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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Cine Especial: JOHN CARPENTER: ELE VIVE: Parte 2



Nos dias 24 e 25 de outubro eu estarei no Cine Capítulo, participando do curso John Carpenter: Ele Vive, criado pelo Cine Um e ministrado pelo escritor, cineasta e especialista em Cinema  Fernando Mantelli. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui eu irei destrinchar sobre os principais filmes desse cineasta que está entre os mais cultuados da história do cinema.

 

Halloween - A Noite do Terror (1978)



Sinopse: Na noite de halloween aos 6 anos de idade, Michael assassina brutalmente sua irmã, Judith Myers, após a mesma ter relações sexuais com o namorado na ausência dos pais. Por este ato, é enviado ao Sanatório Smith Groove, em Handonfield, onde permanece por exatos 15 anos. Fugindo do sanatório, Myers volta à sua cidade natal e na noite de halloween de 1978 persegue e mata os vizinhos de sua casa abandonada.


Violência e sangue, na medida para quem procura sustos e arrepios em cada sequência. Grande sucesso de bilheteria, que abriu caminho para a explosão do cinema de horror dos anos 70 aos anos 80. Gerou inúmeras sequências e várias imitações. Primeiro grande sucesso da carreira de Jamie Lee Curtis, que na época, era mais conhecida por ser filha de Tony Curtis e Janet Lee (Psicose)

Curiosidade: Por causa do baixo orçamento, não foi possível contratar um figurinista, por isso os atores vinham para as filmagens com as roupas de casa.

 

A Bruma Assassina (1980)



Sinopse: Antonio Bay, uma comunidade pesqueira, está prestes a comemorar cem anos de fundação, mas justamente nestes dias acontecem estranhos acontecimentos enquanto o lugar é coberto por uma estranha bruma brilhante. Stevie Wayne (Adrienne Barbeau), a proprietária e operadora da rádio local, vê que algo muito grave está acontecendo e se preocupa em alertar a população.


Apenas dois anos depois do surpreendente sucesso de Halloween, John Carpenter retornou ao gênero terror com A Bruma Asssassina. O filme é um conto moral sobre o que os males da ganância podem causar ao se abaterem sobre uma pequena comunidade, repetindo alguns aspectos de Halloween, como os assassinatos em série e Jamie Lee Curtis, no papel de uma moça que vive de cidade em cidade e acaba por ajudar a combater a ameaça que vem da bruma.Mas, em se tratando de um filme de John Carpenter, o conto moral vem disfarçado em um dos melhores filmes de terror e suspense já filmados, com as cenas dos assassinatos evocando passagens de filmes de Dario Argento. 
O terror e o suspense no filme aparecem muito mais nas atmosferas criadas por Carpenter com o uso do som de objetos caindo, coisas se quebrando, a música eletrônica, composta por ele mesmo, o uso dos espaços vazios como elementos geradores de tensão, proporcionado pelo enquadramento em cinemascope, do que com a violência física dos assassinatos, que ocorre em grau até detalhado em termos gráficos, mas é apenas um elemento a mais na construção estética do filme.Metáfora de um país que entrava nos anos 1980 cada vez mais voltado para políticas econômicas neoliberais, ou seja, que visavam o lucro antes do bem-estar social, A Bruma Assassina expõe que há algo na natureza (e a maneira com que Carpenter filma a bruma faz com que ela se pareça com um ser vivo) que transcende o simples materialismo do dinheiro. Como cena símbolo do filme, àquela em que o padre da cidade, neto do padre que tramou a morte dos leprosos, devolve aos mortos-vivos o dinheiro que seu avô havia escondido dentro da igreja, na forma de uma cruz de ouro maciço.
 Interessados no curso devem se dirigir na pagina do Cine Um clicando aqui. 

 
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