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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: Manchester à Beira-Mar



Sinopse:Lee Chandler (Casey Affleck) está abalado com a perda de seu irmão. Agora, ele tem uma grande responsabilidade pela frente, pois tem de criar o sobrinho adolescente. E Lee sente muita dificuldade em lidar com o jovem.
Embora seja um dos gêneros mais conhecidos do cinema, os realizadores de drama sempre tiveram a árdua tarefa de nunca fazer com que a trama caísse na pieguice, pois querendo ou não, o público não perdoa. Porém, quando a trama é bem conduzida e estrelada com um elenco que se empenha ao máximo, se tira então algo que faz com que o público fique durante a sessão até o seu ato final. Manchester à Beira-Mar é um drama que tinha tudo para dar errado, mas é graças a um bom roteiro e elenco afiado, que fez dessa simples história conquistar a crítica e público pelo mundo a fora.
A trama se concentra em Chandler (Casey Affleck), um zelador de um condomínio que sofre nas mãos de inquilinos exploradores. Certo dia recebe uma ligação avisando que seu irmão (Kyle Chandler) veio falecer a poucos dias. Além de retornar a cidade aonde cresceu, Chandler terá que enfrentar, não somente a perda do irmão, como também enfrentar o seu dolorido passado e encarar o fato de que seu irmão o deixou com a responsabilidade de cuidar do seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges).
Dirigido pelo cineasta Kenneth Lonergan (Conte Comigo), o filme já começa de forma sublime, onde vemos o dia a dia do protagonista como zelador, tendo que aturar o preconceito e a intolerância daqueles que se acham superiores a ele. Contudo, Chandler demonstra ter personalidade distinta perante as outras pessoas, cujo seu gênio forte, por vezes, pode acabar fazendo com que saia da linha. Portanto já no início, Casey Affleck explode na tela, cujo seu talento consegue construir um personagem cheio de camadas e das quais vamos conhecendo cada uma delas no decorrer do filme.
Quando o protagonista vai para sua cidade natal, após receber a notícia da morte do seu irmão, o filme vem e volta no tempo sem prévio aviso e fazendo com que prestemos mais atenção para não nos perdemos. As imagens do passado, portanto, seriam vindas da mente do protagonista que, sempre quando dá de encontro com algo que ele não consegue administrar num primeiro momento, acaba tentando fugir para dentro de suas memórias até então esquecidas. Contudo, o próprio passado não trás boas lembranças, mas sim serve para conhecermos o quadro geral dessa família e fazendo a gente compreender melhor as inúmeras pontas soltas que haviam sido apresentadas no principio da trama.
Conhecendo então o passado e o presente do protagonista, a trama se concentra na construção paternal entre Chandler e seu sobrinho Patrick que, não enfrenta somente a perda do pai, como também as mudanças do tempo que a vida adolescente trás para ele.  Para minha surpresa, o jovem ator Lucas Hedges demonstra ser um verdadeiro achado no filme, pois ele consegue fazer do seu personagem Patrick não um jovem alienado, mas sim apenas inocente perante uma realidade do qual já se encontra com mais problemas do que ele próprio se encontra. A relação entre os dois acaba se tornando a força matriz do filme e fazendo com que torcemos para que ambos terminem juntos nessa cruzada difícil em ter que saber se acostumar às mudanças após uma morte dentro da família. 
Porém, a situação não é fácil, principalmente pelo fato de Chandler enfrentar um difícil passado que sempre o assombra. A situação piora quando ele retornar a rever velhos rostos importantes de sua vida, como do caso de sua ex-esposa Randi, interpretada de forma extraordinária por Michele Willians que, mesmo em pouco tempo em cena, protagoniza um dos momentos mais impactantes do filme quando a sua personagem reencontra Chandler na rua. Após a cena, os personagens se encontram em frangalhos e não sabendo de qual forma seguir em frente.
O filme por si só, toca em assuntos espinhosos, que vai desde grandes responsabilidades, erros humanos e tentar, não somente perdoar o próximo, mas também saber perdoar a si próprio devido aos erros do passado. Tudo emoldurado numa trama, da qual retrata uma família comum, da qual poderíamos facilmente cruzar com ela em qualquer hora dessas, mas mal a gente sabendo dos seus complicados problemas dos quais eles enfrentam.
Com um final do qual deixa em aberto sobre o futuro de cada um dos seus personagens, Manchester à Beira-Mar é um filme do qual a gente se identifica facilmente, pois ele soa humano, realístico e esperançoso mesmo perante os obstáculos.      
 

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