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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cine dicas: Usina 80 anos 80 filmes: LAURA 1944



A minha postagem de cine dicas está se tornando Cine CLássicos por sempre está postando qual o clássico que a Usina está passando hoje mas vale a pena postar, principalmente porque eu da minha parte não vejo nenhum site falando muito das sessões que a Usina passa, portanto com todo o carinho faço esse serviço. Vamos a sessão de hoje

LAURA
DE Otto Preminger

Com:
- Judith Anderson: Sra. Ann Treadwell
- Dana Andrews: Det. Lt. Mark McPherson
- Gene Tierney: Laura Hunt
- Clifton Webb: Waldo Lydecker
- Vincent Price: Shelby Carpenter

Um detetive investigando um caso de assassinato acaba apaixonando-se pela garota morta pelo seu retrato, mas logo descobre que na realidade foi outra a pessoa assassinada.

Otto Preminger teve uma carreira de altos e baixos, mas aqui ele acertou na mosca, claramente é sua obra-prima. Ele assumiu o filme que era de Rouben Mamoulian, jogou tudo o que fora filmado fora, desprezou o script original (que tinha um final diferente e decepcionante) e soube conjugar todos os elementos do filme com maestria, construindo um clássico de marcar época.
“Laura” tem uma certa similaridade com “Casablanca”, na medida em que eram dois filmes “B” que acabaram, por circunstâncias fortuitas, ganhando um tratamento “A”, com elenco e diretores de respeito, que se acertaram quase que por mágica. Esta é uma das graças do cinema, de vez em quando tudo dá certo e ninguém sabe explicar direito como tudo aquilo aconteceu. Sem dúvida, “Laura” foi favorecido pelos deuses do cinema, e, por extensão, foram agraciados todos os amantes dos grandes filmes, de ontem, hoje e sempre.

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