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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: As Sufragistas



Sinopse: No ano de 1848, as mulheres se rebelam contras as injustiças de gênero que as destituem de direitos básicos da cidadania. O movimento sufragista, que reivindica o direito ao voto feminino, ganha força e encontra na ativista e uma das fundadoras da ação, Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), a forma para conseguir fazer mudanças na história.

 

Qualquer semelhança com o ativismo feminino de hoje, como por exemplo, quando foi visto no ano passado aqui no nosso país, quando as mulheres protestaram contra as leis conservadoras de Eduardo Cunha, comparado aos fatos verídicos vistos no filme não é mera coincidência. As mulheres sempre brigaram, e continuam brigando, pelos seus direitos, como se fossem seres de segunda categoria. Maud Watts (Carey Mulligan de Shame) é uma das muitas operárias de uma lavanderia, onde trabalha desde os 12 anos e, como as outras, é explorada e maltratada pelo chefe. Casada e mãe de um filho, ela é obediente ao patrão e ao marido até que fica conhecendo, por acaso, o movimento das mulheres que querem simplesmente votar.
Se, no início, Maud tem dúvidas sobre a importância das manifestações, dramas de sua própria vida empurram a jovem para o único caminho possível num mundo dominado por homens. A triste jornada de Maud traz para o plano privado uma discussão da esfera pública, fundamental na história dos direitos humanos. O movimento sufragista, que tinha entre suas principais líderes na Inglaterra Emmeline Pankhurst (no filme vivida por Meryl Streep, em pequena participação especial), foi bastante polêmico, e por vezes contundente, e conseguintemente reprimido com violência pelo Estado, interpretado como terrorismo.
Uma chave para se compreender sua importância é sua origem popular, na classe trabalhadora. As Sufragistas é apenas um pequeno recorte no ativismo das mulheres pelo voto, já que o movimento ocorreu em muitos países. Especificamente no Reino Unido, a movimentação ganhou a adesão da classe operária, Ao final, além da constatação de que, historicamente, toda conquista precisa de um mártir, fica a surpresa quando aparecem as datas da adoção do voto feminino em vários países.
Surpreendente! Se, no subdesenvolvido Brasil, a mulher só pôde votar a partir de 1932, na avançadíssima Suíça em 1971, Iraque, em 1980 e por fim na Arábia Saudita neste ano.  A ótima reconstituição de época e o excelente elenco compensam o caráter um tanto formulaico do roteiro de Abi Morgan, que tem no currículo A Dama de Ferro, cinebiografia de Margaret Thatcher, e o ótimo Shame, de Steve McQueen. 
Um drama emocionante, uma aula, uma volta ao tempo para refletir, mas ainda sim é apenas uma pequena parte da historia que nos mostra como as mulheres tiverem que sofrer até conquistarem seus direito.



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