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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 8


Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.

A Balada de Narayama (1983)
Sinopse: No fim do século XIX, em um pequeno vilarejo japonês, o morador que completa 70 anos de idade deve subir ao topo de uma sagrada montanha e aguardar por sua morte. Aquele que se recusa a cumprir a tradição, traz a desonra para sua família. Mas para Orin (Sumiko Sakamoto), uma senhora de 69 anos, procurar uma esposa para o seu filho mais velho, Tatsuhei (Ken Ogata), é mais preocupante do que cumprir a amarga tradição.
Vencedor da palma de Ouro no Festival de Cannes em 1983, balada de Narayama é um belo e sensível filme do diretor Shohei Imamura, o primeiro realizador japonês a receber duas Palmas de Ouro no Festival. Embora cru em alguns momentos, onde mostra que as tradições estão acima de qualquer coisa, o filme nos rende belas imagens, seja quando os protagonistas encaram seu passado, ou quando tem que fazer a dura jornada pela montanha, e sacrificar o seu parente.
 Imamura retratou muito bem esse costume tradicional, mas ele foi muito além disso. Procurou mostrar, por exemplo, que apesar do estado de ignorância e da vida vegetativa que levavam os moradores de certo vilarejo, carregavam ainda um forte senso fraternal e comunitário. Exemplo é quando é retratado a venda de bebês, que embora passe desconforto para quem assista, eles agiam dessa maneira, para então não matá-los, embora houvesse certas exceções.
 Um filme que retrata muito bem o lado psicológico de certos povos e o que levavam a eles agirem em determinadas situações, ao encarar pela primeira vez, as suas tradições. 


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NOTA: ACOMPANHANDO O CENA UM, EM BREVE NO MEU BLOG......

FINAL DESSE MÊS...
 MÊS DE MAIO...



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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 7


Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.

Eros + Massacre
Sinopse: Cinebiografia do anarquista Sakae Osugi (1885-1923), assassinado pela polícia, a partir de seus relacionamentos amorosos. Paralelamente, duas estudantes pesquisam sobre as teorias políticas e as idéias de amor livre que ele defendia.
Obra máxima de Yoshishige Yoshida. O filme é uma análise ousada de sexo, política, revolução e arte no Japão moderno, que se desloca para trás e para frente entre as décadas de 1910 e 1960. Longo e complexo, mas com conteúdo inspirador e cinematografia encantadora. Um dos destaques do cinema do pós-guerra japonês.
Quase por unanimidade, aclamado como obra-prima, por um lado, temos o anarquista 1910 e defensor do amor livre, Osugi Sakae, e seu relacionamento com três mulheres, no outro casal anos 1960 e um dos estudantes radicais. A luta entre a lógica do sexo masculino e feminino e paixão o atrito entre as décadas de 1910 e a realidade da década de 1960 convergem em um instante de massacre. Passado e presente se misturam: os atores andar de um fuso horário para outro. Em vez de uma "realidade rantir uma experiência mais gratificante e fizeram Eros + Massacre em um dos destaques do cinema do pós-guerra japonês. Primeiro filme Yoshida para ser exibido fora do Japão mais do que merecido. 


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Cine Curiosidade: 3D, SESSENTA ANOS DEPOIS


Apesar de estar na moda atualmente, o 3D já é uma ferramenta antiga na historia do cinema, mais precisamente, foi há exatos 60 anos (completados ontem), quando foi lançado o filme Museu de Cera (estrelado por Vincent Price). De lá pra cá, muita coisa mudou, como o famigerado óculos de papel (com as lentes verdes e vermelhas) substituído por óculos de plástico resistentes e que não cansam (dizem) os olhos.
Após o sucesso retumbante de Avatar, o 3D atual já sofreu altos (A invenção de Hugo Cabret) e baixos (Fúria de Titãs). Resta saber, se essa ferramenta antiga, mas aperfeiçoada atualmente, irá resistir nos próximos anos, ou até mesmo nos próximos meses. Confiram abaixo, a minha primeira impressão que eu tive, sobre  Museu de Cera.    

MUSEU DE CERA  (1953)
Leia minha critica, já publicada, clicando aqui.


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terça-feira, 10 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 6

Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.


A Marca do Assassino (1967)
Sinopse: Um assassino quer subir de cargo na máfia, nem que para isso tenha que destruir todos os outros.
Ao fim de  quarenta longa metragens como cineasta, em pouco mais de dez anos de trabalho, Seijun Suzuki foi dispensado da Nikkatsu, cultuada produtora niponica. Os motivos foram justamente por sua obra prima, este A Marca do Assassino (KOROSHI NO RAKUIN), que pela visão da crítica, era uma obra prima, mas visto como incompreensível e não aceito pelo presidente da companhia, Kyusaku Hori. O filme valeu-lhe uma saga no processo judicial pela luta dos direitos das suas obras. Ao fim de três longos anos, Suzuki, mais do que uma vitória merecida, conquistou o estatuto de cineasta de culto no Japão e despertou inúmeras atenções pelo mundo afora. Infelizmente nos anos seguintes, ficou reduzido a trabalhos menos para a televisão.
Revendo Marcas do Assassino, percebesse que Seijun Suzuki, não só bebeu muito da fonte da Nouvelle vague francesa, como também do gênero gangster do cinema americano do inicio dos anos 30. Injetando momentos de humor negro, erotismo e situações incomuns (como a obsessão do protagonista pelo arroz), não é a toa que muitos não compraram a idéia que o diretor quis passar, mas felizmente o tempo provou que estavam errados, e não me surpreenderia que o filme tivesse servido de inspiração para outros cineastas futuramente, como no caso de Tarantino. 


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Cine Dica: Prova de Artista volta a capital


Elogiado documentário do ano passado, ganha nova chance de exibição no Cinebancários.
Sinopse: O dia a dia de cinco jovens músicos em suas audições, estudos e ensaios para orquestras de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo os conflitos, a paixão e a disciplina que precisam ter para seguir a vocação artística.
Curiosidade: José Joffily pesquisou nas principais orquestras sinfônicas do país para encontrar os personagens do documentário.

Mais informações, você confere na pagina da sala clicando aqui. 


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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 5


Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.

Contos da Lua Vaga (1953)
SINOPSE: No Japão do século 16, dois oleiros, um ambicionando ficar rico, o outro obcecado por se tornar samurai, levam à perdição suas esposas devotadas por causa de seus sonhos insensatos.
Obra prima do diretor Kenji Mizoguchi (O Intendente Sansho), que embora se vereda para o gênero do fantástico, a trama por vezes soa simples, mesmo quando a trama adentra em situações inexplicáveis. É bem da verdade, que o filme é uma espécie de conto de fadas sombrio nipônico, onde se coloca dois homens em busca de seus sonhos, mas a tal busca, faz com que eles se ceguem de tal forma, que faz esquecer-se de suas mulheres, que ficam a beira da ruína e em meio a uma guerra sem sentido. De um lado, tem o ingênuo homem em busca de realizar o seu sonho de ser samurai, nem que para isso largue tudo, inclusive sua esposa. Do outro, temos um artesão, que na busca de sustentar sua mulher e filho, acaba adentrando num universo cheio de riquezas e luxurias.
Esse segundo alias, é o melhor da historia, onde a trama se encarrega de levantar várias perguntas que ficam no ar, para pessoa que for assistir: Seria os acontecimentos com o personagem algo real? Ou seria tudo fruto de sua imaginação febril? As respostas podem soar um tanto que fáceis, dependendo é claro, se a pessoa que for assistir, tiver uma mente aberta para as inúmeras possibilidades!
Se formos aceitar facilmente tais acontecimentos mostrados na tela, o filme seria muito bem aceito nos dias de hoje, principalmente para aqueles que seguem a doutrina espírita. Ou então, podemos ir para outro caminho, se levarmos em conta que tais acontecimentos, seriam somente momentos abstratos ou algo mais. Podemos ir por esse lado, se lembrarmos dos primeiros segundos da trama, onde a câmera foca um plano aberto, para daí focar um lago, para segundos depois desaparecer sem mais nem menos, dando prosseguimento ao movimento, que termina na família protagonista.
Com essas e outras interpretações, o filme também possui um dos mais belos visuais do cinema japonês de antigamente. Onde a fotografia de produção fala por si, com tons em preto e branco, que podem muito bem ajudar em momentos líricos de paz, como também em momentos de apreensão e suspense sutil.

Curiosidade: Vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza.


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Cine Dica: Diretor Theo Solnik na Capital Gaucha

O cineasta Theo Solnik estará presente, nas duas únicas sessões de seu filme, Anna Pavlova Vive em Berlim, na mostra Arte Doc, que ocorre na Sala P.F Gastal da Usina do Gasômetro.  
Anna Pavlova Vive em Berlim
Sinopse: Anna Pavlova, rainha russa da noite, incorpora como ninguém a felicidade e a tragédia das intermináveis festas da Berlim de hoje. Perdida no limiar entre a insanidade e uma rara lucidez poética, caminhando sozinha pelas ruas da cidade, ela nos leva para o lado escuro da lua da vida noturna. Anti-heroína da civilização, a sua existência é uma tentativa desesperada de viver numa felicidade sem fim, fugindo do mundo que começa quando a festa termina.
Mais informações da mostra, você encontra na pagina da sala clicando aqui.


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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 4


Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.

VIVER
Sinopse: Kanji Watanabe é um burocrata de longa data que não liga para nada que não o interesse. Quando descobre que está com câncer, decide construir um playground em seu bairro, tentando descobrir um sentido para sua vida. Desengavetando o projeto de anos atrás, ele enfrenta diversos problemas para conseguir construir o parquinho, começa a se envolver mais com os habitantes do local, inclusive brigando com sua família e superiores, por terem considerado que ele enlouqueceu com a notícia.
Em 1952, o mestre Akira Kurosawa, faz um retrato fiel dos últimos dias de vida de um homem, que na realidade já estava morto em vida. Pungente e doloroso, tem um lirismo acentuado, isso graças a atuação de Takashi Shimura. Exige certa atenção especial, mas não cansa em nenhum momento, isso graças a direção segura de Akira Kurosawa.

Curiosidades: Takashi Shimura se tornou um dos mais queridos atores de Akira Kurosawa. Além de “VIVER” atuou em outros filmes do diretor como Sete Samurais, Cão Danado, Barba Ruiva e etc..
No ocidente Takashi Shimura se tornou mais mundialmente conhecido por ter atuado no primeiro filme de Godzilla.

GODZILLA 
Leia minha critica, já publicada, clicando aqui



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Cine Dicas: Estreias no final de semana (05 04 12)


Chegamos a um feriadão de Páscoa, e com isso, muitos pessoas irão viajar, mesmo com esse tempo instável. Devido ao feriado, poucas estreias chegam ao circuito, mas pelo menos, são significativas, como a aguardada produção brasileira Xingu, que já havia sido exibida, numa sessão especial, do ultimo festival de verão de Porto Alegre.
Lembrando, que durante esse feriadão, estarei descansando e revendo alguns clássicos do cinema japonês, para então postar no meu blog e me preparar para o próximo curso do CENA UM, que será todo voltado ao cinema oriental. Para todos um ótimo feriadão e uma feliz Páscoa. Confiram as estreias.


:    XINGU
Sinopse: Três irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, Villas-Bôas alistam-se na expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo os irmãos se tornam chefes da expedição e se envolvem na defesa dos índios e de sua cultura, registrando tudo num diário batizado de “Marcha para o Oeste”. Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica. Na aventura, os irmãos Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Ao recontar a saga dos irmãos, o longa acompanha essa grande luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros.



O PORTO

Sinopse: "O PORTO" conta a história de Marcel Marx, um escritor aposentado que se exilou voluntariamente na cidade portuária de Le Havre, onde exerce a profissão de engraxate de sapatos. Ele abandonou toda e qualquer ambição literária e vive em um mundo reduzido, formado pelo restaurante da esquina, seu trabalho e sua esposa Arletty. Inesperadamente, o destino coloca bruscamente em seu caminho um jovem imigrante africano ao mesmo tempo em que sua esposa fica gravemente doente. Novamente Marcel deve combater o muro frio da indiferença humana para tentar ajudar o jovem imigrante.


Espelho Espelho Meu
Sinopse: A Rainha Má precisa casar com o rico Príncipe para salvar seu reino que está indo à falência. Mas o Príncipe está apaixonado por Branca de Neve e para conquistá-lo a Rainha expulsa Branca de Neve para floresta. Lá ela encontra e recebe a ajuda dos divertidos anões para lutar e reconquistar seu trono e o amor de sua vida. Nessa releitura do clássico conto dos irmãos Grimm você descobrirá um mundo cheio de magia e comédia para toda a família.




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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 3

Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo.

O IMPERIO DOS SENTIDOS
Sinopse: Proibido na sua primeira exibição no Festival de Nova York de 1976, esta obra-prima do erotismo, pe baseada em um dos mais famosos escândalos do Japão. Esta é a história de uma ex-prostituta que acabou se envolvendo em um obsessivo caso de amor com o mestre da casa onde trabalha como doméstica. Aquilo que começou como uma diversão casual, atinge níveis em que a paixão não encontra mais seus limites.
Nagisa Oshima já era um veterano do cinema do Japão, tendo sido inclusive, ter feito parte do grupo de jovens cineastas, que criaram ótimos filmes, No inicio dos anos 50, que muitos consideram esse período, como "Nouvelle Vague" do cinema japonês. Mas foi somente em 1976, que Oshima ganhou os holofotes pelo mundo, através desse filme erótico provocante e que tem muito a dizer.
Lembrando um pouco elementos de sucesso do clássico O Ultimo Tango em Paris, acompanhamos os encontros sexuais do casal central da trama, cujo os encontros, vão evoluindo de tal forma ao longo da projeção, que culmina num dos momentos mais inesperados daquela época. Sexo, loucura e morte atravessam juntas a cada cena, numa espécie de ritual, onde cada ato não é o suficiente para saciar ambos. Devido a isso, o filme foi considerado em muitos países como obsceno e impróprio para ser assistido, mas devido a toda essa polemica, atraiu milhares de cinéfilos curiosos, para ver cenas eróticas, até então limitadas ao mercado da pornografia.
Muitos tentam entender a mensagem que o filme passa. Talvez a mais valida, seja que, a entrega dos protagonistas para um sexo sem limites, tenha sido um símbolo de um final de uma época. Sendo que os anos de 1960, onde a paz, amor e o sexo sem limites dos jovens daquele tempo, estavam sendo ultrapassados, por uma sociedade e política mais conservadora. Talvez a intenção do cineasta nunca tenha sido polemizar, mas sim criar um filme premonitório, embora outras teorias possam ser levadas mais a fundo. 


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Cine Dica: Em Cartaz: O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida


Sinopse: O menino Ted descobriu que o sonho de sua paixão a bela Audrey é ver uma árvore de verdade algo em extinção. Disposto a realizar este desejo ele embarca numa aventura por uma terra desconhecida cheia de cor natureza e árvores. É lá que conhece também o simpático e ao mesmo tempo rabugento Lorax uma criatura curiosa preocupada com o futuro de seu próprio mundo.
Dirigido por Chris Renaud e Kyle Balda (Meu Malvado Favorito), O Lorax, se diferencia dos filmes criados pela Pixar, pois é uma produção destinada somente para as crianças, mas não quer dizer que tenha uma trama bobinha. Do inicio ao fim, o filme carrega a mensagem sobre preservação do meio ambiente, e mesmo que o mundo inteiro esteja careca de saber sobre isso, a mensagem funciona como uma luva para os pequenos, que ainda estão a recém descobrindo sobre certo e o errado. Baseado num conto clássico de Dr. Seuss, a trama é bem convidativa, ao retratar a cidade de Thneed-Ville, onde tudo é artificial, inclusive as arvores, onde tudo é de plástico. Embora com todo esse colorido da cidade e com seus avançados recursos, as pessoas (embora, aparentemente felizes) se encontram desacordas com relação a suas verdadeiras necessidades, o que não deixa de ser um reflexo de nossa sociedade consumista atual. Com tantos recursos e meios de comunicação, será que é isso que realmente queremos? As pessoas não param para pensar nisso!
E é neste pensamento, que o filme volta no tempo, onde acompanhamos a jornada The Once-ler, e na sua busca de ficar rico, através dos cortes das arvores coloridas, as trúfulas, mas eis que surge então Lorax (voz de Dani DeVito), um simpático ser amarelo, que tenta  ensinar a ele, que o que está fazendo é errado, mas com o tempo, irá aprender da pior maneira possível, quando na realidade já é tarde demais. Embora a linguagem do filme seja mais voltada para as crianças, não deixa de ser interessante esse ponto da historia, onde se cria uma verdadeira critica contra nos mesmos, com relação ao que fazemos com o nosso meio ambiente. Como bom filme de animação direcionado para crianças, o filme passa mensagens positivas, embalado com diversas musicas engenhosas, chegando ao ponto, em fazer a criançada cantar junto (pelo menos foi isso aconteceu na sessão que eu fui),
Embora previsível do começo ao fim, a mensagem de Lorax, que passa aos pimpolhos, já vale o ingresso.    


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Cine Curiosidade: Anthony Perkins faria 80 anos hoje


Se estivesse vivo, Anthony Perkins completaria 80 anos vida. Perkins jamais se desvencilhou da imagem do atormentado Norman Bates, mas acredito que ele pouco tenha se importado com isso, já que após Psicose, o cinema jamais foi o mesmo. Muitos se lembram é claro, da famosa cena do assassinato no chuveiro, mas os segundos finais do filme, é que mostram como Perkins era um excelente interprete, confiram:   
Leia também:



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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: IMORTAIS

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Cine Especial: Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo: Parte 2

Nos dias 14 e 15 de abril, estarei participando do curso “Cinema Japonês: Do Clássico ao Contemporâneo”, realizado no Santander Cultural, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema Francis Vogner dos Reis. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei, sobre grandes obras primas, que vieram do outro lado do mundo!


OS SETE SAMURAIS
Sinopse: Durante o Japão feudal do século XVI, um velho samurai chamado Kambei (Takashi Shimura) é contratado para defender uma aldeia indefesa que é constantemente saqueada por bandidos. Contando com a ajuda de outros seis samurais, Kambei treina os moradores para resistirem à um novo ataque, que deve acontecer muito em breve.
Mesmo sendo um filme longo (3horas e 21minutos), o filme não cansa em nenhum momento e nos prende do começo ao fim. Talvez, com certeza a cena mais marcante é a batalha final na chuva que é inesquecível. É fato que Akira Kurosawa fez do seu cinema, uma janela para o mundo descobrir as tradições milenares da cultura nipônica. Mas Os Sete Samurais deixou de ser um filme, para se tornar um ponto de referência entre os demais e plagiado incansavelmente por inúmeras escolas cinematográficas (inclusive Hollywood em "Sete Homens e um Destino") ao longo do tempo.
A trama é tão simples, porém, sublime como o seu idealizador. Um grupo de camponeses tem a sua aldeia saqueada constantemente por uma gangue de samurais ronins. Cansados de serem assaltados freqüentemente, o grupo decide contratar samurais que disponibilizem a segurança de sua colheita. Eis que conhece Takashi Shimura (Kambei Shimada) em uma visita a cidade. Shimura decide formar uma força de defesa, a fim de proteger a vida destes camponeses e pulverizar os ronins que assolam a aldeia.
Dos seis samurais que Shimura iria designar, um merece um comentário em especial. Estamos falando do grande Toshirô Mifune, que nesta obra interpreta Kikuchiyo, um samurai atrapalhado, dotado de um apelo humano incomensurável. Mifune fez uma parceria inesquecível ao lado de Kurosawa, mas esteve irradiante em cena nesta obra. Mifune tem uma presença marcante e da uma força colossal, que prende a atenção, para todos os gestos e falas, dominando totalmente a condução da trama. Vale salientar, que Mifune já tinha trabalhado em quatro obras (destaque para "Rashomon") de Kurosawa, antes de atuar em Os Sete Samurais e ainda faria mais seis filmes (destaque para "Yojimbo- O Guarda Costas) ao lado do mestre.
Ao ler a sinopse, você deve estar achando que se trata de mais um filme recheado de sangue e criaturas de olhos oblíquos dando gritos e golpes de karate. Engana-se completamente, pois Kurosawa foi um gênio e não é a toa que ele ganhou este adjetivo, sendo que, sempre priorizou as relações humanas. É bem verdade, que como todo o filme oriental, Os Sete Samurais exibe cenas de combate, mas tais cenas apenas diferem uma faceta do perfil nipônico. O que torna Kurosawa especial diante dos demais, é a sua sensibilidade para retratar de forma fiel conceitos e valores morais, que até então, eram desconhecidos da grande maioria das pessoas.
Os Sete Samurais foi filmado em 1954, e só pela data já assusta. Pois somente um diretor de inspiração única poderia produzir uma obra extremamente soberba, a partir de recursos tão irrisórios da época. Ao longo de 208 minutos, o filme é tecnicamente primoroso, mas razão pelo longa ser tão extenso deve-se a Kurosawa ser perfeccionista e usar de detalhes que abrangem um ritmo lento e uma sincronia construtiva impecável dos personagens e da trama em si.
Clássico do cinema japonês; Os Sete Samurais é uma aula de direção e interpretação. Uuma experiência indescritível para quem sabe compreender a sua proposta. Kurosawa ganhou o Leão de Prata no festival de Veneza através desta obra prima. Mas muito mais do que isto, Kurosawa ganhou o prestígio e a imortalidade na memória dos fiéis apaixonados pelo bom e velho cinema de qualidade!


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Cine Dica: Em Cartaz: JOGOS VORAZES


AVENTURA FUTURÍSTICA, ESTRÉIA NO CINEMA DE UMA FORMA CORRETA E SEM OFENDER A INTELIGENCIA DE NINGUÉM! 
Sinopse: Num futuro distante, boa parte da população é controlada por um regime totalitário, que relembra esse domínio realizando um evento anual - e mortal - entre os 12 distritos sob sua tutela. Para salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para representar seu distrito na competição e acaba contando , com a companhia de Peeta Melark (Josh Hutcherson), desafiando não só o sistema dominante, mas também a força dos outros oponentes.
O mais novo sucesso do momento (mais de 200 milhões dólares nas duas primeiras semanas nos EUA), Jogos Vorazes, é com certeza, o melhor sucessor (em termos de franquias), para acolher os órfãos de Harry Potter, que acabaram amadurecendo ao longo dos anos, junto com a saga do jovem bruxo, e que buscam algo mais criativo para se assistir. Muito melhor do que aturar a saga Crepúsculo, que mais ofende a nossa inteligência, do que passar algum significado. Mas o filme dirigido por Gary Ross (Alma de Herói) entra num território já bem explorado, tanto na literatura, como para o cinema (leia mais aqui), entretanto, em direções diferentes e que se comunica com a realidade atual na qual vivemos.  
Ao criar um futuro, em que um regime totalitário, usa jovens de 12 distritos, para se digladiarem em uma floresta artificial, o filme não só entra num território sobre os direitos da liberdade de expressão, oprimida, por uma ditadura fascista, como também faz uma critica a mania “big brother”, que se alastra em todo mundo, já que na trama, as lutas são todas exibidas na TV, em um grande show de entretenimento. Com isso, percebemos a total falta de bom senso nos dominantes daquele mundo, ao tratarem jovens como gados e sem darem muita opção com relação ao futuro para eles. Gary Ross é habilidoso ao retratar esse inquietante futuro. Há primeira hora alias, é digna de nota, onde o cineasta retrata o dia a dia daquelas pessoas, de uma forma bem gradual e sem pressa, fazendo da pessoa que assiste já compreender, se sintonizar com  aquele tipo de mundo e sem dar muitas explicações, apesar delas existirem nos primeiros segundos do filme.
Ross também mostra ares de diretor autoral, principalmente em momentos em que sua câmera esta sempre em movimento, com ângulos muitas vezes impressionantes e até então inéditos, principalmente para uma franquia que nasceu para conquistar jovens e que não estão exatamente acostumados dessa forma de se ver um filme. Tecnicamente eficaz, o filme também não falha com relação a sua protagonista Katniss, interpretada de uma forma correta pela mais nova sensação jovem do momento, Jennifer Lawrence. Indicada para o Oscar de Inverno da Alma e tendo surpreendido em X-Men: Primeira Classe (como a jovem Mística), Lawrence nos convence em vários momentos da trama, seja quando nos faz emocionar, quando parte para o sacrifício para salvar a irmã (e na perda de uma companheira, num momento mais tocante da obra), ou quando surpreende seus algozes com o arco e a flecha, demonstrando total controle no que está fazendo. Até mesmo na previsível relação amorosa que nasce entre ela e o personagem Peeta, ela nos agrada. E se ator Josh Hutcherson não convence muito nestes momentos, pelo menos não atrapalha no desenvolvimento.
O filme ainda tem tempo, de saber apresentar muito bem outros personagens secundários da trama, como no caso do treinador dos protagonistas, Haymitch Abernathy, interpretado de uma forma genial por Woody Harrelson (Assassinos por Natureza). Embora o ator esteja numa super produção, sua forma de interpretar não é muito diferente se comparada a outros momentos de atuação ao longo da carreira dele (como no caso de seu desempenho de O Mensageiro). Sendo assim, Harrelson não se intimidou em estar numa produção como essa, e com isso, criou mais um personagem inesquecível, para sua galeria de personagens translocados e geniais. Do resto, podemos citar Donald Sutherland como coadjuvante de luxo e sem muito que acrescentar na trama, embora tenhamos certeza, que seu personagem possa crescer ainda mais numa eventual seqüência.
Com um visual que lembra clássicos como Laranja Mecânica e Brasil: O filme, Jogos Vorazes foi uma bem vinda surpresa neste inicio de temporada de filmes norte americano. E se a intenção desde o inicio era para começar uma franquia para gerar (novamente) um grande lucro, pelo menos, os engravatados souberam ir para o caminho certo, que não seja para ofender a inteligência desta nova geração de jovens, e sim, entretê-las com uma historia de qualidade e que nos faz pensar!    


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Cine Dica: Mostra Michelangelo Antonioni



Do dia 2 a 20 de Abril, a sala da Redenção (Av. Eng. Luiz Englert, s/n – Farroupilha - 90040-060 - Porto Alegre/RS) exibe uma maratona gratuita, com os maiores clássicos do cineasta Michelangelo Antonioni. Filmes como Aventura (1960), Eclipse (1962) e A noite (1961) serão um dos destaques. A mostra serve como grande aquecimento, para quem busca conhecimento sobre a carreira do diretor, como também uma forma de estar mais preparado, para aqueles que forem participar do curso (criado pela CENA UM) sobre Antonioni, que será realizado (provavelmente) em maio.
Mais informações sobre a maratona, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.


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