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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Cine Dica: Curso D. W. Griffith

..valor promocional para os primeiros inscritos..


Apresentação

Não iremos muito longe se não olharmos com atenção para a obra de certos nomes que marcaram a história do cinema desde sua invenção. De 1908 até 1931, em pouco mais de 20 anos de atividade como cineasta, o norte-americano David Wark Griffith realizou mais de 500 filmes.


Conhecer o cinema de D. W. Griffith é penetrar na história do cinema americano, seus meandros, suas polêmicas, suas virtudes, suas estratégias industriais e artísticas, suas pretensões morais e educativas. Tomar contato com sua obra, portanto, é ficar mais próximo da história do cinema americano desde os primeiros filmes até os seus desdobramentos iniciais durante as primeiras décadas do século passado.

No curso será apresentada de forma panorâmica a obra de Griffith, suas contribuições para a consolidação do cinema americano como arte e como indústria. As polêmicas em torno de sua obra e de suas ideias colocadas em imagens em filmes como O Nascimento de Uma Nação e Intolerância.


Objetivos

O Curso D. W. Griffith: A criação do cinema narrativo, ministrado por Pedro Henrique Gomes,  vai traçar um panorama amplo e contextual no qual o cineasta D.W. Griffith se insere, além de analisar também o papel que ele teve na consolidação de uma linguagem, bem como da própria indústria do cinema americano no início do século XX. Através da exibição de trechos de filmes, o curso pretende abordar ainda os desdobramentos do cinema narrativo durante o período clássico, discutindo a herança griffithtiana a partir da obra de cineastas como John Ford, Raoul Walsh, King Vidor, Howard Hawks, Cecil B. DeMille, Allan Dwan, Erich von Stroheim, entre outros.


Público alvo
Esta a atividade se destina a qualquer interessado.
Não é necessário nenhum pré-requisito de formação e/ou atuação profissional.

Conteúdo programático

Aula 1

Introdução
Pré-Griffith: o Primeiro Cinema / Pano de fundo: os Estados Unidos na virada do séc. XIX para o séc. XX / A crença e a herança cultural: o cristão protestante e a tradição do romance vitoriano

A virada griffithiana
Do teatro para o cinema: os primeiros curtas / Os primeiros anos na American Mutoscope and Biograph Company / O sistema de produção: divisão do trabalho

Nasce um cinema
Narrativa, gramática, linguagem / A mise en scène griffithiana /
A montagem paralela / A psicologia do personagem: sorrisos, lágrimas e piscadelas
Aula 2

O curta-metragem e a construção do sistema
The Adventures of Dollie (1908); A Corner in Wheat (1909); Ramona (1910);
The Musketeers of Pig Alley (1912); The Massacre (1913)

O longa-metragem e o nascimento de um cinema
O Nascimento de Uma Nação (1915); Intolerância (1916);
Lírio Partido (1919); Isn’t Life Wonderful (1924)

A turbulência dos anos 1920

Griffith e o cinema falado
Abraham Lincoln (1930); The Struggle (1931)

“O professor de todos nós”: a herança griffithiana
Educação do cineasta / O cinema clássico americano / Os herdeiros imediatos: Raoul Walsh, John Ford, Allan Dwan, Donald Crisp, Erich von Stroheim, W.S. Van Dyke, Tod Browning, King Vidor,
Henry King e Frank Capra.

Ministrante: Pedro Henrique Gomes
Crítico de cinema. Membro da ACCIRS - Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. É um dos editores da publicação "Zinematógrafo" e colaborador das revistas "Janela" e "Teorema". Publica o blog pessoal "Tudo é Crítica".

Curso
D. W. GRIFFITH: A CRIAÇÃO DO CINEMA NARRATIVO
de Pedro Henrique Gomes

Datas: 03 e 04 / Setembro (sábado e domingo)

Horário: 15h às 18h

Duração: 2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local: Cinemateca Capitólio
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Porto Alegre - RS)

Investimento: 
R$ 90,00
(Valor promocional de R$ 70,00 para as primeiras 10 inscrições por depósito bancário)
Formas de pagamento: Depósito bancário / Cartão de Crédito (PagSeguro - parcelado)

Material: Certificado de participação e Apostila (arquivo em PDF)

Informações:
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 9320-2714

Inscrições:

Realização:

Patrocínio:
Nerdz

Apoio:

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: NA VENTANIA



Sinopse: filme é ambientado na Estônia do período da Segunda Guerra Mundial, quando o país foi invadido por Stalin. Erna estudava filosofia e vivia no campo com seu marido e filha, quando foram separados e ela, junto com filha, foi enviada a uma fazenda de trabalhos forçados. Vivendo na mais difícil das condições, com apenas um pedaço de pão por dia, Erna se dedica a tentar estabelecer comunicação com o marido, que foi mandado para uma prisão.

Estreando como cineasta, Martti Held cria em Na Ventania um ótimo exemplo de como é possível pegar determinadas histórias que soam familiares, mas apresentá-las de uma forma diferente e soando como se elas fossem ainda inéditas para os nossos olhos. Claro que, não basta ser original na forma de filmar, mas também injetar altas doses de sensibilidade e que fazem com que o cinéfilo aceite a forma de se contar uma história de uma forma diferente. O resultado desses ingredientes é um filme com um visual arrebatador e que testa as nossas perspectivas com relação ao que vamos assistir em seguida.
A trama tem como pano de fundo o panorama histórico da deportação de 40 mil pessoas da Estônia, da Lituânia e da Letônia. Plano secreto de Stalin efetuado em 1941. O plano do ditador era limpar etnicamente os países bálticos dos seus povos nativos. Erna Tamm, personagem de Laura Peterson, foi uma dessas milhares de pessoas que foram subjugadas pelo regime da União Soviética e a sua história é a que é narrada nesse longa.
Esse recorte biográfico é contado a partir da narração em off de Laura Peterson que impõe a interlocução lírica das cartas de Erna Tamm das quais foram destinadas ao marido. Os primeiros minutos do filme contam com imagens de Erna, de seu marido Heldur (Tarmo Song) e de sua filha Eliide (Mirt Preegel) em uma casa de campo na Estônia. Essas imagens surgem como elas se fosse uma recordação, como se fosse o olhar de alguém revivendo um tempo mais dourado.
Porém, quando Erna e sua família tornam-se uma das pessoas destinadas aos campos de trabalho forçado na Sibéria, não somente sua vida muda drasticamente, como também a forma que o filme conta a sua história. A partir desse momento, testemunhamos algo poucas vezes visto num filme. É algo similar o que foi visto em filmes como de Lars Von Trier (Anti-Cristo e Melancolia), mas de uma forma não passageira, mas envolvendo a obra como um todo.
Um dos pontos altos de Na Ventania é sem sombra de dúvida a sua bela fotografia em preto e branco. Porém, como se isso já não bastasse, as cenas a partir da deportação de Erna tornam-se congeladas enquanto a câmera vai entre os personagens em cena, em planos “sequências” arrebatadores e poucas vezes visto no cinema. Isso nos dá o direito de testemunhar inúmeros detalhes em cena, fazendo a gente até acreditar que estamos assistindo somente um quadro sendo filmado, mas que logo percebemos pequenos movimentos dos atores, como o piscar de olhos, assim como o vento que bate em suas roupas.
Esse recurso potencializa o lado estético de uma forma implacável no longa, como se ele nos obrigasse a testemunhar cada detalhe de uma história de horror nua e crua da qual aquelas pessoas passam. O foco nos olhares e gestos das pessoas vistas em cena, não só nos prende atenção, como também ela nos atinge internamente. Os corpos das pessoas em cena se tornam uma espécie de palco para o nascimento de gestos, como se cada movimento deles fosse uma prova que eles ainda se encontram vivos, mesmo com todas as possibilidades dos cenários onde eles se encontram dizendo ao contrário. 
A fotografia em preto e branco, mais o lado estático das cenas, acabam se casando muito bem com a perspectiva da protagonista Erna possuía naquele momento. Isso se fortalece muito bem quando ouvimos uma das passagens das cartas que ela escreve “A cada noite tudo ao meu redor vira um triste quadro em preto e branco”. 
Com pouco mais de uma hora e meia, Na Ventania é uma pequena obra de arte do cinema recente. Aliada com uma bela, mas sombria trilha sonora, o filme ganha contornos cada vez mais líricos no decorrer da projeção, mas não escapando de uma sensação inevitável com relação ao inevitável fim de tudo, porém, recomeço para a personagem central. Um filme sobre fins e começos de uma guerra tola, mas que jamais deve ser esquecida. 




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Cine Dica: Pauta: Cris Lopes vive francesa chique em AGS, filme inspirado na arte do premiado Grande Hotel Budapeste



Cris Lopes vive francesa chique em AGS, filme inspirado na arte do premiado Grande Hotel Budapeste

A atriz internacional Cris Lopes é protagonista do filme AGS juntamente com o ator e roteirista Euler Santi, que se baseou na obra francesa de Jacques Rigaut dos anos 20, para compor este roteiro. A atriz interpreta a personagem Madame Christie na comédia de humor negro AGS - Agence Générale du S... que funciona como uma agência de suícidio procurada por seus clientes para escolherem uma morte excêntrica.  "Madame Christie é uma francesinha que adora acessórios e deseja muito conforto e luxo até mesmo para sua morte. Como a obra é de 1920 e aborda o tema do suícidio, o roteiro do filme foi adaptado com um toque bem leve e divertido e piadas sobre os dias de hoje como o excesso de consumo", afirma Cris Lopes.

Cris Lopes marcou presença na pré-estréia do filme AGS com sessão lotada no cinema Ultravisão durante o Festival de Nacional de Cinema Festcine Poços de Caldas 2016, recebendo prêmio pela produção do filme juntamente com o Diretor Rodney Borges. O filme foi produzido pelas produtoras R30 Filmes e Alterea Filmes (Dir. Produção Bruno Benetti) e a atriz Cris Lopes realizou a Direção de Arte de AGS utilizando alguns objetos de cena franceses de sua coleção pessoal nos cenários do filme.

Cris esteve nos principais e grandes estúdios europeus nos últimos 5 anos (França, Inglaterra, Itália) e atua em outros idiomas em filmes, com seu mais recente longa-metragem internacional canadense FREER (estréia 2017 Canadá & USA) e seu próximo longa também canadense a ser rodado em 2017, atuando em inglês.

Página oficial Filme AGS - Trailer, Entrevistas e Making Of: www.facebook.com/filmeags
        

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Cine Dicas: Em Blu-Ray, DVD, Netflix e locação via TV a Cabo: Batman: A Piada Mortal



Sinopse: Um dia ruim. É apenas isso que separa o homem são da loucura. Pelo menos segundo o Coringa, um dos maiores e mais conhecidos vilões das histórias quadrinhos. E ele quer provar seu ponto de vista enlouquecendo ninguém menos que o maior aliado de seu grande inimigo: o Comissário Gordon. Cabe ao Cavaleiro das Trevas impedi-lo.
Criada em 1988, o escritor Alan Moore (V de Vingança) e o desenhista Brian Bolland (Camelot 3000), criaram aquela que é considerada a história definitiva sobre o Coringa. A frente do seu tempo, a trama foi um sucesso de vendas e de crítica, ganhando muitos prêmios e sendo considerado rapidamente como obra prima. O fato de colocar heróis e vilões num patamar mais humano e bem próximo da nossa realidade foi algo corajoso, mesmo numa época que já tínhamos pérolas como Watchmen, também de Alan Moore.
Durante anos, muitos ficavam se perguntando se um dia haveria uma adaptação para o cinema da obra, ou até mesmo em animação. Quase trinta anos após o seu lançamento, a Warner decide então adaptar essa genial trama para um longa de animação e o resultado é bem satisfatório. Na realidade, a adaptação chega até mesmo melhorar alguns pontos da sua fonte original.
Para começar, os primeiros vinte minutos não começam como a trama como a gente conhece, mas sim com uma nova inserida, onde vemos uma aventura investigativa com Batman e Batgirl (Barbara Gordon), sendo que essa última se torna a verdadeira protagonista do início dessa trama. A meu ver, fizeram isso como uma forma de valorizar mais a personagem, já que quem conhece a trama original, sabe as consequências lhe marcaram pelo resto da vida. Aqui, vemos uma Barbara forte, mesmo com um desejo pelo homem morcego que pode lhe tirar dos trilhos, mas que conseguirá sua redenção, mesmo com o horror que irá passar nas mãos do palhaço insano.
Quando se encerra esse primeiro ato, é aí então que A Piada Mortal realmente começa e já ficamos nos preparando pelo pior que irá acontecer com os personagens. Bastante fiel a obra original, assistimos os planos doentios do Coringa em provar para o Batman que, basta um dia ruim, para enlouquecer que nem ele. Isso acaba envolvendo Barbara e seu pai, o comissário Gordon, e gerando um redemoinho de loucuras e caminhos sem volta. Ao mesmo tempo, a trama vem e volta ao passado, onde testemunhamos o passado do personagem, onde ele era apenas um comediante fracassado e que, na tentativa de ganhar algum dinheiro para sustentar a sua esposa, acaba caindo num buraco do qual nunca mais saiu.
Mas assim como nas HQ, o filme deixa claro que o próprio vilão não sabe ao certo se suas lembranças são reais ou apenas delírios vindos de sua mente. Isso e outros muitos motivos é o que tornam o Coringa um dos personagens mais fascinantes do universo do homem morcego e fazendo com que quaisquer palavras e atos vindos dele gerem inúmeras sessões de debates até hoje. É uma pena que, tecnicamente, a animação não faz jus à trama, já que ela é muito simples, mesmo com os cenários fieis a obra original.
Tanto na HQ, como no longa animado, a trama termina com um controverso final e que gera debates até hoje. Como se fossem dois lados da mesma moeda, Batman e Coringa talvez tenham mais em comum do que possam imaginar, sendo que apenas as suas escolhas é o que os separam e o fazendo estarem sempre em lados opostos. Os segundos finais, ambos se tornam iguais, fazendo da cena se tornar perturbadora, principalmente se ela for revisitada uma segunda ou terceira vez.
Com uma cena extra durante os créditos finais, do qual define muito bem o destino de um dos personagens principais, Batman: A Piada Mortal é item obrigatório para os fãs do Coringa, principalmente para compreender melhor do porque ele é um dos melhores vilões da cultura pop até hoje.    



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