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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 68 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: ATÉ O ÚLTIMO HOMEM

Sinopse: Em 1942, o jovem Desmond T. Doss (Andrew Garfield) é convocado para servir na Segunda Guerra Mundial. Mas na batalha ele bate de frente com seu superior, o sargento Howell (Vince Vaughn). Tudo porque Desmond se recusa a portar uma arma e matar os inimigos, para não contrariar suas crenças na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Embora tenha tido uma carreira sólida como ator e cineasta durante anos, Mel Gibson experimentou na última década uma carreira caindo em pura decadência. Após dirigir o seu quarto filme (Apocalypto, 2006), o astro abusou do vicio do álcool, enfrentou uma separação milionária e acabou meio que saindo de cena e atuando somente em alguns pequenos filmes. Contudo, sempre há a possibilidade de uma volta por cima e Até o Último Homem é um bom exemplo desse pensamento.
Dirigido pelo astro, o filme acompanha a cruzada de Desmond T. Doss (Andrew Garfield), que decide se alistar para lutar na Segunda Guerra Mundial. Mas devido a sua religião (e de um trauma na infância que o assombra), o jovem decide não usar armas durante o conflito e gerando então um verdadeiro atrito entre ele e seus superiores, principalmente com o seu sargento Howell (Vince Vaughn). Porém, quando os soldados são convocados para a Batalha de Okinawa, Doss é médico no campo de batalha e faz uma façanha jamais vista até então.
Infelizmente Gibson erra um pouco em seu primeiro ato da trama, onde ao invés de explorar melhor os motivos que o levaram o protagonista a não usar armas, opta pela origem da relação de Doss com a sua esposa Dorothy Schutte (Teresa Palmer) e que acaba soando meio que artificial e de pouca emoção. Aliás, Hugo Weaving (Matrix), como ex-soldado da primeira guerra e pai do protagonista, tem um bom desempenho desperdiçado, pois seu tempo em cena já nos fascina, mas que poderia ter sido bem mais aproveitado e que faria a gente  compreender os conflitos internos do qual o personagem passa. Talvez preocupado com o ritmo da trama, Gibson optou por esses caminhos do primeiro ato e do qual quase poderia arruinar o seu retorno na cadeira como diretor.
Porém, todos esses deslizes a gente se esquece no momento em que os soldados americanos pisam em território japonês e é ai que o cineasta faz mágica. Se em Coração Valente ele havia nos impressionado na recriação das guerras a campais da Escócia contra Inglaterra na época, aqui não é diferente, mas num efeito muito mais devastador: tiros, explosões, mortes, membros decepados, sangue jorrando e transformando o local num verdadeiro inferno na terra.
Tudo moldado com uma fotografia suja, montagem ligeira e uma edição de arte realista e primorosa. O segundo ato sem sombra de dúvida é movido por essa parte técnica cinematográfica, mas não se esquecendo do calor humano em meio ao horror visto na tela. Andrew Garfield, mesmo ainda que inexperiente, nos convence como um jovem que se mantém fiel no que acredita e usa de todos os meios para tentar salvar o maior número de vidas possíveis.
Claro que nos momentos finais, o filme descamba um pouco para um patriotismo americano exagerado e fazendo dos japoneses apenas figuras perigosas para serem abatidas. Em tempos atuais, onde cada vez mais é preciso se lutar pela união dos povos, Gibson peca então ao não explorar o fato de que toda guerra é uma droga e que, uma vez estando nesse conflito, o que conta é proteger a vida do colega que está do seu lado. Se esse meu último pensamento é bem representado por Doss em cena, só acho que não era necessário moldar e destacar o poderio americano como se eles fossem os verdadeiros salvadores do mundo. 
Apesar dos pesares, Até o Último Homem dá um novo fôlego na carreira de Mel Gibson como cineasta, mesmo quando o filme poderia ter ido muito mais longe do que se imaginava. 




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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Cine Dica (breve em cartaz): A Qualquer Custo



Sinopse: Dois irmãos, um ex-presidiário e um pai divorciado, perderam a fazenda da família em West Texas e decidem assaltar um banco como uma chance de se restabelecerem financeiramente. Porém, cruzam com um delegado que tudo fará para capturá-los.
O gênero faroeste já teve sua fase de ouro, estabilidade, decadência, morte e ressurreição ao longo das décadas. Atualmente, uma vez ou outra, surgem títulos promissores e que revitalizam esse gênero, como Os Indomáveis, Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei e Os Oito Odiados de Tarantino como exemplo. Nos últimos quinzes anos, surgiu um subgênero dentro desse gênero, que é o faroeste contemporâneo, ou mais precisamente faroestes que se passam nos dias atuais, como no caso de Onde Os Fracos Não Tem Vez e A Qualquer Custo é o mais belo exemplar do momento. 
Dirigido por David Mackenzie (Essa Noite você é minha) acompanhamos a cruzada de dois irmãos que decidem assaltar o maior número de bancos de algumas cidades do interior do Texas. Tanner Howard (Bem Foster de 360) é um ex-presidiário, mas com coração de ouro e que não medirá esforços para ajudar o seu irmão Toby Howard (Chris Pine, de Star Trek), que está endividado após ter se separado de sua esposa. Juntos acabam chamando atenção do policial veterano Marcus Hamilton (Jeff Bridges) e de seu parceiro Albert (Gil Birmingham) e assim começa a caçada de gato e rato.
Mas diferente do que se pode imaginar, não estamos diante da típica história de mocinho contra bandido, mas sim de apenas pessoas comuns, das quais fizeram as suas escolhas e que irão enfrentar as suas consequências. Tanto a dupla de ladrões, como também a dupla de policiais, vivem num Texas vendido por grandes corporações de petróleo, pelo sistema movido pelo dinheiro e cada vez mais se tornando uma imagem pálida se for comparado ao que já foi um dia. O resultado disso é o surgimento em cena de pessoas comuns, cansadas, bem distantes dos ícones do passado, mas ao mesmo tempo dispostos a tocar as suas vidas, mesmo que por tão pouco.
Apesar do clima pessimista, o filme é carregado de um humor negro afiado, do qual nos arranca algumas risadas, mesmo com o clima de incerteza com relação ao futuro dos personagens. Tanto na cruzada dos bandidos, como também dos policiais ao encalço deles, surgem figuras estranhas, mas ao mesmo tempo carismáticas e que roubam a cena mesmo em poucos segundos de presença: o discurso de uma velha garçonete que atende a dupla de policiais é hilário.
Embora o roteiro se encarregue em focar as motivações que levam os dois irmãos a abraçarem o mundo do crime, é na dupla de policiais veteranos que o filme ganha um sabor especial. Jeff Bridges se sobressai ao interpretar esse policial veterano, que está prestes a se aposentar, mas que não sabe fazer nada na vida a não ser isso e infernizar o seu companheiro com comentários preconceituosos. Aliás, é preciso reconhecer o esforço e bom desempenho do ator Gil Birmingham que, não é apenas um mero companheiro índio do personagem de Bridges, como também fala certas verdades com relação ao seu povo, ao homem branco e sobre a terra da qual eles pisam e que cada vez se encontra mais perdida nas mãos de um governo que ignora os seus verdadeiros donos.
O ato final reserva alguns momentos de ação, tiroteio, mas nos brindando com momentos imprevisíveis e que nos deixam em aflito. Mas após o cessar fogo, testemunhamos os dois lados da mesma moeda numa situação corriqueira, como se os conflitos do passado fossem o de menos, mas sim tentam compreender o que levaram ambos a terem chegado aquele ponto. Esse ápice acaba se tornando uma espécie de metáfora de um futuro indefinido, não somente com relação aos personagens centrais, como também do mundo em volta do qual eles vivem. 
A Qualquer Custo é uma pequena joia cinematográfica e que faz uma dura crítica a uma realidade cada vez mais hipócrita, independente de qual lugar que seja.  

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LUTO



 John Hurt (1940 – 2017)

Filmografia:   
2017     Darkest Hour   
2016     Jackie   The Priest          
2016     That Good Night          
2016     The Journey     
2015     The Last Panthers - Temporada 1         
2015     Thomas & Friends: Sodor's Legend of the Lost Treasure                      
2014     Hércules          
2013     Amantes Eternos         
2013     Conquistas Perigosas  
2013     Doctor Who - O Dia do Doutor            
2013     Expresso do Amanhã   Gilliam
2012     Doctor Who (2005) - Temporada 7
2012     Merlin - Temporada 5   
2012     Labyrinth - Temporada 1          
2012     Mais que Mel   
2012     O Carro de Jayne Mansfield     
2011     Merlin - Temporada 4   
2011     Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2  
2011     Imortais           
2011     Melancolia       
2011     O Espião que Sabia Demais    
2011     The Confession            Padre  
2010     Merlin - Temporada 3   
2010     Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
2010     O Pior dos Pecados
2010     Ultramarines: A Warhammer 40.000
2010     Whistle and I'll Come to You
2009     Merlin - Temporada 2   
2009     Os Limites do Controle
2009     Um Inglês em Nova York                       
2008     Merlin - Temporada 1
2008     Enigmas de um Crime  
2008     Hellboy 2 - O Exército Dourado
2008     Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal  
2008     Nova York, Eu Te Amo            
2008     Outlander: Guerreiro vs Predador
2008     Recontagem    
2006     Caixas
2006     Perfume - A História de um Assassino
2006     V de Vingança
2005     Doctor Who (2005)
2005     A Chave Mestra           
2005     A Proposta      
2005     Tiros em Ruanda         
2004     Hellboy
2004     Manderlay        Narrator           
2004     Suki - A Rainha da Selva          
2004     Tabloid             Vince     
2003     Dogville          
2003     Valiant - Um Herói que Vale a Pena      
2002     Crime e Castigo           
2002     Incrível Obsessão        
2002     Miranda           
2001     Watership Down (1999) - Temporada 3
2001     Harry Potter e a Pedra Filosofal                       
2001     O Capitão Corelli         
2000     Dominação      
2000     Tigrão - O Filme
1999     Watership Down (1999) - Temporada 2
1999     You're Dead
1998     All the Little Animals    
1997     Contato           
1997     The Climb        
1995     Homem Morto
1995     Rob Roy - A Saga de uma Paixão
1995     Wild Bill - Uma Lenda no Oeste            
1993     A Polegarzinha            
1993     Até as Vaqueiras Ficam Tristes
1993     Monolith - A Energia Destruidora
1992     L'Oeil Qui Ment
1990     Frankenstein - O Terror das Trevas       
1990     Terra da Discórdia       
1989     Aparentemente Inocente          
1989     Escândalo - A História que Seduziu o Mundo   
1988     Com as Horas Contadas          
1987     Ária      The Actor
1987     S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço
1987     Vincent            
1986     Jake Speed     
1985     After Darkness
1985     O Caldeirão Mágico     
1984     1984    
1984     O Traidor         
1983     O Casal Osterman
1983     Rei Lear           
1982     Dramática Travessia    
1981     A História do Mundo – Parte I   Jesus - Império Romano          
1980     O Homem Elefante      
1980     O Portal do Paraíso     
1979     Alien, o 8º Passageiro
1978     O Expresso da Meia-Noite       
1978     O Senhor dos Anéis    
1978     Uma Grande Aventura
1977     East of Elephant Rock
1977     Spectre           
1976     I, Claudius (1976) - Temporada 1          
1975     O Carniçal       
1971     O Estrangulador de Rillington Place     
1969     Antes do Inverno Chegar         
1969     O Irresistível Bandoleiro           
1966     O Homem Que Não Vendeu Sua Alma
1962     Um Grito de Revolta    
 
Emmanuelle Riva (1927 – 2017)

Filmografia:   
2016     Marie e os Náufragos  
2015     Lost in Paris    
2013     Michael Haneke - Profissão: Diretor     
2012     Amor   
2011     O Verão do Skylab      
1999     Instituto de Beleza Vênus         
1993     A Liberdade é Azul      
1983     Liberté la nuit   
1982     Olhos na Boca
1962     Thérèse Desqueyroux  
1961     Léon Morin - O Padre   
1959     Hiroshima, Meu