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terça-feira, 30 de setembro de 2008

cine dicas: A Bela Adormecida edição de 50 anos de aniversário

A Bela Adormecida está fazendo já seus 50 anos de vida por isso nada mais do que justo que seja lançado um DVD digno com relação a data. Na verdade o DVD faz parte da coleção Plantiun que a Disney está lançando de tempo em tempo, o filme já havia sido lançado anteriormente em DVD contudo existe dois motivos para novamente o filme ser lançado, uma por causa da coleção Plantiun, duas, além do filme estar fazendo 50 anos de vida era de muito interesse das pessoas em adquirem esse filme, principalmente pelo fato de Ter ficado fora do catalogo a muito tempo, como é politica da Disney, eles deixam o filme por tempo limitado e o retiram para somente anos mais tarde eles voltarem a vender, portanto quem quizer esse filme recomendo que compre agora.
Filme de animação de longa-metragem, considerado um clássico, produzido pela Disney em 1959. É uma adaptação da versão do século XVII de Charles Perrault para um famoso conto de fadas.

Vamos a Sinopse, curiosidades e trajetoria
Uma linda princesa chamada Aurora sofreu uma terrível maldição da bruxa Malévola: ao completar 16 anos, ela espetaria o dedo no fuso de uma roca e cairia em um sono eterno. Mas as três fadas madrinhas - Fauna, Flora e Primavera - descobrem uma forma de quebrar o feitiço: um beijo doce de amor. Aurora espeta o dedo no fuso de uma roca, adormece, e as fadas resolvem adormecer todo o reino, até que um dia o corajoso príncipe Filipe acordasse a princesa adormecida. Munido do escudo da virtude e a espada da verdade, Felipe combate e derrota Malévola e finalmente quebra o feitiço com um beijo de amor verdadeiro.
Principais personagens e vozes

Princesa Aurora .... Mary Costa
Príncipe Filipe .... Bill Shirley
Malévola .... Eleanor Audley
Flora .... Verna Felton
Fauna .... Barbara Jo Allen
Primavera .... Barbara Luddy
Rei Estevão .... Taylor Holmes
Rei Humberto .... Bill Thompson
Coruja .... Dal McKennon
Versão brasileira Estúdios: Atlântida Cinematográfica
Direção de dublagem: Luís Delfino
Tradução: Orlando Figueiredo
Versões musicais: Aloysio de Oliveira
Vozes: Maria Alice Barreto .... Princesa Aurora / Rosa (diálogos)Norma Maria.... Princesa Aurora / Rosa (canções)
Maurício Sherman .... Príncipe Filipe (diálogos) Osny Silva .... Príncipe Filipe (canções)
Heloísa Helena .... Malévola
Nancy Wanderley .... Flora
Joyce de Oliveira .... Primavera
Nádia Maria .... Fauna
Hamilton Ferreira .... Rei Humberto
Roberto de Cleto .... Rei Estêvão
Prêmios e indicações
O filme A Bela Adormecida recebeu uma indicação ao Óscar, na categoria Melhor Trilha Sonora de Filme Musical. Recebeu também uma indicação ao Grammy, na categoria Melhor Álbum de Trilha Sonora Original - Cinema / Televisão.
Curiosidades
A maior parte da trilha sonora de A bela adormecida é composta de canções adaptadas do balê Sleeping Beauty, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky. A Bela Adormecida é uma realização técnica espetacular que aproveitou-se de todos os recursos do formato widescreen e foi o primeiro longa-metragem animado a ser filmado em bitola 70mm. O desenvolvimento preliminar de A Bela Adormecida teve início em 1950, com a produção atingindo seu auge em 1953. Entretanto, a produção sofreu atrasos enquanto Walt Disney se dedicava à construção da Disneylândia e a vários projetos do estúdio para a televisão. A Bela Adormecida, A Pequena Sereia, de 1989, e Aladdin, de 1992, são os únicos filmes de animação da Disney nos quais as princesas receberam um nome: Aurora, Ariel e Jasmine, respectivamente. O filme foi o mais caro da Disney desde Pinóquio (1940), e teve baixíssima bilheteria e críticas negativas, quase afundando o estúdio. Mesmo assim, nos 50 anos seguintes, conseguiu sua glória e hoje é um dos filmes mais rentáveis da história.

Como podem ver os anos se passaram, mas a Princesa Aurora continua linda e loira no aniversário de 50 anos do filme da Disney "A Bela Adormecida", que ganha DVD remasterizado apartir de amanhã. O clássico, baseado no conto de Charles Perrault, além de imagens mais nítidas, será lançado com cinco horas de extras, que incluem jogos, músicas e muito material sobre os bastidores da produção lançada oficialmente em 1959.
Entre os joguinhos, a valsa do filme é o tema de duas atrações. Um deles dá lições da dança para os pequenos, com três níveis de dificuldade, e ensina passos na tela para o jogador acompanhar "no chão". Já a outra brincadeira é para interagir com o controle remoto, e é preciso ficar esperto para seguir exatamente os passos dos bichinhos da floresta na dança, numa espécie de "siga o mestre".

Bastidores nos extras
Mas, mais que os joguinhos, o destaque dos extras é sobre os bastidores, que podem interessar aos pequenos e aos adultos ao mostrar imagens da época em que o filme estava sendo produzido (a maior parte é em branco e preto). Também conta curiosidades e histórias em depoimentos de desenhistas e da dubladora Mary Costa, chamada para dublar a princesa aos 19 anos. Mary, bela como sua personagem, chegou a emprestar um pouco de seu charme e características físicas para a criação de Aurora. Entre os dubladores (todos os que fazem a voz em inglês), também é destaque Eleanor Audley, a voz da malvada bruxa Malévola.
Quem se interessar pela história da animação poderá, ainda, ver cenas feitas com atores para que os desenhistas pudessem criar os movimentos dos personagens, como na cena em que o Príncipe Felipe luta contra um dragão, feita com a ajuda de um ator, de uma espada de brinquedo e de uma escada.
Embora os depoimentos dos extras sejam apenas "elogiosos" à produção (já que se trata de documentários da Disney sobre ela mesma), é possível conhecer como eram feitas as animações na época e ver curiosidades interessantes sobre o clássico, que teve suas paisagens inspiradas em tapeçarias medievais e muita atenção a detalhes, tanto em relação às formas quanto às cores.
As músicas do filme também não ficam de fora. Isto inclui desde informações sobre o uso das músicas do balé de "A Bela Adormecida", composto por Peter Tchaikovsky (compositor russo do século 19), desde clipes com os personagens, enttre eles a canção "Once Upon A Dream", em inglês.

Por fim é um filme de animação indispensavel em qualquer prateleira de colecionador de filmes que se prese, e como disse antes, vai correndo a loja comprar pois obras primas como essa ficam pouco tempo nas lojas, principalmente com relação a filmes da Disney.

sábado, 27 de setembro de 2008

Adeus:Paul Newman


A cada ano que passa morre mais e mais grandes astros da era de ouro do cinema. Uma pena, pois eles representam uma era de glamor e originalidade que o cinema vivia naquele tempo, mas anos passam e um dia mais cedo ou mais tarde esses Deuses da setima arte a de partir um dia.
Eis que me acordo hoje e vejo a noticia da morte de um dos grandes icones do cinema, "Paul Newman". 83 anos vitima de cançer no pulmão.
Ele se foi mas não sem deixar sua marca no cinema que acabou se tornando um entre muitos, sempre lembrado pelo cinefilos, aqui deixo um video do Youtube de uma sequencia todos amantes do cinema irão se lembrar quando pensar em Paul Newman, http://br.youtube.com/watch?v=howEAqstkzQ
Em baixo deixo as caracteristicas e a longa carreira deste grande ator que nos deixa,
Va em paz.
Paul Newman (Cleveland, 26 de janeiro de 1925 - Westport, 26 de setembro de 2008[2]), nascido Paul Leonard Newman, foi um ator e diretor cinematográfico estado-unidense.
Filho de um bem sucedido
comerciante de artigos esportivos, Newman começou a carreira em peças do colégio e, após obter a dispensa da marinha americana em 1946, foi estudar no Kenyon College. Após a formatura, ele passou um ano na Yale Drama School indo depois para Nova Iorque, onde entrou para a renomada escola de formação de atores Actor's Studio, dirigida por Lee Strasberg.

Carreira
Depois de sua primeira aparição na
Broadway em Picnic (1953), foi-lhe oferecido um contrato pela Warner Brothers. Seu primeiro filme, Cálice Sagrado (1954) foi quase o seu último: considerou sua performance muito ruim e publicou um anúncio de página inteira num jornal pedindo desculpas a quem tivesse visto o filme.
Saiu-se muito melhor na sua segunda tentativa, em
Marcado pela Sarjeta (1956), (no Brasil, onde deu vida ao boxeador Rocky Graziano e foi aclamado pela crítica por sua grande atuação.
Com
Gata em Teto de Zinco Quente e O Mercador de Almas (cuja atuação lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes[3]) estabelecendo-o como novo astro de Hollywood no fim dos anos 50, Paul tornou-se um líder de bilheterias da década seguinte estrelando filmes como Desafio à Corrupção (1961), Criminosos Não Merecem Prêmio (1963), O Indomado (1963), Rebeldia Indomável (1967) e Hombre (1967), fechando os anos 60 com o mega sucesso de crítica e bilheteria mundial Butch Cassidy / Dois Homens e um Destino (1969), ao lado de Robert Redford.
A dupla trabalharia junta quatro anos depois em
Golpe de Mestre / A Golpada de George Roy Hill, outro grande sucesso de Newman e vencedor do Oscar de melhor filme de 1973.
Também produziu e dirigiu muitos filmes de qualidade, incluindo
Rachel, Rachel (1968) onde dirigiu sua esposa, Joanne Woodward e ganhou o Globo de Ouro de melhor diretor. Indicado nove vezes pela Academia como melhor ator, finalmente venceu por sua atuação em A Cor do Dinheiro (1986). Por curiosidade, no ano anterior havia recebido um Oscar especial pelo conjunto da carreira.
Outros filmes importantes de Paul Newman são:
Gata em Teto de Zinco Quente (1958), O Mercador de Almas (1958), Exodus (1960), Doce Pássaro da Juventude , onde refez no cinema o mesmo papel que já havia feito na Broadway (1962), Cortina Rasgada (1966), Torre do Inferno / Inferno na Torre (1974), Ausência de Malícia (1981) e O Veredicto (1982).
Fazendo menos filmes nos
anos 90, e se dedicando mais à sua fábrica de molhos e condimentos, Newman's Own (com a qual ganhou mais dinheiro que no cinema, porém dedicou quase todo o lucro à caridade e à sua equipe de corridas), Paul reapareceu em grande estilo, já aos 77 anos, em Estrada para Perdição (2002), trabalhando com Tom Hanks e o futuro James Bond, Daniel Craig, e foi novamente indicado ao Oscar, desta vez como ator coadjuvante.

Política e velocidade
Newman também foi conhecido por seu apoio a causas
políticas liberais nos EUA. Nos anos 60, esteve bastante envolvido na campanha de candidatos democratas à Presidência. Seu forte apoio à Eugene McCarthy em 1968, estrelando diversos comerciais de televisão a favor do candidato democrata, fez Richard Nixon, o adversário de McCarthy e que acabou sendo eleito, colocá-lo em 19º lugar numa lista de seus piores inimigos, o que fez Newman declarar que esta seria uma das maiores honras de sua vida.
Sua paixão pelo
automobilismo e pela velocidade foram famosas. Apesar de daltônico, dos anos 70 aos 90 Newman se destacou como piloto amador, correndo em carros esporte nos EUA e na Europa, onde chegou a conseguir um segundo lugar na categoria esporte das 24 Horas de Le Mans com um Porsche 935. Nos anos 80 se envolveu com a Fórmula Indy, onde se tornou sócio-proprietário da equipe Newman-Haas Racing. Aos 70 anos, foi o mais velho piloto a vencer uma corrida de prestígio, ao fazer parte do time de pilotos do carro que venceu as 24 Horas de Daytona de 1995.

Câncer e morte
Newman, ex-
fumante inveterado, padeceu por muito tempo de câncer do pulmão. Em maio de 2008, foi afastado da direção de uma versão de Ratos e homens, baseada no livro de John Steinbeck.[4] A doença havia sido diagnosticada pelo hospital Sloan-Kettering Cancer Centre, em Nova York.
Em
março de 2008, Newman negou boatos de que estaria com câncer, depois de ter faltado a um evento beneficente da instituição infantil Hole in The Wall Gang, criada por ele. No mesmo mês, ele cancelou uma aparição no talk show The Late Show with David Letterman. Seu porta-voz, Warren Cowan, despistou sua hospitalização, insistindo que o ator estava "recebendo tratamento para pé-de-atleta e queda de cabelo". O jornal New York Post divulgou que um paciente de câncer disse ter visto Newman em março de 2008 no oncologista regularmente.[5]
Em agosto, após encerrar as sessões de quimioterapia contra o câncer, o ator Paul Newman foi informado de que teria poucas semanas de vida e pediu aos médicos e a seus familiares para deixar o hospital e ser levado à sua casa, em Westport, no estado americano de Connecticut, onde morreu em 26 de setembro de 2008.

FilmografiaMarcado pela Sarjeta (1956)
Exodus (1960)
O Indomado (1963)
Hombre (1967)
Vale Tudo (1977)
Quinteto (1979)
O Veredicto (1982)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cine Clássico: O Máskara


No inicio dos anos 90 o cinema estava um tanto que carente com a falta de um representante da comédia, alguém que se chamasse pelo nome dele, era garantia de boas risadas, eis que no inicio dessa década surgia um que se tornou um dos nomes mais lucrativos do cinema daquele tempo, Jim Carrey.Carrey começou fazendo pontas em séries de tv e programas e filmes B, mas foi apartir de AC Ventura que o cara teve seu maior destaque. Vendo o talento pelo humor com seus trejeitos elásticos fantásticos, Carrey poderia fazer inúmeros filmes de comédia, mas é claro, atingiria o sucesso merecido se atuasse em filmes de qualidade. Um deles surgiu em 1994, num filme dirigido pelo diretor semi desconhecido Chuck Russell, O MÁSKARA.O filme surgiu na febre que já existia no cinema naquele tempo, filmes baseados em historias em quadrinhos, mas antes dos engravatados pegar medalhões como x-mens e homens aranhas da vida, eles preferiram pegar obras semi desconhecidas pelo publico e O Máscara estava presente na fila. Baseado numa historia em quadrinhos da Dark House onde o clima era mais sério e violento, transportado para o cinema, os engravatados decidiram suavizar a trama levando mais para o humor, vamos a sinopse:
Em Edge City vive Stanley Ipkiss (Jim Carrey), um cara decente que trabalha em um banco mas é socialmente desajeitado e sem muito sucesso com as mulheres. Após um dos piores dias da sua vida, ele acha no mar a estranha máscara de Loki, um deus escandinavo. Quando Stanley coloca a máscara, se transforma em O Máscara, um ser com o rosto verde que possui a coragem para fazer as coisas mais arriscadas e divertidas que Stanley receia fazer, inclusive flertar com Tina Carlyle (Cameron Diaz), a bela e sensual cantora que se apresenta no Coco Bongo, a discoteca do momento. O Máscara tem velocidade sobre-humana e um humor não-convencional e, enquanto isto, o gângster Dorian Tyrrell (Peter Greene), que namora Tina, se esforça para destruir o Máscara e se apoderar da máscara para usar seus poderes para o mal.
Mais do que uma adaptação de historias em quadrinhos, o filme é puro humor pastelão no bom sentindo, Jim Carrey simplesmente da um show interpretando um personagem duplo, com Ipkiss ele faz um personagem inseguro, frustrado e atrapalhado, com o Máscara ele faz um personagem louco, divertido, cheio de vida e engraçadíssimo. Abil em seu trejeitos com o corpo, Carrey se mistura com efeitos e maquiagem que formam um personagem único e rico em detalhes, sendo capaz de fazer qualquer coisa com a Máscara, o personagem acaba não tendo limites e acabou criando grandes momentos no filme, onde destaco dois momentos incríveis, sua Segunda transformação onde ele vai dançar no Coco Bongo com a atriz Cameron Dias (papel de estréia e no auge de sua beleza) e na sua fuga como Máscara que da de encontro com a policia e o resultado é hilário virando um verdadeiro show da broadway. O filme custando apenas 18 milhões na época, rendeu mais de trezentos milhões de dólares pelo mundo, se tornando um dos mais bem sucedidos em sua carreira nas salas de cinema. Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhores Efeitos Especiais. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator - Comédia/Musical (Jim Carrey). Recebeu 3 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Maquiagem, Melhor Desenho de Produção e Melhores Efeitos Especiais. Ganhou um prêmio no MTV Movie Awards, na categoria de Melhor Comediante (Jim Carrey). Recebeu ainda outras 3 indicações, nas seguintes categorias: a Mais Gostosa (Cameron Diaz), Melhor Seqüência de Dança (Jim Carrey e Cameron Diaz) e Melhor Revelação (Cameron Diaz).
Com isso a carreira de Jim Carrey foi para o topo, atuando em inúmeras comédias como Deb Loyde, tempos depois se aventurou em outros gêneros com o drama mas essa é uma outra historia.Curiosamente o filme não teve seqüência (O Filho do Máscara não conta, pelo amor de Deus) isso se deve ao fato do ator nunca Ter se interessado em voltar, já que nunca gostou de repetir seus papeis, apesar que já fez isso uma vez, em Ace Ventura 2, contudo as aventuras do Máscara continuaram em uma série de desenho animado onde se explorou ao limite os poderes enlouquecidos do personagem, a série gerou um maior sucesso, inclusive aqui no Brasil, onde era transmitido dentro do programa TV Colosso (bons tempos). Não posso deixar de mencionar que aqui no Brasil o filme se tornou mais e mais engraçado ainda, isso graças a dublagem carioca que aqui foi excelente e fez o filme ficar ainda melhor, destaco logicamente o ótimo trabalho do dublador Marco Ribeiro, que deu voz a Jim Carrey a inúmeros filmes inclusive esse, alias as frases “alguém me segure” “e que demais” foram criadas pelo próprio dublador fazendo que na época se tornasse uma mania sem precedentes e se tornando muito melhor do que as frases que o ator originalmente falava não versão inglesa.
Por fim é um filme delicioso, engraçado e único, pelo fato de nunca Ter gerado uma seqüência aumenta ainda mais o seu valor, tornando não só um dentre vários filmes baseados em HQ como também uma das melhores comédias da década passada.
PS: Não posso deixar de terminar esse texto sem mencionar o segundo astro desse filme, Milo, o cachorrinho que ajuda o Ipikiss em vários momentos, principalmente no clímax da trama da um verdadeiro show de inteligência, (a parte que ele veste a Máscara é fantástica de engraçada).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

sessão clássicos: O Professor Aloprado


Não, não, não.

Não me refiro a versão de 1996 na qual o protagonista é o Eddie Murphy, e sim me refiro a obra prima da comedia que foi dirigido, protagonizado e co-produzido por Jerry Lewis.
Infelizmente a geração mais nova se lembra somente da versão de 1996, o que é uma pena, já que a de 1963 é anos luz de distância bem melhor. Jerry Lewis foi um ator que se beneficiou do seu talento de caretas e trejeitos originais impagaveis, e assim como nosso mestre Chaplin deu uma de dirigir e atuar ao mesmo tempo. O resultado desse processo foi uma grande obra prima que ele criou por volta de 1963.
O professor Aloprado conta a historia do professor Julius Kelp (Lewis) é um professor universitário nerdy, trapalhão, tímido, introvertido e sem vida social. Freqüentemente ele é ameaçado de demissão da universidade, por continuamente destruir o laboratório com suas experiências. Depois de ser humilhado por alguns alunos, o professor resolve testar em si mesmo uma fórmula que o transformará numa pessoa completamente diferente. A fórmula é aparentemente um sucesso e a universidade vê surgir uma nova pessoa:elegante, charmosa, inteligente, bem falante, com dons de cantor e pianista. É o misterioso Buddy Love, a versão transformada e secreta do professor Kelp.
com a transformação, o professor enfim consegue atrair a atenção da sua amada aluna Stella Purdy. Mas, quando tudo parece correr bem para o Professor Kelp, as confusões recomeçam devido as interrupções bruscas dos efeitos da fórmula.
Inspirado claramente no clássico O Médico e o Monstro, O professor Aloprado entrou fácil na lista dentre as melhores filmes de comedia de todos os tempos. Lewis simplesmente se entregou de corpo e alma num personagem que simplesmente se divide em dois, fazendo Buddy Love e o professor pessoas completamente diferentes, só isso já é um grande feito. De um lado temos um professor feio e inseguro de si, do outro temos um cara bonito e mais seguro de si, tanto que as pessoas se sentem impressionadas com a sua segurança quando se aproxima. Mas fora a sua interpretação, Lewis se sai soberbo também na direção, usando e abusando da câmera. Com maestria na direção, ele faz cenas inesquecíveis, sendo minha parte favorita foi quando após a primeira transformação ele vai comprar roupas, só que em vez de focar ele, a câmera foca a reação das pessoas quando vêem ele. A pergunta que fica no ar é se a experiência foi bem sucedida, ou se foi um fracasso, pois pelos rostos espantados das pessoas da a entender que é a segunda opção, mas quando ele abre a porta da festa e todos olham para ele, finalmente a câmera o focaliza, eis um verdadeiro choque, a experiência foi realmente um sucesso, não só deixando ele bonito mas seguro de si o tempo todo, fazendo de um verdadeiro maioral.
No geral, O Professor Aloprado como toda boa historia nos traz uma mensagem que sai da própria boca do personagem que é, se você não gostar de você mesmo, como espera que os outros gostem de você?
Essa foi uma grande mensagem que Lewis nos entrega no clímax do filme, e por mais clichê que seja que a verdadeira beleza está no interior das pessoas, aqui funciona de uma maneira bem humorada e delicada.
Para aqueles que conhecem somente a versão de 1996, Professor Aloprado de 1963 é um filme a ser descoberto pelas novas platéias, principalmente para aqueles que não agüentam mais curtir comedias fáceis escrachadas e que ofendem a inteligência do espectador. Professor Aloprado não ofende e lhe rende gargalhadas de verdade.