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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino:Parte 10

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

TARANTINO E RODRIGUEZ: PARTE 2

Grande Hotel
Sinopse: Na véspera de Ano Novo, no Mon Signor Hotel, um tradicional hotel de Hollywood que agora passa por uma crise, acontecem quatro histórias curiosas que envolvem Ted (Tim Roth), um mensageiro, em seu primeiro dia de trabalho. No primeiro segmento, "O Ingrediente Que Faltava", uma irmandade de cinco bruxas se reúne na suíte nupcial para tentar desfazer um feitiço. Na segunda história Ted vai entregar gelo, mas o faz no quarto e acaba vendo Sigfried (David Proval) amarrar e amordaçar Angela (Jennifer Beals), sua esposa, pois desconfia que ela seja infiel. No terceiro conto um casal com dois filhos quer sair para se divertir sem levar as crianças, assim o pai dá 500 dólares para Ted e ele em troca tem de dar uma atenção especial às crianças, que o tempo todo passam a pedir a presença de Ted. No último segmento ele se vê no meio de uma aposta, pois o hóspede da cobertura apostou um carro de colecionador contra um dedo mindinho.
Tarantino reuniu-se com Rodriguez e mais dois cineastas independentes e cada um deles escreveram e dirigiram uma história. O único ponto em comum das quatro historias, seria o personagem de Tim Roth, numa interpretação engraçadíssima, que embora exagerada em alguns momentos, não tem como não rir de sua cara e de seus trejeitos, interpretando o mais novo recepcionista do hotel. O resultado é uma comedia que esbarra nos limites do desproposito e da genialidade, mas tendendo para está ultima. O episódio O Homem de Hollywood, de Tarantino, faz uma brilhantes homenagem á serie de TV de Hitchcock Apresenta. Mas o meu capitulo favorito desse filme, fica sendo Os Pestinhas, de Rodriguez, já que graças a montagem de cenas mirabolantes e a impagável interpretação de Bandeiras, tornam esse o capitulo o melhor dos quatro!

Curiosidade: O jogo de videogame que Betty e seus amigos jogam é "Rambo 3", do Sega Genesis, mas algumas cenas exibidas são do jogo "Rambo", da Nintendo;


UM DRINK NO INFERNO
Sinopse: Dois irmãos procurados pela polícia por 16 mortes seqüestram um ex-pastor e seu casal de filhos, para poderem atravessar a fronteira com o México e lá se dirigem à uma casa noturna freqüentada por caminhoneiros e motoqueiros, que é uma mistura de cabaré e prostíbulo. Porém, ao chegarem lá eles se deparam com algo totalmente inacreditável.
Antigo roteiro de Tarantino (aqui, na pele do irmão desajustado) levado as telas pelo seu grande parceiro Rodriguez. Tarantino ficou com a produção e roteiro, enquanto Rodriguez na direção, mas assistindo o filme, percebesse que ambos dirigiram a obra em partes iguais, portanto, o filme pode ser visto como em duas partes. Na primeira, tem perseguições implacáveis e tiros em profusões, mas rendendo inúmeros momentos de diálogos bem afiados, num estilo bem típico de Tarantino. Já a segunda parte, o terror toma conta do espaço, com imagens sanguinolentas e escatológicas, que é ai, que Robert Rodriguez comanda o espetáculo. O filme abriria as portas para a carreira de George Clooney no cinema, que na época, era mais conhecido como um dos astros da série de TV Plantão Médico.

Curiosidade: No inicio do filme, Michael Parks interpretou o Ranger Earl McGraw, assassinado pelos irmãos Gecko (Tarantino e Clooney) logo no começo do filme. Em Kill Bill ele não só inspeciona a cena do crime na igreja, como foi promovido a Xerife. O personagem retornaria em A Prova da Morte e Planeta Terror.


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: A Pele que Habito

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terça-feira, 13 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 9

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!
TARANTINO E RODRIGUEZ: PARTE 1
Começando com mais uma postagem sobre o especial do cinema de Quentin Tarantino, decidi que nesta semana (ultima de especiais sobre o diretor), farei especiais sobre á pareceria de Tarantino com Robert Rodriguez. Algumas parcerias estão tão consolidadas que é impossível falar de um sem citar o outro, é o caso de Tim Burton e Johnny Depp, Orson Welles e John Huston, Tarantino e Rodriguez. Todos com suas visões únicas e cada vez melhores elaboradas com o trabalho conjunto. Sabemos que ter amigos é algo essencial - seja aqui, seja em Hollywood. E quando esta ocorre em um ambiente tão inóspito quanto este - repleto de ego, dinheiro e falsos valores - no mínimo a relação de amizade deve ser respeitada! E, no caso desta dupla, apreciada. Quentin Tarantino e Robert Rodriguez se conheceram no Festival de Filmes de Toronto, ambos apresentando suas estréias, Tarantino com Cães de Aluguel e Rodriguez com El Mariachi. Rapidamente tornaram-se amigos, não demorando muito para que eles começassem a trabalhar juntos. O primeiro trabalho deles juntos foi exatamente neste filme abaixo:

A BALADA DO PISTOLEIRO

Sinopse: Antonio Banderas encarna o famoso Mariachi sem nome que parte em busca de vingança pela morte de sua namorada. Em sua encruzilhada atrás de Bucho (Joaquim de Almeida), um perigoso traficante de drogas, ele encontrará ajuda na bela Carolina (Salma Hayek) e em Buscemi (Steve Buscemi).
Tarantino já havia demonstrado os seus dotes como ator já em seus primeiros filmes (Cães de Aluguel e Pulp Fiction), mas é no filme do seu colega, que ele demonstra o quanto pode ir longe em termos de atuação. Neste segundo filme, da trilogia do Mariachi de Rodriguez, Tarantino faz uma participação curta como ator, mas muito marcante e super engraçada, onde todo mundo se lembra. Seu personagem ficou conhecido como “Cara da Pick-Up” onde foi no bar dos acontecimentos da trama, para fazer uns negócios e beber uma cerveja, sem saber que na bebida, havia um ingrediente a mais. Embalado pela situação, o personagem começa a contar uma hilária historia de um cliente com um dono de bar, com relação a uma aposta, onde envolve copos e...urina!
É humor negro puro, que apesar dos resultados imprevisíveis, não tem como não rir dessa seqüência, onde Tarantino provou que não era somente um ótimo ator, mas um excelente piadista, pois com certeza aquela piada veio da cabeça dele. Pena que o destino do seu personagem não seja tão engraçado!


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O PALHAÇO

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 8

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!


COMO ROTEIRISTA!

AMOR A QUEIMA ROUPA
Sinopse: O jovem Clarence Worley (Christian Slater) conhece uma call-girl, Alabama Whitman (Patricia Arquette), por quem acaba se apaixonando e se casando. Quando Clarence vai ao encontro de Drexl Spivey (Gary Oldman), o cafetão de Clarence, para pegar suas roupas e comunicar que agora ela está casada, um tiroteio se inicia. Na confusão ele pega uma mala cheia de cocaína, mas os donos da droga resolvem persegui-lo.
Esse foi o primeiro roteiro de Quentin Tarantino, e por si só, é uma bem humorada e sanguinolenta brincadeira com clichês do cinema. Seu estilo é marcado pelos diálogos afiados, personagens unidimensionais e situações básicas, quase físicas. A chacina do final é antológica, e o elenco é de primeira (onde Christopher Walker e Dennis  Hopper se destacam num dialogo). Curiosamente, Alabama (personagem de Patrícia Arquete), é citada em Cães de Aluguel, dando a entender, que no passado trabalhava como uma ladra, ao lado do personagem de Harvey Keitel!


ASSASSINOS POR NATUREZA
Sinopse: Mickey Knox (Woody Harrelson) e Mallory Knox (Juliette Lewis) se uniram pelo desejo que um sente pelo outro e por amarem a violência. Eles mataram algumas dezenas de pessoas em 3 semanas, mas sempre deixam alguém vivo para contar quem fez os crimes. Mickey e Mallory viram atração através da imprensa sensacionalista e o repórter Wayne Gale (Robert Downey Jr.), o principal responsável, os coloca no programa de televisão American Maniacs. Mesmo a captura deles pela polícia só aumenta a popularidade enorme dos criminosos, o que motiva Gale em transformar tudo num grande circo.
Apesar de a trama ser baseado num dos primeiros roteiros de Tarantino, ao longo do percurso, foi bastante reescrito, porém, a fonte original não foi ignorada. Vertiginoso do inicio ao fim, Oliver Stone cria um verdadeiro clipão, onde fotografia e uma montagem acelerada tornam o filme bem distante do convencional, onde a violência ao extremo jorra na tela. Porém, o filme é uma dura critica contra a imprensa sensacionalista que adora fazer de um caso, um verdadeiro espetáculo, onde o grande destaque fica por conta do repórter ambicioso (Robert Downey Jr, espetacular), que faz de tudo, para cobrir sobre o casal central, os assassinos Mickey Knox (Woody Harrelson) e Mallory Knox (Juliette Lewis). Na época de lançamento, não faltou pessoas que acusassem o filme de ser ultra violento e que afetasse as pessoas, mas para aqueles que buscam algo incomum (com algum sinal de inteligência no cinema americano), o filme é imperdível!


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Paul: Um Alien Fugitivo

DUPLA INGRESA ACERTA DE NOVO!

Sinopse: Graeme Willy (Simon Pegg) e Clive Gollings (Nick Frost) são dois jovens nerds que estão nos EUA a procura de OVNIs. O alienígena Paul (Seth Rogers) está na Terra há 60 anos e, cansado de ficar numa base militar secreta, decide pular fora e embarcar no primeiro carro que encontrar pela frente. Assim esse trio se conhece. Willy e Gollings resolvem ajudar Paul e mandá-lo de volta à nave-mãe. Enquanto eles não alcançam o objetivo, Paul integra o grupo e é o novo companheiro de confusões dos geeks britânicos.
Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso (ambos de Edgar Wright) revelaram a mais nova dupla do mundo da comédia Inglesa, Simon Pegg e Nick Frost, ambos com uma sintonia contagiante, principalmente nas piadas que soam bem certeiras. Nesta nova produção, dirigida por Gred Mottola (Superbad: É hoje), a trama explora o mundo dos nerds (com direito a Comic-Com) e suas fantasias sobre o universo extraterrestre, sendo que Simon Pegg e Nick Frost se encaixam muito bem na proposta da trama. Ao se encontrarem com um alien fugitivo, boa pinta e sarcástico (voz de Seth Rogen, de 50%), o filme presta homenagem ao mundo pop da ficção científica, de Contatos Imediatos, Star Wars e assim por diante.
Embora o ritmo não seja o mesmo dos filmes que consagraram à dupla, a trama nos prende com as situações imprevisíveis que o trio se envolve, desde armações governamentais há debates entre a ciência e religião, mas tudo de uma forma muito bem humorada. Atenção para a participação de alguém bastante conhecida no mundo da ficção cientifica, sendo uma espécie de cereja no bolo, para arredondar esse filme e tornar uma tarde qualquer bastante divertida!


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sexta-feira, 9 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 7

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

BASTARDOS INGLÓRIOS
Tarantino homenageia o cinema e usa como arma, para eliminar nazistas!

Sinopse: No primeiro ano da ocupação da França pela Alemanha, Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Waltz). Shosanna escapa por pouco e parte para Paris, onde assume uma identidade falsa e se torna proprietária de um cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) organiza um grupo de soldados americanos judeus para praticarem atos violentos de vingança. Posteriormente chamados pelo inimigo de “os Bastardos”, o esquadrão de Raine se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. O destino conspira para que os caminhos de todos se cruzem em um cinema, onde Shosanna pretende colocar em prática seu próprio plano de vingança...
O cinema em si, é uma ferramenta de entretenimento, no qual o espectador se senta para assistir todos os tipos de gêneros, desde a comédia como também o mais puro drama, e também serve para nos identificarmos com o protagonista e torcemos por ele. Determinada historia que são apresentadas na tela, geralmente faz com que o espectador pare e se esqueça da dura realidade do que é e do que foi, e pelo menos por duas horas se esquece do mundo real que existe lá fora. Talvez tenha sido esse o pensamento de Quentin Tarantino quando fez esse ótimo filme, sobre um grupo de judeus disposto a qualquer preço em eliminar o máximo possível de nazistas durante a guerra. Os judeus do cinema sempre foram retratados como ás maiores vitimas dos vilões nazistas, sempre retratando o que realmente aconteceu, logicamente, durante a segunda guerra, mas Tarantino deve ter parado e pensado assim... “que se dane o passado e a realidade de como ela foi, que eles vão a forra agora”. Se na realidade não foi bem assim, na ficção esse povo e o publico em geral pode muito bem se sentar e curtir na boa, o que eles mais guardam no fundo do seu peito, porque quem não gostaria de ver numa trama, um bando de nazistas safados se dando mal? Pelo menos Tarantino nos proporciona isso de uma maneira única, divertida e chocante.
Misturando elementos dos seus filmes com outros do gênero como, Rastros do Ódio e Doze Condenados como exemplo, Tarantino cria uma trama de vingança de duas frentes, no qual ambas tem um único objetivo e que ambos os lados se cruzam num único lugar em um clímax de proporções avassaladoras. Claro que antes do ato final, não faltam às características do diretor em fazer um filme e que estão todas lá, desde os diálogos afiados, referencias ao mundo pop, humor negro e etc. E não importa se a trama se passa na Segunda Guerra Mundial, isso para o diretor é um mero detalhe, sendo que  não impede de suas características sejam bem aproveitadas em outra época. O curioso é o tema que o diretor anda fazendo muito nos seus últimos filmes que é a vingança e suas conseqüências, sendo que isso começou em Kill Bill, que se naquela saga isso foi retratado na historia da personagem á noiva, aqui é bem retratado pela personagem Shosanna Dreyfus (Melanie Laurent). E por falar nos personagens como uma boa historia, não poderia faltar também um ótimo elenco. Brad Pitt é o laço que leva o publico em geral a embarcar nesta aventura, mas é o resto do elenco que rouba a atenção do publico.
Chistoph Valtz (Palma de ouro de melhor ator no festival de Cannes) é com certeza o melhor vilão dos ultimos anos.. Carismático, violento e divertido, o ator faz do seu personagem Coronel Hans Landa, o típico personagem que o espectador não sabe se o ama ou odeia. Completamente imprevisível e com palavras afiadas de tal forma, que o espectador se encolhe a toda vez que ele aparece em cena, e com certeza entra para a lista dos melhores personagens tarantinescos.
E como não poderia deixar de ser, Tarantino presta como sempre, uma bela homenagem ao cinema, como por exemplo, o típico “filme dentro do filme” e como eu disse lá em cima, que o cinema nos serve para nos apreciarmos diversos gêneros e situações melhores do que a nossa realidade, aqui o diretor simplesmente usa o próprio cinema da trama como arma, para fazer o que todos no fundo gostariam de ver, mas de tal forma, que as imagens ficaram sendo lembradas por muito tempo de tão corajosas que foram, porque nem sempre realidade e ficção se cruzam bem, mas o diretor soube fazer bem o bolo com a sua receita. É o Tarantino em sua melhor forma e com certeza em sua maior obra prima, que alias são palavras finais saídas da boca do personagem de Brad Pitt, mas que são as palavras do próprio diretor falando com relação ao seu filme. Pretensioso para alguns, mas a mais pura verdade dita para outros. Os fãs não tem o que discordar!


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Cine Dicas: Estréias no final de semana (09/03/12)

Pois é meus amigos, chegamos a mais um final de semana com muitas atrações em nossos cinemas. Para começar, 8ª Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, que começou ontem (infelizmente não pude comparecer), e que vai até dia 15 desse mês. Dentre os destaques do festival, está uma mostra especial dos grandes clássicos François Truffaut, que será exibido na sala P.F Gastal (Usina do Gasômetro), e o tão aguardo filme alemão PINA, que para muitos, foi um dos melhores filmes do ano passado e que finalmente chega as nossas salas. Mais informações sobre a programação vocês confiram abaixo.
Das estréias tradicionais, temos a tentativa da Disney em fazer uma nova franquia com John Carter, à tentativa de Madonna em ser diretora em W.E: O Romance do Século e a tentativa de Nicolas Cage em provar que ainda é um bom ator em O Pacto.
Confiram as estréias:

8º FESTIVAL DE VERÃO DO RS DE CINEMA INTERNACIONAL
Mais informações sobre a programação clicando aqui.

John Carter - Entre Dois Mundos‎
Sinopse: O filme conta a história de John Carter que é inexplicavelmente transportado para Marte onde se vê envolvido em um conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta incluindo Tars Tarkas e a atraente Princesa Dejah Thoris. Em um mundo à beira do colapso Carter descobre que a sobrevivência de Barsoom e de seu povo está em suas mãos.



W.E: O Romance Do Século
Sinopse: W.E. - O Romance do Século apresenta paralelamente o amor em duas épocas diferentes. No passado o Rei da Inglaterra Eduardo VIII se apaixona pela americana Wallis Simpson uma plebéia divorciada. Décadas mais tarde uma mulher casada vive um caso de amor com um agente de segurança russo.


O Pacto
Sinopse: A história se passa em Nova Orleans e acompanha um homem (Nicolas Cage)desesperado por vingança depois que sua esposa (January Jones)foi mortal em um crime brutal. Para isso ele une-se com um grupo de vigilantes undergrounds.




Um Dia
Sinopse: Conta a história de Dexter e Emma, que se conheceram na noite em que eles se formaram na Universidade de Edimburgo em 1988 e concordaram em manter a amizade e visitar um ao outro na mesma data todos os anos para ver como estão suas vidas.
Embora ambos passem por diversos envolvimentos românticos, eles têm uma ligação especial que não conseguem explicar.



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quinta-feira, 8 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 6

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

A PROVA DE MORTE
CUIDADO COM AS MENINAS DE TARANTINO!

Sinopse: 'À Prova de Morte' é estrelado por Kurt Russell. Três amigas saem para se divertir e chamam a atenção de todos por onde passam, inclusive a do misterioso Stuntman Mike, um dublê temperamental que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível.
Nem vou me alongar no fato do filme ter atrasado três longos anos para ser exibido aqui no Brasil na época, e sim falarei nas suas qualidades. O filme é Tarantino puro, para aqueles que esperam todas as suas características dos seus filmes anteriores, sendo que tudo esta lá, desde uma trilha sonora maneira a várias referencias de outros filmes e dos próprios filmes do diretor. A trama em si é simples e funciona em duas partes, ambas tem algo em comum, uns grupos de amigas saem juntas para se divertirem em bares e na estrada, quando derrepente acabam se encontrando com Stuntman Miike (Kurt Russell em seu melhor papel depois de muito tempo) e que acabarão tendo que enfrentar a sua loucura em querer matá-las sem motivos aparente. Ambas as historias tem finais diferentes um do outro, em meio a isso todas as marcas registradas do diretor estão lá, muito diálogos (e bota dialogo nisso) trilha sonora maneira e humor negro na medida certa, aliado a uma montagem que se finge ser tosco, afinal o diretor presta homenagem aos antigos filmes baratos que passava adoidado nos cinemas dos anos 70. Por isso, não estranhe a imagem estar arranhada, falta de cor ou sem nenhuma cor, é tudo proposital. Portanto o marinheiro de primeira viajem pode estranhar a primeira vista ou se divertir perante a brincadeira do diretor. O legal é que o cinéfilo atento irá reparar na interligação desse filme com Planeta Terror (de Robert Rodriguez) numa determinada cena do hospital que separa ambas as partes dentro do filme. O curioso é o fato de Tarantino, que em cada filme que faz, cada vez mais mostra a força feminina perante os homens da trama. Se muito curtiram a noiva de Kill Bill preparasse para esse grupo de garotas, principalmente pelo segundo, que deixara o personagem de Kurt Russell em maus lençóis. Atenção pela magistral perseguição de carro no ato final do filme, incrível de boa e que faz uma referencia aos antigos filmes de ação.


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: CONTÁGIO

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Cine Dica: Em Cartaz: PODER SEM LIMITES

DEPOIS DESSE FILME, COMO HOLLYWOOD IRÁ FAZER A VERSÃO AMERICANA DE AKIRA??
Sinopse: Três amigos ganham superpoderes de uma substância misteriosa. Quando surgem problemas pessoais eles precisarão muito um do outro.
É fato, que os filmes narrados em primeira pessoa, se tornou a nova forma de sucesso de certos gêneros como os filmes de horror (vide A Bruxa de Blair, Cloverfield e REC), e agora, em filmes de super heróis. Bom, este não é exatamente o filme de super herói tradicional, e sim, a trama mostra o que aconteceria se indivíduos normais começassem a adquirir poderes da noite pro dia e qual seria o lado bom e negativo disso. Dirigido pelo jovem diretor estreante Josh Trank, a trama acompanha (em forma de documentário caseiro) a trajetória de três jovens, Andrew, Matt e Steve (os também estreantes Alex Russel, Michael B, Jordan e Dane DeHaan), jovens comuns que vivem em uma pequena cidade, que da noite pro dia (após o encontro de misteriosas pedras de quartzo), começam adquirir dons sobre humanos.
A graça da trama está no fato de nós acompanharmos gradualmente as mudanças que esses três jovens passam, após os poderes começarem a se manifestarem (desde a voar e a levitar coisas). É impressionante, que embora aja efeitos especiais, o filme passe tamanha realidade. É como se eles realmente adquirisse esses dons, onde nem o céu é o limite, em uma seqüência de vôos espetaculares. Por outro lado, o filme explora aquele velho ditado, que nossas ações é o que representam o que nos somos, então o que aconteceria, se esses poderes caíssem nas mãos de alguém inseguro de si e com vários problemas pessoais? Coisa boa disso não irá sair, e essas características, o personagem Adrew representa. Vitima de bullying na escola, hostilizado pelo pai bêbado e tendo uma mãe à beira da morte, Adrew vive com insegurança interna, e quando surge esses poderes, em vez deles ajudarem, acabam por fazer ele botar para fora todo o ódio que sente contra aqueles que o atormentam. Já Matt, que é primo de Adrew, é o outro lado da moeda, em que vê nestes poderes, um grau enorme de responsabilidade, em com isso, tenta de todos os meios ajudar o seu primo, para que o pior não aconteça.
Devido a tudo isso, é impressionante até que ponto a historia alcança, e quando se acha que a trama tinha tudo que dar, eis que acontece uma reviravolta de 360ª graus, e que acaba selando os destinos dos primos. É neste ponto, que o filme impressiona nos efeitos especiais, fazendo das cenas vôos dignas de nota e que não deve nada a outros filmes onde retrataram os personagens voando, seja em Superman ou na trilogia Matrix, esses alias, atrevo me a dizer, foram superados por esse impactante ato final desse filme. Mas como eu citei no subtítulo dessa matéria, HOLLYWOOD vai ter que pensar duas vezes antes de querer fazer realmente uma versão americana do clássico de animação japonesa AKIRA. Pois quem assistiu aquele clássico de 1988, encontrará semelhanças absurdas neste aqui, principalmente se comparando os atos finais de ambos os filmes. Se Hoollywood já tinha uma batata quente, agora ela esta torrando!
Embora a formula, de filme de primeira pessoa, soe um tanto que forçada, principalmente no já citado ato final, isso acaba se tornando mero detalhe, pois quando se chega a esse determinado ponto da historia, já estamos conquistados, tanto por ela, como pelos personagens, que embora com super poderes, são tão humanos como qualquer um. Com orçamento modesto (apenas R$12 milhões de dólares), Josh Trank pode vir a se tornar o mais novo cineasta com ótimas idéias na cabeça do cinema atual. Desde que faça filmes como esse que impressionam, não somente pelas fantásticas cenas, mas acima de tudo, por uma historia humana e caprichada!


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quarta-feira, 7 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 5

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

KILL BILL: VOLUME 2
E AGORA BILL?
Sinopse: Após ser traída por Bill (David Carradine) e seu antigo grupo, uma mulher (Uma Thurman) fica à beira da morte por 4 anos. Após despertar do coma ela parte em busca de vingança, indo atrás de cada um dos seus antigos companheiros para matá-los.
Após o final do filme anterior, Tarantino deixou o publico com muita ansiedade, esperando por algo ainda maior que estaria por vir, mas não é que o cineasta foi contra as expectativas do publico, que por sua vez, agradece. Diferente do que foi visto no filme anterior, Tarantino retorna novamente com inúmeros diálogos afiados, e para alegria de muitos, a trama retorna ao passado, no inicio do filme, para esclarecer alguns pontos que ficaram obscuros no ar. Em um belo preto branco, a trama retorna ao massacre dentro da igreja, onde a noiva estava ensaiando o casamento junto com o noivo, e nesse momento, surge finalmente Bill (David Carradine, ótimo). Tarantino nos brinda com a seqüência de uma forma bem ensaiada, onde com uma bela trilha sonora (saída de Três homens e um conflito), as imagens remetem diretamente com o inicio do clássico, Rastros do Ódio.
Como todos sabem o que acontece em seguida, Tarantino simplesmente afasta a câmera da igreja, deixando somente o som e os gritos do horror dominar a cena, de uma forma bem sugestiva e genial. Voltando ao presente, somos apresentados ao personagem Budd (Michael Madsen, espetacular) irmão de Bill, que vive uma vida desregrada, e meio que arrependido do que fez no passado, mas nem por isso, deixara a guarda baixa para noiva e de uma maneira surpreendente, se torna o mais perigoso oponente. Nesta seqüência, Tarantino intensifica mais sua homenagem ao gênero do faroeste, em especial, aos filmes de Sergio Leone, onde a trilha sonora nos remete aqueles clássicos que o diretor Italiano criou. Após uma inesperada reviravolta na trama, a noiva se encontra há sete palmos abaixo, dentro de um caixão (numa seqüência que sentimos o sufoco da protagonista), mas novamente, o filme da uma pausa a esses acontecimentos, e voltamos para o passado. Tarantino nos brinda com á historia do treinamento intensivo da noiva, nas mãos do rígido Pei Mei, personagem super conhecido nos filmes de artes marciais. Por vários minutos, conhecemos a dor (embora necessária) desse treinamento que a noiva passa, desde a carregar baldes, há tentar quebrar uma tabua dura com a mão. Aqui, Tarantino intensifica o close rápido nos rostos dos personagens, algo que ele tirou dos filmes de Kung fu de antigamente, e que acabou se tornando uma de suas marcas registradas.
Retornando a noiva enterrada, Tarantino de uma forma bem deliciosamente gradual, nos presenteia com uma de suas melhores cenas que ele filmou durante a carreira. Embalada com uma impressionante trilha sonora, que da vontade de gritar um olé de tão boa (cortesia do amigo Robert Rodriguez, que fez a trilha ao preço de um dólar). Partindo novamente para a vingança, a noiva vai de encontro com o seu alvo anterior. Mas antes que isso aconteça (e que acaba mudando os seus planos) surge outro grande alvo da protagonista, Elie Drive (Daryl Hannh, na melhor coisa que fez desde Blade Runner), onde nos brinda com suas atitudes imprevisíveis, nos explica sobre um determinado tipo de cobra, e de brinde, nos diz qual realmente é o nome da noiva. O encontro das duas entidades femininas, não deve nada as cenas de luta e sangue que já foram apresentadas nestes dois filmes, porém, o embate termina de uma forma imprevisível.
Por fim, chegamos ao tão aguardado confronto da noiva com Bill, mas quem disse que esse encontro seria um embate normal entre o bem e o mal? Tarantino não foi quem disse, e o encontro de ambos os personagens (com o direito a uma grande surpresa para a noiva), gera inúmeros conflitos internos, não só deles, como também para o espectador que assiste e que acaba não sabendo exatamente como deseja que o filme termine. Neste ato final, Tarantino nos entrega qual é o verdadeiro significado (da saga) da vingança e de suas conseqüências. Por um momento compreendemos a noiva, suas motivações e desejos de vingança, porém, compreendemos as motivações de Bill, e até mesmo nos fascina com a sua teoria sobre Superman, que acaba tendo tudo haver com a noiva, (embora esse momento soe meio artificial, já que é Tarantino e não Bill falando). Ambos, na verdade cometeram erros um com o outro e que não souberam administrá-los em determinado momento do percurso, e mesmo que aja o perdão de ambos os lados, só existe uma forma de tudo terminar. Tarantino então sela o destino do casal em conflito de uma forma super satisfatória, que embora a protagonista se sinta feliz por fora, no fundo guarda uma grande tristeza, numa cena onde Uma Thurman desaparece por completo, e vemos somente a noiva caindo na real com tudo que passou, mas feliz com o que conseguiu. Assim, o cineasta encerra a saga da noiva, fazendo agente não sair da poltrona tão facilmente, criando um dos melhores créditos finais dos últimos anos, e desejando que num futuro quem sabe, ele retorne aquele universo cheio de energia e referencias ao mundo pop!

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terça-feira, 6 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 4

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

Kill Bill - Volume 1
A VINGAÇA NUNCA FOI TÃO POP!

Sinopse: A Noiva (Uma Thurman) é uma perigosa assassina, que trabalha em um grupo liderado por Bill (David Carradine) e que é composto principalmente por mulheres. Ela está prestes a se casar com Bill, mas no dia de seu casamento seu noivo e companheiras de trabalho se voltam contra ela, quase a matando. Ela fica 5 anos em coma, até despertar com um único desejo: vingança.
Anos atrás, eu havia adquirido com um colega meu de serviço, um livro intitulado CINEMA - UM ZAPPING DE LUMIÈRE A TARANTINO, escrito pelo jornalista e critico de cinema Luís Carlos Merten. Nele, ele fazia um panorama desde os primodios do cinema, até Quentin Tarantino, onde ele deu grande destaque e de como o cineasta injetou sangue novo no cinema dos anos 90. Só que então, Merten relança o mesmo livro (em 2002), só que de uma forma diferente, com mais conteudo e (pasmen) detonando Tarantino, por sua falta de ideias novas em não lançar um novo filme. Talves, Merten estivesse chateado com o cineasta, pelo fato que, de 1997 a 2002, Tarantino não lançava mais nenhum outro filme, mas quem disse que ele era obrigado a lançar filmes um atrás do outro?
O mestre Stanley Kubrick, por exemplo, levava anos para filmar um proximo filme, e isso se devia, pelo fato do cineasta não conseguir adquirir sempre uma boa historia, que realmente valesse a pena para ser lançada nas telas. Merten deveria ter sido mais paciente, pois um ano depois dele ter lançado essa segunda impressão do seu livro, eis que Tarantino surge com um dos seus projetos mais ambiciosos, que carregava consigo durante anos. Kill Bill nasceu com a ideia basica sobre a “vingaça” e suas consequencias, mas elas, viriam depois, já que no primeiro filme da noiva vingativa (Uma Thurman, novamente espetacular) não haveria tempo para reflexões e sim ação total e um verdadeiro banho de sangue. Tarantino nos da poucas explicações do que está acontecendo na tela, e tudo que sabemos, é que se trata de uma ex assassina, que no dia de seu casamento, é pega em uma emboscada dentro da igreja, onde ela é brutalmente espancada pelos seus ex colegas e leva um tiro na cabeça do seu ex namorado e chefe (David Carradine não aparecendo o rosto), e para piorar, ela estava grávida. Claro, que ela sobrevive e parte para a vingança, onde ela caça um por um os seus algozes. Neste trajeto, Tarantino novamente injeta sua forma de filmar, como havia sido visto em seus outros filmes, mas em termos de diálogos aos montes, eles ficam um pouco de lado neste primeiro capitulo, dando mais espaço a narração off da protagonista, que em muitos momentos, conta um pouco sobre aqueles que ela vai caçar, em especial, O-ren (Lucy Liu). Ao contar a historia da origem da personagem de Liu, Tarantino entra em um território até então inédito de se contar uma historia em seus filmes, sendo que esse seguimento, foi todo criado em animação japonesa, orquestrada pelos mesmos criadores do clássico Fantasma do Futuro. Em mais de cinco minutos, somos bombardeados por inúmeras cenas violentas, onde o sangue jorra aos montes, embalado por uma trilha, que nos lembra a trilogia de Sergio Leone. Ou seja, uma verdadeira mistura rara, mas que fascina.
Mas essa animação não ficaria apenas nisso, em ao lembrar o universo oriental, sendo que todo o resto da trama (pelo menos neste primeiro filme) se voltaria para o mundo do sol nascente como um todo. Tanto que Tarantino convida uma lenda do cinema japonês Sonny Chiba num papel crucial. Além de o cineasta vestir a sua protagonista, numa roupa amarela que lembra diretamente o lendário Bruce Lee em seu ultimo filme (O Jogo da Morte). Com essa roupa e a espada na mão, Tarantino joga a protagonista na famosa seqüência da "casa de chá", onde o cineasta brinca a torto e a direito com a sua câmera (fazendo uma verdadeira panorâmica dentro do ambiente), embalado com uma trilha sonora agitadíssima e (novamente) contagiante. Após a apresentação do local, acontece um dos maiores massacres do cinema recente, onde a Noiva mata os 88 loucos (todos vestidos de Kato, personagem clássico de Bruce Lee), de O-ren. Nesta seqüência tudo acontece, desde  cabeça rolando, sangue jorrando, câmera rápida, câmera lenta, fotografia em preto e branco e lutas as escuras. Por um momento, nos perguntamos... Tarantino surtou? Longe disso, sendo que as próprias cenas que ele cria, nos dizem para não levarmos nada a sério, pois tudo ali é saído de um universo, onde tudo acontece de uma forma animalesca, tosca e divertida. Pois mesmo em um mar de sangue em volta, chegamos a nos balançar ao agito das cenas, com a trilha sonora maneira ao fundo.
Após esse ato final, algumas perguntas ficam no ar, alvos ainda estão vivos e Tarantino nos bombardeia com uma assustadora revelação, que poderá (ou não) mudar os planos da noiva assassina, no finalzinho do filme. Tudo isso, foi para fazer o publico esperar com ansiedade por mais um delírio visual no volume dois. Porém, nem tudo é o que se parecia!
Curiosidade: Quentin Tarantino deu o roteiro de Kill Bill e sua protagonista a Uma Thurman como presente pelo seu aniversário de 30 anos, em 2000.


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Cine Dica: Em Cartaz: Hiroshima - Um Musical Silencioso

Sinopse: Juan (Juan Stoll) trabalha numa padaria e quando chega em casa, seus pais deixam uma série de tarefas para ele, que são cumpridas antes dele sair ao encontro da namorada e dos amigos. Mas ele toca numa banda de rock e é no palco que o jovem caladão se diverte.

Essa produção Uruguaia dirigida por Pablo Stoll (Whisky e 25 Watts), a principio, parece um documentário, onde vemos o protagonista ( Juan Andrés Stoll, irmão do diretor) andar por uma determinada rua, para então chegar a sua casa. A câmera o segue, sem cortes, apenas seguindo e observando a suas reações conforme ele vai chegando aonde vive. Quando finalmente ele lê o que os seus pais deixaram escrito para ele fazer, é então que, finalmente depois de quase dez minutos de projeção, é que aparece o titulo do filme.
Além dessa abertura interessante, o que torna o filme Uruguaio Hiroshima - Um Musical Silencioso, incomum, é o fato da historia não ter diálogos, ou melhor, dizendo, os diálogos estão lá, mas nos não ouvimos o que eles dizem, e sim nos somente lemos em letreiros (como um filme mudo) o que o protagonista e outros personagens em sua volta estão dizendo. A proposta do filme é fazer com que agente preste atenção nas reações e gestos do personagem perante aos lugares que ele passa, ou com as pessoas que ele cruza, e nesse caso, o diretor é feliz em criar essa idéia, pois imediatamente nos simpatizamos, tanto com jornada do personagem, como ele em si. A jornada do personagem, alias, é interessante por ele buscar algum objetivo na vida, mesmo não demonstrando isso, e durante um dia inteiro, o vemos perambulando nas ruas, conversando com amigos, e em alguns momentos, acontecem conseqüências durante sua passagem nos lugares em que ele passa. Apesar de serem conseqüências pequenas, são pequenos momentos em que a trama nos diz que “o tempo não para” e a vida processe, mesmo que às vezes não a acompanhemos ela. O protagonista vive nesta encruzilhada da duvida e na incerteza de qual é ó seu caminho, mas até ele descobrir, ficamos por um momento, desejando que ele continue prosseguindo por onde ele passe, para ver o que acontece.
Apesar de curto, é um filme de grande conteúdo e que merece ser descoberto!

Em Cartaz:  Rua General Câmara, 424, Centro - POA
Horários: 15h e 17h


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Cine Curiosidade: Tarantino na mídia

CURSO SOBRE QUENTIN TARANTINO GANHA DEVIDO DESTAQUE NO JORNAL DO COMÉRCIO!


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