Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Nos dias 26 e 28/Março; 02 e
03/Abril, estarei participando do curso "O que é um Documentário?",
criado pelo Cena Um e ministrado pelo jornalista Rafael Valles. Enquanto os
dias da atividade não chegam, por aqui, estarei postando sobre últimos
documentários nacionais e internacionais que eu assisti nos últimos anos.
Dzi Croquettes
sinopse: Em 1972 estreava o primeiro
show dos Dzi Croquettes. Com homens usando roupas femininas, de forma a mostrar
as pernas cabeludas e a barba, ele logo foi um sucesso. Apesar disto, foi
também banido pelo Serviço Nacional de Teatro. Incorporando o espírito da
contracultura reinante na época, os Dzi Croquettes usavam a irreverência para
criticar a ditadura militar brasileira.
Na época negra da Ditadura Militar,
o país sofreu muito: além de o governo controlar o povo com mão de ferro, houve
uma grande perseguição contra qualquer tipo de cultura e por isso, vários
filmes e musicas foram censurados na época. Em meio a esse horror, um grupo de
homens radicalizou de vez, apresentando shows onde se travestiam e apresentavam,
de entre outras coisas, historias com humor, musical, dança e muito teor
erótico, mas nada de muito explicito que incomodava a ditadura no principio. O
documentário pega do baú cenas raras desses homens que de tanto sucesso,
chamaram atenção de gente famosa lá fora, como Lisa Mineli, que em pouco tempo
se tornou madrinha do grupo e ajudou eles a fazerem sucesso no exterior como na
França. Os depoimentos de pessoas famosas atuais, pessoas do grupo que ainda
estão vivos, revelam detalhe por detalhe o dia o dia do que foi essa equipe,
que sem duvida influenciou e muito a liberdade de expressão, liberdade gay e
influenciou celebridades que seguiram seus passos de uma forma ou de outra,
como no caso de Claudia Raia e Miguel Falabella.
Um
documentário que merece registro, onde mostra um tempo em que em meio aos
punhos de ferro, tinham um grupo que não se intimidava em mostrar a sua cara e
fazer rir.
Nos dias 26 e 28/Março; 02 e
03/Abril, estarei participando do curso "O que é um Documentário?",
criado pelo Cena Um e ministrado pelo jornalista Rafael Valles. Enquanto os
dias da atividade não chegam, por aqui, estarei postando sobre últimos
documentários nacionais e internacionais que eu assisti nos últimos anos.
Fata Morgana
Sinopse: Uma viagem pela África,
poética e surreal, como um sonho, fragmentária, por ser destituída de qualquer
história, ainda assim amparada em uma coerência interna. Herzog confronta os
mitos da criação com imagens da destruição.
Documentário com belas imagens, mas
que se deve ser assistida com a mente aberta e adentrar sem pestanejar neste
mundo que Herzog filma sem pressa num vasto deserto. A proposta esta sobre a
criação da vida em meio ao nada e do nada surge à vida e da vida vem à destruição.
Complicado? Assistindo de começo ao fim tem então uma vaga idéia da proposta do
diretor. Homem surge do nada, com o nada ele cria e sua criação ele destrói
gradualmente nos anos que ele passa no lugar onde nasceu. Não é para qualquer
um, mas que representa muito bem o que é Herzog.
La Soufrière
Sinopse: Verão de 1976: há uma
ameaça de uma erupção devastadora do vulcão "La Soufrière" na ilha
de Guadalupe, Antilhas Francesas. A ilha é evacuada. Werner Herzog e sua equipe
de filmagem ficam para filmar a catástrofe – e aguardam a erupção em vão.
Assim como seus personagens dos seus
filmes, Werner Herzog é alguém que vai alem dos seus limites sem se importar
com os riscos que ira aparecer a sua frente. Só mesmo explicando dessa forma
para tentar entender os motivos que ele levou a adentrar em uma cidade fantasma,
que havia sido abandonada com a ameaça da explosão de um vulcão. Durante o
documentário, vemos imagens assustadoras de ruas desertas, casas abandonadas,
assim como pobres animais que ficaram para traz e sem ter tido um pingo de
esperança.
Um dos pontos altos do documentário
esta na entrevista de duas pessoas, que se recusaram a sai da cidade e aceitam
a morte com tamanha facilidade, unicamente pelo fato que um dia irão morrer
mesmo, então ficar ali para morrer ou depois não fará a mínima diferença. São
depoimentos humanos de pessoas simples, que possuem poucos recursos, mas tem
muito a dizer. No fim a erupção jamais aconteceu, mas serviu para colocar no
mapa a situação humilde da ilha de Guadalupe e do lado imprevisível da mãe
natureza.
Lições da Escuridão
Sinopse: Pouco antes da segunda
Guerra do Golfo, tropas iraquianas incendiaram campos de petróleo e terminais
durante sua retirada do Kuait. Herzog e seu cinegrafista tentam registrar o
inconcebível, o apocalipse, através de suas imagens.
Através de
imagens aéreas vibrantes, Herzog testemunha o inferno na terra quando os campos
de petróleo começam a pegar fogo e tanto o céu como a terra vira um mar negro
em chamas com imagens e depoimentos de pessoas afetadas por uma guerra sem
sentido. Curiosamente vendo essas imagens, não me surpreenderia se Sam Mendes
tivesse se inspirado nessa obra de Herzog para criar uma das cenas chaves do
filme Soldado Anônimo.
Nos dias 26 e 28/Março; 02 e
03/Abril, estarei participando do curso "O que é um Documentário?", criado pelo Cena
Um e ministrado pelo jornalista Rafael Valles. Enquanto os dias da atividade não
chegam, por aqui, estarei postando sobre últimos documentários nacionais e
internacionais que eu assisti nos últimos anos.
Diário de uma Busca
Sinopse: Celso Afonso Gay de Castro
morreu aos 41 anos, em
Porto Alegre. Exilado pela ditadura militar brasileira, ele
percorreu Argentina, Venezuela, Chile e França, sempre carregando consigo sua
família. Só que sua repentina morte jogou por terra o ideal político existente.
Não e fácil montar um quebra cabeça
de vários fatos de quando se era criança, mesmo quando a vida dessas, era um
tanto que diferente da vida de outras crianças. Mas persistente como é, Flávia
Castro foi a fundo, entre fatos e meia verdades sobre vida do seu pai, Celso
Castro, que morreu de causas ainda hoje misteriosas em Porto Alegre no ano
de 1984. O interessante, é que o documentário não se prende ao caso policial em
si, mas sim nas lembranças, pelo olhar ainda inocente de Flavia, nos anos que
ela e sua família ficavam passando de país em país, num tempo em que boa parte
dos países Sul Americanos vivia em conflitos e golpes políticos, tendo como o
foco, as descrições bem definidas do seu dia a dia, como quando ficava por dias
isolados em um único quarto enquanto o mundo prosseguia no outro lado da
janela.
Os
depoimentos de familiares e pessoas ligadas a Celso são outro ponto chave do
filme, pois são por eles que temos uma definição de como ele era, não como um
guerrilheiro ou revolucionário, mas como um homem comum e com seus defeitos.
Agora o que levou a sua morte, qual é o seu verdadeiro significado, isso o
filme não responde, mas sim é o próprio espectador que deve tirar suas próprias
conclusões. Portanto o filme termina e Flavia nos da às costas, mas a historia
processe em nossas mentes, sendo essa (talvez) a principal intenção da
diretora.
Bom, chego ao final desse especial
sobre os filmes de Brian de Palma e que antecede minha participação do curso
sobre ele pelo CENA UM. Abaixo, segue uma matéria especial de um filme ainda inédito
dele em nossos cinemas e que merece ser conferido, não importa de que forma.
Guerra Sem Cortes
(Redacted)
Sinopse: Um esquadrão
de soldados americanos está parado em um posto no Iraque, convivendo com a
população local e a mídia instalada na região. Cada grupo destes é afetado pela
guerra de forma distinta, e suas histórias são contadas pelas imagens criadas
no momento: um soldado produz um vídeo-diário, uma equipe francesa filma um
documentário, sites árabes colocam cenas de insurgentes plantando bombas,
mulheres mandam mensagens para seus maridos via blogs e o You Tube revela a
barbaridade existente na guerra.
Durante boa parte da
minha vida que assisto filmes, tanto no cinema como em casa, normalmente jamais
recuo ou fecho os olhos quando assisto uma imagem do mais puro terror, Talvez
porque lá no fundo do meu subconsciente, algo grita dizendo que aquilo, por
mais forte que seja, é uma ficção. Contudo, talvez o ser humano seja preparado
a assistir a uma imagem forte, porém artificial, mas jamais estará preparado
para ver o horror da realidade e meu “ser” não estava preparado para os
segundos finais de uma das ultimas obras realizadas por Brian De Palma.
Mas cinema é isso:
seja para entreter, fazer reflexão ou simplesmente dar uma tapa na cara e fazer
o cinéfilo acordar para a realidade. Num mundo “pós governo Bush”, haverá
outros filmes como esse, que não terão papas na língua para escancarar a
idiotice que foi a invasão do Iraque, mas enquanto não houver mais filmes sobre
o assunto, esse será o melhor representante do que foi toda essa guerra. Com
pouco mais de cinco milhões de dólares do bolso e feito no formato digital, De
Palma cria um falso documentário que retrata a historia real de um grupo de
soldados norte americanos que estupra e assassina uma jovem de 15 anos
Iraquiana, além de fuzilar toda a sua família por meio de um ato cruel e sem
sentido. De Palma culpa quem nesse episódio? Culpa o governo norte americano
que inventou a mais fajuta desculpa para invadir aquele país? Culpa os soldados
despreparados que não souberam administrar seus atos em meio à guerra? Culpa a
própria guerra em si, que faz nascer o pior de nos?
A resposta para isso
talvez seja um tanto difícil e que com certeza, para encontrá-la, se alonga por
muito tempo a busca, mas está mais do que provado que De Palma, assim como
muitos, foi contra a essa guerra que acabou tirando inúmeras vidas de ambos os lados.
O filme não tem heróis e tão pouco vilões, pois tudo que se vê são seres
humanos, que acabam por ficarem cegos demais perante o que acham certo ou
errado, perante as suas crenças duvidosas e perante a espera interminável pelo
inevitável ataque vindo de qualquer lugar. Tudo que se vê, são pessoas que se perdem
nas estribeiras de um inferno que não pediram para estarem ali. E para fazer
todo esse terrível cenário, De palma está quase que irreconhecível, pois o
filme em nada lembra sua pirotecnia com a câmera e sim lembra mais um filme
realmente amador e cru e o diretor aproveita para escancarar que, por mais que
o governo tente censurar um determinado ato, não existe mais como. Isso graças à
tecnologia rápida atual como a internet, em que inúmeras pessoas usam e abusam
para escancarar e fazer a sua critica, um retrato mais do que atual e que o
diretor soube muito bem retratar
Os momentos de pura
tensão como o ato do estupro e a decapitação de um determinado personagem feito
por um grupo terrorista, são de momentos que o espectador prende a respiração.
Contudo, o diretor jamais nestes momentos quer ser 100% explicito e com isso a
câmera se afasta, ou determinado personagem fica na frente do aparelho, sendo
isso tudo para fazer o espectador ficar ainda mais aflito, ou fazer-lo imaginar
o que esta acontecendo nos segundos em que o diretor tenta esconder o terror
dos nossos olhos, mas que o pior estava por vir. Após a declaração em forma de
desabafo de um determinado personagem sobre o que viu na guerra, o diretor joga
na tela fotos de cenas que mostram o horror desse conflito, como mortos e
feridos, mas nada me preparou para a foto da verdadeira menina de 15 anos estuprada
e morta pelos soldados norte americanos. Sinceramente não esperava por aquilo e
foi um verdadeiro baque para o meu cérebro que tentou, mas não conseguiu
esquecer-se daquela cena. Alias isso me fez me lembrar de outro filme de
guerra, a animação Valsa com Bashir, no qual o protagonista tenta, mas não se
lembra do que lhe ocorreu na guerra do Líbano, sendo que o motivo veio como
resposta no final do filme com cenas terríveis dessa guerra no qual o
protagonista, perante o horror do que viu, subconscientemente fez por esquecer
daquilo tudo. No meu caso não participei de uma guerra, e sim simplesmente vi
uma terrível cena na qual, depois da sessão tentei, mas não consegui esquecer,
felizmente, a luz do sol da tarde me serviu de consolo.
Em Apocalipse Now foi
dito que a guerra era um horror. Em Guerra ao Terror foi dito que a guerra era
uma droga, sendo essas duas palavras não precisaram ser ditas no filme de Brian
de Palma, elas simplesmente irão soar na mente de cada espectador que for
assistir a esse filme, que é para poucos, mas basta um para dizer o que viu,
seja numa guerra ou em um filme que retrate ela de maneira real, nua e crua.
Nota: Infelizmente esse filme se
encontra ainda inédito nos cinemas e sem previsões de chegar em DVD no Brasil.
Tive o privilegio de participar de uma sessão especial e debate seguido no Cinebancários
de Porto Alegre tempos atrás. Para a direção dessa sala os meus parabéns.
Leia também:BRIAN DE PALMA: O PODER
DA IMAGEM: Partes 1,2,3,4,5,6,7 e 8.
Sinopse: Oscar Diggs
(James Franco) trabalha como mágico em um circo itinerante, é bastante egoísta,
mas é seu envolvimento com mulheres que o acaba levando para uma mágica
aventura na Terra de Oz.
A Parte dos Anjos
Sinopse: Robbie (Paul
Brannigan) escapa, por pouco, de uma sentença de prisão. Ele acaba de ter um
filho com a namorada Leonie (Siobhan Reilly) e promete que o futuro do
primogênito será diferente de tudo que viveu. Durante o serviço comunitário,
ele conhece pessoas que enfrentam a mesma dificuldade de encontrar emprego e
descobre um dom em degustação de whisky, que pode mudar suas vidas para sempre.
Amigos Inseparáveis
Sinopse: Em 'Amigos
Inseparáveis', dois criminosos idosos decidem chamar os antigos companheiros
para uma última noite de trapaças, quando um deles é contratado para executar o
parceiro.
Amor é Tudo o que
Você Precisa
Sinopse: AMOR É TUDO
O QUE VOCÊ PRECISA é uma comédia romântica, passada em Sorrento e na Costa
Amalfitana, na Itália. Duas famílias muito diferentes encontram-se em uma casa
de campo na Itália para festejar um grande casamento, planejado nos mínimos
detalhes. Mas nada ocorre como esperado... Em meios aos preparativos da grande
festa, muita confusão, encontros, desencontros e grandes revelações.
Mulheres Africanas -
A Rede Invisível
Sinopse: Este
documentário apresenta a trajetória de lutas e conquistas históricas da mulher
africana em diferentes países do continente africano. São retratadas não apenas
as grandes líderes reconhecidas que têm se destacado em diferentes áreas, mas
também as mulheres comuns, igualmente corajosas e vitoriosas em suas lutas do
dia-a-dia.
O Quarteto
Sinopse: Membros de
um mundialmente renomado quarteto de violino lutam para continuarem juntos.
Tainá 3 - A Origem
Sinopse: Depois de Tainá – Uma
Aventura na Amazônia e Tainá 2 – A Aventura Continua, a indiazinha mais famosa
do Brasil está de volta. E desta vez o público poderá descobrir como começou a
saga da pequena guerreira. Em Tainá – A Origem, Tainá, uma indiazinha órfã de
cinco anos, que sonha em se tornar uma guerreira e descobrir sua verdadeira
origem, faz amigos surpreendentes como Laurinha (Beatriz Noskoski), uma garota
da cidade, perdida na selva, e Gobi (Igor Ozzy), um indiozinho nerd.