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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cine Especial: FRANCIS FORD COPPOLA: O APOCALIPSE DO CHEFÃO: Parte 1



Nos dias 05 e 06 de dezembro eu estarei participando do curso Francis Ford Coppola: O Apocalipse do Chefão, criado pelo Cine Um e ministrado pelo crítico de cinema  Robledo Milani. Enquanto atividade não chega por aqui eu irei destacar os principais filmes de cada década desse grande Padrinho da 7ª arte.

 

(ANOS 70)

 O PODEROSO CHEFÃO (1972)



Sinopse: Em 1945, Don Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Com a chegada das drogas, as famílias começam uma disputa pelo promissor mercado. Quando Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer atentados para que mudem de posição. É nessa complicada época que Michael (Al Pacino), um herói de guerra nunca envolvido nos negócios da família, vê a necessidade de proteger o seu pai e tudo o que ele construiu ao longo dos anos.

 

Baseado no romance de Mario Puzo, adaptado por ele e pelo diretor Coppola, é um espetáculo grandioso e belíssimo, que empresta um tom épico e inédito nos filmes de gângster. Pontuado por diversas cenas clássicas, tem um elenco impecável, uma fotografia primorosa (cortesia de Gordon Willis de Manhattan) e trilha sonora inesquecível de Nino Rota, conduzida pelo maestro Marmine Coppola, pai de Francis. O próprio cineasta dirigiu duas sequências que deram continuidade a saga (74 e 90) e uma montagem dos dois primeiros filmes para ser apresentado para a TV. Vencedor de 3 Oscar.

 Curiosidade: Francis Ford Coppola e Mario Puzo, autores do roteiro do filme, evitaram a todo custo utilizar a palavra "máfia" nos diálogos dos personagens.

 

O PODEROSO CHEFÃO: Parte II (1974)



Sinopse: Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci o poderio de Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados como Hyman Roth (Lee Strasberg) estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos.


Flashbacks interrompem a narrativa, para mostrar o surgimento do império Corleone. Minguém em Hollywood acreditava, mas Coppola conseguiu fazer uma continuação ainda melhor que o filme original. O diretor e Mario Puzo criaram uma emocionante complemento do primeiro filme, revelando detalhes que explicam o comportamento dos personagens. Esse amargo e irresistível vaivém no tempo, que cobre três décadas e três gerações da família Corleone, forma também um grande e romântico painel sobre o EUA do século XX. Oscar de melhor filme, direção, roteiro adaptado, ator coadjuvante (Robert De Niro, perfeito como o jovem Vito Corleone), trilha sonora e direção de arte.

Curiosidade: Para se preparar para o papel, Robert De Niro viveu durante certo período na Sicília. Ele faz parte do grupo de atores que ganhou um Oscar falando a maior parte de seus diálogos numa língua diferente da inglesa (os demais foram Sophia Loren, Roberto Benigni e Marion Cotillard).


A Conversação  (1974)



Sinopse: Harry Caul (Gene Hackman), expert em vigilância e conhecido nacionalmente por seu grande profissionalismo, é contratado pelo diretor de uma grande empresa para vigiar e gravar a conversa de um casal de amantes. Mas no passado um trabalho dele provocou a morte de três pessoas e agora ele teme que algo parecido aconteça.


Harry Caul é magistralmente interpretado por Gene Hackman que consegue transmitir toda a desconfiança e insatisfação que vive o personagem.  A cena final é um misto de suspense e incerteza - como quase todo o filme, porém com doses ainda mais cavalares - onde Coppola questiona a passividade do espectador ao colocar um desfecho que foge totalmente do óbvio. Superando uma monotonia presente até certo ponto, o filme cresce de forma vertiginosa, prendendo à atenção do espectador numa rede de mistérios e até "delírios".

 Apocalypse Now (1979)



Sinopse: Capitão (Martin Sheen) tem a missão de encontrar e matar coronel (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.


 Mais de 35 anos depois, filme de Francis Ford Coppola não é sobre o Vietnã, o filme é o Vietnã. Uma odisséia que mostra de forma muitas vezes surrealista a devastação e o horror da guerra, com um final bastante sombrio e marcante. Nas comemorações dos 25 anos do filme, foi lançada uma versão com mais de três horas de duração, dando mais detalhes da trama e explorando pontos antes inexplicáveis. Para a surpresa de muitos da época, o filme se tornou muito mais ágil, mesmo com a longa duração e provando ainda mais o talento de Coppola.
Desempenhos magistrais de Martin Sheen e Marlon Brando. Palma de Ouro no Festival de Cannes

Curiosidades: O cronograma original de Apocalypse Now previa filmagens de apenas 6 semanas, mas a produção terminou se estendendo para 16 meses. O motivo de tamanho atraso foi um furacão, que destruiu todos os sets de filmagens.- O ator Martin Sheen teve um ataque cardíaco durante as filmagens, aumentando ainda mais o atraso para a conclusão do filme enquanto o diretor Francis Ford Coppola ameaçou por diversas vezes se suicidar.


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