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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cine Especial:HORROR NO CINEMA BRASILEIRO:Parte3



Sim, o gênero de horror existe no Brasil e ele será tema do próximo curso de cinema, criado pelo Cine Um e ministrado pelo Jornalista, crítico, historiador e pesquisador dedicado a tudo que se refere ao cinema de horror mundial Carlos Primati. O curso ocorre nos dias 29 e 30 de Agosto no Cine Capitólio.  Enquanto os dias da atividade não chegam, irei postar por aqui sobre os filmes de horror que eu tive o privilegio de assistir, seja em DVD ou no cinema.

 

Encarnação do Demônio (2008)



Sinopse: Após 40 anos preso, Zé do Caixão (José Mojica Marins) enfim é libertado. De volta às ruas, ele está decidido a cumprir sua missão: encontrar uma mulher que possa gerar seu filho perfeito. Caminhando pela cidade de São Paulo ele enfrenta leis não naturais e crendices populares, deixando um rastro de sangue por onde passa.

 

Foram quatro décadas de espera, mas em 2008, finalmente Zé do Caixão retornou aos cinemas com uma potencia máxima. Tudo que o cineasta, roteirista e ator não pode fazer nos filmes anteriores, aqui ele faz de tudo um pouco e em dobro: tortura, mutilação, sangue, nudez, sexo e humor negro em doses cavalares para ninguém botar defeito. Embora envelhecido, o personagem continua com seu mesmo objetivo: encontrar a mulher perfeita para então gerar o seu filho perfeito, mas ao mesmo tempo, enfrenta os seus próprios fantasmas.
É neste ponto em que a produção simplesmente enlaça com os dois filmes anteriores, mostrando as vítimas (agora em espectros) do protagonista e disparando em alguns momentos de flashbacks em que mostra cenas clássicas dos filmes daquele tempo. De quebra, Mojica simplesmente volta no tempo, ao reconstituir o final do filme Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver: na época das filmagens do segundo capítulo da saga do coveiro, a censura obrigou o cineasta a modificar o destino do personagem, pois senão o filme jamais seria liberado. Aqui, revemos a mesma cena, mas casadas com novas (com direito a uma fotografia idêntica) e o jovem Zé do Caixão interpretado pelo americano Raymond Castille que espanta pela semelhança absurda que possui se comparado quando Mojica era jovem.
Com isso, embora seja uma continuação, em alguns momentos o filme parece uma releitura de algumas passagens dos filmes anteriores, como no caso de quando o protagonista se transporta ao purgatório (no segundo filme ele havia descido ao inferno), acompanhado do Mistificador (José Celso Martinez Correa). É neste momento que o filme possui um grande numero de efeitos visuais, mas tudo de forma artesanal e somente com algumas pinceladas de efeito digital. Não há como negar que existem cenas fortes ali, desde pessoas se comendo umas as outras (com direito alguém tendo o pênis devorado) e inúmeras mutilações a torto e a direito. Mas nem só de cenas fortes o filme vive, pois além do protagonista comandar o show, o filme ganha pontos por possuir um elenco de peso, o que difere e muito dos filmes anteriores, onde boa parte era com um elenco amador.
O veterano Jece Valadão (Rio Zona Norte) é o grande adversário do Zé, ao interpretar o Coronel Pontes, só que infelizmente o destino pregou uma peça: durante as filmagens, Valadão veio a falecer e deixando o seu trabalho que incompleto. Para contornar isso, Mojica chamou o ator Adriano Stuart, para interpretar um capitão e irmão do personagem de Jece Valadão e junto com o trabalho de edição, conseguiu-se cobrir as cenas que era com Valadão. Uma pena, já que nos poucos momentos que surge em cena, Valadão dá um verdadeiro show, principalmente na sequência em que seu personagem descobre que foi sua própria esposa que conseguiu tirar Zé do Caixão da prisão. Muito embora, Milhem Cortaz (o eterno 02 de Tropa de Elite), que interpreta um monge enlouquecido e a procura de vingança, acaba também roubando a cena, principalmente nos minutos finais em que duela com o protagonista. E para completar com uma cereja no bolo, o veterano Luis Melo (Olga), faz uma pequena, mas significativa ponta no inicio do filme, onde o seu personagem se vê obrigado a soltar o protagonista depois de anos preso na prisão.
Com um ato final em que todos os personagens irão se colidir e gerar muito mais violência, sangue e mortes, o filme termina de uma forma satisfatória, mas deixando uma pergunta no ar: será possível que veremos futuramente Zé do Caixão novamente nos cinemas?    

 

Inscrições para o curso cliquem aqui 

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