora gloriosa, liderando tropas no Golfo de Djibouti. A chegada de um jovem recruta promissor, Sentain, irá abalar a existência disciplinada de Galoup.

“Denis é uma das diretoras que mais nos influencia, em quase todos os filmes que fazemos. Nossa maior paixão é filmar corpos em movimento, e ela filma corpos como ninguém.”


Línguas Desatadas

Tongues Untied (Entrada franca)

Estados Unidos | 1989 | 55 minutos | DCP

Direção de Marlon Riggs

Classificação indicativa: 18 anos

Legendado

As experiências de um grupo de homossexuais negros que vivem nos Estados Unidos.

“Um dos nossos documentários favoritos. A abordagem de Riggs sobre identitarismo, e a complexificação que ele faz disso, nos é particularmente relevante”.


E Se Fosse Amor + Debate

Si C'Etait de l'Amour (Entrada franca)

França | 2020 | 82 minutos

Direção de Patric Chiha

Classificação indicativa: 16 anos

Legendado

São quinze jovens dançarinos de diversas origens e horizontes. Eles estão em turnê com Crowd, a peça de dança de Gisèle Vienne sobre a cena rave dos anos 90. Seguindo-os de teatro em teatro, o filme documenta o trabalho do grupo, assim como seus estranhos e íntimos relacionamentos. A linha entre palco e vida real se torna tênue.

“Amamos corpos em movimento, e a dança sempre é muito presente no nosso cinema. Esse documentário do Chiha sobre a peça Crowd, de Giséle Vienne, nos inspirou para a construção da companhia teatral de Ato Noturno. Durante os processos de ensaio, enviamos esse filme para os atores que participam do grupo de teatro e para a coreógrafa”.

Sessão seguida de debate com atores do filme Ato Noturno.


Um Tiro Na Noite

Blow Out (Entrada franca)

Estados Unidos |1981 | 108 minutos | DCP

Direção de Brian DePalma

Classificação indicativa: 16 anos

Legendado

Um sonoplasta grava acidentalmente a evidência que prova que um acidente de carro foi na verdade um assassinato, e consequentemente se coloca em perigo.

“DePalma é um dos nossos diretores preferidos, passamos parte da pandemia obsessivamente assistindo aos filmes dele, e é a maior referência para Ato Noturno. Há uma sutil homenagem direta a ele quando Matias assina com a série, há um plano detalhe do contrato que revela que o nome da produtora é Blow Out Produções”.


O Açougueiro

Le Boucher (Entrada franca)

França, Itália | 1970 | 93 minutos | DCP

Direção de Claude Chabrol

Classificação indicativa: 16 anos

Legendado

O relacionamento improvável entre um açougueiro da classe trabalhadora e uma professora reprimida coincide com uma terrível série de assassinatos em um pequeno vilarejo do interior francês.

“Foi nossa porta de entrada para o cinema de Chabrol, que se tornou um cineasta importante para nós. A sequência da voice over final de Ato Noturno, com Rafael falando da relação dos dois enquanto vemos imagens do trajeto até o parque pelos vidros do carro, é uma referência direta à sequência final desse filme.”


No Silêncio da Noite

In a Lonely Place (Entrada franca)

Estados Unidos | 1950 | 110 minutos | DCP

Direção de Nicholas Ray

Classificação indicativa: 14 anos

Legendado

Um renomado e temperamental roteirista de cinema é suspeito de assassinar uma jovem secretária. Uma vizinha acaba depondo a seu favor como testemunha, mas aos poucos ela começa a desconfiar de sua inocência.

“Outro de nossos diretores favoritos, para nós o primeiro cineasta punk do cinema norte-americano. A vontade é adicionar vários dele, mas optamos por No Silêncio da Noite como o representante”.


Confira a programação completa e os horários na página oficial da Cinemateca clicando aqui.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Cine Dica: Streaming -'A Vingança de Charlie'

Sinopse: Uma voluntária em uma central de apoio ao trauma é alvo de um maníaco mascarado que atrai mulheres com uma gravação de um bebê chorando.

Os filmes de horror transitam pela criatividade para momentos em que nos soa dejavu. Neste último caso isso acontece quando determinada produção usa fórmulas de sucesso já usadas à exaustão e optando pelo óbvio ao invés de se arriscar. "A vingança de Charlie" (2025) é uma produção que nos soa criativa inicialmente, mas que logo descamba para a previsibilidade.

Dirigido por Colton Tran, o filme conta a história de uma voluntária em uma central de apoio ao trauma. No decorrer do tempo ela é alvo de um maníaco mascarado que atrai mulheres com uma gravação de um bebê chorando. Porém, ela foi uma vítima desse maníaco no passado.

Devo confessar que abertura com os créditos iniciais até impressionam, onde ouvimos a chamada de alguém pedindo ajuda, para que logo em seguida seja silenciada misteriosamente. É então que nós conhecemos a protagonista e suas motivações que a levaram a se tornar uma voluntária em uma central de apoio. Observamos ela ajudar as pessoas pelo telefone, mas não escondendo que a própria tem os seus próprios medos para exorcizar.

Na medida em que a trama avança é então que o filme descamba para fórmulas repetidas e vistas em outros filmes, que vai de "Telefone Preto" ou até mesmo "Babadook". O visual do assassino, por sua vez, é tão familiar que achamos que estamos assistindo a uma refilmagem dos filmes citados, o que diminui o seu impacto. O filme só se salva mais graças aos esforços da atriz kathleen kenny que praticamente protagoniza sozinha diversas cenas.

Em suma, o filme pode ser apreciado se for visto como mero filme experimental e do qual poderia se tornar melhor se fosse melhor realizado com um orçamento maior e melhor desempenho dos roteiristas. A premissa com relação ao fato das mulheres serem vítimas de um psicopata com um desejo até mesmo incomum poderia gerar até mesmo uma roda de discussões. Infelizmente não foi desta vez.

"A Vingança de Charlie" é um horror moldado com água com açúcar, mesmo quando sua premissa poderia ter ido mais longe do que se imagina. 


Onde Assistir: Prime Vídeo.

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