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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 25 de novembro de 2025

Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS 27 DE NOVEMBRO

O longa-metragem "A NATUREZA DAS COISAS INVISÍVEIS", de Rafaela Camelo, estreia no CineBancários em 27 de novembro. A obra já ganhou três importantes troféus no Festival de Gramado: Prêmio Especial do Júri, Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Marta Maia) e Melhor Trilha Sonora (Alekos Vuskovic).

Aclamado em circuitos nacionais e internacionais, o filme passou pela Seção Generation Kplus do Festival de Berlim, em 2025 e já acumula importantes reconhecimentos: Melhor Roteiro no 9º Santander International Film Festival 2025 – Opera Prima Competition; Prêmio de Melhor Filme do Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai; Menção Especial do Júri na Competição Ibero-Americana do 51º Festival Internacional de Cinema de Seattle (SIFF) e o “Outstanding First Feature”, Prêmio do Júri no Frameline49 - Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de São Francisco.

Primeiro longa da diretora brasiliense, A NATUREZA DAS COISAS INVISÍVEIS é um coming of age sobre amizade, despedidas e descobertas. Durante as férias de verão, Glória e Sofia, duas meninas de dez anos, se encontram em um hospital e, unidas pelo desejo de sair dali, embarcam em uma jornada agridoce sobre vida e morte, enfrentando verdades que os adultos tentam suavizar.

Rafaela celebra a longa jornada desde Berlim: “É interessante perceber como o filme, mesmo com elementos muito brasileiros, se comunica com públicos tão diferentes. Falar sobre a morte a partir da beleza de estar vivo parece tocar profundamente as pessoas. É um filme conciliatório, que busca acolher o luto sem negar suas dores, e talvez por isso encontre tanta identificação onde quer que seja exibido. Mostrar o filme agora no Brasil, na Mostra de São Paulo e depois nos cinemas, é uma oportunidade de compartilhar essa história com o público para o qual ela, de alguma forma, sempre pertenceu”.

A cineasta explica que o filme nasceu de um questionamento que a acompanhava durante a infância: “Guardo uma lembrança muito nítida de, quando criança, sentir curiosidade sobre a morte e, ao mesmo tempo, me sentir estranha por ter esse interesse. Muitas perguntas passaram pela minha cabeça, perguntas que na época eu não tinha a liberdade de fazer”.

Essa curiosidade infantil sobre o desconhecido molda a trajetória das protagonistas e reflete na estrutura narrativa do filme, que se divide em duas partes: uma ambientada no hospital e outra em um refúgio no interior de Goiás. “É uma metáfora estrutural, como se, naquele ponto, o filme da forma que foi apresentado tivesse que morrer para outro se formar”.

A jornada de Sofia, é um dos fios condutores da narrativa. A trama aborda sua relação com a identidade de gênero de forma sutil, focando na sua jornada pessoal e na relação com a mãe. “O luto na trajetória da Sofia está ligado a uma despedida simbólica de uma identidade que não existe mais. Quis apresentar Sofia como qualquer outra criança — curiosa, esperta, cheia de desejos e medos — antes de qualquer rótulo”, conta Rafaela.


PROGRAMAÇÃO DE 27 DE NOVEMBRO A 03 DE DEZEMBRO


ESTREIA:


A NATUREZA DAS COISAS INVISÍVEIS

Brasil-Chile/Drama/2025/90 min.

Direção: Rafaela Camelo

Sinopse: Glória tem 10 anos e passa as férias no hospital onde sua mãe trabalha como enfermeira. Lá ela conhece Sofia, uma menina que está convencida de que a piora na saúde da bisavó é causada pela internação no hospital. Unidas pelo desejo de sair dali, as crianças encontram conforto na companhia uma da outra. Quando a partida se torna inevitável, as meninas e suas mães seguem para um refúgio no interior de Goiás para passar os últimos dias de um verão inesquecível.

Elenco: Laura Brandão, Serena, Larissa Mauro, Camila Márdila, Aline Marta Maia


EM CARTAZ:


O QUE A NATUREZA TE CONTA

Coréia do sul/ Drama/ 2025/108min

Direção: Hong Sang-soo.

Sinopse: Um jovem poeta deixa a namorada na casa dos pais dela e se surpreende com seu tamanho. Ele encontra o pai dela, conhece a mãe e a irmã dela e todas acabam passando um longo dia juntas; alimentadas por conversas, conversas, comida e bebidas.

Elenco: Ha Seongguk, Kwon Hae-hyo, Cho Yunhee



O AGENTE SECRETO

Brasil/França/Holanda/Alemanha /Drama/2024/ 158 min.Direção: Kleber Mendonça Filho

Sinopse: O longa é um thriller político, que acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

Elenco: Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho, Roberto Diogenes



HORÁRIOS DE 27 DE NOVEMBRO A 3 DE DEZEMBRO

Não há sessões nas segundas

14h30 – O AGENTE SECRETO

17h30 – O QUE A NATUREZA TE CONTA

19h30 – A NATUREZA DAS COISAS INVISÍVEIS


Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

Na quinta-feira, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.


CineBancários

Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre

Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405

ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Cine Dica: Em Cartaz - 'Wicked: Parte 2'

Sinopse: Demonizada como a Bruxa Má do Oeste, Elphaba vive no exílio, enquanto Glinda reside na Cidade Esmeralda. Quando uma multidão furiosa se levanta contra a Bruxa Má, ela precisa se unir com Glinda para transformar a si mesma e todo o Oz, para o bem.  

Quando eu saí da sessão de "Wicked: Parte 1" (2024) eu tinha certeza de que havia testemunhado um cinema puro e cujo espetáculo deve ser testemunhado por todos em uma sala escura.  A passagem "Defying Gravity" que encerrou o filme com chave de ouro é aquele tipo de música que faz você cantarolar mesmo já tendo se passado várias horas após sessão. Portanto, "Wicked: Parte 2" (2025) pode não superar o filme anterior, mas encerra a trama com dignidade e respeitando aqueles que sempre apreciaram a peça teatral.

Dirigido novamente por Jon M. Chu, a trama começa exatamente onde o longa anterior havia se encerrado, onde vemos Elphaba e Glinda agora separadas e tendo que enfrentar as consequências de suas escolhas após saberem a verdade sobre o mágico Oz.  Enquanto Elphaba segue sendo vista como a Bruxa Má do Oeste, Glinda vive as glórias de ter se tornado o símbolo da Bondade no reino e sendo amada pela população. O cenário toma novos rumos com a chegada de uma garota do Kansas e que pode gerar o ponto final da história.

Eu fui assistir ao filme com a expectativa equilibrada, já que achava difícil esse segundo filme superar os feitos do longa anterior. Verdade seja dita, ambos os filmes foram rodados ao mesmo tempo e podemos interpretá-los como uma única obra que havia sido dividida em duas partes para ser lançada no cinema. Creio eu que não foi uma forma de atrair maior bilheteria exatamente, mas sim para respeitar a essência original da história.

Neste caso, o filme possui quase as mesmas passagens da peça, sendo que respeita os fãs que estavam preocupados em termos de fidelidade. Neste último caso, pode-se dizer que o filme até mesmo exagera quando leva para as telas passagens da peça que fluem muito melhor lá, mas que aqui deveriam ter sido mais bem adaptadas para a linguagem cinematográfica. Senti isso principalmente na passagem logo após a chegada de Dorothy, onde a cena da desavença entre  Elphaba e Glinda soa fiel por demais com relação a peça, mas que poderá agradar os fãs da obra.

Com relação a essa passagem é então que temos o cruzamento da trama principal com os eventos do clássico "O Mágico de Oz". Sou muito fã do longa de 1939 e confesso que as passagens em que mostram os personagens centrais daquela trama por uma outra perspectiva me pareceu insuficiente para que a pessoa possa entender o peso daqueles eventos, mesmo quando a origem e personalidade do Homem de Lata é o que é mais bem explorado. Pode ser fiel a peça, mas me pareceu tudo apressado por demais, mesmo com esse novo olhar que nos levanta outras questões sobre como nasce certas lendas que nós conhecíamos, mas que foram criadas para outros propósitos.

Como não poderia deixar de ser, Cynthia Erivo e Ariana Grande são a verdadeira alma e coração do longa como um todo, onde as suas personagens Elphaba e  Glinda sempre foram os dois lados da mesma moeda, mas escolhendo caminhos diferentes através sobre o que acreditavam ao longo da vida. Glinda, por exemplo, sempre buscou a perfeição e o lado positivo da situação, quando na verdade a realidade é muito mais complexa do que é contada nos contos de fadas. Uma vez que ela compreende que toda essa perfeição tem um preço a se pagar é então que ela assume um novo patamar perante as mentiras que foram construídas no decorrer dos anos naquele mundo mágico.

Talvez essa seja a mensagem principal da história como um todo, onde o poder sempre busca a construção da imagem de um grande vilão para nublar os pensamentos da população, enquanto as verdadeiras engrenagens que moldam o nosso mundo são muito mais corruptas e questionáveis. Portanto, o grande vilão sempre foi o próprio Oz, ao vender uma mentira para a população, pois a sua real pessoa não seria o suficiente para obter a confiança de todos. Embora não sendo muito feliz nos números musicais, Jeff Goldblum cumpre o seu papel em uma atuação que sintetiza essa ideia sobre manipulação, mesmo quando nos passa essa sensação de que poderia ter sido explorado melhor.

Mas mesmo entre altos e baixos seria preciso ter coração de pedra para não se emocionar com o desfecho da trama, onde Elphaba e Glinda, enfim, abraçam os seus destinos que escolheram e tendo que se despedirem no momento mais emocional do longa como um todo. É uma pena, portanto, que esses momentos não possuem um número musical que tenha o mesmo peso do que foi sentido em "Defying Gravity", mas que ao mesmo tempo não tira o brilho da mensagem principal do longa. Em tempos atuais onde a sociedade cada vez mais se encontra divisível, a lição que o filme nos passa é que todos merecem um lugar ao sol, independente de suas diferenças e do modo de pensar com relação à vida.

"Wicked: Parte 2" pode até não superar as nossas expectativas, mas cumpre a sua missão de nos emocionar e fazer a gente desejar que haja mais filmes feitos de coração como esse para serem levados às telas do cinema. 

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Cine Especial: Próxmo Cine Debate - 'MISTER PIP'

 

Em tempos em que o autoritarismo sobrevive se camuflando de democracia sempre acaba surgindo poderosos com o intuito de extorquir patrimônios naturais de outros povos. Em meio a isso, a cultura vs ignorância duelam de igual para igual e culminando na vitória do primeiro, mesmo tendo tido diversos sacrifícios em meio ao percurso. "Mister Pip" (2012) fala sobre o poder do conhecimento que pode mudar o mundo, mas para isso é preciso enfrentar inúmeros obstáculos.

Dirigido por Andrew Adamson, do primeiro filme "Sherk" (2001), o filme conta a história de uma pequena ilha da Papua Nova Guiné, onde Mr. Watts (Hugh Laurie) é o único homem branco. Este professor decide reabrir uma escola, e ensinar às crianças a história do livro Grandes Esperanças, de Charles Dickens. A adolescente Matilda (Xzannjah Matsi) fica fascinada com o romance, mas seus sonhos são interrompidos pela dura realidade local, quando inimigos chegam à ilha em busca de rebeldes, e um mal entendido leva-os a crer que o jovem Pip é um homem perigoso.

Confira a minha crítica já publicada clicando aqui e participe do próximo Cine Debate.

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domingo, 23 de novembro de 2025

Cine Dica: "Visages, Villages" dia 24, às 20h no espaço cultural do Cineclube Torres.

 O filme encerra a programação de novembro do ponto de cultura, dedicada ao olhar fotográfico, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo.

Para investigar a relação entre fotografia e arte contemporânea, a curadoria do Cineclube Torres escolheu um recente filme da diretora belga Agnès Varda, na época com 88 anos, ícone da Nouvelle Vague francesa, com um grande artista da fotografia, o fotógrafo conceitual JR.

"Visages, Villages" documenta a colaboração realizada durante uma viagem dos dois artistas pelo interior da França, a amizade que construíram ao longo do caminho e o impacto desta ação junto das comunidades e seus territórios."O filme é o produto de colisão de dois grandes artistas de diferentes idades e mundos mas com a mesma paixão pela arte e pela forma como ela enxerga as pessoas em volta" (Luiz Santiago, Plano Crítico).

Numa época em a fotografia parece se resumir à auto celebração efêmera das selfies, o filme, premiado em vários festivais de cinema internacionais, traz um olhar urgente sobre a sociedade e o nosso papel nela.

O Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos devidamente formalizada e regularizada, não só é cineclube inscrito na Agência Nacional do Cinema e no Conselho Nacional de Cineclubes, mas é Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus, Equipamento de Animação Turística certificado pelo Ministério do Turismo (Cadastur) e Biblioteca Comunitária. Recentemente foi distinguido com o Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul, pelo consórcio Geoparque Cânions do Sul.


Serviço:

O que: Exibição do filme  "Visages, Villages", de Agnès Varda e JR (França/2017) - 1h29m

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 24/11, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Cine Especial: Revisitando - 'O Anjo Nasceu'

Sinopse: Dois bandidos, Santamaria e Urtiga, saem pelo Rio de Janeiro cometendo atos de violência. O místico Santamaria acredita que está se aproximando de um anjo que limpará sua alma. Urtiga, um marginal ingênuo, segue os passos do amigo e cúmplice, acreditando também no anjo da salvação. 

O primeiro contato com o cinema marginal brasileiro que eu tive foi há vários anos na rede Manchete. O antigo canal exibia aos sábados à noite filmes clássicos que nunca me esqueci como, por exemplo, "Vidas Secas" (1963) e do qual neste caso era pertencente ao Cinema Novo. Quanto ao cinema marginal tudo era para mim algo estranho, principalmente para uma criança tão acostumada com o cinema convencional norte americano.

Com o passar dos anos esse tipo de cinema logo foi me atraindo mais pelo seu lado naturalista de se filmar, onde uma geração de jovens cineastas brasileiros decidiram pegar a câmera e usar cenários naturais para desenvolver histórias, por vezes, mais experimentais do que as tradicionais que estávamos acostumados naqueles tempos.  Júlio Bressane foi um desses realizadores do cinema marginal brasileiro que deu um toque simplista, porém, poético e ao mesmo tempo irresistível.

É de sua autoria o clássico "Matou a Família e foi ao Cinema" (1969), onde a história dentro da história nos faz levantar inúmeras teorias sobre o que a gente está assistindo na tela. No mesmo ano o realizador lançaria também "O Anjo Nasceu" (1969), filme que mexeu com os meus sentimentos quando assisti pela primeira vez na Rede Manchete, pois não sabia como administrar tudo aquilo. Anos mais tarde esse e os demais filmes do cinema Marginal Brasileiro foram analisados pelo jornalista Leonardo BomFim no curso do Cine Um em 2017 e que mais recentemente lançou atividade com maior profundidade.

Rever "O Anjo Nasceu" é me dar conta que o longa era algo à frente do seu tempo, atual na primeira vez que eu havia assistido e mais atual do que nunca nos tempos em que vivemos.  Os dois protagonistas, interpretados pelos ótimos atores Hugo Carvana e Milton Gonçalves nada mais são do que seres marginalizados, perdidos em sua própria realidade e se entregando ao lado mais sombrio da alma humana. Ao mesmo tempo, a partir do momento que se entregam para a violência, me parece que há uma busca pela redenção que dificilmente irá chegar, mas que prossegue nesta descida ao inferno acreditando em alguma passagem milagrosa para dizer o mínimo.

Assim como "Matou a Família e Foi ao Cinema", o filme é intercalado com imagens que, até certo ponto, não tem certa ligação com o enredo principal. Há, por exemplo, uma cena de um casamento, onde nos passa a impressão de ela está sendo documentada, pois as pessoas em cena agem de forma naturalista e olhando para câmera. Porém, a minha parte preferida destes momentos é quando surgem cenas da viagem à lua, mas posteriormente dando a entender que os dois protagonistas estão assistindo esse evento pela tv.

O filme não procura dar lições de moral para o espectador que assiste, mas sim somente nos passar uma realidade nua e crua de uma violência de uma geração perdida, da qual não sabia ao certo o caminho que trilhar e principalmente em um Brasil refém de um sistema ditatorial da época. Não é à toa que por muito tempo o filme foi censurado, ao ponto de ser somente liberado anos mais tarde, assim como foi para outros títulos da época como "O Despertar da Besta" (1970). Esse e outros filmes do Cinema Marginal Brasileiro foram uma espécie de cinema da resistência e que revisto hoje nos faz ficar imaginando até onde iria se não tivessem sido perseguidos pelo sistema ditatorial dos tempos de chumbo.

Com um final fora do comum, "O Anjo Nasceu" é um belo representante de uma das fases mais criativas, ousadas e corajosas do nosso cinema brasileiro.    

Onde Assistir: Youtube. 
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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: Um filme de BR (22/11, Cine Bancários) + O Último Azul (23/11, Cinemateca Paulo Amorim)

 Neste final de semana teremos sessão dupla de filmes brasileiros no Clube de Cinema de Porto Alegre!

No sábado, 22/11, às 10h15, no CineBancários, exibiremos Um Filme de BR, documentário independente de Wender Zanon que encerra a trilogia dedicada às transformações urbanas de Canoas. A sessão terá entrada franca e será comentada pelo diretor e parte da equipe. Traga seus amigos para conhecer o Clube de Cinema!

Já no domingo, 23/11, também às 10h15, na Cinemateca Paulo Amorim, será a vez de assistirmos ao premiado O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro. Protagonizado por Denise Weinberg, o filme conta também com Rodrigo Santoro, Miriam Socarrás e Adanilo no elenco. A sessão de domingo contará ainda com a participação especial do Coletivo Metamorfose da Vida (@livrometamorfosedavida) — criado em 2023, com quatro livros publicados e diversas ações de debates e palestras — e da Associação Movimento Sociedade Sem Idadismo, ativa desde 2024. Juntas, as duas iniciativas atuam na promoção do debate sobre o envelhecer e no combate ao preconceito de idade (idadismo), tema que atravessa todas as fases da vida.

Participam do encontro: Elenara Stein Leitão (arquiteta e associada do Clube), Adeli Sell (ex-vereador), Afonso Escosteguy (administrador) e Claire Abreu (farmacêutica).


📽️ PROGRAMAÇÃO DO FINAL DE SEMANA NO CLUBE DE CINEMA


SÁBADO | 22/11

Um Filme de BR

📍 Local: CineBancários

Rua General Câmara, 424 – Centro Histórico

(Brasil, 2024, cor)

10h15

Direção e produção: Wender Zanon

Bate-papo após a sessão com Wender Zanon, Bárbara Velasque, Júlia Tarragó, Vítor Cunha e Lucia Marques.

Entrada franca

Sinopse: Um Filme de BR percorre a BR-116 em Canoas acompanhando quatro pesquisadores em busca de personagens que vivem a rotina da rodovia. Entre encontros, relatos e deslocamentos, o documentário revela como a estrada atravessa vidas, memórias e transformações da cidade.


DOMINGO | 23/11

O Último Azul

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz, Cinemateca Paulo Amorim

R. dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

10h15

Direção: Gabriel Mascaro

Elenco: Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Miriam Socarrás, Adanilo

Sinopse: Tereza, 77 anos, viveu toda a sua vida em uma pequena cidade industrializada na Amazônia, até o dia em que recebe uma ordem oficial do governo para se mudar para uma colônia de moradias para idosos.


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Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (20/11/25)

WICKED: PARTE 2

Sinopse: Elphaba, agora demonizada como a Bruxa Má do Oeste, vive no exílio, escondida na floresta de Oz, e tenta desesperadamente expor a verdade que conhece sobre o Mágico.


O SOBREVIVENTE

Sinopse: Um homem se junta a um game show no qual os competidores, que podem ir a qualquer lugar do mundo, são caçados por "caçadores" empregados para matá-los.


HOMO ARGENTUM

Sinopse: Comédia argentina que reúne 16 histórias curtas e independentes protagonizadas por Guillermo Francella. A obra usa humor e ironia para fazer uma crítica social à realidade argentina, explorando aspectos da cultura nacional, como hipocrisia, dependência familiar, violência e desencanto.

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