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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Cine Dica: Em DVD: Toda a forma de amor

Sinopse: Oliver conhece a irreverente e imprevisível Anna (Mélanie Laurent, de Bastardos Inglórios), alguns meses após seu pai Hal Campos (Christopher Plummer) ter falecido. Este novo amor preenche a memória de Oliver com recordações de seu pai, que saiu do armário aos 75 anos, após a morte de sua esposa de 45 anos, para viver uma vida completa e enérgica como gay - que incluía um namorado mais jovem, Andy (Goran Visnjic de ER – Plantão Médico). Estes acontecimentos aproximaram pai e filho, e fizeram com que Oliver agora se dedique a amar Anna com a coragem, o humor e a esperança que seu pai o ensinou.
Saindo por aqui direto em DVD, a principio, esse filme ficara sendo bastante lembrado, por ter sido a produção que deu o primeiro Oscar para o veterano Christopher Plummer. Tardio não é mesmo, principalmente para alguém que atuou em clássicos que são maiores do que a vida, como a Noviça Rebelde e A Queda do Império Romano, mas como já diz o ditado, antes tarde do que nunca. Plummer se entrega a um papel sincero, de um homem que aproveita de todas as formas seus últimos anos de vida, se declarando assumidamente como gay, mesmo tendo por anos ter sido casado com uma mulher. A trama começa com o seu personagem jaz morto, e em meio a isso, acompanhamos as lembranças de seu filho (Ewan Mcgregor), na tentativa de melhor compressão para tentar entender quem era o seu pai, e acompanhando ele, temos o simpático cão Arthur, que por vezes, rouba a cena do filme. Em meio a isso, o protagonista se apaixona por uma imprevisível garota (Mélanie Laurent, ótima), e o filme cria um contraste dessa relação, com a relação e vida que o personagem de Plummer tinha.
O diretor Mike Mills (Impulsividade) brinca com o passado e presente, com uma ligeira montagem, onde cenas de pessoas famosas ou eventos de determinadas épocas, vão saltando na tela, indicando o período em que o personagem de Plummer viveu e fazendo uma comparação com os eventos atuais que o seu filho vive. O filme passa a mensagem, que por mais que as outras épocas fossem diferentes, as pessoas e seus problemas do cotidiano eram os mesmos, só talvez se amassem de uma forma diferente, mas não por isso, que determinados sentimentos, eram mais fáceis de serem administrados. Pode ser sempre lembrado como o filme que deu o premio máximo da indústria cinematográfica ao veterano ator, mas pelo menos, tem muito a dizer!


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Cine Dica: 15º ANIVERSÁRIO DE CURTAS NAS TELAS

LANÇAMENTO DE DVD DUPLO COM 30 TÍTULOS COMEMORA 15 ANOS DO PROJETO CURTA NAS TELAS 
Quer curtir um coquetel, ganhar um DVD e assistir a curtas metragens criativos na telona? Então participe comigo e com os outros cinéfilos, no 15º aniversário de CURTA NAS TELAS. O evento acontece na sala P.F Gastal da Usina do Gasômetro. Mais informações, você confira na pagina da  sala clicando aqui.   

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quarta-feira, 21 de março de 2012

NOTA: EM BREVE NO MEU BLOG.....



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Cine Especial: TRILOGIA ATIVIDADE PARANORMAL

COM A CHEGADA DO TERCEIRO FILME NAS LOCADORAS, RELEMBREMOS AQUI CADA CAPITULO!


Atividade Paranormal
Sinopse: Desde criança Katie (Katie Featherston) ouve ruídos estranhos, sussurros e sente sensações inesperadas. Já adulta, ela mora com seu namorado Micah (Micah Sloat), que, meio cético quanto aos depoimentos, resolve usar uma câmera para gravar tudo o que acontece enquanto eles dormem e vivem dentro da casa. O que era para ser apenas uma forma de esclarecer o mistério torna-se uma experiência intrigante e assustadora.
Não é segredo para ninguém, que filme de primeira pessoa (ou falso documentário), é mais nova forma de revitalização de alguns gêneros, seja terror ou até mesmo de super heróis (como Poder Sem Limites recentemente). Atividade Paranormal (lançado em 2009) não foge á essa regra, e a historia de uma casa mal assombrada, aterrorizando um casal (os estreantes Katie Featherston e Micah Sloat) é eficiente em passar realismo com boas doses de suspense, fazendo revigorar esse gênero. É curioso observar, que Atividade Paranormal seja um bom exemplo de como o publico tem interesse por algo mais simples, e não com um filme cheio de efeitos especiais. Com um orçamento minúsculo (11 mil dólares), a trama prende do começo ao fim, fazendo o publico querer saber o que está acontecendo dentro da casa.
Gradualmente os personagens começam a ser afetados pelos eventos, fazendo do filme um verdadeiro jogo psicológico e deixando mais perguntas do que respostas. É claro que na época, a Paramount, que se tornou proprietária do pequeno filme, tentou vender a todo custo que os eventos da trama eram realmente reais, mas o publico já estava acostumado com esse tipo de jogada, principalmente após o fenômeno A Bruxa de Blair de 99. Mesmo assim, isso não diminui o desempenho do filme, que se tornou um grande sucesso de bilheteria e, logicamente, o estúdio não perderia a chance de fazer uma seqüência, principalmente após terem criado um final diferente do original, para daí então, criar um verdadeiro gancho, para uma eventual seqüência (cortesia de Steven Spielberg)!

Curiosidade: Christopher Chacon, um dos maiores especialistas em fenômenos paranormais nos Estados Unidos, ajudou a promover Atividade Paranormal.



Atividade Paranormal 2
Sinopse: Kristi (Sprague Grayden), irmã de Katie (Katie Featherston), teve recentemente um filho com Daniel (Brian Boland), que já era pai de uma adolescente. Um dia, ao chegarem em casa, a encontram completamente revirada. Tentando evitar que a situação se repita, Daniel compra um sistema de segurança que instala câmeras em diversos cômodos e no lado de fora da casa. Ao mesmo tempo o casal e a adolescente têm por costume filmar tudo o que acontece ao seu redor. Até que um dia situações estranhas começam a acontecer, o que faz com que o trio acredite que a casa é mal assombrada.
Boa sacada do estúdio, que ao invés de fazer uma seqüência dos eventos do filme anterior, mostra eventos que levaram a provocar os acontecimentos daquele filme, em especial, mostrar os dias de Kristi (irmã de Katie) como mãe de seu primeiro filho. Entretanto, o filme falha em não ser mais agiu do que seu filme antecessor e os novos protagonistas não têm o mesmo carisma do que o casal do primeiro filme, embora eles façam pequenas participações no decorrer da trama.
Com mais dinheiro no bolso (2 milhões de dólares), o filme apresenta mais efeitos especiais, mas com a mesma simplicidade vista anteriormente, o que torna novamente a sessão bem verossímil. Da metade para o final do filme, alguns fatos não explicados do filme anterior, são respondidos aqui, embora novas perguntas sejam levantas e deixando mais duvidas no ar, principalmente nos segundos finais, onde Katie reaparece e deixa mais um belo gancho para a inevitavel  seqüência!


Atividade Paranormal 3
Sinopse: Dennis (Christopher Nicholas Smith) adora filmar e possuí até uma ilha edição em casa, montada na garagem. Casado com Julie (Lauren Bittner), com quem tem duas lindas filhas Katie (Chloe Csengery) e Kristi (Jessica Tyler Brown), ele resolve propor a ela que seja feita uma filmagem de uma transa dos dois. O que ele não contava é que um terremoto iria atrapalhar o momento de fetiche, mas também revelaria uma estranha imagem em sua gravação. Curioso com o fato, ele mostra para a esposa que não liga e também para um amigo (Dustin Ingram), que fica igualmente intrigado. Os dois acabam instalando mais de uma câmera na casa e o que eles passam a ver marcará para sempre o futuro de todos.
Tentando não perder o pique, o estúdio novamente surpreende o cinéfilo, que em vez de uma seqüência dos eventos anteriores, o filme surpreende ao ser um prequel, que mostra acontecimentos da infância das irmãs Katie e Kristi. Com isso, a trama retorna a 1988, com toda aquela estética daquele tempo, e sendo assim, os eventos são mostrados por antigas fitas de VHS, numa desculpa bem forçada, mas que acabamos aceitando. Diferente de certos passos em falso do segundo filme, a trama flui bem e os acontecimentos paranormais logo vão acontecendo de uma forma desenfreada, mas jamais perdendo a simplicidade vista desde o primeiro filme. Novamente, surgem respostas que responde certas perguntas que os filmes anteriores deixaram, mas novamente levanta mais e mais perguntas (com direito a momentos “Bebê de Rosemary”), e fica a duvida sobre á conduta das irmãs, que se elas eram apenas peões de um jogo maior, ou sempre tinham consciência do que estavam envolvidas. Resta saber o que o estúdio irá inventar de mirabolante numa eventual sequencia, para não desgastar essa franquia demoníaca!

Curiosidade: Atividade Paranormal 3 marca a estréia dos documentaristas Henry Joost e Ariel Schulman na direção de um longa ficção.


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terça-feira, 20 de março de 2012

Cine Especial: INSTINTO SELVAGEM: 20 ANOS DEPOIS!

Sinopse: Em São Francisco, o policial Nick Curran (Michael Douglas) fica fortemente atraído por Catherine Tramell (Sharon Stone), a principal suspeita de um assassinato. Apesar de ter consciência dos riscos que corre, Curran se expõe cada vez mais, mesmo quando novas mortes ocorrem.
Instinto Selvagem foi um dos grandes sucessos de publico e critica no inicio da década de 90 e que lançou a atriz Sharon Stone ao estrelato. Boa parte do seu sucesso se deve ao ótimo suspense orquestrado pelo diretor Paul Verhoeven, que em vários momentos da película, lembra em muito os momentos de originalidade dos filmes de Alfred Hitchcock, e Sharon Stone, por sua vez, usa o cabelo no interrogatório idêntico a de Kin Novak em Um Corpo que Cai.
Claro que as cenas de sexo explicito também chamaram bastante atenção, sendo que as cenas de Michael Douglas com a atriz foram bem reais e com certeza pioraram a situação de Douglas, pois neste tempo era viciado em fazer sexo, algo que acabou se tratando mais tarde, e só assim mesmo para o casamento dele com Caterine Zeta Jones durar até hoje. Sharon Stone por sua vez fez o papel de sua vida, como escritora manipuladora, que simplesmente sabe manipular os personagens que os rodeiam ela. Os únicos que não confiam nela são próprio espectador, pois sabe desde o inicio que ela não é flor que se cheire, mas se alguém tinha duvida sobre se ela era culpada ou não dos seus crimes, tudo é respondido num final rápido e perturbador.
Na época, houve manifestações dos gays e lésbicas contra o filme da maneira que eles eram retratados, pois sendo a protagonista bissexual e possível criminosa da trama, o grupo não gostou nada disso, e outra coisa que incomodou foi ar de anti gay, principalmente na parte da danceteria. O próprio diretor por sua vez se defendeu dizendo que jamais queria transmitir isso, contudo ficou essa sensação no ar.
E como todo bom filme, Instinto Selvagem não poderia deixar de Ter um cena marcante que entrasse para historia, é a cena do interrogatório em que a atriz cruza as suas pernas e mostra que deixou alguma coisa em casa, é desde já uma das mais marcantes dos anos 90. Por conta disso, as fabricas de calcinha teve uma leve baixa nas vendas do produto, por que será né?
Vinte anos depois, o filme continua mais atual do que nunca e um dos filmes mais lembrados da década de 90!

Curiosidade: A famosa cena da cruzada de pernas de Sharon Stone em Instinto Selvagem foi rodada sem que a própria atriz soubesse que o público perceberia que ela estava sem calcinha no momento. A atriz apenas soube durante uma exibição-teste, quando viu a cena já dentro do próprio filme. Irritada com o fato, Sharon apenas foi convencida a permitir a manutenção da cena pelo próprio Paul Verhoeven, que disse atriz que este poderia ser seu passaporte para a fama.


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Cine Dica: Em Cartaz: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

Versão americana de David Fischer fica em cartaz por alguns dias (e com um precinho camarada) na sala da Usina do Gasômetro.
   Leia minha critica, já publicada, clicando aqui.

Em cartaz: na Sala P. F. Gastal (3º andar)  
Rua: Avenida Presidente João Goulart, 551 - Marcílio Dias Porto Alegre.
Horários: 16:00 e 19:00


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Cine Dica: Mostra No Feminino – As Mulheres no Cinema Contemporâneo

A mostra começa hoje (19horas), no cinebancários, com o lançamento do filme Bruta Aventura em Versos, logo após debate com a diretora Letícia Simões e a psicanalista Liliane Froemming
Mais informações da mostra, você encontra na pagina da sala clicando aqui.


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segunda-feira, 19 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: EXTRA!

NÃO HOUVE UM CINEASTA “PÓS TARANTINO”!
Encerrou-se ontem o curso sobre o cinema de Quentin Tarantino, onde o cineasta Mauro Baptista Vedia, demonstrou total paixão e conhecimento sobre o diretor. No primeiro dia, ele contou um pouco sobre as origens do diretor, seu gosto, como cresceu profissionalmente e provando, que Quentin Tarantino, talvez seja o único cineasta atual que é gente como agente. Ou seja, um cara que cresceu vendo inúmeros filmes e que acabou se formando dessa maneira, sem precisar ser rico necessariamente, bastando apenas ter paixão pela sétima arte e uma boa idéia na cabeça. Seus primeiros roteiros em que ele vendeu (Amor a queima Roupa e Assassinos Por Natureza) foi o seu primeiro passo do que estaria por vir.
Com pouco do dinheiro ganho (e ganhando uma ajudinha de Harvey Keitel), assim nasceu o seu primeiro filme que foi Cães de Aluguel, sendo que o resto, todo mundo já conhece a historia.
 Como de costume, foram exibidos alguns trechos de seus filmes, e o primeiro (para minha surpresa) foi justamente o ultimo filme do diretor, Bastardos Inglórios (favorito do Mauro), sendo que a cena escolhida foi justamente o prólogo, onde há uma verdadeira mistura de gêneros, tanto nas imagens, como na trilha, e apresentando um dos personagens mais fascinantes que o diretor criou que foi o caçador de judeus Hans Landa, interpretado brilhantemente pelo austríaco (achei que era australiano) Christoph Walltz. Entre o primeiro e o segundo dia, Mauro deu enorme destaque a Kill Bill, principalmente Volume 2, onde apresentou aquela cena, que talvez seja uma das melhores cenas do cinema da década passada, o prólogo do segundo filme, filmado em preto e branco e reservando momentos inesquecíveis, com elementos do gênero faroeste como Três homens e um conflito e Rastros Do Ódio que formaram aquela seqüência fulminante.
No final do curso, Mauro queria saber se agente tinha alguma pergunta para que ela fosse respondida por ele. No meu caso, lancei uma que cobriu os últimos minutos da aula, que se houve um diretor “pós Tarantino”, ou seja, um que revolucionasse a linguagem cinematográfica como ele revolucionou. Em sua resposta, Mauro deu entender que surgiu somente, imitadores de Tarantino, e não um “pós Tarantino” com qualidades superiores, embora ele tenha citado alguns que merecem respeito como David Fischer, mas não colocou mão no fogo para Paul Tomas Anderson, Darren Aronofsky, e tão pouco, para Robert Rodriguez, que na opinião dele, foi um diretor que teve somente sorte, mas jamais um grande talento. Ao termino do curso, Mauro e Jorge (organizador do curso) exibiram o trailer do ultimo filme, ainda não lançado de Tarantino, que é Jango. Mas sinceramente, é um trailer ainda inacabado, sendo que até quando anunciam os astros do elenco, são cenas de outros filmes. Contudo, o que se sabe, é um filme em que o diretor presta homenagem ao cinema faroeste (mais precisamente o universo de Sergio Leone) terminando assim, o seu namoro que ele tem com esse gênero há anos.
Existira um novo Tarantino um dia? Tanto para Mauro Baptista Vedia, como para mim, por enquanto não faz falta nenhuma, pois não se mexe em time que está ganhando!
Leia tudo sobre o cinema de Quentin Tarantino, clicando aqui.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: FINAL

Para aqueles que não acompanharam desde o inicio, leiam agora todos os posts desse especial que eu fiz durante essas duas semanas. E amanhã, é Tarantino do inicio ao fim! 
Partes: 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 e 11


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Cine Dica: Estréias no final de semana (16-03-12)

Final de semana com muitas estréias nas telonas, mas á maioria delas não poderei acompanhar, pois estarei ocupado, no aguardado curso "O Cinema de Quentin Tarantino", que promete ser ótimo, para aqueles (como eu) buscam mais conhecimento sobre o cinema, e principalmente sobre um cineasta como ele. Nas telas, finalmente chega um dos melhores filmes do ano passado que é Shame, que inclusive, será o primeiro filme do CineclubeZH deste ano, o que é uma pena, já que não estarei presente na ocasião, mas nem por isso, deixarei de assistir, portanto aguardem minha critica.
Projeto X é outro que chega cercado de expectativa e polemicas, já que agora a pouco, foi anunciado que um rapaz lá dos EUA, morreu ao tentar fazer uma festa similar da que os personagens fazem na trama. Lembrando, que além dessas estréias que eu citei e outras logo abaixo, está em pré-estréia PINA, elogiado filme em 3D, que foi exibido no final do festival de cinema de verão do RS, e que chega oficialmente as telas semana que vem. Portanto aguardem para saberem o que eu achei desse aguardado filme. Confiram as estréias:
SHAME
Sinopse: Em Nova York, Bradon (Michael Fassbender) mantém sua vida particular guardada a sete chaves, isso lhe permite realizar os mais diversos desejos sexuais. Porém, a chegada repentina da irmã Cissy (Carey Mulligan) faz com que sua vida seja alterada por tempo indeterminado.


Projeto X
Sinopse: O filme é uma comédia fora de controle que segue um grupo de amigos que decidem organizar a festa de aniversário mais épica da história filmada pela perspectiva das câmeras digitais de cada um.

Guerra é Guerra
Sinopse: Na comédia romântica de ação dois amigos inseparáveis se apaixonam pela mesma garota e acabam entrando em uma guerra cheia de ação para conquistá-la. Como ambos são veteranos espiões a batalha pelo coração da garota toma grandes proporções.



Protegendo o Inimigo
Sinopse: Tobin Frost evitou ser capturado por quase uma década. Um dos melhores agentes que a CIA já conheceu. Quando o esconderijo na África do Sul onde ele está detido é atacado por mercenários o inexperiente oficial foge junto com ele. Agora os mais improváveis aliados têm que permanecer vivos o maior tempo possível para descobrirem quem os quer mortos.



As mulheres do 6 andar
Sinopse: Paris anos 60. Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini) é um corretor da bolsa que leva uma vida tranquila ao lado da esposa Suzanne (Sandrine Kiberlain). A vida do casal é alterada quando sua empregada domestica que trabalha com eles há 20 anos pede as contas. Em seu lugar é contratada a espanhola Maria Gonzalez (Natalie Verbeke) que passa a morar com a tia e outras conterrâneas no sexto andar do prédio onde ficam os alojamentos dos empregados. Impulsionado pela simpatia da nova contratada Jean-Louis se aproxima de Maria e suas colegas descobrindo um universo até então desconhecido para ele.



Anderson Silva: Como Água
Sinopse: No esporte mais brutal e muitas vezes incompreendido pelo mundo tornar-se um campeão leva mais do que apenas sangue suor e lágrimas. O filme mostra Anderson Silva no UFC enquanto se prepara para coroar sua corrida de quatro anos como o rei invicto do esporte e com um recorde de 12 vitórias. Com o acesso íntimo à Silva e seu treinamento emerge o homem surpreendente e inspirador por trás de um dos maiores artistas marciais de todos os tempos.

Pequenos Espiões 4
Sinopse: Em Pequenos Espiões 4 os irmãos Rebecca e Cecil descobrem que a sua madrasta Marissa é na verdade uma agente super secreta Que está em uma missão para derrotar Time Keeper. Diante de uma missão tão incrível como esta estes dois irmãos contarão com as armas mais fantásticas do mundo Jatos supersônicos luvas mega poderosas e até um cão-robô.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 11

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

TARANTINO E RODRIGUEZ: PARTE 3
SIN CITY: A CIDADE DO PECADO
Sinopse: Sin City é uma cidade que seduz as pessoas. Nela vivem policiais trapaceiros, mulheres sedutoras e vigilantes desesperados, com alguns estando em busca de vingança e outros em busca de redenção. Um deles é Marv (Mickey Rourke), um lutador de rua durão que sempre levou sua vida a seu modo. Após levar para casa a bela Goldie (Jaime King), ela aparece morta em sua cama. Isto faz com que Marv decida percorrer a cidade em uma jornada pessoal, em busca de vingança. Além dele há Dwight (Clive Owen), um detetive particular que tenta a todo custo deixar seus problemas para trás. Após o assassinato de um policial, Dwight se apresenta para proteger suas amigas, as damas da noite. Há também John Hartigan (Bruce Willis), o último policial honesto da cidade, que restando apenas uma hora para se aposentar se envolve na tentativa de salvar uma jovem de 11 anos das mãos do filho de um senador .
Numa das adaptações mais fieis das HQ para o cinema, Robert Rodriguez convidou o seu amigo Quentin Tarantino, para filmar uma curta cena (no seguimento de A Grande Matança), envolvendo os personagens dos atores Benicio Del Toro e Clive Owen. Embora curta, o diretor emprega nela, algumas de suas características, como o close rápido nos personagens, que tanto ele fez em Kill Bill. Curiosamente, Tarantino fez a cena ao preço de um dólar, retribuindo o serviço que Robert Rodriguez havia feito em Kill Bill: Volume 2, quando ele fez a trilha sonora, da cena em que a noiva sai da cova, e ao preço de um dólar, também pelo serviço.   

Grindhouse
Grindhouse é escrito, dirigido e produzido por Tarantino e Rodriguez. O projeto foi uma homenagem aos filmes de terror e ação baratos da década de 70. Há duas histórias dentro de Grindhouse: Planeta Terror, dirigido por Rodriguez, que mostra rebeldes lidando com zumbis enquanto enfrentam militares; e A Prova da Morte dirigido por Tarantino, que mostra um dublê misógino que usa seu carro para matar suas vítimas, além de conter vários trailers falsos. Devido ao resultado mediano na estréia em solo americano, Grindhouse foi dividido em dois filmes, para serem exibidos ao redor do mundo. Com isso, Planeta Terror chegou antes para cá, porém, A Prova da Morte levou quase três anos para estrear por aqui, devido a inúmeros adiamentos e troca de distribuidoras. O filme finalmente ganhou luz própria por aqui, graças a estréia de Bastardos Inglórios, para pegar o embalo do mais novo sucesso de Tarantino. Tanto em Planeta Terror, como A Prova da Morte, o cineasta faz participações especiais como ator, em especial, em Planeta terror de Rodriguez, onde faz um soldado louco e tarado pela atriz Ava Gardner!

A PROVA DA MORTE
Leia minha critica, já publicada, clicando aqui.

PLANETA TERROR
Leia minha critica, já publicada, clicando aqui.

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Cine Especial: O PODEROSO CHEFÃO: 40 ANOS DEPOIS!

Ao começar o meu trabalho, lendo os jornais de hoje, me deparei-me com um especial de duas folhas da zero hora, sobre os 40 anos de O Poderoso Chefão. E lá se vão quatro décadas, e ainda hoje o filme (para muitos) é considerado o melhor filme (não só americano) de todos os tempos. Talvez, a obra seja o melhor símbolo da época que o cinema americano estava vivendo naquele tempo, mais precisamente na virada dos anos 60 para 70, mais conhecido como o “novo cinema americano”, devido a queda as regras da censura e o surgimento de novos talentosos cineastas, que contribuirão para a década de 70 ser propicia.
Coppola pertencia a esse grupo, e mesmo se tivesse parado de filmar (o que não aconteceu) teria já seu lugar garantido na historia do cinema, pois quem já viu a trilogia, ou pelo menos, o primeiro filme, sabe do que estou falando. Abaixo, deixo um pouco dessa trilogia mafiosa!

O PODEROSO CHEFÃO
Sinopse: Em 1945, Don Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Com a chegada das drogas, as famílias começam uma disputa pelo promissor mercado. Quando Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer atentados para que mudem de posição. É nessa complicada época que Michael (Al Pacino), um herói de guerra nunca envolvido nos negócios da família, vê a necessidade de proteger o seu pai e tudo o que ele construiu ao longo dos anos.
Baseado no romance de Mario Puzo, adaptado por ele e pelo diretor Coppola, é um espetáculo grandioso e belíssimo, que empresta um tom épico e inédito nos filmes de gângster. Pontuado por diversas cenas clássicas, tem um elenco impecável, uma fotografia primorosa (cortesia de Gordon Willis de Manhattan) e trilha sonora inesquecível de Nino Rota, conduzida pelo maestro Marmine Coppola, pai de Francis. O próprio cineasta dirigiu duas seqüências que deram continuidade a saga (74 e 90) e uma montagem dos dois primeiros filmes para ser apresentado para a TV. Vencedor de 3 Oscar.

Curiosidade: Francis Ford Coppola e Mario Puzo, autores do roteiro do filme, evitaram a todo custo utilizar a palavra "máfia" nos diálogos dos personagens.


O PODEROSO CHEFÃO: Parte II

Sinopse: Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci o poderio de Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados como Hyman Roth (Lee Strasberg) estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos.
Flashbacks interrompem a narrativa, para mostrar o surgimento do império Corleone. Ninguem em Hollywood acreditava, mas Coppola conseguiu fazer uma continuação ainda melhor que o filme original. O diretor e Mario Puzo criaram uma emocionante complemento do primeiro filme, revelando detalhes que explicam o comportamento dos personagens. Esse amargo e irresistível vaivém no tempo, que cobre três décadas e três gerações da família Corleone, forma também um grande e romântico painel sobre o EUA do século XX. Oscar de melhor filme, direção, roteiro adaptado, ator coadjuvante (Robert De Niro, perfeito como o jovem Vito Corleone), trilha sonora e direção de arte.

Curiosidade: Para se preparar para o papel, Robert De Niro viveu durante certo período na Sicília. Ele faz parte do grupo de atores que ganhou um Oscar falando a maior parte de seus diálogos numa língua diferente da inglesa (os demais foram Sophia Loren, Roberto Benigni e Marion Cotillard).


O PODEROSO CHEFÃO: Parte III
Sinopse: Nova York, 1979. A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone (Al Pacino), após fazer uma doação à Igreja de US$ 100 milhões, em nome da fundação Vito Corleone, da qual Mary (Sophia Coppola), sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Na comemoração pelo título recebido, após 8 anos de afastamento, Michael recebe "Vinnie" Mancini (Andy Garcia), seu sobrinho, que a pedido de Connie (Talia Shire) é apresentado a Michael manifestando vontade de trabalhar com o tio. Nesta tentativa de diálogo a conversa toma um rumo hostil, pois participava também da reunião Joey Zasa (Joe Mantegna), que agora mantém o domínio de uma área outrora mantida por Don Vito Corleone, o pai de Michael. Vinnie é chefiado por Zasa, mas fala que não quer continuar, principalmente pela traição de Zasa de não reconhecer o poder de Michael. Vinnie é quase morto pelos capangas de Zasa e uma guerra pelo poder tem início. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$ 600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa européia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa.
Menos exuberante que os anteriores, é mais tragédia intimista do que épico. O roteiro de Mario Puzo foi reescrito por Coppola, que o transformou na sofrida historia, de um homem em busca de redenção. Pontos altos: Os closes de Al Pacino e o final acachapante, em que a descida ao inferno é entremeada pela encenação (por Franco Zeffirelli) da ópera cavalleria Rusticana, de Mascagni. Faz referencias explicitas ao assassinato do Papa João Paulo I e ás negociatas do Banco Ambrosian. Fotografia de Gordon Willis e musica tema de Carmine Coppola. Sofia Coppola (filha do diretor) faz aqui sua primeira (e graças a Deus a ultima) atuação na carreira, mas após severas criticas, preferiu seguir os passos do pai como cineasta, alcançando muito mais respeito e sucesso.

Curiosidade: A atriz que inicialmente iria interpretar Mary Corleone era Winona Ryder. Somente após a desistência de Ryder que Sofia Coppola assumiu o papel;



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