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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Cine Clássico: A Marca Da Pantera (1982)



 NOTA: Filme exibido na ultima sessão Aurora da Sala P.F Gastal da Usina do Gasômetro de Porto Alegre.    

 

Sinopse: Após vários anos Irena Gallier (Nastassja Kinski), uma sensual e jovem mulher, encontra Paul (Malcolm McDowell), seu irmão, e descobre horrorizada que pertencem a uma tribo que, na hora do sexo, se transforma em panteras assassinas. Como está apaixonada, mas ainda é virgem, teme em se transformar quando estiver ao lado do diretor do zoológico Oliver Yates (John Heard), o homem que ama. Paralelamente é assediada pelo irmão, que diz que a única relação sexual possível que diz que ela pode ter um relacionamento incestuoso com ele, assim como aconteceu os pais deles, que também eram irmãos e carregavam a mesma maldição.


Embora seja uma refilmagem do Sangue de Pantera da década de 40, é preciso ter em mente que ambos os filmes são obras razoavelmente diferentes, que, no entanto possuem o mesmo ponto de partida. Isso ocorre muito em parte devido à diferença temporal entre as duas versões, aliada ao enfoque que cada diretor aplicou à sua visão de filme.
Na versão de 1982, o filme começa com a chegada da jovem Irena Gallier (Nastassja Kisnki) a New Orleans, quando ela é recepcionada pelo irmão Paul (Malcolm McDowell), o qual ela ainda não conhecia e em cuja companhia a moça irá começar uma nova vida. Os constantes desaparecimentos do irmão coincidem com o surgimento abrupto de uma pantera em plena área urbana, logo capturada e levada ao zoológico, cujo curador, Oliver (John Heard), acaba por conhecer e se apaixonar por Irena quando esta faz uma visita à ala dos animais selvagens e se vê fascinada pela pantera capturada. O envolvimento dos dois provoca uma reviravolta na vida de Irena, que é surpreendida por novas sensações, instintos e segredos inomináveis revelados por seu irmão, que remetem a uma maldição secular que a proíbe de se envolver com outra pessoa sem ser afetada por uma terrível transformação.
Enquanto no original a sugestão era a responsável pela construção do mistério e do suspense, agora é o horror gráfico, com direito a muito sangue, nudez e até mesmo um súbito desmembramento, que se encarrega de garantir o interesse na história, cujo aspecto fantástico é bem mais acentuado. No quesito suspense, quem sai perdendo nessa disputa é com certeza o filme de Schrader, que recorre ao choque, a alguns sustos e à índole voyeurística da plateia para imprimir uma combinação estranha de horror e sexo que de certa forma viria a se tornar a marca registrada do seu filme. Dúvidas quanto à natureza bestial dos humanos que se transformam em felinos após fazerem sexo e precisam matar para voltarem à normalidade? Nada disso, Schrader mostra tudo e mais um pouco, para falar a verdade. Quando o diretor tenta estabelecer um suspense mais sutil, como na famosa cena da piscina, que permaneceu nesta refilmagem e é protagonizada por Annette O'Toole (de topless, claro), o resultado soa nada menos que forçado e gratuito dentro do contexto da história.
O forte do filme está mesmo em sua produção mais caprichada, na presença simplesmente estonteante de Nastassja Kinski, ainda com rostinho de ninfeta, e na trilha sonora climática de Giorgio Moroder (David Bowie faz a canção-tema, que vai muito bem até a metade e, ainda bem, só toca completamente nos créditos finais). Tivesse a escolha da protagonista sido outra, com certeza o resultado desta refilmagem seria bem menos razoável, já que Nastassja Kinski e sua personificação de "pantera" praticamente seguram todo o filme. Principalmente devido à sua cena final, Kinski e sua personagem se converteram num dos maiores fetiches da história do cinema.


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