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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: A GAROTA DO TREM



Sinopse:Rachel (Emily Blunt) leva uma vida solitária e gosta de criar histórias para pessoas que vê diariamente no trem. Certo dia, Rachel rotula um casal com a vida perfeita e acaba testemunhando um crime envolvendo essas pessoas e passa a correr perigo por causa disso.
Certa vez o mestre Stanley Kubrick disse que livros medíocres rendem boas adaptações para o cinema, como foi no caso do seu O Iluminado, baseado na obra de Stephen King e do qual ele achava uma péssima leitura. Já no caso do livro O Código Da Vinci que, mesmo possuindo uma curiosa leitura, rendeu uma péssima adaptação do cinema e que se repetiu em suas continuações. Embora eu seja suspeito a dizer, já que eu não li o livro, A Garota do Trem meio que transita nestes dois pensamentos sobre adaptações da literatura para o cinema, mas que felizmente funciona como filme e nos prende atenção até o seu final.
Dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas), acompanhamos a trama de Rachel (Emily Blunt), mulher solitária que vive observando os moradores de duas casas da qual ela passa durante a viagem. Certo dia, ela presencia algo diferente, fazendo com que ela embarque numa realidade crua de mistérios e investigação. Ao mesmo tempo, gradualmente, conhecemos um pouco sobre cada um desses personagens que ela observava e revelando á real faceta de cada um deles.
Adianto que a trama principal é das mais previsíveis, sendo que ela poderia ser facilmente encontrada em outros filmes de suspense, principalmente aqueles criados a exaustão durante a década de 90. Porém, se a trama não ajuda pelo menos o cineasta Taylor consegue tirar leite da pedra, pois é impressionante como a sua direção segura consegue fazer com que a gente não saia da cadeira, mesmo quando a gente já tem uma base do real mistério da trama. Isso se deve graças a uma montagem elegante, do qual faz com que a primeira hora da trama seja apresentada de uma forma fragmentada e ascendendo o desejo dentro de nós em querer entender o que está acontecendo nela.
Outro aspecto técnico que ajuda a criar a vida ao filme é a sua trilha sonora, onde cada personagem tem a sua e fazendo com que ela se torne uma parte de sua personalidade distinta. Novamente o mestre Danny Elfman (Edward: Mãos de Tesoura) cria mais um louro de trilha sonora, da qual faz com que soe em nossos ouvidos de forma singela e fazendo com que a levemos para fora do cinema após a sessão. Até hoje me pergunto por que os membros da academia não deram até agora um prêmio pela sua carreira.
Falando em prêmios, dificilmente Emily Blunt (Diabo Veste Prada) não deixará de aparecer nas listas das principais premiações cinematográficas dos próximos meses, já que aqui ela nos brinda com mais uma boa atuação. Mesmo com as limitações da trama, Blunt cria para a sua personagem uma personalidade forte, mesmo quando aparenta um estado mental frágil e que transparece em seu olhar febril. Pode-se dizer que á primeira meia hora com imagens fragmentadas seja então uma representação de seu estado mental e fazendo com que a sua atuação e parte técnica da obra se case muito bem. 
Porém, a sua personagem não é a única da ala feminina da qual domina o filme. Tanto Rebecca Ferguson (Missão Impossível 5) como Anna, como também Haley Bennett  (Sete Homens e Um Destino) como Megan, sejam uma espécie de dois lados da mesma moeda, cujo os seus atos e consequências distintas nasceram a partir das atitudes inconsequentes da ala dos homens. Se Anna tenta seguir uma vida normal, mesmo carregando um fardo do qual ela não se orgulha, Megan por sua vez, procura se redimir de erros que cometeu, mas ao mesmo tempo criando novos e adentrando por um caminho sem volta da qual ela tenta fugir.
Ambas as atrizes estão muito bem em cena e fazendo com que o elenco masculino, composto por Justin Theroux, Luke Evans e Édgar Ramírez meio que se percam em cena, fazendo dos seus personagens apenas peças fundamentais da trama, mas que ambos os três não tem muito que acrescentar. Isso por sinal prejudica o resultado final, principalmente para aqueles que até tinham esperança de serem surpreendidos, mas que infelizmente isso não acontece. Os momentos finais da trama meio que se salvam somente graças à entrega das atrizes e fazendo com que a proposta principal da trama, com relação à força do sexo frágil perante o machismo intolerante, soe mais alto.
Mesmo com os seus defeitos, A Garota do Trem é uma prova de boa adaptação da literatura para o cinema, mesmo quando ela nos soa decepcionante em momentos cruciais trama.


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Cine Dica: Cine Esquema Novo 2016 na Cinemateca Capitólio

Cine Esquema Novo 2016 – Arte Audiovisual Brasileira ocorre de 03 a 10 de novembro em Porto Alegre

Festival selecionou 44 trabalhos entre filmes e instalações que serão exibidos na Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, Instituto Ling e pelas ruas e paredes  da cidade



A edição de 2016 do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira chega oficialmente a Porto Alegre nos dias 03 a 10 de novembro, com exibições gratuitas de filmes e instalações que serão apresentados na Cinemateca Capitólio, sede oficial do festival, Goethe-Institut Porto Alegre e Instituto Ling. Na semana que antecede as atividades, a equipe curatorial convida o público a olhar para cima: nos últimos dias de outubro, o CEN visitará alguns amigos do evento para realizar mini encontros com projeções de filmes e vinhetas nas paredes dos prédios vizinhos. 

Com quase 600 inscritos, o festival que desde 2003 promove a diversidade da imagem através do conceito de Arte Audiovisual - uma proposta capaz de englobar tanto a ideia do cinema quanto das artes visuais, volta ser anual e competitivo. Das 44 obras selecionadas na Competitiva Brasil, 32 serão exibidas na sala da Cinemateca Capitólio e 12 em ambientes fora da sala de cinema, no formato de videoinstalações, projeções e performances (ver lista completa e sinopses abaixo). Serão mais de 35 horas de programação.

 Produção gaúcha em alta 

Não foram poucas as vezes em que a curadoria do evento teve que dar explicações devido à escassa participação de gaúchos no festival. Em 2016, o CEN está inundado por quatorze trabalhos de realizadores por aqui instalados ou que daqui brotaram e foram filmar o mundo. Muitas dessas obras são assumidamente reflexo da convivência destes realizadores com a diversidade das onze edições do CEN. Destaque para o longa Rifle, de Davi Pretto, premiado recentemente no Festival de Brasília, o curta Sesmaria, dirigido por Gabriela Richter Lamas e vencedor de quatro prêmios no Festival de Gramado, o trabalho Superquadra Saci, do artista gaúcho radicado em Recife Cristiano Lenhardt, que faz a abertura do CEN (e que também pode ser conferido na 32ª Bienal de São Paulo com as obras Uma coluna e Trair a espécie) e o longa Muito Romântico, exibido na mostra Forum Expanded da Berlinale 2016 e dirigido pelo duo baseado em Berlim, Melissa Dullius & Gustavo Jahn.



Um audiovisual cada vez mais político

Como era de se esperar, a produção nacional exibida na seleção no CEN 2016 aborda por diversas vezes as diferentes questões sociais e políticas que marcam a agenda brasileira. Este contexto está bem representado no festival este ano, com filmes e instalações que trazem temas como os protestos que tomaram o país (Jovens Infelizes ou um Homem que Grita não é um Urso que Dança, de Thiago B. Mendonça e Da Janela pra Consolação, de Dellani Lima); questões indígenas (Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem, GRIN, de Roney Freitas e Isael Maxakali e o polêmico Antes o Tempo não Acabava, de Sergio Andrade e Fábio Baldo; ocupações urbanas (O Teto Sobre Nós, dirigido por Bruno Carboni); o ocaso das migrações (Para Aylan, de Jacson Dias e Maick Hannder); a opressão exercida sobre as mulheres (Why not be Beatiful?, de Sabrina Luna); e, sempre presentes, mas de forma cada vez mais madura e criativa, as questões LGBT, sexualidades e suas  liberdades (A Cidade do Futuro, de Cláudio Marques e Marília Hughes, O Último Dia Antes de Zanzibar, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon Antes o tempo não acabava).



Destaques em Cannes e Berlim

Trabalhos exibidos nos dois maiores festivais do mundo ganham destaque na Competitiva Brasil do CEN 2016. São os casos de Cinema Novo, dirigido por Eryk Rocha, filme-ensaio premiado com o Olho de Ouro em CannesA Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, que recebeu o Prêmio Especial do Júri na competição pela Palma de Ouro em Cannes; Abigail, exibido na Quinzena dos Realizadores do mesmo festival; Muito Romântico, dos gaúchos da DISTRUKTUR, Melissa Dullius e Gustavo Jahn, artistas radicados em Berlim e que exibiram seu filme autoreferencial na BERLINALE 2016, assim como Antes o Tempo não Acabava, que esteve no Panorama de Berlim.



Resistência em película no Goethe-Institut 

Este ano, ao mesmo tempo em que exibe obras absolutamente contemporâneas no formato digital, o CEN 2016 faz um importante mergulho no universo da película, na busca de discutir a manutenção de técnicas analógicas na imagem em movimento, através da difusão, preservação e experimentação com as possibilidades estéticas que o trabalho em película permite ao artista. As obras internacionais que integram a programação da mostra Resistência em Película (ver programação completa e sinopses abaixo) são de curadoria da produtora Pátio Vazio. Além das mostras focadas em dois importantes artist-run film labs da Europa, o LaborBerlin (Alemanha) e oWorm.Filmwerkplaats (Holanda), um outro programa em 16mm será exibido no festival deste ano, focado no trabalho do duo OJOBOCA. O duo composto por Anja Dornieden (Alemanha) e Juan David González Monroy (Colômbia) residentes em Berlim, vem a Porto Alegre a convite do Goethe-Institut e German Films para apresentar seus trabalhos, ministrar a oficina Traces of Colored Light (ver serviço completo abaixo) de revelação e copiagem manual em 16mm (que ocorrerá durante dois dias no Instituto de Artes - UFRGS), além de uma conversa com o público sobre o trabalho que desenvolvem no duo e de sua experiência como membros do LaborBerlin. Os encontros ocorrem das 10 às 16h, nos dias 07 e 08 de novembro, no Instituto de Artes da UFRGS. São oferecidas 10 vagas. As inscrições custam R$ 60,00 e devem ser realizadas por este link: https://goo.gl/forms/Gb80nFxgCXJwG1lf1



Gestão de Acervos Audiovisuais + Acervo CEN disponível ao público

Uma das primeiras atividades da programação oficial do CEN 2016 inicia às 14h do dia 03 de novembro, na Sala Multimídia da Cinemateca Capitólio: o curso Gestão de Acervos Audiovisuais (ver serviço e programa completo abaixo), ministrado por Fernanda Coelho. Especialista em conservação audiovisual, Fernanda foi por quinze anos a Coordenadora de Preservação da Cinemateca Brasileira e apresenta durante três dias temas como noções básicas de museologia, tipologia de documentos audiovisuais, conservação de documentos, entre outros. Os encontros ocorrem das 14h às 18h no dia 03, e das 14h às 21h nos dias 04 e 05. São oferecidas 20 vagas. As inscrições custam R$ 200,00 e devem ser realizadas através deste link: https://goo.gl/forms/DKdgqsOoblkhx9ef2. A oficina acontece em correalização com o Programa de Alfabetização Audiovisual do MINC e a Coordenação de Cinema, Vídeo e Foto da Prefeitura de Porto Alegre.

Outra novidade desta edição é o Acervo do CEN disponível ao público. Milhares de filmes inscritos e exibidos no festival desde 2003 estão preservados na Cinemateca Capitólio para pesquisa e visionamento. 



Audiovisual em Curso

A programação também conta com uma mostra de cinema universitário gaúcho que terá curadoria de estudantes de seis cursos de graduação de quatro instituições do RS: UFRGS (FABICO e Instituto de Artes), PUCRS (TECCINE), Unisinos (CRAV) e UFPel (Audiovisual e Animação). Intitulada Audiovisual em Curso, a mostra reunirá obras selecionadas pelos alunos que participaram de workshop de curadoria ministrado pelos curadores do CEN, Gustavo Spolidoro e Jaqueline Beltrame e a participação do Programador e Crítico Marcus Mello. A exibição das produções e os debates com os coordenadores dos cursos participantes ocorrerão no sábado, 05 de novembro, no Goethe-Institut Porto Alegre, das 14h às 18h.



Premiação CEN 2016

O evento de divulgação dos vencedores da Competitiva Brasil ocorre na quinta-feira, 10 de novembro, na Cinemateca Capitólio às 21h, com prêmios em serviços oferecidos por Kiko Ferraz Studios, Lilit Laboratório Digital, Psycho N' Look e Locall, para o trabalho vencedor do Grande Prêmio Cine Esquema Novo.



O CEN é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem, em correalização com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura e Goethe-Institut Porto Alegre; coprodução da Pátio Vazio e apoio institucional do Instituto Ling, Departamento de Artes Visuais e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS e Tecna - Centro Tecnológico Audiovisual do RS. Para informações sobre o evento e programação, acesse: www.cineesquemanovo.org



Números do CEN 2016

3 mostras

44 filmes selecionados para Competitiva Brasil

59 artistas (10 duos e 4 coletivos)

32 filmes em exibição na Cinemateca Capitólio (sessões às 19h e 21h)

4 filmes nos espaços expositivos do Capitólio

3 filmes no Instituto Goethe

4 filmes no Instituto Ling

1 performance pelas ruas da cidade

Mais de 35h programação em sala de cinema, galerias, ruas e paredes da cidade;

14 sessões em sala de cinema

14 filmes dirigidos por mulheres

14 filmes gaúchos (realizados aqui ou em outras plagas)

5 atividades formativas



Serviço 

Cine Esquema Novo 2016 – Arte Audiovisual Brasileira

De 03 a 10 de novembro em Porto Alegre (RS), na Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, lnstituto Ling e paredes e ruas de Porto Alegre.

Todas as exibições de filmes e videoinstalações têm entrada franca 

CINEMATECA CAPITÓLIO: todos os dias, das 9h às 23h. Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - (51) 3289 7458

GOETHE - INSTITUT PORTO ALEGRE: de segunda a sábado, das 10h às 19h30.  Rua 24 de Outubro, 112 - Moinhos de Vento - (51) 2118 7800

INSTITUTO LING: segunda a sexta, das 10h30 às 22h; sábado 10h30 às 21h; domingo 10h30 às 20h - Rua João Caetano, 440 - Três Figueiras - (51) 3533 5700


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Bruna Paulin - Assessoria de Flor em Flor

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