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terça-feira, 3 de maio de 2016

Cine Especial: O 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos

14ª  Eles Não Usam Black-Tie (1981)

Sinopse: Tião (Carlos Alberto Riccelli), é um operário comum que só quer ganhar seu dinheiro e ter uma família normal com sua namorada, Maria (Bete Mendes). Logo após descobrirem que ela está grávida decidem casar-se. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica na fábrica onde trabalha. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai, Otávio (Gianfrancesco Guarnieri), um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.
No ano de 1981, o cineasta brasileiro Leon Hirzsman lançava um de seus projetos mais ambiciosos: “Eles Não Usam Black-Tie”. A película é baseada na peça de mesmo nome, escrita por Gianfrancesco Guarnieri em 1958. Hirzsman, iniciou seu trajeto cinematográfico juntamente com sua militância política, sendo um dos fundadores do Centro Popular de Cultura uma organização associada à União Nacional de Estudantes (UNE). A maioria de seus trabalhos tinham cunho sócio-político e com Eles Não Usam Black Tie não foi diferente.
A obra do diretor foi vencedora de prêmios em grandes festivais como Berlin, Veneza e Havana. Mas a sua importância não é apenas em função disso e sim na coragem do cineasta que, em parceria com o autor Guarnieri enfrentou a ditadura e retratou, em partes, os grandes eventos de greve que mobilizaram o Brasil e, em especial a do ABC.
Os diálogos são simples e diretos, principalmente os entre pai e filho. Podemos perceber na trama, que o conflito entre Tião e seu pai é um dos principais pontos da obra. Em meio ao conflito entre Otávio e Tião, há Romana, a personagem interpretada brilhantemente por Fernanda Montenegro traz uma mulher e mãe sendo a voz da razão. Criando uma ponte entre esses dois extremos.

15ª  O Som Ao Redor (2012)

Sinopse: A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranqüilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho.
Nos primeiros minutos de projeção do filme O Som ao Redor, conseguimos ter a absoluta certeza, que as cenas falarão por si sobre o que acontece na trama, ou mais especificamente falando, a câmera irá nos mostrar o que acontece. O diretor Kleber Mendonça Filho demonstra do inicio ao fim nesse filme, uma paixão pelo cinema, pois ele usa a sua câmera como testemunho, sobre o que acontece no dia a dia de alguns moradores de um prédio, onde cada gesto, olhar fica registrado e fala por si.
Como próprio titulo entrega, existem sons durante o decorrer da trama, que muitos casos não fazemos a menor idéia de onde eles vêm, muito menos sabemos do seu propósito, mas estão ali para gerar certo desconforto e para a surpresa de alguns, até mesmo criar um clima de suspense. Todos esses ingredientes servem na realidade, para guardar as sete chaves, as reais intenções de alguns dos inúmeros personagens que surgem na trama.
Até lá, ficamos entretidos com a dona de casa, que fica incomodada com um cachorro que não para de latir. Do rapaz que vende os apartamentos e que começa uma relação com uma garota melancolia. Do dia a dia (e noite) dos seguranças que dão proteção aos moradores. Em meio a todas essas sub-tramas, da à sensação de que há um cenário que esta sendo armado no decorrer da historia, para daí então explodir num determinado ponto. Habilidoso como ninguém, Kleber Mendonça Filho cria inúmeros momentos tensos, que quando parece que são peças chaves que poderiam nos levar ao x da questão, eis que eles são apenas pequenos artifícios para aumentar o clima de suspense que o espectador começa a sentir. Se por um lado são momentos que apenas estendem a trama, por outro é uma prova de toda esperteza do cineasta, que consegue nos prender numa historia que poderia facilmente ser mais encurtada, mas que acabamos ficando fisgados até o final.
Quando as luzes da sala se acendem, temos a sensação de que fomos enganados, mas tudo de uma forma que saíssemos satisfeitos. Pois não é todo dia que interpretarmos de uma forma com relação a uma trama que assistimos, mas que na verdade era algo completamente diferente do que imaginávamos que fosse acontecer.




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2 comentários:

LEO disse...

Eu adoro cinema nacional... Mas não sei se eu conseguiria listar meus 100 favoritos (são tantos q eu adoro)!

Entre os mais contemporâneos (20 anos pra cá) cito: "Tropa de Elite" 1 e 2, "Os Matadores" (Beto Brant), "Tolerância", "Estômago", "Paraísos Artificiais", e "O Mandarim" (talvez o meu favorito entre todos)!

Abs!

Marcelo Castro Moraes disse...

Bom dia Leo.

Na realidade esse especial que eu estou fazendo é baseado numa lista sobre os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, sendo a crítica especializada do ano passado, e que será lançado um livro ainda esse ano sobre o assunto. Dessa lista, tem pelo menos uns 42 filmes que eu ainda não vi e portanto tenho uma tarefa longa pela frente.