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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: FRANKENWEENIE


Sinopse: Victor (Charlie Tahan) adora fazer filmes caseiros de terror, quase sempre estrelados por seu cachorro Sparky. Quando o cão morre atropelado, Victor fica triste e inconformado. Inspirado por uma aula de ciências que teve na escola, onde um professor mostra ser possível estimular os movimentos através da eletricidade, ele constrói uma máquina que permita reviver Sparky. O experimento dá certo, mas o que Victor não esperava era que seu melhor amigo voltasse com hábitos um pouco diferentes.

Quando se vê um filme de Tim Burton, sempre você vera características que ele usou em outros filmes, ou seja, uma obra sombria, embalada com um toque de humor negro e protagonizada por personagens excêntricos e sombrios. Os filmes dele, nada mais são do que uma forma do cineasta se expressar sobre o que ele é e foi quando criança, que cresceu assistindo a filmes clássicos de horror e ficção B. Tudo isso se viu antes e se verá novamente neste Frankenweenie, refilmagem de um dos seus primeiros curtas criado dentro do estúdio Disney, mas que havia sito vetado por ser considerado sombrio demais para as crianças na época. Como o diretor encheu o bolso do estúdio com Alice no País das Maravilhas, era mais do que natural dele ganhar sinal verde e realizar, o que talvez seja a sua obra mais pessoal desde o Peixe Grande.
Interessante observar, como por exemplo, que quando ele criou Edward: Mãos de Tesoura no inicio dos anos 90, ele quis passar um contraste entre o seu protagonista gótico, com os cidadãos comuns de uma cidade comum, que se vestiam e agiam da forma mais comum e chata possível. Os tempos são outros, onde ser diferente se tornou legal, e Burton sabendo disso, não se intimidou em criar cada personagem de Frankenweenie com um visual sinistro, que tanto lembram as suas obras anteriores, como também os clássicos de horror do expressionismo alemão e dos filmes de horror da Universal dos anos 30. Portanto, o cinéfilo atento, irá contar com inúmeras referencias, que vão desde o Gabinete do Dr. Gargali, há Drácula, Frankenstein (e a sua Noiva), Múmia e O Homem Invisível. Mas as homenagens não param por ai, porque fiel como ele é com os seus ídolos antigos, ele chega ao cumulo de criar um personagem importante para a trama, que nada mais é do que uma copia perfeita do jaz falecido mestre do horror Vincent Price e que caso ele ainda estivesse vivo com certeza ficaria orgulhoso.
Claro que o marinheiro de primeira viagem, talvez não compreenda todas essas referencias saltando na tela a todo momento, mas esse problema logo é contornado, não só graças ao belíssimo visual gótico em preto branco que enche os nossos olhos, como também a delicada historia que nos conquista, sobre o menino solitário e seu cão amigo inseparável. A partir do momento em que ocorre a morte do animal, Burton é gênio de tratar esse assunto com delicadeza, pois mesmo hoje, com cada vez mais crianças maduras e aprendendo rápido sobre diversos assuntos, a morte ainda é tabu no qual elas não gostam de ouvir, mas que no final das contas, para o bem ou para o mal, é algo que é preciso ser explicado e compreendido. Talvez Burton tenha passado por algo parecido quando era pequeno e quis passar esse sentimento da sua maneira para nos, de que um dia todos nos temos que enfrentar essa dor, mas que devemos acreditar acima de tudo, que nossos entes queridos mesmo partindo, irão viver no nosso coração.
Com um final que nos reserva várias outras homenagens, como referencias explicitas a Godzilla e  gremlins, Frankenweenie é um filme que facilmente faz com que qualquer um solte lagrimas dos olhos, mesmo quando a trama solte soluções fáceis para não tornar tudo tão triste, mas é algo compreensível, porque é um filme para ser visto por todos, mesmo aqueles não acostumados com o estilo de Burton, que aqui cria uma obra particular e com amor acima de tudo. 


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Cine Dica: Curso "NEORREALISMO ITALIANO" - de Franthiesco Ballerini


Informações sobre a atividade e inscrições, vocês conferem na pagina do CENA UM clicando aqui.    

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: MOONRISE KINGDOM



Sinopse: Anos 60, em uma pequena ilha localizada na costa da Nova Inglaterra. Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward) sentem-se deslocados em meio às pessoas com que convivem. Após se conhecerem em uma peça teatral na qual Suzy atuava, eles passam a trocar cartas regularmente. Um dia, resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam era que os pais de Suzy (Bill Murray e Frances McDormand), o capitão Sharp (Bruce Willis) e o escoteiro-chefe Ward (Edward Norton) fizessem todo o possível para reencontrá-los.

O mundo criado pelo cineasta Wes Anderson é povoado por personagens excêntricos, que desafiam as pessoas comuns que acreditam estar no controle. Embora tenha feito obras que representam muito bem essas características, como o delicioso O Fantástico Sr Raposo, é em Moonrise Kingdom que ele atinge o seu ápice. Embora a trama se passe na década de 60, ela poderia muito bem se passar em qualquer época, já que todos os períodos  possuem pessoas com suas inocências perdidas perante a um universo cheio de regras.
Os pequenos jovens Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward), partem de um acampamento florestal (comandado por um desastrado Edward Norton), para viver uma aventura romântica na floresta, mesmo na contra vontade dos adultos, que acreditam que sabem o que é melhor para eles, mas que não escondem as suas próprias dificuldades em administrar as suas próprias vidas. Neste ponto, Bill Murray e Frances Mcdomand  representam uns  pais sem noção, que além de não saberem o que é melhor para sua filha, ainda eles tem que conviver com um casamento em crise (e possível traição). Tudo embalado de uma forma melancólica, mas engraçada e beirando ao pastelão em alguns momentos chaves.
Com participação da talentosíssima Tilda Swinton que interpreta uma excêntrica agente do serviço social,  Moonrise Kingdom representa as diversidades que nos vivemos durante a passagem da infância para vida adulta. Muito embora o filme não fuja de situações que passam longe do realismo, criado unicamente para nos divertir, mas sem deixar que agente faça uma breve reflexão. 

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Cine Dica: Em DVD e Bluray: COSMÓPOLIS


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: PORTO DOS MORTOS



Sinopse: Num mundo devastado onde as regras da realidade são ditadas por magia e loucura, um policial vingativo persegue um assassino serial possuído por um demônio numa batalha contra o mal absoluto.

A tentativa de se fazer outros gêneros de filmes no Brasil é sempre bem vinda, mesmo que o resultado final da aquela sensação de que poderia ter sido melhor. Ao assistir Porto dos Mortos, o cinéfilo mais atento irá notar um grande número de referencias de outros filmes, desde ao gênero western spaghetti, Mad Max e a todo filme de zumbi que é lançado hoje em dia. Mas quem espera uma turbinada de zumbis na tela, pode acabar um pouco se decepcionando, pois a trama se entrega para outros rumos e com isso os comedores de carne ficam um pouco pelo caminho na historia.  
Talvez a intenção do cineasta Davi de Oliveira Pinheiro era jamais se prender a um único tema, mas sim criar uma trama em que pudesse reunir todos os ingredientes que sempre curtiu nos filmes de terror ao longo dos anos. Claro que nem todos irão comprar essa brincadeira, mas visto com a mente aberta, há de se aceitar numa boa e sem compromisso de se levar a sério. Mas é uma pena que tenhamos que engolir certos personagens que surgem na historia que não tem muito que acrescentar e sendo que um deles lembra por demais um dos personagens dos filmes de George A. Romero. Quem se sai melhor é o  Policial (Rafael Tombini), que possui todas aquelas típicas características de anti-herói solitário, de poucos amigos e com um passado nebuloso (um pouco explicado num curioso flash back). Visualmente, o filme se limita em exibir a capital gaucha assolada pelo apocalipse, sendo que a trama poderia ter sido feita em qualquer outro lugar que o resultado seria então o mesmo, contudo, existem alguns pontos conhecidos pelo publico que surge na tela.       
Embora tenha uma bela fotografia do inicio ao fim, Porto Dos Mortos talvez sirva mais como exemplo de como podemos ir mais longe dentro do gênero fantástico aqui no Brasil. Se a primeira vista para alguns o filme ficou devendo, quem sabe os próximos que terem a idéia de fazer um filme de terror possam ir ainda mais longe. Afinal de contas, não se pode viver apenas de Zé do Caixão.

Em Cartaz: Sala de cinema P.F.  Gastal (Usina do Gasômetro).   
Avenida Presidente João Goulart, 551 - Marcílio Dias Porto Alegre. Confiram os horários das sessões na pagina da sala clicando aqui. 


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O Espetacular Homem Aranha

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: Atividade Paranormal 4



Sinopse: 'Atividade Paranormal 4' se passa em 2011, cinco anos depois de Katie matar seu namorado Micah, sua irmã Kristi e seu marido Daniel e levar seu bebê, Hunter. A história centra-se em Alice (Kathryn Newton) e sua mãe, experimentando atividades estranhas quando os novos vizinhos mudam-se para a casa ao lado.

Confesso que esperava com grande ansiedade esse capitulo, pois tanto o segundo como o terceiro filme da franquia, souberam muito bem em não se repetir, mas sim explorar mais os motivos que levaram a acontecer os eventos do primeiro filme. Infelizmente não é isso que acontece neste quarto capitulo que em vez de se explorar  novas revelações desse universo fantasmagórico, a trama simplesmente não passa de "enchimento de linguiça",  para que quando chega ao seu assustador final (melhor parte do filme), acaba voltando exatamente à estaca zero.
O que vemos em quase uma hora e meia, é as mesmas formulas vistas nos filmes anteriores, só que desta vez dosando mais para o lado do humor (fraquinho alias), enquanto os momentos que é para dar sustos na platéia são muito raros, se concentrando somente mais no seu ato final já citado. Como se já não bastasse, os novos personagens inseridos na trama acabam não despertando nenhuma simpatia em nos e tão pouco nos importamos com o destino de cada um deles. Somente a jovem protagonista Alice (Kathryn Newton) é que nos desperta certo interesse, pois é ela que carrega de lá para cá o seu notebook com web camp, mas pouco ela pode fazer, já que a trama não ajuda a nos convencer.
Para piorar, os criadores inventam um pega ratão sobre a verdadeira identidade de um dos personagens, que embora nos surpreenda em certo momento, essa revelação simplesmente se perde no caminho, por nos já estarmos cansados de vermos as mesmas situações, tanto usadas nos filmes anteriores, sendo jogadas aqui e sem nada a acrescentar. Sem novas idéias, os produtores ainda têm a cabeça de prestar homenagens desnecessárias de outros filmes como O Iluminado, e que pelo andar da carruagem, a franquia irá se abraçar em elementos já vistos em filmes como O Bebê de Rosemary ou A Profecia.
Claro, que mesmo com todos esses pesares, o filme irá render o suficiente, para então os produtores quererem estender a trama para um quinto ou até mesmo sexto filme. Mas se não tomarem cuidado, o que poderia ser uma ótima franquia de terror, acabará apenas como um verdadeiro caça níquel.   

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