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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cine Especial:Zumbis no Cinema:Eterno Retorno:Parte 3



Nos dias 11 e 12 de julho, eu estarei participando do curso Zumbis no Cinema: Eterno Retorno, criado pelo Cine Um e ministrado pelo critico, editor e tradutor César Almeida. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui eu estarei relembrando os principais clássicos desse gênero que, para a nossa sorte, teima em não morrer.

 (Para morrer de rir)
A Volta dos Mortos Vivos (1985)
Misturando terror clássico com humor negro, além de várias referências aos filmes de mortos-vivos, A Volta dos Mortos-Vivos é um filme muito divertido e que acrescenta coisas à mitologia dos zumbis. Neste filme, eles são capazes de falar e são até bem inteligentes (uma sacada genial é a cena quando um dos zumbis escuta o rádio da ambulância, deixa de devorar o cérebro do paramédico e responde ao chamado falando "Mandem mais paramédicos"). Uma mudança é o fato dos zumbis se alimentarem apenas dos cérebros das pessoas, e não mais de seu corpo inteiro como em outros filmes (daí vem a clássico expressão "BRAAAAAAINS", dita por um dos zumbis e repetida até hoje nos Zombie Walks da vida). O elenco é ótimo e parece muito a vontade durante o filme inteiro com destaque para a dupla protagonista Karen e Matthews. Para os homens, quem rouba a cena, entretanto, é Linnea Quigley, como a punk conhecida como Trash, na clássica cena em que ela dança nua em cima de uma sepultura. Linnea tornou-se a rainha dos filmes B depois de estrelar várias produções de baixo orçamento, a maioria inéditas no Brasil.


Fome Animal (1992)
A primeira vez que eu assisti a esse filme foi no saudoso Cine Band Trach. Nunca mais me esqueci do verdadeiro banho de sangue que o filme proporciona, do agito da câmera ensandecida, mas acima de tudo, o humor negro dos mais divertidos. Mesmo com um baixo orçamento, Peter Jackson deitou e rolou fazendo esse filme, não poupando nenhum pouco nas cenas de violência, sangue e bizarrice (como a cena de um intestino vaidoso). Na época, nem imaginava quem era o diretor, muito pouco imaginava que um dia ele filmaria uma das melhores trilogias do cinema de todos os tempos (Senhor dos Anéis), mas é assim que os grandes diretores começam, por baixo, mas com grande estilo.

Todo mundo quase morto (2004)
Eu fico me perguntando se George A, Romero sabia que, com a sua criação de A Noite dos Mortos Vivos, geraria tamanhos frutos, tanto para inúmeros filmes com o mesmo tema, como também inúmeros debates que esses filmes proporcionam. No caso da deliciosa produção inglesa Todo Mundo Quase Morto, o filme não é somente uma mistura do gênero terrir com os filmes de zumbis, mas sim uma critica sobre a alienação das pessoas durante o dia a dia, no qual chegam a um ponto, que não precisaria de um vírus ou outra coisa para se tornarem zumbis, pois eles próprios estão se tornando isso. Belo exemplo é a fantástica cena do protagonista (Simon Pegg, hilário) onde ele sai da casa, atravessa a rua, vai para a calçada e chega ao mercado, sendo que durante o trajeto, a cidade já esta tomada de zumbis, mas ele simplesmente não se dá conta, porque ele sempre faz todo o santo dia o mesmo trajeto e esquecendo o que rola em volta. Infelizmente, o filme teve uma distribuição infeliz para cá, chegando apenas em DVD, mas rapidamente conquistou uma legião de fãs.

Zumbilândia (2009)

Todo mundo quase morto fez escola, tanto que, o diretor estreante Ruben Fleischer, sempre deixou claro que ao ver o filme inglês queria porque queria fazer algo parecido: um filme de zumbis, mas embalado com bom humor, sem ser uma sátira. Inicialmente para ser um piloto para uma serie de tv, o projeto acabou indo para o cinema e o resultado é pra lá de positivo. O filme toca num assunto muito divertido, que são as regras de sobrevivência num mundo de zumbis, algo que é sempre mostrado em outros filmes de gênero, mas nunca dito. O quarteto central é um sucesso a parte: Jesse Eisenberg (Rede Social) se sai bem como protagonista, narrador e o que dita às regras. Woody Harrelson está mais do que a vontade fazendo o papel de durão que, não da mole para morto vivo e por fim, Emma Stone e Abigail Breslin defendem a ala feminina com honras. Atenção para a hilária participação de Bill Murray que aqui faz ele próprio.
Mais informações e inscrições para o curso você clica aqui.
 

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