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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cine Dica: Sala P. F. Gastal exibe três filmes de Whit Stillman



 A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta o ciclo 3x Whit Stillman, com três filmes de um dos principais diretores do cinema independente americano. A mostra tem projeção digital, apoio da distribuidora MPLC e da locadora E o Vídeo Levou. O valor do ingresso é R$ 4,00.

O Futebol, documentário de Sergio Oksman, segue em exibição até 31 de agosto. O valor do ingresso é R$ 8,00.
WHIT STILLMAN

Argumentista e realizador americano, Whit Stillman formou-se na Universidade de Harvard em 1973, trabalhou como jornalista em Nova Iorque e em 1980 mudou-se para a Barcelona, onde conheceu alguns produtores espanhóis. Financiou o seu primeiro filme Metropolitan (1990) com a venda do próprio apartamento. Seguiram-se Barcelona (1994) inspirado nas suas experiências na Espanha durante o início dos anos 1980 e Os Últimos Embalos da Disco (1998), também baseado nas suas viagens e experiências nas várias casas noturnas de Manhattan e, possivelmente, no Studio 54. Profundamente calcados na palavra, os três filmes formam, em definição do próprio diretor, uma trilogia sobre “as línguas ácidas e os corações partidos” da juventude nova-iorquina dos anos 1980. Depois de treze anos sem filmar, Stillman lançou Descobrindo o Amor (2011), um musical de humor inusitado, inspirado no cinema americano realizado durante o Código Hays. Em 2016, retomando a dupla protagonista de Os Últimos Embalos da Disco, Kate Beckinsale e Chloë Sevigny, lançou Amor & Amizade, adaptação extremamente pessoal do romance epistolar de Jane Austen, Lady Susan. 

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

Barcelona

(Barcelona, 1994, 100 minutos)

Dois primos americanos - um executivo, o outro oficial da Marinha - mostram grandes divergências quanto às suas opiniões e estilos de vida, especialmente nas relações com as mulheres. Mesmo assim, passam temporada juntos em Barcelona, aprendendo a conviver e somando aventuras amorosas. Exibição em DVD.

 Os Últimos Embalos da Disco

(The Last Days of Disco, 1998, 113 minutos)

 Nova York, início dos anos 80. A era disco está chegando ao fim. Em uma das mais badaladas discotecas da cidade, um grupo de jovens se encontra, dança e se diverte. Charlotte Pingress (Kate Beckinsale) e Alice Kinnon (Chloë Sevigny) são recém-formadas e trabalham em uma editora. À noite, procuram novos amores nas pistas de dança. Exibição digital.

Descobrindo o Amor

(Damsels in Distress, 2011, 99 minutos)

Uma comédia sobre um trio de belas garotas – a dinâmica líder, Violet Wister (Greta Gerwig); a de bons princípios, Rose (Megalyn Echikunwoke) e a sexy Heather (Carrie MacLemore) - e como elas revolucionaram a vida em uma Universidade “grungy” americana. Elas dão as boas vindas à estudante Lily (Analeigh Tipton) em seu grupo, que procura ajudar alunos deprimidos com um programa de boa higiene e números musicais de dança. As garotas se envolvem romanticamente com uma série de homens – incluindo o tranquilo Charlie (Adam Brody); o atraente Xavier (Hugo Becker); e com os “machões” Frank (Ryan Metcalf) e Thor (Billy Magnussen) - que ameaçam a amizade e a sanidade delas. Exibição em DVD.
 
GRADE DE HORÁRIOS
PRIMEIRA SEMANA

25 a 31 de agosto de 2016

25 de agosto (quinta)
17h – Barcelona
19h – O Futebol

26 de agosto (sexta)
17h – Os Últimos Embalos da Disco
19h – O Futebol

27 de agosto (sábado)
17h – Sessão Plataforma (Nos últimos dias da cidade, de Tamer El Said)
19h – O Futebol

28 de agosto (domingo)
17h – Descobrindo o Amor
19h – O Futebol

30 de agosto (terça)
17h – Os Últimos Embalos da Disco
19h – O Futebol

31 de agosto (quarta)
17h – Barcelona
19h – O Futebol

Sala P. F. Gastal
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
Av. Pres. João Goulart, 551 - 3º andar - Usina do Gasômetro
Fone 3289 8133
www.salapfgastal.blogspot.com

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cine Especial: D. W. Griffith: A criação do cinema narrativo: Parte 3

Nos dias 03 e 04 de setembro na Cinemateca Capitólio, eu estarei participando do curso D. W. Griffith: A criação do cinema narrativo, criado pelo Cine Um e ministrado pelo crítico de cinema  Pedro Henrique Gomes. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui eu irei postar as minhas analises pessoais de cada obra que eu vi desse cineasta, sendo ele responsável pelas primeiras grandes produções da história do cinema.
 

Órfãs da Tempestade (1921)



Sinopse: Com a Revolução Francesa de pano de fundo, conhecemos a história das irmãs de criação Louise e Henriette, que crescem juntas e acabam criando um laço afetivo forte. Henriette promete cuidar para sempre da irmã, que é cega, mas quando um aristocrata decide separar as duas, elas sofrerão até se encontrarem novamente.


Órfãs da Tempestade é um melodrama ao melhor estilo Griffith, onde a interpretação nos toca e faz a gente torcer sempre pelas irmãs separadas durante a trama. Embora o drama seja o carro chefe do longa, não há como negar que é, assim como Nascimento de uma Nação e Intolerância, é também uma super produção caprichada e que impressiona até hoje. A sequência final onde ocorre a revolução Francesa, e ao mesmo tempo o destino final das duas irmãs, são de uma magnitude espantosa.
Curiosamente, há na realidade até mesmo situações subliminares no decorrer do roteiro e que, a meu ver, não passaria despercebido em tempos mais conservadores como da década seguinte do qual o cinema americano passaria. Isso faz do filme uma obra corajosa para a época e porque não dizer um pouco a frente do seu tempo.   
 

Inocente Pecadora (1920) 


Sinopse: Uma inocente garota do interior é enganada por um falso casamento e abandonada pelo suposto marido quando engravida. Tendo que se virar sozinha, acaba trabalhando para uma família. Novas paixões e o encontro com o antigo marido trazem mais revelações.

 Embora este tenha sido o filme mais caro de Griffith até aquele momento (custou $175,000 a mais que O Nascimento de Uma Nação), o retorno compensou o esforço: Way Down East arrecadou, somente em 1920, mais de $5,000,000, sendo então considerado o quarto filme da época do cinema mudo com maior rendimento.
O filme possui inúmeras passagens que impressionam até hoje: a sequência da tempestade de neve e do rio em degelo ainda hoje permanece como uma das mais impressionantes do cinema antigo. O realismo com que a mesma foi feita foi tal, que consta que a própria Lillian Gish e parte da equipe técnica esteve sob perigo de vida, tendo inclusive a atriz principal ficado doente como consequência destas cenas.


Informações e inscrições para o curso cliquem aqui.


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Cine Dicas: Estreias do final de semana (25/08/16)



 Águas Rasas



Sinopse:Nancy (Blake Lively) tira um dia para surfar sozinha numa praia isolada. Ela acaba sendo atacada por um tubarão branco e se fere na perna. Nancy se abriga numa rocha, gritando por socorro e sem ter como nadar até à praia com medo de um novo ataque.


 

A Morte de J.P. Cuenca



Sinopse:Documentário acompanha o escritor João Paulo Cuenca numa investigação sobre a próprias morte. Na verdade, um homem usou o seu nome do autor para alugar um apartamento num prédio do Rio de Janeiro e lá morrer.


 

Café Society

Sinopse: Nos anos 1930, James (Jesse Eisenberg) sai de uma cidade do interior rumo a Los Angeles com o sonho de seguir carreira na indústria cinematográfica em Hollywood. Lá ele acaba se apaixonando por Theresa (Kristen Stewart) e se deixa contagiar pelo clima de ‘café society’ da época.
  

Nerve - Um Jogo Sem Regras

Sinopse: Vee (Emma Roberts) está terminando o ensino médio e logo vai para a universidade. Navegando na internet ela conhece um jogo de verdade e consequência, mas na era tecnológica, tudo o que ela faz acaba sendo vigiado e manipulado, transformando sua vida num inferno.
 

Pets - A Vida Secreta dos Bichos


Sinopse: Já imaginou o que os pets fazem enquanto seus donos estão fora? Pois é esse universo secreto que será revelado. Cada um aproveita do seu jeito, seja assaltando a geladeira, ouvindo heavy metal e até jogando videogame.


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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: Ben-Hur (2016)


Sinopse: O nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro), é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ele sobrevive ao tempo de servidão e descobre que foi enganado por seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell), partindo, então, em busca de vingança. 
Refilmagens sempre serão vistas com desconfiança, principalmente quando a refilmagem si é de um grande clássico. Porém, são poucos que sabem que Ben-Hur de 1959 é na realidade a terceira versão do conto (a primeira data de 1907) e prova que não é de hoje que o cinema americano revisita as suas obras. Por isso, é preciso assistir a essa mais nova versão do clássico de mente aberta e sem exigir muito dela, pois o filme em si não tem a pretensão para tanto.
Dirigido Timur Bekmambetov (Procurado), acompanhamos a história da forte amizade entre príncipe judeu Judah Ben Hur (Jack Huston) e o romano Messala (Toby Kebbell), sendo ambos criados como irmãos. Embora com fortes laços com a família que o criou, o governo romano atrai os desejos de Messala para ganhar mais reconhecimento e ser independente em vida. Isso gerará consequências desastrosas e fará com que ambos os irmãos entrem em um terrível conflito.
Quem conhece a história de cor e salteado, já sabe o que irá acontecer durante o filme. Porém, não esperem por passagens semelhantes como a do filme de 1959 e tão pouco por algo que foi lido no livro de Lew Wallace, pois se na versão estrelada por Charlton Heston não há indícios de que houve uma relação homossexual entre Ben Hur e Messala (embora Stephen Boyd tenha trabalhado bem com a idéia na época sem que o astro conservador percebesse), esse novo filme também não trás nada com relação a isso. Porém, assistir a esse filme é como se assistíssemos a trama pela primeira vez, pois há uma identidade própria da qual o cineasta teve o cuidado de querer criar e nos passá-la.
Com isso, sempre quando nos preparamos para um próximo ato do qual sabemos o que irá acontecer, somos surpreendidos da forma como ele é novamente encenado para o público de hoje. Não há como negar que a cena onde vemos o protagonista já escravizado e remando no navio romano durante a guerra contra os gregos, chega a ser tão boa quanto à versão de 1959. Graças a uma bela fotografia, e uma trilha sonora inquietante, torna esse momento cru e angustiante.
Mas se ela funciona muito se deve a Jack Huston em cena, pois embora ainda tenha muito que provar com relação a sua versatilidade, aqui ele conseguiu criar um Ben Hur com uma presença forte em cenas das quais exigem um grau de dramaticidade. O mesmo se pode dizer de Toby Kebbell (Warcraft) como Messala, pois se na versão de 1959, Stephen Boyd era uma vilania em pessoa, aqui vemos um personagem dividido no que ele acredita vindo de Roma, como também com relação aos laços que ele tem com Ben Hur e sua família. Já Morgan Freeman como Ildarin não é um grande desafio para o veterano ator, pois a sua presença em cena já basta.
E se muitas pessoas duvidavam que essa nova versão da corrida de bigas jamais superaria a clássica, devo confessar que ela me empolgou muito. Não que ela supere ao que foi apreciado em 1959, mas o cineasta Bekmambetov usou o melhor da pirotecnia atual para passar um grau de verossimilhança na sequência e fazê-la dela crua e brutal. O final dela todos nós conhecemos, muito embora com resultados bem diferentes.
Infelizmente após essa sequência, o filme decai muito, principalmente pelo fato de todas as pontas soltas da trama ser finalizadas um tanto que rápidas demais, como se os roteiristas temessem em estar testando a paciência do cinéfilo. Esse passo em falso acabou prejudicando o desempenho de Rodrigo Santoro como Jesus Cristo em cena, pois sua participação é pequena, embora poderosa. A meu ver muitas cenas com o ator foram cortadas e dando a sensação clara de que havia muito mais a oferecer do que foi apresentado.
E essa correria de querer encerrar o filme acaba meio que prejudicando até mesmo a proposta final da obra, da qual devemos ser mais tolerantes com o próximo. Se na versão de 1959, isso é muito bem colocada em pauta, aqui ela é mais acentuada, principalmente com o destino final de um dos personagens que, difere de todas as outras versões, mas que soa superficial e pouco convencera o cinéfilo que for assistir. É casos como esse de falta de coragem da parte dos criadores, que abraçam de uma forma fácil em agradar as plateias, ao invés de desafiá-las para assistir por algo que desafie as suas perspectivas. 
Com esses pesares, Ben-Hur pelo menos não ofende aqueles que defendem com unhas e dentes a versão de 1959 e pode ser visto sem medo, desde que não exija demais do longa metragem.  




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