Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do
curso “Cinema Japonês: Do Clássico
ao Contemporâneo”, realizado no
Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado
pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui,
estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do
outro lado do mundo.
A Balada de Narayama (1983)
Sinopse: No fim do século
XIX, em um pequeno vilarejo japonês, o morador que completa 70 anos de idade
deve subir ao topo de uma sagrada montanha e aguardar por sua morte. Aquele que
se recusa a cumprir a tradição, traz a desonra para sua família. Mas para Orin
(Sumiko Sakamoto), uma senhora de 69 anos, procurar uma esposa para o seu filho
mais velho, Tatsuhei (Ken Ogata), é mais preocupante do que cumprir a amarga
tradição.
Vencedor da palma de Ouro no
Festival de Cannes em 1983, balada de Narayama é um belo e sensível filme do
diretor Shohei Imamura, o primeiro realizador japonês a receber duas Palmas de
Ouro no Festival. Embora cru em alguns momentos, onde mostra que as tradições estão
acima de qualquer coisa, o filme nos rende belas imagens, seja quando os
protagonistas encaram seu passado, ou quando tem que fazer a dura jornada pela
montanha, e sacrificar o seu parente.
Imamura retratou muito bem esse costume
tradicional, mas ele foi muito além disso. Procurou mostrar, por exemplo, que
apesar do estado de ignorância e da vida vegetativa que levavam os moradores de
certo vilarejo, carregavam ainda um forte senso fraternal e comunitário. Exemplo
é quando é retratado a venda de bebês, que embora passe desconforto para quem assista,
eles agiam dessa maneira, para então não matá-los, embora houvesse certas exceções.
Um filme que retrata muito bem o lado psicológico
de certos povos e o que levavam a eles agirem em determinadas situações, ao
encarar pela primeira vez, as suas tradições.
Nos dias 14 e 15 de abril, estarei
participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”,
realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e
ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E
enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei,
sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.
Eros + Massacre
Sinopse: Cinebiografia
do anarquista Sakae Osugi (1885-1923), assassinado pela polícia, a partir de
seus relacionamentos amorosos. Paralelamente, duas estudantes pesquisam sobre
as teorias políticas e as idéias de amor livre que ele defendia.
Obra máxima de Yoshishige Yoshida. O filme é uma análise ousada de sexo, política, revolução e arte no Japão moderno, que se desloca para trás e para frente entre as décadas de 1910 e 1960. Longo e complexo, mas com conteúdo inspirador e cinematografia encantadora. Um dos destaques do cinema do pós-guerra japonês.
Quase por unanimidade, aclamado como obra-prima, por um lado, temos o anarquista 1910 e defensor do amor livre, Osugi Sakae, e seu relacionamento com três mulheres, no outro casal anos 1960 e um dos estudantes radicais. A luta entre a lógica do sexo masculino e feminino e paixão o atrito entre as décadas de 1910 e a realidade da década de 1960 convergem em um instante de massacre. Passado e presente se misturam: os atores andar de um fuso horário para outro. Em vez de uma "realidade rantir uma experiência mais gratificante e fizeram Eros + Massacre em um dos destaques do cinema do pós-guerra japonês. Primeiro filme Yoshida para ser exibido fora do Japão mais do que merecido.
Apesar
de estar na moda atualmente, o 3D já é uma ferramenta antiga na historia do
cinema, mais precisamente, foi há exatos 60 anos (completados ontem), quando
foi lançado o filme Museu de Cera (estrelado por Vincent Price). De lá pra cá,
muita coisa mudou, como o famigerado óculos de papel (com as lentes verdes e
vermelhas) substituído por óculos de plástico resistentes e que não cansam
(dizem) os olhos.
Após
o sucesso retumbante de Avatar, o 3D atual já sofreu altos (A invenção de Hugo
Cabret) e baixos (Fúria de Titãs). Resta saber, se essa ferramenta antiga, mas
aperfeiçoada atualmente, irá resistir nos próximos anos, ou até mesmo nos próximos
meses. Confiram abaixo, a minha primeira impressão que eu tive, sobre Museu de Cera.
Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando
do curso “Cinema Japonês: Do Clássico
ao Contemporâneo”, realizado no
Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado
pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui,
estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do
outro lado do mundo.
A Marca do Assassino (1967)
Sinopse: Um assassino quer subir de cargo na máfia, nem que para isso tenha que
destruir todos os outros.
Ao fim de quarenta longa metragens como cineasta, em
pouco mais de dez anos de trabalho, Seijun Suzuki foi dispensado da Nikkatsu, cultuada
produtora niponica. Os motivos foram justamente por sua obra prima, este A
Marca do Assassino (KOROSHI NO RAKUIN), que pela visão da crítica, era uma obra
prima, mas visto como incompreensível e não aceito pelo presidente da
companhia, Kyusaku Hori. O filme valeu-lhe uma saga no processo judicial pela
luta dos direitos das suas obras. Ao fim de três longos anos, Suzuki, mais do
que uma vitória merecida, conquistou o estatuto de cineasta de culto no Japão e
despertou inúmeras atenções pelo mundo afora. Infelizmente nos anos seguintes,
ficou reduzido a trabalhos menos para a televisão.
Revendo Marcas do Assassino, percebesse que Seijun Suzuki, não só bebeu muito da fonte da Nouvelle
vague francesa, como também do gênero gangster do cinema americano do inicio dos
anos 30. Injetando momentos de humor negro, erotismo e situações incomuns (como
a obsessão do protagonista pelo arroz), não é a toa que muitos não compraram a
idéia que o diretor quis passar, mas felizmente o tempo provou que estavam errados, e
não me surpreenderia que o filme tivesse servido de inspiração para outros
cineastas futuramente, como no caso de Tarantino.
Elogiado
documentário do ano passado, ganha nova chance de exibição no Cinebancários.
Sinopse:
O dia a dia de
cinco jovens músicos em suas audições, estudos e ensaios para orquestras de
Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo os conflitos, a paixão e
a disciplina que precisam ter para seguir a vocação artística.
Curiosidade: José
Joffily pesquisou nas principais orquestras sinfônicas do país para encontrar
os personagens do documentário.
Mais informações, você confere na pagina da sala
clicando aqui.
Nos
dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinemaFrancis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui,
estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do
outro lado do mundo.
Contos da Lua Vaga (1953)
SINOPSE: No Japão do século 16, dois oleiros, um
ambicionando ficar rico, o outro obcecado por se tornar samurai, levam à
perdição suas esposas devotadas por causa de seus sonhos insensatos.
Obra prima do diretor
Kenji Mizoguchi (O Intendente Sansho), que embora se vereda para o gênero do fantástico,
a trama por vezes soa simples, mesmo quando a trama adentra em situações inexplicáveis.
É bem da verdade, que o filme é uma espécie de conto de fadas sombrio nipônico,
onde se coloca dois homens em busca de seus sonhos, mas a tal busca, faz com
que eles se ceguem de tal forma, que faz esquecer-se de suas mulheres, que
ficam a beira da ruína e em meio a uma guerra sem sentido. De um lado, tem o ingênuo
homem em busca de realizar o seu sonho de ser samurai, nem que para isso largue
tudo, inclusive sua esposa. Do outro, temos um artesão, que na busca de
sustentar sua mulher e filho, acaba adentrando num universo cheio de riquezas e
luxurias.
Esse segundo alias, é
o melhor da historia, onde a trama se encarrega de levantar várias perguntas que
ficam no ar, para pessoa que for assistir: Seria os acontecimentos com o
personagem algo real? Ou seria tudo fruto de sua imaginação febril? As
respostas podem soar um tanto que fáceis, dependendo é claro, se a pessoa que
for assistir, tiver uma mente aberta para as inúmeras possibilidades!
Se formos aceitar
facilmente tais acontecimentos mostrados na tela, o filme seria muito bem
aceito nos dias de hoje, principalmente para aqueles que seguem a doutrina espírita.
Ou então, podemos ir para outro caminho, se levarmos em conta que tais
acontecimentos, seriam somente momentos abstratos ou algo mais. Podemos ir por
esse lado, se lembrarmos dos primeiros segundos da trama, onde a câmera foca um
plano aberto, para daí focar um lago, para segundos depois desaparecer sem mais
nem menos, dando prosseguimento ao movimento, que termina na família
protagonista.
Com
essas e outras interpretações, o filme também possui um dos mais belos visuais
do cinema japonês de antigamente. Onde a fotografia de produção fala por si,
com tons em preto e branco, que podem muito bem ajudar em momentos líricos de
paz, como também em momentos de apreensão e suspense sutil.
Curiosidade:
Vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza.
O cineasta Theo Solnik
estará presente, nas duas únicas sessões de seu filme, Anna Pavlova Vive em
Berlim, na mostra Arte Doc, que ocorre na Sala P.F Gastal da Usina do Gasômetro.
Anna Pavlova Vive em
Berlim
Sinopse: Anna Pavlova, rainha russa da
noite, incorpora como ninguém a felicidade e a tragédia das intermináveis
festas da Berlim de hoje. Perdida no limiar entre a insanidade e uma rara
lucidez poética, caminhando sozinha pelas ruas da cidade, ela nos leva para o
lado escuro da lua da vida noturna. Anti-heroína da civilização, a sua
existência é uma tentativa desesperada de viver numa felicidade sem fim,
fugindo do mundo que começa quando a festa termina.
Mais informações da mostra, você encontra
na pagina da sala clicando aqui.
Nos dias 14 e 15
de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao
Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e
ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E
enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei,
sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.
VIVER
Sinopse: Kanji
Watanabe é um burocrata de longa data que não liga para nada que não o
interesse. Quando descobre que está com câncer, decide construir um playground
em seu bairro, tentando descobrir um sentido para sua vida. Desengavetando o
projeto de anos atrás, ele enfrenta diversos problemas para conseguir construir
o parquinho, começa a se envolver mais com os habitantes do local, inclusive
brigando com sua família e superiores, por terem considerado que ele
enlouqueceu com a notícia.
Em 1952, o mestre
Akira Kurosawa, faz um retrato fiel dos últimos dias de vida de um homem, que na
realidade já estava morto em vida. Pungente e doloroso, tem um lirismo acentuado, isso graças a atuação de Takashi Shimura. Exige certa atenção especial, mas não
cansa em nenhum momento, isso graças a direção segura de Akira Kurosawa.
Curiosidades: Takashi
Shimura se tornou um dos mais queridos atores de Akira Kurosawa. Além de
“VIVER” atuou em outros filmes do diretor como Sete Samurais, Cão Danado, Barba
Ruiva e etc..
No ocidente Takashi Shimura se tornou mais
mundialmente conhecido por ter atuado no primeiro filme de Godzilla.
Chegamos a um feriadão de Páscoa,
e com isso, muitos pessoas irão viajar, mesmo com esse tempo instável. Devido
ao feriado, poucas estreias chegam ao circuito, mas pelo menos, são
significativas, como a aguardada produção brasileira Xingu, que já havia sido
exibida, numa sessão especial, do ultimo festival de verão de Porto Alegre.
Lembrando, que durante esse feriadão,
estarei descansando e revendo alguns clássicos do cinema japonês, para então
postar no meu blog e me preparar para o próximo curso do CENA UM, que será todo
voltado ao cinema oriental. Para todos um ótimo feriadão e uma feliz Páscoa.
Confiram as estreias.
: XINGU
Sinopse: Três irmãos decidem
viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João
Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, Villas-Bôas alistam-se na expedição
Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga
começa com a travessia do Rio das Mortes e logo os irmãos se tornam chefes da
expedição e se envolvem na defesa dos índios e de sua cultura, registrando tudo
num diário batizado de “Marcha para o Oeste”. Numa viagem sem paralelo na
história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros
de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas
e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos
Villas-Bôas conseguem fundar o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e
reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país
como a Bélgica. Na aventura, os irmãos Villas-Bôas conseguem passar pelo
território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos
os lados. Ao recontar a saga dos irmãos, o longa acompanha essa grande luta
pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os
Villas-Bôas em heróis brasileiros.
O PORTO
Sinopse: "O PORTO"
conta a história de Marcel Marx, um escritor aposentado que se exilou
voluntariamente na cidade portuária de Le Havre, onde exerce a profissão de
engraxate de sapatos. Ele abandonou toda e qualquer ambição literária e vive em
um mundo reduzido, formado pelo restaurante da esquina, seu trabalho e sua esposa
Arletty. Inesperadamente, o destino coloca bruscamente em seu caminho um jovem
imigrante africano ao mesmo tempo em que sua esposa fica gravemente doente.
Novamente Marcel deve combater o muro frio da indiferença humana para tentar
ajudar o jovem imigrante.
Espelho Espelho Meu
Sinopse: A Rainha Má precisa
casar com o rico Príncipe para salvar seu reino que está indo à falência. Mas o
Príncipe está apaixonado por Branca de Neve e para conquistá-lo a Rainha
expulsa Branca de Neve para floresta. Lá ela encontra e recebe a ajuda dos
divertidos anões para lutar e reconquistar seu trono e o amor de sua vida.
Nessa releitura do clássico conto dos irmãos Grimm você descobrirá um mundo
cheio de magia e comédia para toda a família.
Nos dias 14 e 15 de
abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao
Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado
pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o
evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre
grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.
O IMPERIO DOS SENTIDOS
Sinopse: Proibido na
sua primeira exibição no Festival de Nova York de 1976, esta obra-prima do
erotismo, pe baseada em um dos mais famosos escândalos do Japão. Esta é a
história de uma ex-prostituta que acabou se envolvendo em um obsessivo caso de
amor com o mestre da casa onde trabalha como doméstica. Aquilo que começou como
uma diversão casual, atinge níveis em que a paixão não encontra mais seus
limites.
Nagisa Oshima já
era um veterano do cinema do Japão, tendo sido inclusive, ter feito parte do
grupo de jovens cineastas, que criaram ótimos filmes, No inicio dos anos 50,
que muitos consideram esse período, como "Nouvelle Vague" do cinema japonês. Mas
foi somente em 1976, que Oshima ganhou os holofotes pelo mundo, através desse
filme erótico provocante e que tem muito a dizer.
Lembrando um
pouco elementos de sucesso do clássico O Ultimo Tango em Paris, acompanhamos os
encontros sexuais do casal central da trama, cujo os encontros, vão evoluindo
de tal forma ao longo da projeção, que culmina num dos momentos mais inesperados
daquela época. Sexo, loucura e morte atravessam juntas a cada cena, numa espécie
de ritual, onde cada ato não é o suficiente para saciar ambos. Devido a isso, o
filme foi considerado em muitos países como obsceno e impróprio para ser
assistido, mas devido a toda essa polemica, atraiu milhares de cinéfilos curiosos,
para ver cenas eróticas, até então limitadas ao mercado da pornografia.
Muitos tentam
entender a mensagem que o filme passa. Talvez a mais valida, seja que, a
entrega dos protagonistas para um sexo sem limites, tenha sido um símbolo de um
final de uma época. Sendo que os anos de 1960, onde a paz, amor e o sexo sem
limites dos jovens daquele tempo, estavam sendo ultrapassados, por uma
sociedade e política mais conservadora. Talvez a intenção do cineasta nunca
tenha sido polemizar, mas sim criar um filme premonitório, embora outras teorias
possam ser levadas mais a fundo.
Sinopse: O menino Ted descobriu que o sonho de sua paixão a bela Audrey
é ver uma árvore de verdade algo em extinção. Disposto a realizar este desejo
ele embarca numa aventura por uma terra desconhecida cheia de cor natureza e
árvores. É lá que conhece também o simpático e ao mesmo tempo rabugento Lorax
uma criatura curiosa preocupada com o futuro de seu próprio mundo.
Dirigido por Chris Renaud e
Kyle Balda (Meu Malvado Favorito), O Lorax, se diferencia dos filmes criados
pela Pixar, pois é uma produção destinada somente para as crianças, mas não
quer dizer que tenha uma trama bobinha. Do inicio ao fim, o filme carrega a
mensagem sobre preservação do meio ambiente, e mesmo que o mundo inteiro esteja
careca de saber sobre isso, a mensagem funciona como uma luva para os pequenos,
que ainda estão a recém descobrindo sobre certo e o errado. Baseado num conto clássico
de Dr. Seuss, a trama é bem convidativa, ao retratar a cidade de Thneed-Ville,
onde tudo é artificial, inclusive as arvores, onde tudo é de plástico. Embora
com todo esse colorido da cidade e com seus avançados recursos, as pessoas (embora, aparentemente felizes) se encontram
desacordas com relação a suas verdadeiras necessidades, o que não deixa de ser
um reflexo de nossa sociedade consumista atual. Com tantos recursos e meios de
comunicação, será que é isso que realmente queremos? As pessoas não param para
pensar nisso!
E é neste pensamento, que o
filme volta no tempo, onde acompanhamos a jornada The Once-ler, e na sua busca de
ficar rico, através dos cortes das arvores coloridas, as trúfulas, mas eis que surge
então Lorax (voz de Dani DeVito), um simpático ser amarelo, que tenta ensinar a ele,
que o que está fazendo é errado, mas com o tempo, irá aprender da pior maneira possível,
quando na realidade já é tarde demais. Embora a linguagem do filme seja mais voltada
para as crianças, não deixa de ser interessante esse ponto da historia, onde se
cria uma verdadeira critica contra nos mesmos, com relação ao que fazemos com o
nosso meio ambiente. Como bom filme de animação direcionado para crianças, o
filme passa mensagens positivas, embalado com diversas musicas engenhosas,
chegando ao ponto, em fazer a criançada cantar junto (pelo menos foi isso
aconteceu na sessão que eu fui),
Embora previsível do começo
ao fim, a mensagem de Lorax, que passa aos pimpolhos, já vale o ingresso.
Se
estivesse vivo, Anthony Perkinscompletaria 80 anos vida. Perkins jamais
se desvencilhou da imagem do atormentado Norman Bates, mas acredito que ele
pouco tenha se importado com isso, já que após Psicose, o cinema jamais foi o
mesmo. Muitos se lembram é claro, da famosa cena do assassinato no chuveiro,
mas os segundos finais do filme, é que mostram como Perkins era um excelente interprete,
confiram:
Nos dias 14 e 15
de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”,
realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e
ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento
não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras
primas, que vieram do outro lado do mundo!
OS SETE SAMURAIS
Sinopse:Durante
o Japão feudal do século XVI, um velho samurai chamado Kambei (Takashi Shimura)
é contratado para defender uma aldeia indefesa que é constantemente saqueada
por bandidos. Contando com a ajuda de outros seis samurais, Kambei treina os
moradores para resistirem à um novo ataque, que deve acontecer muito em breve.
Mesmo
sendo um filme longo (3horas e 21minutos), o filme não cansa em nenhum momento
e nos prende do começo ao fim. Talvez, com certeza a cena mais marcante é a
batalha final na chuva que é inesquecível. É fato que Akira Kurosawa fez do seu
cinema, uma janela para o mundo descobrir as tradições milenares da cultura nipônica.
Mas Os Sete Samurais deixou de ser um filme, para se tornar um ponto de referência
entre os demais e plagiado incansavelmente por inúmeras escolas
cinematográficas (inclusive Hollywood em "Sete Homens e um Destino")
ao longo do tempo.
A
trama é tão simples, porém, sublime como o seu idealizador. Um grupo de
camponeses tem a sua aldeia saqueada constantemente por uma gangue de samurais
ronins. Cansados de serem assaltados freqüentemente, o grupo decide contratar
samurais que disponibilizem a segurança de sua colheita. Eis que conhece
Takashi Shimura (Kambei Shimada) em uma visita a cidade. Shimura decide formar
uma força de defesa, a fim de proteger a vida destes camponeses e pulverizar os
ronins que assolam a aldeia.
Dos
seis samurais que Shimura iria designar, um merece um comentário em especial.
Estamos falando do grande Toshirô Mifune, que nesta obra interpreta Kikuchiyo, um
samurai atrapalhado, dotado de um apelo humano incomensurável. Mifune fez uma
parceria inesquecível ao lado de Kurosawa, mas esteve irradiante em cena nesta obra.
Mifune tem uma presença marcante e da uma força colossal, que prende a atenção,
para todos os gestos e falas, dominando totalmente a condução da trama. Vale
salientar, que Mifune já tinha trabalhado em quatro obras (destaque para
"Rashomon") de Kurosawa, antes de atuar em Os Sete Samurais e ainda
faria mais seis filmes (destaque para "Yojimbo- O Guarda Costas) ao lado
do mestre.
Ao
ler a sinopse, você deve estar achando que se trata de mais um filme recheado
de sangue e criaturas de olhos oblíquos dando gritos e golpes de karate.
Engana-se completamente, pois Kurosawa foi um gênio e não é a toa que ele
ganhou este adjetivo, sendo que, sempre priorizou as relações humanas. É bem
verdade, que como todo o filme oriental, Os Sete Samurais exibe cenas de
combate, mas tais cenas apenas diferem uma faceta do perfil nipônico. O que
torna Kurosawa especial diante dos demais, é a sua sensibilidade para retratar
de forma fiel conceitos e valores morais, que até então, eram desconhecidos da
grande maioria das pessoas.
Os
Sete Samurais foi filmado em 1954, e só pela data já assusta. Pois somente um
diretor de inspiração única poderia produzir uma obra extremamente soberba, a
partir de recursos tão irrisórios da época. Ao longo de 208 minutos, o filme é
tecnicamente primoroso, mas razão pelo longa ser tão extenso deve-se a Kurosawa
ser perfeccionista e usar de detalhes que abrangem um ritmo lento e uma
sincronia construtiva impecável dos personagens e da trama em si.
Clássico
do cinema japonês; Os Sete Samurais é uma aula de direção e interpretação. Uuma
experiência indescritível para quem sabe compreender a sua proposta. Kurosawa
ganhou o Leão de Prata no festival de Veneza através desta obra prima. Mas muito
mais do que isto, Kurosawa ganhou o prestígio e a imortalidade na memória dos
fiéis apaixonados pelo bom e velho cinema de qualidade!
AVENTURA FUTURÍSTICA, ESTRÉIA NO CINEMA DE UMA FORMA CORRETA E SEM OFENDER A
INTELIGENCIA DE NINGUÉM!
Sinopse: Num futuro
distante, boa parte da população é controlada por um regime totalitário, que
relembra esse domínio realizando um evento anual - e mortal - entre os 12
distritos sob sua tutela. Para salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen
(Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para representar seu distrito na
competição e acaba contando , com a companhia de Peeta Melark (Josh
Hutcherson), desafiando não só o sistema dominante, mas também a força dos
outros oponentes.
O mais novo sucesso
do momento (mais de 200 milhões dólares nas duas primeiras semanas nos EUA),
Jogos Vorazes, é com certeza, o melhor sucessor (em termos de franquias), para
acolher os órfãos de Harry Potter, que acabaram amadurecendo ao longo dos anos,
junto com a saga do jovem bruxo, e que buscam algo mais criativo para se
assistir. Muito melhor do que aturar a saga Crepúsculo, que mais ofende a nossa
inteligência, do que passar algum significado. Mas o filme dirigido por Gary Ross
(Alma de Herói) entra num território já bem explorado, tanto na literatura,
como para o cinema (leia mais aqui), entretanto, em direções diferentes e que
se comunica com a realidade atual na qual vivemos.
Ao criar um futuro,
em que um regime totalitário, usa jovens de 12 distritos, para se digladiarem
em uma floresta artificial, o filme não só entra num território sobre os
direitos da liberdade de expressão, oprimida, por uma ditadura fascista, como
também faz uma critica a mania “big brother”, que se alastra em todo mundo, já
que na trama, as lutas são todas exibidas na TV, em um grande show de entretenimento.
Com isso, percebemos a total falta de bom senso nos dominantes daquele mundo,
ao tratarem jovens como gados e sem darem muita opção com relação ao futuro
para eles. Gary Ross é habilidoso ao retratar esse inquietante futuro. Há
primeira hora alias, é digna de nota, onde o cineasta retrata o dia a dia daquelas
pessoas, de uma forma bem gradual e sem pressa, fazendo da pessoa que assiste
já compreender, se sintonizar com aquele tipo de mundo e sem dar muitas explicações, apesar delas
existirem nos primeiros segundos do filme.
Ross também mostra ares
de diretor autoral, principalmente em momentos em que sua câmera esta sempre em
movimento, com ângulos muitas vezes impressionantes e até então inéditos,
principalmente para uma franquia que nasceu para conquistar jovens e que não estão
exatamente acostumados dessa forma de se ver um filme. Tecnicamente eficaz, o
filme também não falha com relação a sua protagonista Katniss, interpretada de
uma forma correta pela mais nova sensação jovem do momento, JenniferLawrence.
Indicada para o Oscar de Inverno da Alma e tendo surpreendido emX-Men:
Primeira Classe (como a jovem Mística), Lawrence nos convence em vários momentos
da trama, seja quando nos faz emocionar, quando parte para o sacrifício para
salvar a irmã (e na perda de uma companheira, num momento mais tocante da obra),
ou quando surpreende seus algozes com o arco e a flecha, demonstrando total controle
no que está fazendo. Até mesmo na previsível relação amorosa que nasce entre
ela e o personagem Peeta, ela nos agrada. E se ator Josh Hutcherson não convence
muito nestes momentos, pelo menos não atrapalha no desenvolvimento.
O filme ainda tem
tempo, de saber apresentar muito bem outros personagens secundários da trama,
como no caso do treinador dos protagonistas, Haymitch Abernathy, interpretado
de uma forma genial por Woody Harrelson (Assassinos por Natureza). Embora o ator
esteja numa super produção, sua forma de interpretar não é muito diferente se
comparada a outros momentos de atuação ao longo da carreira dele (como no caso
de seu desempenho de O Mensageiro). Sendo assim, Harrelson não se intimidou em
estar numa produção como essa, e com isso, criou mais um personagem inesquecível, para sua galeria de personagens translocados e geniais. Do resto, podemos citar Donald
Sutherland como coadjuvante de luxo e sem muito que acrescentar na trama, embora
tenhamos certeza, que seu personagem possa crescer ainda mais numa eventual seqüência.
Com um visual que lembra clássicos como Laranja Mecânica
e Brasil: O filme, Jogos Vorazes foi uma bem vinda surpresa neste inicio de temporada
de filmes norte americano. E se a intenção desde o inicio era para começar uma
franquia para gerar (novamente) um grande lucro, pelo menos, os engravatados
souberam ir para o caminho certo, que não seja para ofender a inteligência desta
nova geração de jovens, e sim, entretê-las com uma historia de qualidade e que
nos faz pensar!
Do dia 2 a 20 de Abril, a sala da Redenção (Av. Eng. Luiz Englert, s/n – Farroupilha - 90040-060 - Porto Alegre/RS) exibe uma maratona gratuita, com os maiores clássicos do cineasta Michelangelo Antonioni. Filmes como Aventura (1960), Eclipse (1962) e A noite (1961) serão um dos destaques. A mostra serve como grande aquecimento, para quem busca conhecimento sobre a carreira do diretor, como também uma forma de estar mais preparado, para aqueles que forem participar do curso (criado pela CENA UM) sobre Antonioni, que será realizado (provavelmente) em maio.
Mais informações sobre a maratona, vocês conferem na pagina da sala clicandoaqui.