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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Cine Dica: Horror italiano na Cinemateca Capitólio Petrobras

O DIABÓLICO DR. HICHCOCK NO PRIMEIRO PROJETO RAROS DA CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS
Que tal um clássico do horror italiano para animar a Sexta-Feira Santa? O projeto Raros, evento tradicional da Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro, que entra em reforma em 2017, ganha nova casa e já começa o ano em grande estilo na Cinemateca Capitólio Petrobras, exibindo Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock (L'orribile segreto del Dr. Hichcock, 1962, 85 minutos) do mestre Riccardo Freda, no dia 14 de abril, às 20h. Exibição em HD com legendas em inglês. Após a sessão, debate com o pesquisador Carlos Thomaz Albornoz. Entrada franca.
“Filmes que você sempre quis ver ou nem imaginava que existiam”. O slogan do projeto Raros é a sua melhor definição. Iniciado em maio de 2003, o projeto foi concebido com a intenção de apresentar ao público local títulos nunca lançados no circuito exibidor brasileiro ou há muito tempo fora de circulação nos cinemas, procurando reproduzir o espírito das “midnight movies” realizadas em Nova York a partir do final dos anos 1960. Cada filme é apresentado uma única vez, nas noites de sexta-feira, e as sessões são comentadas. Imediatamente acolhido pelos cinéfilos porto-alegrenses, o Raros foi um sucesso instantâneo e logo inspiraria outras iniciativas similares, a mais conhecida delas sendo as Sessões do Comodoro, organizadas pelo saudoso diretor Carlos Reichenbach no Cinesesc de São Paulo. Em 2017, em função da reforma da Usina do Gasômetro, a Cinemateca Capitólio Petrobras passa a receber provisoriamente o projeto Raros.


Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock
L'orribile segreto del Dr. Hichcock
85 min., Itália, 1962
Direção: Riccardo Freda

Qual é o terrível segredo do Dr. Hichcock? Essa é a pergunta a ser respondida neste clássico do horror gótico italiano, dirigido por Robert Hampton, também conhecido como Riccardo Freda, mentor de Mario Bava e célebre por ter ensinado os técnicos da Atlântida a filmar brigas, além de bater em Anselmo Duarte. A sinopse do filme lembra muito Rebecca, de Alfred Hitchcock: a nova esposa de um cirurgião sente a presença da falecida esposa anterior de seu marido, e tenta descobrir a verdade. A resposta é bem mais complexa do que parece... as circunstâncias de sua morte a farão descobrir preferências, digamos, pouco ortodoxas do doutor, que gosta de suas amantes bem frias e duras. Dr. Hichcock é estrelado pela princesa do gótico italiano, a britânica Barbara Steele. O roteiro é de Ernesto Gastaldi, veterano da pulp fiction italiana e melhor roteirista do cinema fantástico local. Ao contrário de Bava, que lançou o gênero com fotografia em preto e branco, aqui vemos a estranha paleta de cores de Freda, puxando para o verde, que lembra aquelas revistas colorizadas a mão. A versão a ser exibida é a lançada originalmente nos EUA, com pouco mais de 80 minutos. Exibição em HD com legendas em inglês. Classificação indicativa: 14 anos. Após a sessão, debate com o pesquisador Carlos Thomaz Albornoz.
Carlos Thomaz Albornoz é idealizador do Projeto Raros, crítico de cinema, membro da ACCIRS e ator sempre que falta alguém e o diretor aceita qualquer um para o papel. César Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Ainda muito cedo, as histórias fantásticas do cinema e da literatura conquistaram sua atenção. Mais tarde, a paixão por filmes B e livros fantásticos o levou a pesquisar e escrever. Publica artigos sobre cinema desde 2008, e em 2010 lançou Cemitério Perdido dosFilmes B, que compila 120 resenhas de sua autoria. Também escreve ficção, com o pseudônimo Cesar Alcázar, além de atuar como editor (Argonautas Editora) e tradutor.

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