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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Star Wars: O Mandaloriano e Grogu'

Sinopse: Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger tudo pelo que a Rebelião lutou, eles recrutam a ajuda do lendário caçador de recompensas mandaloriano Din Djarin e de seu jovem aprendiz Grogu.

A série "O Mandaloriano" foi o pontapé inicial para que a Disney pudesse explorar ainda mais o universo expandido de Star Wars para a TV. Com três temporadas de grande sucesso, muitos se perguntavam se o estúdio exploraria uma nova aventura futura de Din Djarin e seu fiel jovem Grogu. Eis que então a resposta vem através de um longa-metragem, "Star Wars: O Mandaloriano e Grogu" (2026), produção nem um pouco pretensiosa, mas que basicamente nos entrega uma aventura escapista genuinamente redonda.

Dirigido por Jon Favreau, a trama dá continuidade aos acontecimentos vistos nas últimas temporadas da série, onde vemos o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e seu jovem aprendiz Grogu sendo, de vez em quando, contratados pela Aliança a serviço de uma nova missão. Em uma nova aventura, os protagonistas enfrentam os sucessores de Jabba, o Hutt, além de diversas criaturas e caçadores de recompensa. Nesta cruzada, Grogu terá que demonstrar todo o seu potencial através da Força.

Existe aquele velho ditado que diz que em time que está ganhando não se mexe, e talvez seja isso o que melhor represente esse novo longa-metragem. Se formos analisar de uma forma mais fria, é mais do que óbvio que a trama inicialmente era para ser inserida em uma quarta temporada, mas era questão de lógica os produtores um dia explorarem os protagonistas no cinema. O resultado é um filme sem nenhuma pretensão de reinventar a roda, mas sim de nos brindar com uma boa aventura à moda antiga.

Talvez essa seja a carta escondida na manga do baralho, pois a história não tem nada de novo e não coloca a relação do Mandaloriano com Grogu em um novo patamar, mas sim mantém fiel o que já havia sido construído. Porém, isso não é algo negativo, visto que a relação de pai e filho entre os dois protagonistas sempre foi o coração pulsante da série como um todo, e mudar isso poderia gerar um certo risco. O charme do filme está no fato de vermos queridos personagens na tela grande e disso ninguém poderá discordar, diga-se de passagem.

Porém, é preciso reconhecer o quanto o roteiro colabora para que Grogu se torne não um mero personagem fofinho para ser apreciado na tela, mas sim uma figura enigmática e de grande potencial no decorrer da história. Em um determinado momento, por exemplo, ele se torna a única salvação do protagonista, passagem da trama que se torna o melhor momento do longa. Ao mesmo tempo, é muito bom ver os realizadores conseguindo fazer uma homenagem de forma simbólica ao mestre Yoda de quando o conhecemos pela primeira vez em "O Império Contra-Ataca" (1980).

Em termos de ação, o filme possui o mesmo ritmo do que foi visto na série, mas em uma escala maior no que diz respeito aos efeitos visuais. Porém, é curioso observar que em nenhum momento se nota um CGI de forma desnecessária; pelo contrário, o recurso colabora para o melhor desenvolvimento da trama. Além disso, em tempos em que está cada vez mais raro sentirmos "peso" em cenas digitais, é interessante constatar que sentimos algo verossímil em alguns momentos, principalmente nas cenas em que os X-wings surgem em tela.

Acima de tudo, o filme se casa com a proposta bem antiga que George Lucas pretendia com Star Wars, ao criar uma aventura despretensiosa e que remetesse aos velhos tempos dos seriados matinais e dos filmes de aventura e ficção científica. A franquia pode ter amadurecido conforme os anos foram passando, mas nunca é demais apreciarmos um longa sem nenhuma ambição aparente, que nasceu somente para entreter de uma forma positiva. Sem nenhuma vaidade, mas sendo fiel à sua raiz primordial.

"Star Wars: O Mandaloriano e Grogu" é uma aventura espacial despretensiosa, escapista e que não tem medo de demonstrar não ser nem um pouco ambiciosa.

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quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Cine Dica: Streaming - 'The Mandalorian - 3ª Temporada'

Sejamos francos conosco com relação a "O Livro de Boba Fett" (2021) que revisto hoje ele serviu somente como preludio para a terceira temporada do Mandaloriano. O caso que a Disney com o seu poder em mãos conseguiu criar um grande personagem que vai muito além do clássico caçador de recompensas e provando que o universo criado por George Lucas pode sim ir muito mais além do que o protagonismo dos jedis. Neste terceiro ano a realidade dos Mandalorianos se expande e fazendo a gente conhecer ainda mais as suas raízes.

Conhecemos o seu planeta de origem, além de testemunharmos a estabilização de uma vez por todas da relação do protagonista com o seu pequeno Yoda e que se torna o seu filho adotivo. Infelizmente a série decai um pouco se formos compará-la com as temporadas anteriores, pois roteiristas se apressam em dar soluções rápidas com relação as pontas soltas da trama. Ao menos há alguns episódios que são maravilhosamente bem dirigidos, como aqueles realizados pela atriz e diretora Bryce Dallas Howard e fazendo a gente torcer que se mantenha no ramo da direção.

Vale destacar as incríveis cena de ação, tanto do espaço como em terra e não devendo em nada ao que é visto da franquia quando ela é levada ao cinema. Como sempre, Pedro Pascal faz a sua parte e nos brindando novamente com uma ótima interpretação mesmo usando máscara em toda a temporada. Porém, Bo-Katan (Katee Sackhoff) rouba a cena e se torna a verdadeira protagonista dessa temporada e fazendo a gente imaginar que a princesa mandaloriana possa futuramente ganhar uma série ou filme só para ela.

Com uma terceira temporada que se encerra de forma bem redondinha, o futuro de "The Mandalorian" é ainda uma incógnita, mas até aqui a missão se encontra cumprida. 

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