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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cine Dica: Estados Unidos do Amor

Sinopse: O Tratado da Fronteira Alemanha-Polônia é assinado em 1990. O território polonês deixa de pertencer aos alemães, o que era uma realidade desde a Segunda Guerra Mundial. Agora, quatro mulheres, de diferentes idades, buscam a felicidade diante dessa nova realidade.


Estamos no início da década de 90, o local é a Polônia. A situação do país  é o do fim da União Soviética e o surgimento de repúblicas no leste europeu. A partir dessas informações, o diretor e roteirista Tomasz Wasilewski cria seu Estados Unidos do Amor, que foi destaque no Festival de Berlim de 2016. Com uma fotografia fria e assinada pelo romeno Oleg Mutu, o filme tem uma tonalidade fria, sintetizando o lado emocional dessas pessoas das quais não possuem um caminho correto a seguir.
O longa começa com um jantar ecos do cinema romeno, especialmente do recente “Sieranevada”–no qual boa parte dos personagens são apresentados e cujas histórias serão contadas ao longo de pouco mais de 100 minutos, tendo Marzena (Marta Nieradkiewicz) como uma espécie de elo. Ela mesma, uma ex-miss e aspirante a modelo. Agata (Julia Kijowska), apesar de aparentar felicidade no casamento com Jacek (Lukasz Simla), não se sente a vontade com o marido e está atraída por um padre. Iza (Magdalena Cielecka) tem um caso com um médico, Karol (Andrzej Chyra), já há cinco anos. Quando a mulher dele vem a falecer, ele não se interessa mais pela amante, para desespero dela. Renata (Dorota Kolak) é uma professora que contra a vontade se aposenta.
Vivendo num apartamento cheio de pássaros, dos quais ficam soltos pelo local, ela fica interessada em sua vizinha, Marzena. Esta, por sua vez, é irmã de Iza, e incapaz de saber administrar com a separação do marido, que se mudou para a Alemanha. Nem sempre Wasilewski encontra certo equilíbrio entre as quatro histórias, e Agata é quem tem menos tempo durante a projeção. Já Renata é uma das personagens que mais chama atenção, embora suas motivações fiquem exatamente claras para aqueles que forem assistir.
Cada uma dessas protagonistas tem um sonho e uma expectativa perante a promessa de liberdade. Cada uma delas é também frustrada com as limitações criadas pela nova realidade da qual elas vivem. Os ventos da mudança trazem algo de frescor, mas não exatamente boas e nem ruins e beirando a se limitarem perante a possibilidade de avançarem mais em suas vidas. 



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