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quarta-feira, 2 de março de 2016

Cine Especial: A GÊNESE DA NOVA HOLLYWOOD: Parte 6




De 1967 a 1980, o cinema americano viveu o seu período mais criativo, onde eram apresentadas para o público, histórias sérias, reflexivas e que espelhasse um pouco que os EUA passavam naquele período (período pós Vietnam e o escândalo do Waltergate). Com uma nova e criativa geração de cineastas, Hollywood presenteou para os cinéfilos, algo que somente se via em outros países, como na França e sua “nova onda” (Nouvelle Vague).
O próximo curso criado pelo Cine Um e ministrado por Leonardo Bomfim, intitulado A Gênese da Nova Hollywood tratará exatamente disso. A atividade acontecerá em Porto Alegre, dos dias 05 e 06 de março, mas antes disso, postarei por aqui os primeiros filmes (entre anos 60 e 70) e que deram origem a esse rico período do cinema americano.

MASH (1970)

Sinopse: Durante a Guerra da Coréia, dois competentes jovens cirurgiões, Duke e Hawkeye transformam a rotina de horror e sangue em algo divertido e irônico, através de seu modo descontraído de viver a vida - claramente para evitar os choques e traumas causados pelo que eles passam diariamente, salvando seus companheiros da morte.
Comédia de humor iconoclasta, e uma das grandes realizações do diretor Robert Altman. Fazer uma comédia anti-guerra nessa época era no mínimo, total falta de bom senso, mas Altman adorou e comprou a ideia. M.A.S.H. era uma sigla que identificava os hospitais móveis do exército norte-americano (Mobile Army Surgical Hospital). O filme era uma sátira da Guerra da Coréia, a partir do ponto de vista dos médicos destes hospitais de campanha, mas muitos imaginavam tratar da Guerra do Vietnã. O filme tinha no elenco principal, grande nomes como Donald Sutherland (visto antes em Os 12 Condenados), Elliott Gould, Tom Skerrit, Sally Kellerman, Robert Duvall, entre outros.
Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e Oscar de roteiro, para Ring Lardner Jr. Devido ao seu sucesso, ganhou uma serie de TV bastante conhecida.   
Curiosidade: Apesar de o filme ser situado em plena Guerra da Coréia, o único tiro ouvido no filme é o utilizado para interromper uma partida de futebol.
 
A Última Sessão de Cinema (1971)

Sinopse: Entre a 2ª Guerra Mundial e a Guerra da Coréia, dois jovens, Duane Jackson (Jeff Bridges) e Sonny Crawford (Timothy Bottoms), vivem em Anarene, uma pequena cidade no Texas. Eles se parecem fisicamente, mas mentalmente e emocionalmente são opostos. Passam boa parte do tempo no cinema ou no salão de sinuca. Enquanto Duane tenta se firmar frequentando festas de embalo, Sonny é iniciado no sexo por Ruth Popper (Cloris Leachman), a frustrada esposa do seu treinador. Mas os dois compartilham um desejo: Jacy (Cybill Shepherd).

O mais interessante desse filme de Peter Bogdanovich é a sua ambientação. O lugar, a decoração de cada lugar, cada casa e até mesmo as roupas que as pessoas usam tudo remete imediatamente aos anos 1950. Mais impressionante ainda é que o filme foi rodado como se fosse um filme feito nos anos 1950, mesmo sendo um filme de 1971. Da mesma forma que se fazia na época, até mesmo com seu preto e branco tradicional (segundo dizem, um conselho de Orson Welles, amigo do diretor). 
Mais ainda, o filme evoca uma nostalgia dos anos 1950 mesmo para os que não viveram naquela época. Um ótimo trabalho do diretor Bogdanovich, que faria poucos filmes depois desse. Menos ainda de filmes que sequer valham a pena serem vistos, mas pelo menos aqui ele acertou a mão entregou um ótimo filme para ser visto em qualquer época.




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