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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cine dica: Streaming – 'Down: O Elevador da Morte'

Sinopse: O casal de recém-casados Marina e Anton, em vez de viajar para a lua de mel, fica preso em um elevador no 60º andar com um homem misterioso e vingativo.

Não é a primeira nem a última vez que vemos filmes cuja trama principal se passa dentro de um elevador. Se por um lado esse cenário serve como abertura para um filme de ação, como em "Velocidade Máxima" (1994), por outro, "Demônio" (2010) faz do local o último lugar onde alguém gostaria de estar. "Down: O Elevador da Morte" (2026) é um filme russo que possui uma premissa interessante, mas decai ao apostar em ideias já muito exploradas pelo cinema americano.

Dirigido por Marius Vaysberg, a história acompanha Marina (Yuliya Melnikova) e Anton (Egor Bulatkin), um casal que acaba de oficializar a união e está prestes a embarcar para a tão sonhada lua de mel. No entanto, os planos românticos são interrompidos de forma abrupta quando os dois entram no elevador de um arranha-céu de luxo. Eles ficam presos no local junto a um estranho (Igor Mirkurbanov), que, aos poucos, demonstra ser muito mais do que aparenta.

Devido a questões políticas, o cinema russo já teve dias melhores — principalmente na época de nomes como Andrei Tarkovsky, Sergei Parajanov e Mikhail Kalatozov. Hoje, ao menos, a indústria local procura alternar entre um cinema autoral e produções comerciais, como os gêneros de ação e ficção científica. O filme de Marius Vaysberg, por sua vez, demonstra que os realizadores conseguem entregar um suspense de horror eficiente, mesmo quando nos passa uma constante sensação de déjà vu.

A obra acerta ao criar um clima claustrofóbico, fazendo o espectador se perguntar qual será o verdadeiro destino dos protagonistas. Ao mesmo tempo, o cineasta pesa a mão na fórmula ao introduzir muitas armadilhas dentro do cenário, soando como algo que já assistimos em outros longas, como a franquia "Jogos Mortais". Porém, o filme ganha a nossa atenção com o surgimento da terceira figura, interpretada pelo ótimo ator Igor Mirkurbanov.

Com uma personalidade forte e uma presença que amedronta, o intérprete consegue construir um personagem ameaçador que, infelizmente, poderia ter ganhado maior espaço em cena. Em contrapartida, o roteiro inventa um quarto personagem misterioso, que acaba arquitetando novos jogos doentios para o casal central enfrentar. Por conta disso, a trama chega a um ponto inverossímil, restando ao público apenas aceitar o que está acontecendo.

Yuliya Melnikova e Egor Bulatkin até se esforçam em seus respectivos papéis, mas não transmitem química em momento algum. Ao menos, são capazes de se entregar a atuações que exigem bastante preparo físico, sobressaindo-se nas cenas de chutes e socos. Mas o final, previsível diga-se de passagem, somente nos brinda com uma lição de moral convencional, que não eleva o filme ao patamar que ele poderia ter alcançado se tivesse sido mais bem desenvolvido.

Em suma, "Down: O Elevador da Morte" é um passatempo divertido para aqueles que não exigem uma história original, mas buscam apenas boas doses de um suspense convencional.

Onde assistir: A partir do dia 25 no Adrenalina Pura+


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