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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: CAFÉ SOCIETY



Sinopse: Nos anos 1930, James (Jesse Eisenberg) sai de uma cidade do interior rumo a Los Angeles com o sonho de seguir carreira na indústria cinematográfica em Hollywood. Lá ele acaba se apaixonando por Theresa (Kristen Stewart) e se deixa contagiar pelo clima de ‘café society’ da época.


Não há pretensão no universo dos filmes recentes de Woody Allen, mas nem por isso deixa de serem incomuns as suas obras das quais ele lança. Café Society mostra um Allen agiu no que irá mostrar, mas ao mesmo tempo disposto a trabalhar com novidades, pois esse filme é o seu primeiro em formato digital. Isso faz com que se destaque a  bela fotografia de Vittorio Storaro, já vencedor pela categoria em filmes como Apocalypse Now e O Último Imperador. 
Para quem conhece de cor a filmografia do cineasta, Café Society mostra todas as características e marcas registradas que já foram vistas em seus filmes, mas sempre nos lançando com um novo frescor para os nossos olhos. Pode parecer algo repetitivo em alguns momentos, mas cabe ressaltar que conseguimos enxergar em suas obras recentes uma forma do cineasta escancarar os seus próprios aprendizados que teve ao longo dessas décadas de trabalho no cinema. Esse seu último filme me parece um cruzamento entre o passado e seu presente atual e não se intimidando em colocar na tela os seus erros e acertos e dando vida a eles através dos seus personagens que criou.
A trama se destaca ao apresentar todo o glamour do universo das celebridades dos anos 30, onde a edição de arte e figurino molda aquele período visto na tela como um todo. Contudo, o casal central vivido Jesse Eisenberg e Kristen Stewart deixa um pouco a desejar em alguns momentos, pois a química vista entre eles realmente não empolga em momentos dos quais deveria empolgar. Se Jesse Eisenberg se sai bem como uma espécie de jovem Allen, Kristen Stewart novamente apresenta uma atuação econômica e que ainda não me fez convencer que há uma versatilidade dentro dela.
Felizmente a ala de coadjuvantes salva o filme, principalmente quando Eisenberg contracena com eles. Steve Carell se sai muito bem em cena, principalmente pelo fato do seu personagem transitar entre a comédia e o drama, sendo que esse último o astro provou ter talento de sobra. Ao interpretar um produtor de cinema, Carell poderia cair na vala comum ao criar um personagem detestável. Contudo, sentimos simpatia por ele e nos convence que os seus sentimentos vistos em cena, embora confusos às vezes, soam verdadeiros.
Mas, como eu havia salientado acima, o destaque vai mesmo para a bela fotografia de Vittorio Storaro, do qual torcemos que seja lembrado na próxima premiação do Oscar. Por ser um retrato dos anos 30, estamos diante de um período que sempre foi romanceado pelos livros de história ao destacar o cinema americano. Com tons pastel e luzes douradas, as imagens transmitem uma fábrica de sonhos da cidade do cinema, mas não escondendo também um lado obscuro das engrenagens daquela fabrica de contar histórias.
Ao som de Jazz, enxergamos um Woody Allen do começo ao fim, mas maduro e aberto as novas possibilidades que o cinema de hoje tem a oferecer. Porém, jamais deixando de lado a sua essência e seu amor por filmar. Mesmo quando não é genial, Allen tem a proeza de nos fazer rir e nos emocionar com o seu mundo neurótico, da possibilidades do que é se apaixonar e viver a vida em uma sociedade tão glamorosa e passageira quanto um bom cappuccino.




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Cine Dica: FILMES DE BERTOLUCCI E SAURA EM EXIBIÇÃO NA CINEMATECA CAPITÓLIO



A partir de 30 de agosto, a Cinemateca Capitólio exibe Assédio (L'assedio, 1999, 93 minutos) e Tango (1998, 115 minutos), dois emblemáticos filmes lançados na década de 1990 por Bernardo Bertolucci e Carlos Saura, nomes consagrados do cinema moderno europeu. O sucesso de público Ai Weiwei: Sem Perdão, dirigido por Alison Klayman, segue em cartaz. O valor do ingresso é R$ 10,00.
Cinemateca Capitólio é um equipamento da Secretaria da Cultura de Porto Alegre. O projeto de restauração e de ocupação da Cinemateca Capitólio foi patrocinado pela PetrobrasBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES Ministério da Cultura. O projeto também contou com recursos da Prefeitura de Porto Alegre, proprietária do prédio, e realização da Fundação CinemaRS –FUNDACINE.

FILMES
 Assédio
(L'assedio, Itália-Reino Unido, 1999, 93 minutos)
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: Thandie Newton, David Thewlis, Claudio Santamaria
 Entre as antiguidades que integram a mansão herdada de uma tia, o Sr. Kinsky (David Thewlis) compõe sua música e se esconde atrás do brilhante verniz de seu piano. Até que chega a sua casa Shandurai (Thandie Newton), fugida do regime ditatorial de um governo africano. Ela passa a trabalhar em sua casa como empregada e uma relação intensa começa.
 Tango
(Tango, Argentina-Espanha, 1998, 115 minutos)
Direção: Carlos Saura
Elenco: Miguel Angel Sola, Mia Maestro, Juan Luis Galiardo

Mario Suarez (Miguel Ángel Sola), famoso autor e diretor teatral, está em crise. Abandonado pela mulher, refugia-se nos ensaios de um espetáculo que prepara sobre o tango. Angelo Larroca (Juan Luis Galiardo), o mafioso produtor e também bailarino frustrado, sugere a Mario que dê o papel principal a sua protegida (Mía Maestro). Impressionado com o real talento e a beleza da jovem, ele se torna seu amante.
 Ai Weiwei: Sem Perdão
(Ai Weiwei: Never Sorry, 2013, Estados Unidos, 90 minutos)
Direção: Alison Klayman
Elenco: Ai Weiwei, Chen Danqing, Ying Gao
Distribuição: Bretz Filmes
 Ai Weiwei é um artista contemporâneo, que combina em seu trabalho as novas tecnologias e as mensagens políticas engajadas. Preso pelas autoridades chinesas em 3 de abril de 2011, mas liberado dia 22 de junho, ele ainda está proibido de deixar o território nacional. Este documentário acompanha a trajetória política e artística deste símbolo da liberdade de expressão na China.

 GRADE DE HORÁRIOS
30 de agosto a 4 de setembro de 2016
30 de agosto (terça)
16h – Ai Weiwei: Sem Perdão
18h – Assédio
20h – Tango

 31 de agosto (quarta)
16h – Ai Weiwei: Sem Perdão
18h – Assédio
20h – Tango

1 de setembro (quinta)
16h – Ai Weiwei: Sem Perdão
18h – Assédio
20h – Tango

 2 de setembro (sexta)
16h – Ai Weiwei: Sem Perdão
18h – Assédio
20h – Tango

3 de setembro (sábado)
16h – Ai Weiwei: Sem Perdão
18h – Assédio
20h – Tango

 4 de setembro (domingo)
17h – CineFloyd
19h – CineFloyd

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cine Especial: D. W. Griffith: A criação do cinema narrativo: Parte 4


Nos dias 03 e 04 de setembro na Cinemateca Capitólio, eu estarei participando do curso D. W. Griffith: A criação do cinema narrativo, criado pelo Cine Um e ministrado pelo crítico de cinema  Pedro Henrique Gomes. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui eu irei postar as minhas analises pessoais de cada obra que eu vi desse cineasta, sendo ele responsável pelas primeiras grandes produções da história do cinema.

Abraham Lincoln (1930)



Sinopse: E a primeira na tentativa de narrar a vida do Presidente Lincoln desde sua infância até a sua morte, incluindo o martírio na Guerra Civil. Walter Huston em sua incomparável performance no papel título, domina do início ao fim. O diretor se libera da suntuosidade de muitos filmes que precedeam este, para relatar de uma maneira sóbria, a história do mais famoso presidente dos EEUU (depois de George Washington), começando desde seu nascimento, incluindo a Guerra da Secessão, que o faria entrar para os anais da história, e acabando com seu assassinato no teatro.
Essa é a segunda vez que o cineasta revisita esse histórico personagem da história norte americana, pois a primeira vez havia sido em O Nascimento de uma Nação. Porém, diferente daquele filme do qual somente o personagem aparecia em sua derradeira morte, aqui conhecemos a juventude dele, os motivos que o levaram a entrar na política, até então chegar ao poder e na sua luta pela libertação dos escravos. Vale lembrar que Abraham Lincoln foi um dos primeiros longas metragens falados do cinema, sendo que aqui sentimos, tantos os atores como as atrizes, se acostumando a terem que falar na frente da câmera ao invés de usarem somente gestos que tanto foi usado no cinema silencioso.
Infelizmente o filme envelheceu um pouco mal, principalmente quando pegamos a cena da morte do protagonista e comparamos com a mesma que foi vista em O Nascimento de uma Nação, Se percebe que na primeira superprodução americana, a morte de Abraham Lincoln é muito mais realista e crua. Contudo, essa versão de 1930 merece sim uma conferida, assim como todas as obras do cineasta. 



Guerra dos Sexos (1914)



SINOPSE: Jane (Lillian Gish) é uma jovem que está chocada com as infidelidades de seu pai. Indo para o apartamento da outra mulher para um confronto, Jane é confrontada pelo companheiro da amante de seu pai. O pai percebe o problema que ele causou por seus casos extraconjugais quando Jane se apaixona pelo companheiro dela (Owen Moore).



Um filme mais leve do cineasta, mas não menos crítico e corajoso, pois ele desmantela a imagem da família perfeita norte americano. O filme também pode ser visto hoje como uma espécie de acusação contra o machismo daquele tempo, coisa que ainda hoje ainda persiste. Vale lembrar que na década seguinte o cineasta o cineasta voltaria ao mesmo tema, mas de uma forma mais leve ainda.   


Informações e inscrições para o curso cliquem aqui.


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